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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 Suzannah Mitsuwell - Zeus's

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AutorMensagem
Chaos
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Data de inscrição : 17/03/2009

MensagemAssunto: Suzannah Mitsuwell - Zeus's   Sab Maio 09, 2009 10:49 pm

Dados do Player:

Karol
mad.key@hotmail.com
13
Hades e Afrodite[deuses], Annabeth Chase[meio-sangue] e Roxanne Wyght[ninfa]

Dados do Personagem:

.avatar: Selena Gomez

Nova York, Universidade de Columbia, 13 de janeiro de 1992

Corredores leste-sul.
12:36

Uma jovem caminhava apressada pelos corredores da universidade nova-iorquina, o sol tímido do meio-dia de inverno lançando raios de luz para suas longas madeixa negras e encaracoladas, dando alguma cor à pele branca. O nervosismo era evidente nas belas feições da moça, que procurava chegar à tempo em sua sala. Se não fosse mais rápida, perderia o início da tão importante aula. Sentia olhares caindo sobre ela, e puxou o capuz do casaco mais para cima. Olhou para trás um instante.

A distração foi o bastante para a garota tropeçar em algo – ou alguém – e derrubar os livros e a bolsa no piso frio de mármore. O homem à sua frente tinha uma expressão irritada na face, que a morena não viu, mas quando seus olhos encontraram os da jovem, o rosto exibiu uma espécie de deslumbramento. Ele nunca havia visto mulher mais bonita em toda sua vida. Os olhos escuros com longos cílios, os lábios cheios perfeitamente simétricos, o nariz perfeito e anguloso, a pele clara como a neve que se acumulava lá fora.

- Ah, me desculpe – falou o homem, enquanto recolhia os livros sobre arte do chão – Sou... – precisava pensar em uma nome que fosse fácil, que não esquecesse – Harry. Harry Jones – disse estendendo a mão morena. Ela o examinou, intrigada. Nunca o havia visto antes, e aparentava ter trinta e poucos anos, os cabelos escuros curtos e a barba por fazer. Atraente até. O que estava fazendo em uma faculdade? Não sabia. Não parecia ser um professor. Talvez um aluno novo...

- Nicolle Mitsuwell – falou com uma voz tímida, e olhou novamente para o relógio. Ainda teria que percorrer um quarto do campus, e os segundos passavam velozes.
– Mmm...me desculpe, mas eu preciso ir. Estou atrasada – desculpou-se.
- Ah, entendo – sorriu Harry e devolveu os livros, deixando um cartãozinho com um telefone dentro de um deles.
- Até! – gritou a morena, que já havia se afastado alguns metros, acenando com a mão livre.
- Até – ele murmurou, levantando a palma de leve.

Nova York, Universidade de Columbia, 4 de fevereiro de 1992

Apartamento de Nicolle Mitsuwell e Delilah Stewart.
04:21

Sabia que era errado. Sabia que havia quebrado o pacto, o tão importante pacto, entre ele, Poseidon e Hades. Mas ela fora tentadora, luxuriante, sublime. A mulher que o havia levado à outro estado de prazer, de uma beleza inexplicável. Era o segundo deslize que cometia em menos de dois anos. Não podia se permitir mais um erro. Levantou da cama, vestiu-se. Saiu.

09:54

Abriu os olhos devagar. A claridade atravessava as finas cortinas brancas e iluminava o quarto. Virou-se para abraçar Harry, mas tudo que encontrou foram os travesseiros. Levantou-se em um repente e olhou em volta. Ele havia sumido, assim como suas roupas. Atirou os lençóis longe e colocou a primeira coisa que viu na frente. Precisava procurá-lo. Aquele havia sido o melhor período de sua vida e o cara simplesmente some? Não, não estava certo.

Procurou por todo o campus. Perguntou a funcionários, professores, colega de quarto. Ninguém o tinha visto sair. Por fim, se sentiu desesperada. Havia perdido o único homem que tinha amado por razões não esclarecidas. Sentou em um dos bancos e derramou as lágrimas que tinha reprimido durante o dia inteiro. O amor que sentia por Harry impediu-a de desejar sua morte. Não conseguia.

Nova York, Universidade de Columbia, 8 de março de 1992

Apartamento de Nicolle Mitsuwell e Delilah Stewart.
16:32

- Não é possível! – gritou a morena do banheiro, saindo em seguida com um teste de gravidez na mão e o sinal positivo no mostrador.
- Ah, é sim. Totalmente possível. Querida, já faz duas semanas que você não menstrua. Queria o quê?
- Ah...desregulação hormonal?

Delilah fez uma cara de descrente.
- Nicolle, faça-me o santo favor. Você está grávida sim. Seus seios estão maiores, você está indo ao banheiro o dobro de vezes e agora esse teste. Sabe pelo menos quem é o pai?
- Harry Jones.
- Quem?
- Lilah, eu não quero falar sobre isso ok? Digamos apenas que eu tive um rolo com ele enquanto você estava em Washigton.
- E porque eu nunca o vi por aqui?
- Porque ele desapareceu no dia seguinte à que nós...sabe.
- Entendi. Já considerou abortar?
- NUNCA! –
sentiu-se ofendida e protegeu a barriga com as mãos – Nem que me pagassem.

Nova York, Aeroporto Internacional John F. Kennedy, 7 de setembro de 1992

Terminal 5
08:16

- Você tem certeza? – perguntou a ruiva, abraçando a amiga.
- Tenho. Quero ter essa criança em San Diego. Ela vai nascer onde eu nasci.
- Mas Nicolle...
- Eu já me decidi Lilah..
- Então, acho que isso é um adeus... –
falou a jovem, com um fio de voz.

As lágrimas escorreram, quentes, pelos rostos das duas amigas.

Susanville, Boeing 304 sobrevoando a cidade, 7 setembro de 1992.

Cabine 3
15:02

Ela acariciava a grande barriga, oculta sobre a blusa, enquanto olhava pela janela. O sol forte já aquecia seu corpo, sobre as nuvens. Pensava em um nome. Se fosse menina, seria Elizabeth, o nome de sua mãe. Se fosse menino, Harry...por razões óbvias.Um sorriso apareceu no rosto bonito da morena. Estava chegando em casa.

Ele observava o que se passava dentro do avião. Sacrificaria muitas vidas, era verdade. Mas era preciso, para a segurança do Olimpo. Não deixaria o bebê nascer, não se permitiria. Thalia já seria um contratempo que ele precisaria cuidar. Não queria mais um problema. Parou as turbinas do avião.

O motor falhou. As pessoas gritaram. O Boeing desceu em uma espiral. Tudo ficou escuro.

Susanville, floresta ao leste, 7 de setembro de 1992

Boeing 304, cabine 3 parcialmente destruída.
16:48

Sentiu cheiro de queimado entrando por suas narinas. Olhou em volta e viu corpos mutilados e cinzas por toda a parte. Sentiu gosto de sangue e sua cabeça latejava. Ouvia murmúrios distantes, e alguma sirene. Apagou.

Susanville, Hospital Municipal, 7 de setembro de 1992

Sala de parto
18:07

Quando acordou novamente, estava em uma cama, cercada de pessoas que usavam jalecos, máscaras e instrumentos cirúrgicos. Seu olhos demoraram um pouco para se acostumar com a luz clara. Tudo era branco, e naquele momento, soube que estava em um hospital. Mas por quê? O que havia acontecido?

Ouviu um choro de criança. Os médicos, vendo que estava acordada, lhe falaram, triunfantes.
- Sra. Mitsuwell...é uma menina.
Ela riu, uma mescla de felicidade, surpresa e emoção. Pegou-a no colo. Parecia tão frágil, pequenina. Era uma criança prematura, sem dúvida. Mas uma linda menininha.
- Onde eu estou?
- No hospital de Susanville.
- Ela se chamará Suzannah. Suzannah Mitsuwell.

A pequenina abriu os olhos e estendeu os braçinhos finos para a mãe. As lágrimas de alegria eram abundantes por seu rosto.

Então, um monitor começou a apitar freneticamente. Sua filha foi tirada de seus braços contra a sua vontade. Sentiu uma dor de cabeça intensa. Uma fraqueza eminente se apoderou de seu corpo, e se sentiu apagando.

O barulho cessou. Tudo acabou.

Susanville, Orfanato Municipal, 9 de setembro de 1992

Sala da diretora.
11:34

Uma mulher austera, de cabelos grisalhos, lia pela enésima vez a mesma matéria.



Suspirou. Pelo menos aquela criança iria ter um lar, não seria mais uma das que ficariam esquecidas no orfanato até atingirem a maioridade.

Susanville, Orfanato Municipal, 15 de outubro de 1992

Sala da Diretora
18:32

- Então senhores, desejam ver a menina? – perguntou a diretora.
- Claro, claro! – falou a mulher, animadíssima. Ela e o marido haviam tentado ter filhos por muito tempo, e por fim descobriram que os dois eram estéreis. Esperavam a oportunidade de adoção há muito tempo, e ela tinha chegado.

Seguiram a senhora até uma sala com uma placa grande em que se lia “Maternal”. Vários berços estavam dispostos em fileira, mas somente um tinha uma ocupante. Ouviam risadinhas, mas, quando chegaram até lá, viram a criança brincando com uma aranha enorme, apertando-a nas mãozinhas gorduchas. Ficaram horrorizados.

- Pensando bem...decidimos que não vamos querer a menina. Retiramos nosso pedido – falou o homem, puxando a esposa para fora dali.

Georgia suspirou. Era o terceiro casal que recusava a menina.

Susanville, Franklin Roosevelt Academy, 06 de maio de 1999

Sala da Psicóloga
12:58

- Suzannah, querida, você não pode ficar falando que viu um dragão com sete cabeças de cobra para seus coleginhas. Sabemos que você se sente deslocada, mas não faça isso só para chamar a atenção das pessoas.
- Mas sra. Danvers, eu realmente vi aquilo. E estava me perseguindo.

A psicóloga suspirou.
- Já conversamos sobre isso querida. Você precisa controlar essa sua vontade de querer aparecer.
A menininha fechou a cara. Ninguém acreditava que tinha visto um monstro. Um dia ia jogar na cara de todos que aquilo era verdade.

Arbuckle, Orfanato Municipal, 03 de julho de 2000

2º andar, quarto 202
21:34

A garotinha olhou em volta e largou a única mala em cima da cama. Porcaria de pessoas que não enxergam a verdade e que ficam expulsando crianças que sabem isso da escola. Odiava ter que sair do lugar onde nasceu mas a sra. Farrell havia dito que era para seu próprio bem, já que a única escola que o orfanato de Susanville podia pagar para ela, lá, era a Franklin Roosevelt Academy.

Suspirou, contente em poder respirar ar puro. A diretora dali tinha um dos piores cheiros que já havia sentido, mas era amável. Tinha abraçado-a e afagado seu cabelo antes de lhe dar a chave do quarto. Uma garota entrou ali e a viu, no meio do quarto, sem saber o que fazer.

- Hm, olá...você deve ser a Suzannnah. Sou Carmem - falou a loirinha, estendendo a mão.
- Ah...olá Carmem...sou eu sim, mas me chame só de Suze, por favor.

As duas seriam grandes amigas.

Arbuckle, Orfanato Municipal, 04 de dezembro de 2000

Sala da Diretora
17:42

- Suzannah, por favor, escreva "Pessoal"
A menina obedeçeu, empunhando a caneta.
Peçoau
- Jogador
Gajodor
- Livro
Vilro

A fonoaudióloga suspirou. Já suspeitava que a menina apresentasse dislexia. Os professores reclamavam que a aluna se recusava a ler textos em voz alta, demorava mais que o normal para copiar textos no quadro, e, além, não parava quieta em classe e se distraía facilmente. Chamou a sra. Kerr e o cheiro de berinjela, cigarro e whisky invadiu as narinas da garota sentada à mesa.

- Suzannah pode ser diagnosticada com dislexia. Talvez também tenha hiperatividade mas a senhora teria de consultar um psiquiatra para ter certeza.

A sra. Kerr levou as mãos à boca.

Avalon, William Shakespeare High School, 27 de fevereiro de 2009.

Laboratório de Química
09:32

- Suze, coloque o bicarbonato!
- Ãhm?


Era a segunda vez que Jared a chamava para a Terra. Seu parceiro de química e único amigo e paixão secreta da morena naquela escola infernal já ficava impaciente. Ela pensava porque Hugh Damon, o rapaz que andava engraçado e que morava no quarto ao lado do seu no orfanato, a seguia para tudo quanto era lugar. Aquilo começara desde que o garoto havia entrado na escola, quatro anos atrás. Surpreendentemente, Suzannnah conseguira ficar todo esse tempo em Avalon. Seu recorde, apesar de ter freqüentes suspensões ali.

Que estava prestes a ser quebrado.

Colocou um pouco mais do que o necessário, e a sra. Jonhson - a professora de química, que sempre usava óculos escuros - a repreendeu de forma dura. Porque aquele homem tinha que ser tão idiota? Uma fúria incontrolável tomou conta de si, e, de repente, a labareda que esquentava a fórmula química aumentou e fez a mistura explodir, levando o laboratório junto.

- MITSUWELL! - gritou a sra. Jonhson

- Sim senhora - respondeu a garota, ainda irritada, enquanto a acompanhava para fora da sala. Observou Hugh se esgueirando para espiar a conversa.

- Estou tendo problemas com você.
Suze tinha vontade de esmurrá-la, mas conteu seus impulsos e fez o que era inteligente.
- Sim.
- Achou que não descobriríamos? Estava errada. Muito errada, Mitsuwell.

Então, os cabelos cresceram repentinamente, e a pele se tornou branca e quase transparente. Os cabelos se trançaram e viraram serpente, que arqueavam e sibilavam, lançando a língua bifurcada para a frente.
"Mas que diabos..." pensava a garota.

O terror a petrificou, e quando a sra. Jonhson se preparava para tirar os óculos escuros, Hugh irrompeu pelo corredor.
- NAO OLHE DIRETAMENTE PARA OS OLHOS DELA!

E então caiu a ficha. Aquela era uma das Górgonas. E queria matá-la. Hugh atirou algo parecido com um cilindro em sua direção. Era dourado e brilhante. Tentou pegá-lo, mas este passou por entre suas mãos e, pelos seus cálculos, havia parado atrás da Górgona, a qual Suzannah evitava olhar. Hugh cobria os olhos com as mãos e lhe entregou um espelho.

Usando-o para se guiar, Suze se esquivou da Górgona e conseguiu pegar o cilindro dourado, e, em súbita descarga de adrenalina, golpeou-a na costas. Ela virou um monte de areia.

Sentia-se esgotada, e, acima de tudo, confusa. Não podia estar sonhando, era real demais. Voltou a sala, com Hugh em seus calcanhares.

- E aí, o Hayley te deu suspensão? - perguntou Jared
- Quem? - Suzannah indagou confusa. Quem era Hayley?
- Nosso professor de física, duh. Suze, você está bem? Digo, tirando esse monte de cinza na sua roupa.
- Sim -
mentiu. Não estava bem. Nada bem. E não tinha nada a ver com a explosão - Mas acho que vou ser expulsa.

Avalon, Orfanato Municipal , 27 de fevereiro de 2009.

Sala do Diretor
22:11

- Chamou senhor?
- Sim Suzannah. Recebi a carta de que você foi expulsa da WSHS.
- Ah...terei de me mudar?
- Receio que sim. Era a única escola pública da cidade.
- Entendo.
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MensagemAssunto: Re: Suzannah Mitsuwell - Zeus's   Sab Maio 09, 2009 10:50 pm

Avalon, Orfanato Municipal , 28 de fevereiro de 2009.

3º andar, quarto 308
00:12

Ainda não havia conseguido dormir. Virava de um lado para outro na cama. Milhares de pensamentos zuniam em seu cérebro, e os dois mais repercutidos eram sobre o que havia acontecido naquela manhã e sobre Jared. Sentiria falta dele, muita falta. Havia sido o único amigo de verdade que tinha achado depois de Carmen. As lágrimas escorreram abundantes pelo seu rosto. Pensou no cheiro maravilhoso da colônia masculina do garoto, e como havia desejado ser mais que uma amiga. Nada mais seria possível. Se mudaria novamente, e seria assim até se formar.

De repente, a luz foi acesa e Suze viu um vulto em seu quarto e barulho de cascos. Se preparava para gritar quando uma mão tapou-lhe a boca e ela se deparou com os cabelos escuros e espetados de Hugh Damon. Tentou tirar a mão do garoto de sua boca, mas não conseguiu.

- Eu só solto se você prometer não gritar e ouvir o que eu tenho a dizer.

Suspirou e concordou com a cabeça. Ele tirou a mão devagar da boca da garota, e esta cumpriu com a promessa, apenas sussurrando.

- O que pensa que está fazendo aqui? Eu estou... - e então reparou que as pernas do rapaz haviam ficado peludas e seu pés, virado cascos de cavalo. Suas sombrancelhas se arquearam.

Demorou algum tempo até ele convencê-la de que ela era uma meio-sangue, e que os cães infernais estavam em seu encalço por causa disso. A parte mais difícil foi fazê-la deixar Avalon e, principalmente, Jared, sem se despedir. Hugh aceitou que a garota escrevesse uma carta de explicação ao amigo, desde que não incluísse o fato de ser meio-sangue e que fosse rápida.

Avalon, 28 de fevereiro de 2009

Jared,

Bem, eu fui expulsa. Recebi a carta hoje à noite, e vou ser transferida para Los Angeles. Acho que nunca mais nos veremos, dando o fato de que você quer estudar em Harvard, e eu vou ficar enfurnada aqui na Califórnia pelo resto da minha vida. Quero que saiba que esses foram os melhores quatro anos da minha vida, e que eu nunca, nunca vou te esquecer. Estou indo para uma vida nova, deixando coisas para trás. Antes de ir, eu queria deixar isso para você.

Suze.


Não teve coragem para se declarar. Dobrou o bilhete, com marcas de lágrimas e o colocou dentro de um envelope. Jogou algumas poucas roupas e objetos para higiene pessoal dentro da mochila, além de um Scrapbook que havia ganhado de Jared como presente de dezesseis anos. Olhou para o quarto pela última vez e desceu pela janela, com Hugh ao seu encalço.

Estava lutando por sua vida, com seu mundo virado de cabeça para baixo. Precisava ser forte. Apressou o passo.

------------------------------------------------------------------------------------->

Uma garota de longos cabelos escuros e encaracolados, olhos em igual cor e um ar abatido liga um gravador.

"Autobiografia falada, por Suzannah Mitsuwell

- Suzannah. Su-zan-nah. Suzaaaaaannah.
“Suzana: Hebraico. Pura como um lírio.”
HAHAHAHAHAHAHA
Ta né. Pura como um lírio. Aham. Vamos pular isso antes que eu comece a gargalhar alto demais. A aeromoça pode vir me cutucar.
Mitsuwell. Ok, admito. Nunca gostei muito do meu sobrenome. Lembra-me... mistura. O significado disso aí? Não me pergunte, eu realmente não sei. Não que eu não quisesse. Minha mãe morreu quando eu nasci, vítima de um acidente de avião, e eu acabei nascendo prematura. Depois de ficar um mês na UTI, fui largada no Orfanato Municipal. Aos sete anos, fui expulsa da única escola pública de Susanville, e tive que me mudar para Arckbucle, onde fiquei até meus dez anos, e acabei sendo chutada de lá também, por dar um soco em uma menina que me irritou(isso foi culpa exclusivamente minha, admito). Carmem bem que tentou me segurar, mas não deu muito certo. Stanford me acolheu e fiquei dois anos lá, até que ateei fogo - sem querer, juro - na peruca do professor de artes depois que ele chamou meu desenho de feio. E fui mandada para Avalon, onde fiquei até os 16 anos. O melhor período da minha vida, onde conheci Jared. E foi lá que eu descobri ser uma meio-sangue, filha de um pai Olimpiano, por intermédio de Hugh, depois de ele me ajudar a matar uma das Górgonas.

Minha personalidade? Acho que Jared foi o que melhor me descreveu até hoje. Ainda tenho a gravação aqui.

'Hã, falar de você? Ok, ok.

A Suze é uma pessoinha muito especial para mim. Hiperativa - e fica pior, se é que isso é possível, quando come doce – disléxica - mas isso não importa -, teimosa, chata quando quer, vingativa, mas se você a conhece direito, um doce de pessoa, que te apoia quando você precisa, que te consola se você leva um fora, que fala o que pensa, na maioria das vezes. Tem uma língua muito solta que vive falando besteiras, mas também solta coisas muito interessantes. Acho que ela continuaria falando pelos cotovelos mesmo que tivesse os braços amputados ou qualquer coisa assim, se é que me entende. AMO-TE BEESHA!'


Nesse exato momento, estou em um avião, viajando para Long Island, para um tal de acampamento não-sei-das-quantas, e com cães infernais em meu encalço, louquinhos pra me estraçalhar. Descobri que sou filha de um dos Olimpianos, mas qual deles não me falaram. E que tudo que vinha acontecendo de estranho na minha vida é culpa disso.

Ser meio-sangue não é legal. É ruim. Faz-te pular de cidade em cidade, abandonar seu melhor amigo, fugir de monstros. Com tanto homem no mundo minha mão tiiinha porque tinha de se apaixonar por um deus.

A vida não é justa. "


A morena desligou o gravador rapidamente, pois um dos comissários de bordo vinha ver se tudo estava ok. Virou para o lado, fingindo dormir.

Nunca mais sua vida seria a mesma. Nunca mais.
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Suzannah Mitsuwell - Zeus's
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