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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 tri metri sopra il cielo [fechado/]

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Clarissa Belacqua
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MensagemAssunto: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Sex Ago 28, 2009 1:09 pm

Eu não gosto de romances, sério, porquê é uma coisa tão idiota ver aqueles filmes de romances adolescentes tipo... Bratz ou sei lá, porque nem tem beijo, o que é uma coisa podre, já que poucos de nós são realmente inocentes (falo isso em nome de toda a população mundial de 17 recém anos de idade).

Mãs, um filme que eu tinha achado legalzinho era Tri Metri Sopra Il Cielo, porque é um resumão do livro e porquê o ator do Step é bonitinho. Ponto.

Mas, por um outro lado, mesmo o ator de A Clockwork Orange ser bem passável na época de estréia do filme, isso não me fez gostar muito daquela geração bebedora de leite com drogas. E com certeza, mesmo se o ator do Peter seiláoquê fosse/for bonito em qualquer adaptação de O Diário de Anne Frank, provavelmente não iria gostar mesmo do filme, porque sei lá, é estranho e simplesmente cruel demais coisas relacionadas ao Holocausto.

Estava devaneiando - como pode se perceber - em um belo lugar - tá, isso não foi realmente muito previsível. A praia era um lugar agradável e eu gostava dela, provavelmente por causa das gaivotas fazendo seus barulhos estranhos e voando e pela quantidade considerável de água (e não a bosta que vem incluída) que estava ali.

Era cedo demais, digo, os raios do sol começavam a surgir no horizonte e um vento não tão frio passava. Eu usava jeans rasgados, velhos, realmente detonados, mas amados, galochas vermelho-vinho, uma regata branca debaixo de uma blusa xadrez vermelha com mangas compridas, mas dobradas 3/4 porque eu odeio mangas compridas. Meus cabelos estavam presos em uma trança embutida mau-feita nessa manhã e por isso, tive que prender bastante fios com tic-tacs pretos e alguns ainda roçavam em minhas bochechas.

Estava com olhos fechados, braços cruzados e sentindo o vento no rosto, as gaivotas cantando e o cheiro delicioso de água salgada. E ouvi alguém se aproximar, por isso me virei porque não era uma coisa comum alguém vir aqui tão cedo e nem nada.

Bom, o que vi não era nada muito legal ou surpreendete e certamente não iria dar gritinhos de alegria e correria para abraçá-la, mas dei um sorriso sem mostrar os dentes quando vi aqueles olhos claros que aparentemente herdei. Isso foi meio que automático, então para evitar novamente esse tipo de coisa, me virei para ver novamente o mar.

Não sabia como agir, afinal, Deméter era minha mãe, mas era também uma deusa.

Gosh, o que Jesus faria? Ou,sei lá, fez?
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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Seg Ago 31, 2009 5:53 pm

"Deméter era a protetora das mulheres e uma divindade do casamento, maternidade, amor materno e fidelidade. Ela regia as colheitas, o milho, o arado, iniciações, renovação, renascimento, vegetação, frutificação, agricultura, civilização, lei, filosofia da magia, expansão, alta magia e o solo."

Eu só sabia que eu estava cansada. Não fisicamente. Estava cansada de ano após ano ver Perséfone estação sim, estação não. E apesar de ser a deusa da fertilidade, eu DEVIA ter perdido e não sabia mais o porquê de tantos filhos. Apesar de ter que me dividir em trinta mil pedaçinhos cúbicos para ver cada um deles, eu os amava, muito, e apesar da sensação de abandono, não conseguia saber se conseguia viver sem a existência deles em torno de mim. Não é atoa que eu era considerada a deusa do amor materno. Uma vez mãe, permanecerá sempre mãe, pois nada apaga a emoção de carregar um filho sob o coração.

A pergunta mestre era porque eu não gostava de me comunicar com meus filhos. Porque eu simplismente defendia os direitos iguais a todos, pois, se eu tivesse que aparecer para um, eu teria que aparecer para outro. Mas as vezes devemos entender que há casos que são totalmente exclusos a essa regra de todos. Se bem que eu gostaria de falar com todos, mas não é nada possível. Talvez até possa, mas isso varia de cada um deles - apesar de amá-los, não sei se todos de fato me amam ou se sintam rejeitados por sua mãe não ser presente nas suas vidas.

Quíron deveria querer arrancar a cabeça de todos os deuses - mesmo que eu soubesse que ele nunca teria coragem de fazer isso - porque, a cada nascido, eu deixava pelo menos alguma carta ou pista do acampamento meio sangue e/ou algo que lhe possa recordar de mim. Citando alguns filhos meus - Edward (que é um nome muito bonito), Kieran, Jackie, Amber... - que estudavam no acampamento meio sangue, se eu tivesse algo para me recordar destes, juro que teria 3 quilos a mais de ouro ou prata em meu corpo.

Deuses, Deuses. Não que não seja muito comuns os Deuses saírem do Olimpo para dar alguma investigada no mundo alheio, mas... Eu havia observado a vida de Clarissa, como todos os meus filhos, e talvez o sentimento de culpa que eu tinha (de não poder ficar com todos os meus filhos) cresceu mais, principalmente quando sua vó... lhe entregou a chave de seu porta jóias. Eu podia ser associada em uma mãe de hoje em dia: eu trabalhava todos os dias, e nunca conseguia ver meus filhos.

Decidi visitar Clarissa.
Mãe desnaturada? Não. Mãe atarefada? Sim.

Mesmo não sabendo se Clarissa me via como mãe, era totalmente frustrante não poder ter tido nenhum contato pelo menos uma vez com seus filhos. Não acompanhá-los. Mas a sensação era tomada por uma onda de comodação em saber que eles estavam protegidos - vamos tirar a parte de que "papai" queira destronar todos os deuses olimpianos, e começando em ferir-nos sentimentalmente fazendo-nos ver nossos filhos se aliando a ele - no acampamento meio sangue. Mesmo que por um verão.

Eu não entendi a expressão de Clarissa diante a minha presença, mas eu entendia perfeitamente seu sorriso de lábios. Podia pensar que ela estava um pouco apreensiva, talvez, porque eu era uma deusa. Diferente disso, só gostaria que ele fosse ela mesma com isso. Queria que ela se sentisse confortável.

Eu sorri de volta para ela. Tentei deixar minha expressão um pouco mais serena, e pousei-me ao lado dela, imitando-a ao olhar para o mar. Eu estava descalça e com meu vestido verde claro em alguns tons marrons. Eu gostaria de falar "Olá Clarissa, como vai você?" ou simplismente "Prazer". Mas talvez eu estivesse pouco me lixando para essas frases clichés e eu queria mesmo era fugir do óbvio.

Eu franzi o cenho. - Clarissa. - hesitei. - Tudo fica mais bonito se tiver um ponto de vista otimista. - podia até estar me referindo a paisagem do mar, mas, eu sabia que ela sabia do que eu estava falando.
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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Seg Ago 31, 2009 6:18 pm

O que Jesus faria? Bom, essa pergunta ficou, honestamente, rolando e cambaleando na minha cabeça até que Deméter, postada ao meu lado e me imitando, olhando para o mar, falicilitou tudo para o começo de uma conversação e disse:

- Tudo fica mais bonito se tiver um ponto de vista otimista.

Otimismo... bom, se isso quer dizer correr em uma rodovia sem olhar pros lados e esperar que ninguém te atropele, devo dizer que não tenho essa... virtude. Apesar de que otimismo de vez enquando poderia ser legal. Não para se atravessar uma rodovia correndo, isso seria falta de juízo na merda da cabeça da pessoa, mas talvez para ver as coisas de um modo mais legal.

Por exemplo: se você vê sua suposta mãe perto de você e quer ignorá-la achando que você (com quase toda a certeza do mundo) vai fazer merda, você devia estar pelo menos um pouco aberta para a possibilidade de tudo dar certo.

É raro, mas vamos lá - o que aqui é comum ou normal ou (honestamente) barato? De valor sentimental e provavelmente do valor material também.

Talvez eu tenha captado a coisa errada, mas talvez Deméter - ou minha mãe - tinha essa intenção ao me dizer aquilo.

- Talvez. - eu disse, respondendo sua afirmação e a olhando pelo canto dos olhos. Ela era realmente linda. Também, duh, ela é uma deusa. Semi-deuses costumam ser bonitos também, mas sei lá, os de Ares tem cara de serial-killers enquanto os de Afrodite tem cara de vilãs de Bratz mesmo. Os de Deméter tinham cara de... fazendeiros bonitinhos a la Hannah Montana: O Filme.

Se julgar é meio estranho, vocês sabem.

- Mas às vezes, quando a pessoa chega a ser otimista demais, acaba se magoando demais também. - eu disse para ela, entortando o nariz para o lado direito, como fazia enquanto filosofava. - A mesma coisa acontece com a felicidade, por isso certas pessoas não se arriscam. - dei de ombros e a olhei por uns três segundos e depois me virei para o mar - Porque talvez os deuses deviam dar uma folga para elas de sua existência, porque certas coisas só doem um pouco. Outras doem mais que a média.

Gosh, eu falava demais.
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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Seg Ago 31, 2009 6:40 pm

Ter um diálogo distante e bem... filosófico era divertido. Mais eu conseguia distinguir bastante o que era divertido e o que era obrigação. As vezes, não é nem isso. Eu realmente torcia que quando eu aparecia para meus filhos eles nnao pensassem que falar com eles era uma obrigação que eu mesma opus sobre mim. Mas não é bem assim, ok.

Eu não conhecia muito bem Clarissa, mas via que era uma menina com um gênio forte. - A mesma coisa acontece com a felicidade, por isso certas pessoas não se arriscam. - eu assenti com a cabeça. - As pessoas reclamam demais e sempre querem ser felizes. Mas a felicidade pode estar mais perto do que elas pensam. - eu sorri, olhando pra ela.

Não era por isso que as pessoas eram gananciosas? Pensam que se terem mais, mais perto vão estar da felicidade. De comandar o mundo, ou ter muito dinheiro, ou ser o dono da Microsoft. Não era isso felicidade. - Porque talvez os deuses deviam dar uma folga para eles de sua existência, porque certas coisas só doem um pouco. Outras doem mais que a média.

Pude saber muito bem do que ela estava falando. Eu estava triste, mas ao mesmo tempo feliz.

Eu disse calmamente para Clarisse. - O que te faz feliz? Ou o que te faz triste? - disse olhando profundamente em seus olhos parecidos com os meus. Quando ela começou a falar, fechei sua boca lentamente e delicadamente, ao mesmo tempo que eu fazia "pssssssiiiiu" com a boca.

- Você pode responder essas perguntas agora. - respirei - Mas isso sempre vai mudar. - sempre, sempre, sempre. Você pode gostar de assistir desenhos animados quando se é pequeno, mas quando se é adulto, você nnao tem tempo de realizar isso. - Você pode odiar sua mãe por tê-la abandonado, mas se você prestar atenção no real motivo dessa causa. - sorri, voltando ao olhar para o mar.

Precisamos ser egoístas as vezes, mas abrir mão de certas coisas também. Se eu tivesse de abandonar a fetilidade, a terra, e os animais pra cuidar de meus filhos, o que seria da Terra?
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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Seg Ago 31, 2009 7:03 pm

- Você pode odiar sua mãe por tê-la abandonado, mas se você prestar atenção no real motivo dessa causa. - Deméter disse. Hm.

Me virei para o mar, segurando os cotovelos na frente do corpo.

Fiquei calada durante uns dois minutos, pensando se o que eu ia falar ia - sei lá - ferir ela de alguma forma, mas era a verdade.

- Talvez, mas se fosse para nos abandonar, porquê simplesmente não nos teve? - eu perguntei, dando de ombros. Tá, estava perguntando pra ela porque não abdicou da minha vida, da vida de Gustave, da vida de... bom, um certo número de pessoas do acampamento. - Isso seria mais fácil para todos, incluindo para você, com toda a certeza.

Esse era exatamente o tipo de assunto que provavelmente nenhum pai gostaria, mas eu, como uma boa filha, gostava de tocar nesse tipo de coisa. Talvez tivesse raiva interna ou sei-lá-o-quê.

Deuses eram muito egoístas, isso era um fato conhecido até mesmo para as crianças pequenas que estavam no acampamento.

- Talvez se nós - eu disse me referindo aos meio-sangue - não existíssemos, menos sangue teria sido derramado e estaria sendo derramado talvez nesse próprio momento. - eu disse a olhando - Não existiria essa guerra estúpida, não seríamos perseguidos por nada que poderia ter uns oito braços e duas cabeças ou estaríamos aqui agora. - eu disse, a olhando incrédula - Estaríamos só acabando de acordar, tomaríamos café com nossos pais e até mesmo irmãos, iríamos para a escola e agiríamos normalmente porquê seríamos normais.

Era difícil ser normal sendo quem nós éramos. Até mesmo para uma filha de Deméter, então imagino que inferno é a vida dos filhos de Poseidon, Hades e um outro lá que esqueci o nome.
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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Ter Set 01, 2009 2:02 pm

Hm. A pergunta tinha se modificado em porque nós nascemos. Pelo menos em minha mente.

Eu sei que as vezes, ser normal é muito legal. Mas, o que era ser normal? Há pessoas normais, mas são taxadas de coisas de outro mundo só por usarem munhequeiras, cintos de tachas, crucifixo e etc, mas mesmo assim ainda são normais. Então, ser normal era ser aceito pela sociedade em que convivemos? Quer dizer, que eles convivem?

Eu respirei fundo. - O que você acha se Poseidon não tivesse quebrado o pacto dos três grandes, e nisso, não ter ''feito'' Percy Jackson? - o que seria do Olimpo eu não sei. Apesar de tudo, não teria tido a confusão de Zeus e blablabla. Mas, tudo bem que assim tem mais chances da profecia se realizar, mas, se não fosse o garoto, e claro, a filha de Atena, "papai" estaria totalmente recuperado. Enfim, deixando o papo-cabeça de lado, eu tentei retomar o principal motivo de estar aqui.

Clarissa ainda continuava a olhar para o mar. Não que me magoasse - porque apesar de tudo, eu já havia magoado-a muito - mas, ela podia pelo menos parar de tentar ignorar sua mãe. Eu virei meu corpo, para ficar de frente a ela, e eu olhei pra baixo, pensando em como iria cumprir minha missão de hoje.

- Clarissa. Me desculpa por ter te abandonado. - sorri. - Eu quero poder me desculpar, de alguma forma. - eu sorri para ela de novo, e estendi minha palma da mão fechada. Abri minha mão, e lá havia uma pulseirinha de prata. A corrente era resistente, apesar de fina, e branca. O pingente era simples: era uma folha, delicada e pequena.
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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Ter Set 01, 2009 2:17 pm

- O que você acha se Poseidon não tivesse quebrado o pacto dos três grandes, e nisso, não ter ''feito'' Percy Jackson? - ela me perguntou.

Bom, muita coisa não teria acontecido, com toda a certeza. Muita coisa ruim não teria acontecido, mas boas também.

Ela ficou na minha frente e na palma de sua mão, havia uma pulseira. Era bem bonita, e com certeza deveria de ter sido o melhor presente que já ganhei. A peguei da mão de Deméter e a examinei.

- Obrigada. - eu lhe disse, sorrindo um pouquinho. Com certeza não iria falar pra ninguém que ela tinha me dado uma pulseira de prata, senão todos meus meio-irmãos virariam tipo "Cadê a minha pulseira?". Tá, alguns não diriam isso em voz alta, mas com certeza pensariam.

- Mas isso não vai me faz parar de pensar que existem 6,781,392,869 pessoas no mundo. - eu disse, a olhando. Não desviei o olhar como faria depois de ficar uns cinco segundos a fitando. - Alguns estão acordando agora mesmo, outros contam mentiras somente para conseguir suportar o dia, outros agora mesmo podem estar encarando a verdade. - eu disse, a olhando sem muita expressão - E outros são meio-sangues e tem que suportar isso todo o santo dia. - eu disse, franzindo o queixo e fazendo uma careta e dando de ombros - Mas não precisa realmente decorar quantos bilhões de pessoas existem no mundo para saber que Percy Jackson é somente um.

Essa última fala foi um tip de forma para eu falar alguma coisa do tipo "Não é como se eu te perdoasse, mas provavelmente te aceitando um pouco vai ficar mais fácil, né".

Bom, para falar isso entrelinhas eu precisei me lembrar de uma estatística que nem sei aonde eu li.
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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Ter Set 01, 2009 6:17 pm

Ela não via? A resposta está nela mesma.

- Alguns estão acordando agora mesmo, outros contam mentiras somente para conseguir suportar o dia, outros agora mesmo podem estar encarando a verdade. - eu ri baixinho, e rolei os olhos. O tempo tinha passado rápido, o sol já estava querendo me pegar. Admito que eu queria ficar respondendo mais perguntas complexas de Clarisse, mas... talvez só mais um pouco.

Peguei a pulseira de sua mão e tranquei-a em seu pulso fino e delicado, como a pulseira. - Você não vê que eu estou sempre com você, Clarissa? - disse, ainda olhando para a pulseira em seu braço. - Quer dizer, eu sempre estive com você. - sorri, com meu sorriso leve para Clarissa. Mas parecia que minha presença não a afetava muito, como era a presença de Ares.

Eu soltei sua mão e me afastei um pouco. - Eu sempre estive com todos os meus filhos. Quanto vocês andam descalços, quando vocês tem contato com a natureza. - e eles não sabiam como era imensamente feliz quando eu podia sentí-los. Tá, eu os sentia, mas o contato com a terra parecia que deixava nosso elo mais forte.

Eu pigarreei uma vez. Para ela prestar um pouco de atenção em minha voz. - Mas eu não posso toda hora interferir em suas vidas. - esperava que ela entendesse o motivo. Eu acho que, isso, fortalecia ainda mais os meios sangues. Aprendiam a conviver sem que os pais os protegessem, e assim, conheciam o mundo por seus próprios olhos.
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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Ter Set 01, 2009 6:47 pm

Ela prendeu a pulseira no meu pulso e eu abaixei o braço, balançando-a. Não fazia nenhum barulhinho engraçado, mas a sensação de que aquilo estava ali e sempre estaria ali (até eu me desajeitar e sei lá, quebrá-la de um jeito ninja) era até mesmo reconfortante.

- Não estou pedindo para que você interfira em nossas vidas. E nem para que fique longe de nós. - eu disse, ainda a olhando. - O que quero dizer, - eu ia dizer "Óh, Deusa da fertilidade", mas isso ia cair mau, principalmente com o duplo sentido e as coisas estranhas tipo in vitro que existem hoje em dia - mãe, - eu disse, um tanto séria - é que sim, você nos sente então, basicamente o tempo todo, - eu disse, já que eu não era a maior fã de sapatos chatos e complexos - mas nós nunca te sentimos. - culpa dos genes humanos, isso deve ser um fato, mas eu nem conhecia meu pai para culpá-lo de, sei lá, meu nariz. - O que eu te peço realmente não é que você esteja sempre presente, porquê nós descobrimos como nos cuidar sozinhos sem a ajuda de ninguém, mas eu gostaria que você - escolha bem as palavras, merda, escolha bem - não se esquecesse de nós.

Acho que não tem como pais esquecerem dos filhos. Filhos sempre pedem dinheiro e cisas do tipo, por isso eles nunca se esquecem de nós, mas esse caso é diferente. Mas eu sabia que Deméter não podia ser realmente capaz de nos esquecer, mas de qualquer forma, era horrível ter essa sensação.

- Porquê nós nunca esquecemos de você, com certeza. - eu disse, franzindo novamente o queixo. Bom, o local aonde estamos não nos deixa esquecer nem no refeitório. - E quando você "fizer" mais de nós, também seria legal um recadinho. - eu disse, não evitando rir ao imaginar uma coisa do tipo "Queridos filhos, ontem a noite foi das boas, então esperem mais um pouco que um irmãozinho/a vai chegar".
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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Ter Set 01, 2009 7:12 pm

Ouvi plenamente o que ela disse. Aquilo foi de um modo que adoçou minha garganta e - não sei como - me deixou muito mais confortável. Como se alguém tivesse colocado mais lenha na fogueira. Mas nesse caso, Clarissa colocou mais afeto por todos os meus filhos.

Não estou pedindo para que você interfira em nossas vidas. E nem para que fique longe de nós. O que quero dizer...

Mãe.

...mãe...

...mãe.

Essa palavra... quase me fez chorar. Não sabia se podia, e principalmente se devia. Talvez o fato de chorar não era bem comigo. Não. É nessas horas que você queria ser um humano normal, ter obrigações como trabalhar, obedecer o chefe, mas saber que quando você chegar em casa, você veria o sorriso de seu filho e o mundo ficava mais colorido.

Eu suspirei fundo. Eu sabia que eu precisava ir, que tinha tarefas a fazer, coisas para realizar.

- Porquê nós nunca esquecemos de você, com certeza. - Ri, e concordei com que Clarissa tinha dito. E pelo contrário, ela não foi nem um pouco egoísta. Pensou em todos do chalé de Deméter. Todos os meus filhos, em todos os seus (meio) irmãos. Como eu poderia esquecer dos meus filhos? Eu gostaria de por cada um pra dormir, toda noite, e beijar suas testas após contar a centésima décima primeira página de algum conto dos irmãos Grimm.

Dei dois passos e me aproximei de Clarissa, e peguei seu rosto em minhas mãos, e beijei sua testa. - Você é corajosa, Clarissa. - sorri. - Eu nunca - dei uma ênfase no nunca - mas nunca vou esquecer dos meus filhos. - disse enquanto me afastava, lentamente. - Qualquer coisa que vocês precisarem, eu vou estar lá. - era assim?

- Lembre-se de quem é a sua mãe que você encontrará o caminho. - e esse foi o último adeus, quer dizer, a última palavra minha para minha filha.

Disse essa frase pra ela adivinhar, na verdade. Vamos ver se ela tem a sabedoria de sua... "prima", Atena. Quando ela adivinhasse a mini-charada, eu estaria quando ela mais precisar.

Precisava ir.
Aliás, adorei a palavra mãe. Mas não sei se avó ia combinar muito comigo não.

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MensagemAssunto: Re: tri metri sopra il cielo [fechado/]   Ter Set 08, 2009 6:49 pm

Minha mãe me chamou de corajosa. Eu ouvi isso de uma deusa. Literalmente, óbvio. Ninguém nunca me chamou de corajosa. Impertinente, pé no saco (e em outros lugares não agradáveis) e até mesmo pentelha. Nunca corajosa.

Talvez desse lado de corajosa, eu tenha herdade da minha... hm, prima (?) Artemis ou sei lá o quê.

Quando ela beijou minha testa, esperei sentir lábios frios, mas eram quentes e macios. Não como veludo, mas como leite e biscoitos em uma madrugada de Natal e nem me perguntem o que isso quer dizer.

Bom, lá se foi minha mãe. E só depois que percebi que ela não estava mais do meu lado, que pude dizer o que realmente importava.

- Acredite - eu basicamente sussurrei para mim mesma, mordendo o lábio inferior e olhando para aonde Deméter estavaagora há pouco - no fato de que eu nunca vou te esquecer.

Obviamente teriam algumas coisas que eu deveria e gostaria de acrescentar, mas nunca o fiz ou faria, afinal de contas falar que o nome Clarissa é meio ruim basicamente porque ser confundida às vezes por Clarisse la Rue (coisa estranha, já que não nos parecemos) simplesmente é uma merda. E o "a" no final faz a diferença.

Mas a coisa do bilhetinho pós-noite "das boas" ainda está de pé, você sabe.

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