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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 Inscrições - Meio-sangues

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AutorMensagem
Samantha Chars

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Número de Mensagens : 2
Data de inscrição : 21/01/2010
Idade : 24

MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sex Jan 22, 2010 11:23 am

Dados do Player:



Nome do player:Celina

Comunicadores/E-mail:celina.fifa@hotmail.com

Idade:12

Personagens (cite, inclusive, suas espécies):nenhuuum



Dados do Personagem:



Nome:Kim Leason

Data de Nascimento:13/04/95

Idade:14

Local de Nascimento:Charleston, Carolina do Sul

Filiação (pai ou mãe olimpiano):Por enquanto desconhecido, durante a trama descobre-se que é Apolo

Características Psicológicas:Uma garota doce e muito dedicada, porém impaciente, e quando a vida daqueles a quem ela ama é colocada em risco, pode tornar-se um perigo bastante considerável. Sua dislexia é muito leve, e ela tem um medo ilógico e insano de cobras

Características Físicas:Cabelos naturalmente loiros acinzentados, Uma característica diferente nos olhos: Um deles é azul, o outro castanho, porém ela usa lente de contato no olho esquerdo para manter os dois castanhos.

Artista Utilizado:Carla Diaz

Breve introdução a Biografia:Quando criança, já havia sido atacada por um monstro e foi obrigada a fazer terapia infantil quando contou aos coleguinhas, o que a distanciou das outras crianças. Hoje ela acredita que foi só sua imaginação. Sua mãe lhe conta que seu pai a abandonara na faculdade, e ela considera que era melhor não conhece-lo...até saber quem ele era



Biografia:

Eu nem imaginava...Como podeira?

Depois de tanto tempo de terapia infantil, eles tinham mesmo me convencido de que aquilo era só minha imaginação. Mas quando penso direito, me lembro como se fosse ontem. Eu estava voltando da padaria, acompanhada de Lizzie, minha tia. Naquela época ela morava conosco, para ajudar minha mãe a lidar com as despesas. Um homem enorme, de 2,60m fácil estava escondido atrás de uma prateleira de pães doces. Ele usava jeans surrados curtos demais para ele e um moletom preto. Um capuz lançava sombra sobre seu rosto, impedindo-me de vê-lo. Puxei a barra do vestido de tia Lizzie e sussurrei me escondendo atrás de suas pernas:
- Olha titia. Que homem grande!
- É querida, o homem é bem grande.
É claro que ela não se dera ao trabalho de olhar. Provavelmente ela também não veria nada de especial, ela não podia. Mas então o homem saiu de trás da fornada de pãezinhos e me olhou com aquele olho. Sim, aquele olho. Aterrorizada, abracei as pernas de tia Liz e prendi a respiração. Ele tinha longas presas amareladas e feições raivosas, mas eu não podia deixar de notar a semelhança dele com o mendigo do beco da rua de cima.
- O que foi querida? - minha tia com a sacola de pães já a mão virou-se para mim e passou a mão em meus cabelos gentilmente. Olhei-a com olhos suplicantes e voltei a olhar para o "homem mau", como eu o chamara por muito tempo. Ele havia desaparecido.
- O homem alto! - choraminguei para minha tia - ele estava ali e ele tinha um olho só e uns dentes grandes assim, ó!
Abri os braços e ela riu. Sussurrou alguma coisa sobre a imaginação das crianças e sobre presunto e segurou minha mão para me levar para casa.
Agora eu sabia o que era aquilo. Era uma droga de monstro! Darren me sacudiu me despertando das minhas lembranças.
- Kim? Kim! Vamos, responde! O que foi que você viu, Kim? Você já me contou sobre esse tipo de sonho antes, o que foi agora?
Respirei fundo. Por algum motivo Darren, meu melhor amigo sempre pedia que eu lhe contasse os meus sonhos, mas dessa vez eu sentia que era mais do que nescessário. Eu sempre tinha sonhos premonitivos, mas eram sempre objetivos, não tão metafóricos quanto aquele. Talvez por isso ele quisesse saber...Ou talvez por que nós estavamos sendo perseguidos por um monstro de três cabeças: Uma de leão, uma de dragão e uma de bode. Além disso, também tinha patas de carneiros e um rabo gigantesco. Era tudo que eu queria para tornar o meu dia perfeito! Fora é claro, outra expulsão por incendiar a cantina, o que também tinha sido responsabilidade da "cabeça dragão"
- Foi...Eu estava correndo e o sol estava muito próximo de mim, como...Um meteorito caindo. Uma voz de garoto falou algo sobre quime qualquer coisa. Acho que era Quimeira.E ai eu vi um pinheiro, e você me mandava passar dele. Mas eu não conseguia me mexer e uma garota saiu do nada com um escudo brilhante e me puxou pra trás do pinheiro e de repente tudo desapareceu. Aí eu acordei.
Ele bufou.
- Escuta, K. Precisamos passar por essa coisa, então eu vou jogar uma pedra e me esconder lá no fundo. Aí você...
- Espera - interrompi. É claro que eu não ia deixar o carinha fazer isso. Ele já estava tremendo todo e até suando frio. - tenho uma idéia.
Saí de trás do latão de lixo, agarrei uma pedra e joguei no enorme traseiro do monstrengo, que montava guarda mais a frente. Ele se virou lentamente e eu já estava desesperada. A verdade é que eu não tinha idéia do que ia fazer. As três cabeças me olhavam enfurecidas, mas a de dragão era a que eu mais temia. Além da semelhança evidente com uma cobra, ela tinha uma expressão sanguinária. Então, sem nenhum aviso prévio, a coisa saltou muito baixo uns 6 metros em minha direção, a "cabeça leão" rugindo gloriosamente enquanto a "cabeça dragão" lançava chamas furiosas em minha direção. O calor ameaçador da chama me trazia uma sensação quase confortável, o que me fez considerar a possibilidade de eu estar ficando louca. Me joguei sob a sombra do oponente deslizando pelo asfalto que foi rasgando minhas roupas e esfolando minha pele. Espremi os lábios de dor mas me levantei. O monstro aterrizou desnorteado sobre o latão de lixo onde havíamos nos escondido antes. Girei a cabeça desesperada procurando por Darren, e graças a Deus o encontrei espremido contra a parede do beco, passando a mão nos cabelos bagunçados desesperadamente e tremendo como um condenado
- Vamos! - Gritei para ele e comecei a correr. Podia ouvir o som metálico da criatura se levantando dos escombros do latão. Ele estava muito atrás, já que sempre fora bastante devagar e corria muito estranho. - Darren, rápido! Por favor, corra mais, pelo amor de Deus!
Minha voz saiu aguda e chorosa, mas eu não liguei. Estava muito preocupada com ele. Eu já podia ouvir os cascos de bode da coisa, mas parecia tão mais baixo e leve, como um galope de cavalo. Então eu percebi que não era ela. Darren corria ao meu lado. Bom, Derrem dos tornozelos pra cima corria ao meu lado, por que ele tinha cascos. Isso mesmo, cascos de bode. Mas eu não tinha tempo para isso. Continuei correndo até que Darren me mandasse parar, colocou os tênis (que a propósito eram cheios de bolinhas de isopor) e parou um táxi. Ok, quase um taxi. O exterior era amarelo e do mesmo tamanho de qualquer outro, mas a parte de dentro tinha o tamanho de uma limusine presidencial. Nos sentamos e Darren falou algo numa língua completamente desconhecida, mas eu entendi. Era um endereço do qual eu nunca tinha ouvido falar antes.
- Pode deixar, patrão! - uma voz rouca veio do banco do motorista. Então o taxi arrancou com toda velocidade e Darren se segurou no assento.
- Ok, D, você tem muita coisa pra me explicar - Falei olhando para seus pés - primeiro, que coisa é essa de cascos?
- É que... Bem...Eu...Eu sou... - Ele começou a falar mas ele não olhava meu rosto. Ele se interrompeu por um minuto e corou - Escuta, será que você podia sentar no outro assento?
Confusa, vi ele apontar para meu corpo. Olhei para onde ele apontava. Minha saia tinha um corte que começava no quadril e se abria até a barra e havia uma grande abertura na lateral da minha blusa. Uma parte da minha cintura estava sangrando, e havia bastante pele esfolada mas como presumi que ele não se mostrava inquieto por causa dos machucados, também corei e mudei de assento.
- OK. Agora é o seguinte - ele respirou fundo e desembuchou tudo de uma vez - Eu sou um sátiro. Aquilo lá atrás, se chama quimera, e é um monstro mitológico. Voce e filha da sua mae cm um deus grego. Eu tenho que levar voe para umcampamento que vai ser o unico lugar seguro pra voce, se nao muito mais dessas coisas vai continuar persiguindo voce.
Um trovao ribombou no ceu. D. ofegva como se tivesse acabado de correr quilometros. Olhei-o assustada. Eu na tinha ideia do que ele estava dizendo. Mas nao tive muito tempo para pensar nisso, ja que um estrondo sacudiu a traseira do carro. Eu e ele nos seguramos com forca nas portas do carro
- Oopa! - Disse a voz rouca do motorista - Acho que vamos ter deacelerar um pouquinho mais! Apertem o cintos, por que vamos sacudir!
Entao ele soltou uma risada aguda e a pressao da velcidade me esmagou contra o encosto do assento. Dentro de alguns minutos, o carro deu uma guinada repentina e parou derrapanto no concreto.
- E isso ai. Agora e com voe, patrao!
- Valeu, Linus! - Darren abriu a porta do carro - Corre K!
Pulei do carro e sai crrendo atras dele. Foi quando eu vi algo que me parecia muito familiar: Um pinheiro verdejante no topo da colina. Ja estavamos a uns 5 metros dele quando ouvimos o rugido da quimera mais perto do que imaginavamos. Eu me vireipara vr uma enorme pata vindo em minha direcao. Me desviei para o lado mas a ponta da garra da quimera arranhou meu ombro. Soltei um grunhido de dor e tentei correr, mas a enorme calda da quimera veio na direcao da minha cabeca. Consegui me abaixar bem a tempo, mas a "cabeca dragao" soltou uma baforada de fogo. Por pouco nao virei churrasKimnho.
-Kim! - Derren gritou - pega!
Ele jogou um pequeno objeto bilhante na minha direcao. Aguarrei-o no ar e vi que era um anel dourado incrustado com pequenos rubis. No meio havia um maior que todos. Coloquei o anel no dedo enquanto a quimera rugia furiosamente.
- O que seria pre eu fazer com isso?! - gritei aflita
- Gire o rubi do meio!
Fiz o que ele disse e quase cai de costas. Um enorme escudo dourado brilhante surgiu do anel, que agora possuia varias tiras de ouro que envolvia des do meio da mao ate a parte debaixo do cotovelo. Parecia que pequens estelas douradas brilhavam no escudo. Vi a calda da qumera e levantei o escudo para me defender. Ele nao pareceu macar, mas a calda me arrastou metros. Comecei a correr ate o pinheiro bloqueando as rajadas de fogo as patadas atomicas do monstro. Por fim cheguei ate o topo da colina e voltei-me para olhar a quimera. Ela parecia tentar passar para o outro lado do pinheiro, mas estava sendo detida pelo que talvez fosse uma barreira invisivel. Me virei pasma para Darren, que ofegava e se apoiava nos joelhos.
- Certo - falei - Voce tem muito o que explicar, garoto-cabra.
- Com certeza.
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_vick_

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Número de Mensagens : 10
Data de inscrição : 29/07/2009
Idade : 21

MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Jan 23, 2010 4:54 pm

Dados do Player:

Nome do player:_vick_
Comunicadores/E-mail: vicbeccaro@hotmail.com
Idade: 35
Personagens (cite, inclusive, suas espécies):Rosana Aparecida dos Santos Neves Moncaio, Dimas Varzeloni Beccaro, Samanta Carvalho Soares[mortais], Luka Kingston Greace, Guilherme Ferraz[meio-sangues], Kevin Borenaz[ sátiro], Maria Luiza[fúria] seu Tarciso[esfinge], Fôx[hipogrifo], Ares, Atena, Hermes, Afrodite[deuses]

Dados do Personagem:

Nome: Vitoria Moncaio Beccaro
Data de Nascimento: 24/outubro/1995
Idade: 13 (fará 14)
Local de Nascimento:Rio Claro - SP
Filiação (pai ou mãe olimpiano): Indeterminado(depois descobre-se que ela é filha de Ares
Características Psicológicas: amigável, simpática (depois que a conhecem bem), temperamento forte, briguenta, esperta, movida a desafios, gulosa (come mais do que toda a mesa de Hermes), imprevisível, impertinente (quando quer), teimosa feito uma mula mesmo quando esta errada, tem mania de falar todos os ditados que conhece, ditado mais usado é “o destino é você faz” talvez porque não goste de pensar que é filha de um deus que não se importa com ela, acha os deuses mesquinhos freqüentemente tentando irritá-los mas as exceções são Atena e Hermes. Hermes muito provavelmente pois lhe deu um teto enquanto não era reclamada como filha de Ares (o que para Vitoria é um pesadelo), Atena por causa da rivalidade com Ares (o que a deusa acha um pouco suspeito mas, depois descobre que ela não tinha segundas intenções).
Características Físicas: alta (1,68 metros),forte (de tanto trabalhar nas forjas e empunhar espadas, vide história), magra (o que é um milagre pois ela come mais que a mesa de Hermes),cabelos castanhos com cachos nas pontas que vão até os ombros, tem um brilho intimidador nos olhos castanho-escuro, sardas discretas no nariz, tem um pouco de olheiras pelo fato de acordar cedo para ir á Escola, unhas das mãos curtas de tanto roê-las, usa um anel (no dedo anelar da mão esquerda) que se expande e se transforma em um braço de bronze, é um tipo de “segunda pele” que serve tanto para ataque quanto para defesa (não queira levar um soco quando ela está com este apetrecho), usa uma tornozeleira com fita de couro e uma figura metálica de uma rosa (feita por luka, dado de presente a ela no seu aniversário de quatorze anos)
Artista Utilizado: Rachel Bilson
Breve introdução a Biografia:parecia ser um dia normal de escola mas, eu não contava com a aparição do meu amigo Luka e muito menos a minha professora se transformando em um morcego gigante e tudo isso depois do meu último zero de matemática...

Biografia: Era para ser o meu último dia de aula na escola... E foi, mas, foi meu último dia de aula com uma prova de matemática (na qual eu tirei zero, nenhum pouco surpreendente) incluindo o fato de eu ter sido expulsa, o que me leva a contar como tudo aconteceu...

Era uma sexta-feira, seis horas da manhã e eu estava abestalhada correndo de um lado a outro do meu minúsculo apartamento pegando meu material e enfiando na minha mochila azul, velha, esfarrapada e suja de tanto arrastá-la de um lado a outro. Parei na frente da porta do meu quarto, tentando lembrar algo que eu não havia pegado. Então me ocorreu que eu não tinha meu lanche. Fui á cozinha e peguei meu pão com mortadela e meu suco de maracujá.
Corri em direção á sala e parei na frente da porta, de repente me lembrei da caixa de sapato que estava no livreiro, me virei e andei até chegar perto o suficiente para ver uma caixa de tamanho médio, empoeirada com um papel grudado com fita adesiva na frente. O papel estava amarelado. Parecia que ninguém havia tocado naquela caixa havia muito tempo, as letras estavam se apagando do bilhete. Tentei ler, mas não consegui entender o que aqueles riscos feitos a lápis significavam não se pareciam com nenhuma língua que eu conhecia. No entanto eu tinha a sensação de que conhecia de algum lugar aquelas palavras, o mais estranho é que eu não senti tontura ao tentar ler as palavras. Acho que devo explicar: sou disléxica e toda vez que tento ler algo sempre tenho a sensação de que as palavras saem do papel e pairam no ar, sinto tontura e consigo ler apenas depois de alguns segundos (que mais parecem horas).
Eu sabia que aquela caixa era uma entrega para minha mãe, mas não tinha a mínima idéia de quem mandara e sempre que eu perguntava a ela, Rosana se fingia de surda. Fiz menção para chegar perto da caixa, mas, nesse momento ouvi alguém limpar a garganta. Virei-me e deparei com uma mulher alta, magra, cabelos pretos longos com cachos nas pontas, olhos castanhos escuros. Ela estava encostada na parede do corredor que dava para o meu quarto, me olhando com ar de zangada.
- Vitoria você não deveria estar na escola?
- Já vou mãe, só queria ver o que tem dentro da caixa
- Sabe que está proibida de tocar nela
- Sei, mas...
- Sem, mas nem meio, mas vá para escola
- Certo – antes que minha mãe pudesse reagir, peguei o pacote empoeirado e saí em disparada pela porta do apartamento deixando minha mãe gritando meu nome.
Boa, pensei. Quando voltar serei uma garota morta.
Mal sabia eu que não voltaria assim tão cedo pra casa.
Peguei minha bicicleta que estava encostada ao lado da portaria e fui pedalando em direção á escola com minha mochila nas costas e uma caixa de sapato empoeirada que continha um segredo que mais tarde mudaria minha vida.
Eu estava passando por um cruzamento quando resolvi abrir o pacote, minha mão escorregou do guidão da minha bicicleta até a tampa da caixa, mas me detive quando ouvi um barulho de pneus ao meu lado, virei o pescoço e vi um Honda Fit 2009 derrapando na minha direção...
Abri os olhos e me deparei com um vulto de uma pessoa me dando alguma coisa para comer, o que quer que fosse, tinha gosto de geléia de amora misturado no pão. Depois de engolir tentei falar com o estranho.
- O que...?
- Descanse, vai precisar
Assenti e fechei os olhos.
Abri os olhos uma segunda vez, a luz do sol incidiu em meus olhos me deixando um pouco cega, após me acostumar com a claridade tentei sentar, imediatamente senti tontura, apalpei minha nuca e notei que minha mão estava com um pouco de sangue, olhei para baixo e vi minhas roupas do Colégio Anglo Claretiano empapadas de sangue. Até mesmo a calça jeans estava suja. Meu nariz escorria sangue, mas, o estranho era que eu não me sentia dolorida. Se eu quisesse poderia correr uma maratona.
Levantei-me, deparei com minha bicicleta encostada numa árvore. Ela não estava quebrada. Suas rodas tinham aros novos feitos de bronze, o assento era de couro e os freios estavam alinhados.
No guidão havia uma sacola de supermercado, dentro havia uma camiseta limpa da escola e uma calça jeans azul-marinho. Também havia um bilhete.
“Aqui tem roupas novas para você, pois convenhamos você não pode entrar na escola desse jeito. Desculpe por ser tão vago, mas, é preciso. Não se deixe enganar, te conheço melhor do que você imagina. Te vejo por aí. Assinado:
L.K.G”
Dobrei o papel e o coloquei no bolso de minha nova calça jeans. Empurrei minha bicicleta até o restaurante mais próximo, ignorei os olhares assustados das pessoas quando entrei. Fui até o banheiro, limpei o sangue da minha nuca, nariz e da boca, troquei de roupa, saí do restaurante e pedalei até a escola.
Avistei os portões do Colégio Anglo Claretiano, entrei e levei a bicicleta até uma moita e escondi-a lá.
Entrei no pátio da escola e estava indo para a minha sala quando vi a diretora Maria Luiza atravessando a rampa que leva para as salas. Corri e me escondi atrás do palco de cimento que fica no meio do pátio onde normalmente alguns alunos fazem apresentações na hora do recreio.
- Ferrou geral, como eu vou entrar na sala com essa maníaca aí fora? Ela na certa vai me torturar, obrigando-me a fazer contas de matemática
(não seria a primeira vez, considerando que ela já me fez ficar na escola até meia noite resolvendo equações e inequações)
Pense, Vitoria, disse a mim mesma. Você já esteve em situações piores, acho.
Percebi que o único jeito era enfrentar a diretora mesmo que ela me fizesse ficar na escola até a madrugada.
Então sem outra escolha respirei fundo e atravessei o pátio. A diretora da escola pareceu levemente surpresa, mas, tratou de disfarçar colocando um sorriso nos lábios e mostrando seus dentes amarelados e seus caninos afiados.
Estava usando a mesma camisa amarela embaixo do mesmo casaco de couro. Usava uma calça jeans cinza com um cinto vermelho o que a fazia parecer uma hippie ao invés de uma diretora.
Tinha um cabelo preto com mechas loiras na altura dos ombros, olhos cor café, sobrancelhas grossas (o que era hilário) e uma verruga na bochecha do tamanho da cabeça de um alfinete, mas, mesmo sendo pequena era impossível não notar.
Ela me olhou com ar de fome e lambeu os beiços, mas, eu sabia que quando ela fazia isso era porque estava prestes á me dar MUITO mal.
- Vitoria bom te ver...
- Pena não poder dizer o mesmo
- Deveria tomar cuidado com o que fala. Maria Luiza se inclinou para frente até ficar cara á cara comigo
- Não vou dobrar minha língua para falar com você, não merece meu respeito
A diretora fez um ruído surdo do fundo da garganta, como um rugido, mas antes que ela pudesse responder minha professora de matemática Cibeli – mulher de uns quarenta, quarenta e tantos anos – saiu da sala ao lado e me viu conversando com minha diretora psicopata.
- Vitoria, vem à prova vai começar
- Tô indo, e você Maria Luisa, cuidado sou nova, mas sou esperta
- Estou de olho em você
Dei de ombros e entrei na sala. Cibeli estava distribuindo as provas, olhei em volta, a sala tinha umas cinco fileiras de carteiras cada uma com umas dez assentos. Notei que só havia um lugar vago para fazer a prova: terceira fileira, quinta carteira e atrás do Ferraz.
Argh, dentre todos os lugares porque justo perto do Ferraz? Pensei
Guilherme Barbie Lopes Ferraz mais conhecido como Ferraz, o garoto mais metido, mesquinho e irritante da escola. Infelizmente o mais “desejado” de todas as garotas. Ele tem um olho castanho-claro e outro azul, cabelo rebelde loiro, alto, forte, popular e por conta desses adjetivos as garotas correm atrás dele, só eu via quem ele realmente era: um garoto metido à besta e... Certo admito que ele até que é bonitinho, mas, não faz o meu tipo.
Ele notou que eu me aproximava e quando passei ao seu lado, Ferraz meteu o pé na frente, eu tropecei, caí, ralei o joelho e pra fechar com chave de ouro todos até mesmo minha professora – que estava tentando conter o riso – acharam divertido.
Levantei-me enquanto lançava meu melhor olhar assassina para Guilherme. Por um momento ele ficou pálido, mas voltou a sua cor normal e me deu um sorriso sarcástico.
Cibeli me entregou a prova e foi quando eu me dei conta de que nem ao menos tinha estudado. Mesmo assim me arrisquei colocando qualquer número na primeira questão, uma multiplicação na segunda e um x² - 3x = 8 na terceira, mas, tudo era muito surreal, nada fazia o mínimo sentido. Terminei a prova, coloquei meu nome e entreguei para a professora.
Voltei ao meu lugar. Todos na classe estavam perguntando um ao outro se foram bem, qual era a resposta de tal questão. Ninguém falou comigo, apenas me lançaram olhares de lado como se eu fosse uma louca, maníaca ou demente. A verdade era que eu não tinha amigos, nem colegas. Sempre tomava lanche sozinha, sentava no fundo, e ao invés de prestar atenção na aula, gastava folhas de papel desenhando seres mitológicos como hipogrifos, quimeras, basiliscos, fênix e em algumas vezes desenhava deuses gregos. Apolo, Atena, Afrodite, Poseidon, Zeus, Ares, Hades, Artemis, Dionísio, Demeter, Hefesto, Hera. Pergunte qualquer coisa sobre mitologia grega que eu sabia responder.
É uma pena que não temos aula sobre mitologia, eu tiraria meu primeiro dez em toda a minha vida, pensava sempre que via meus desenhos.
Aquele dia eu resolvi desenhar um hipogrifo. Fiz primeiro a cabeça de águia, o pescoço coberto de penas, as patas dianteiras, o corpo de leão, a cauda e as asas. Depois me concentrei em pintar os olhos de azul, as penas do pescoço eram pretas, brancas e nas pontas douradas, nas asas o mesmo tipo de pintura: preto e dourado nas pontas. O corpo de leão adotava a pigmentação das penas: as patas da frente eram claras, o corpo preto assim como as patas traseiras e a cauda era negra, mas quanto mais perto chegava da ponta, ficava dourado.



Por alguma razão eu tinha a impressão de que conhecia aquele animal. Não sei como, mas, tinha a nítida impressão de que o conhecia de longa data.
Deixe disso Vitoria hipogrifos não existem. Uma parte de mim falava. Mas, seria bom ter um desses, o nome dele seria Fôx. Outra parte de mim pensava
- Ei Vitoria, o sinal bateu já é hora do lanche – Ana Paula, a garota sabe-tudo da nossa classe estava me sacudindo.
- Hein? Ah, tô indo, obrigada
Eu não tinha prestado a mínima atenção de que já haviam passado três aulas, muito menos que era hora do recreio.
Peguei meu desenho, dobrei o papel e coloquei no bolso. Peguei meu lanche na mochila, junto com a encomenda que sempre me intrigou e saí da sala.
Andei pelo corredor cheio de gente e passei reto pela sala da direção, virei á esquerda, fui até o pátio, subi uma rampa que dava acesso á sala de aulas do maternal. Virei à direita e abri uma porta dupla que dava num terreno com árvores e uns bancos para as crianças pequenas tomarem lanche. Andei mais um pouco até me afastar das pessoas. Olhei para trás para ter certeza de que ninguém me seguia, pulei uma cerca de arame farpado e continuei á andar até avistar o muro que separava a escola do pomar.
Tirei uns tijolos que estavam na base do muro e me esgueirei para dentro. Fechei novamente a entrada e me vi em um campo aberto com algumas árvores de amora e uma trilha de terra. Andei pela trilha até avistar um portão gradeado fechado com cadeado. Pulei o portão e me deparei com várias árvores frutíferas. Tinha laranjeira, limoeiro, pé de manga, parreira de uva, abacateiro, pé de morango, melancia e vários pés de amora.
Sorri quando vi os pés de amora, eu adorava amora, mas, eu sorria mesmo, pois sabia a história que os antigos gregos contavam a respeito da amoreira.
Então comecei á recitar a história.
- “Píramo era o mais belo jovem, e Tisbe, a mais formosa donzela, em toda Babilônia. Seus pais moravam em casas contíguas; a vizinhança aproximou os dois jovens e o conhecimento transformou-se em amor. Seriam venturosos se casassem, mas seus pais proibiram.
[...] De manhã, quando Aurora expulsara as estrelas e o sol derretera o granizo nas ervas, os dois encontraram-se no lugar de costume. E combinaram que, na noite seguinte, quando tudo estivesse quieto, eles se furtariam aos olhares vigilantes, deixariam suas moradas, dirigir-se-iam ao campo e, para um encontro, iriam ter a um conhecido monumento que ficava fora dos limites da cidade, chamado o Túmulo de Nino, e combinaram que aquele que chegasse primeiro esperaria o outro, junto de certa árvore. Era uma amoreira branca, próxima de uma fonte.
[...] Então, Tisbe ergueu-se, cautelosamente, sem ser observada pela família, cobriu a cabeça com um véu, caminhou até o monumento e sentou-se embaixo da árvore.
Enquanto estava ali sentada, avistou uma leoa com a boca ensangüentada por uma presa recente, aproximava-se da fonte, para matar a sede. Ao vê-la, Tisbe fugiu e refugiou-se numa gruta, deixando cair o véu enquanto fugia. A leoa depois de saciar a sede, virou-se para voltar aos bosques, e, ao ver o véu no chão, investiu contra ele e despedaçou-o, com sua boca ensangüentada.
Píramo, que se atrasara, aproximou-se, então do local do encontro. Viu, na areia, as pegadas da leoa, e o sangue fugiu-lhe as faces.
Logo em seguida, encontrou o véu, dilacerado e cheio de sangue.
- Desventurada donzela – exclamou.
- Fui a causa de tua morte! Tu, mais digna de viver do que eu, caíste como primeira vítima. Seguir-te-ei. Fui o culpado, atraindo-te a um lugar tão perigoso, e não estando ali eu próprio para guardar-te. Vinde, leões, dos rochedos e despedaçai com vossos dentes este corpo maldito!
Apanhou o véu, levou-o até a árvore onde fora combinado o encontro, e cobriu-o de beijos e de lágrimas.
- Meu sangue também manchará teu tecido – exclamou
E arrancando a espada, mergulhou-a no coração.
O sangue esguichou da ferida, tingiu de vermelho as amoras brancas da árvore, e, penetrando na terra, atingiu as raízes, de modo que a cor vermelha subiu, através do tronco, até o fruto...” (trecho do livro Mitologia 1, editora Duetto)
Eu tinha decorado a história toda, mas antes que pudesse recitar o resto, ouvi um barulho - como pés pisando em folhas – virei-me, mas, não encontrei ninguém.
- Deve ser minha imaginação. É... Só minha imaginação, não poderia haver ninguém aqui, certo?
Falei em voz baixa tentando convencer a mim mesma, mas, eu sentia como se estivesse sendo observada, então o barulho parou e, a manhã voltou a ser silenciosa. Somente o vento assobiando e pardais cantando.
Sacudi a cabeça para afastar o pensamento, sentei em meio às árvores enquanto comia meu lanche.
Tudo estava calmo.
Calmo demais. Pensei. Maria Luiza não parece ser gente - Sacudi a cabeça - Deixa disso Vitoria, você está enlouquecendo com essa história da caixa.
Virei o corpo, esperei que a encomenda estivesse ao meu lado, mas, não estava. Levantei em um salto, aflita comecei á procurar pelo pomar, mas, nada de pacote empoeirado. Foi quando ouvi uma risada ecoando pelo pomar. Virei-me na direção do portão para encarar minha não tão querida diretora maníaca Maria Luisa.
- Vitoria, não devia estar aqui sozinha – falou ela num tom sarcástico
- Me devolve a caixa, ela é minha...
- Hum... O que fazer? Abrir o pacote ou te matar primeiro? Decisão difícil
Mal Maria Luiza terminou a frase e seu rosto começou á enrugar, suas unhas se transformaram em garras de bronze bem afiadas, o casaco de couro se transformou em asas de morcego e na sua mão direita - onde devia estar uma prancheta – estava um chicote flamejante. A encomenda estava em sua mão esquerda.
Ela guinchou e veio em minha direção, comecei á correr, mas, ela usou o chicote para envolver minhas pernas. Caí no chão, indefesa. Eu sentia como se minhas pernas estivessem envoltas em uma corda de ferro derretido. Estava me queimando. Olhei para trás e vi o chicote acima das minhas canelas, havia duas queimaduras, eu sentia a dor e Maria Luiza se deliciava com isso.
A raiva me percorria a espinha, o medo não tinha vez, a dor estava estampada na minha cara. Não agüentei mais, peguei o chicote com as mãos e o arranquei das minhas coxas. Agora minhas mãos estavam com queimaduras, mas, eu não me importava. Fiquei de pé com as pernas trêmulas por causa da ferida, o chicote agora estava empunhado na minha mão esquerda (sou canhota... Dãããã), olhei para minha diretora-bruxa e vi surpresa estampada no seu rosto. Não hesitei, lancei o chicote que acertou o pescoço. Ela relutava e se debatia para se livrar dele, mas não conseguia. Cheguei perto, apertei mais ainda o nó do chicote então ela explodiu em areia.
Depois de ser coberta por areia a última coisa que eu esperava era que Luka aparecesse, mas... Bem isso aconteceu e vou contar como.
Depois que Maria Luiza explodiu, eu não tinha medo de mais nada.
- Certo... Acho melhor voltar para classe
Peguei a caixa e comecei á fazer todo o caminho de volta. Eu andava de cabeça baixa, pensando em como tudo isso foi acontecer, quando de repente trombei em alguém e caí.
- Ei! Olha por onde anda seu...
Não consegui terminar a frase. Levantei a cabeça e vi um garoto alto, forte, olhos cor violeta. Usava calça jeans, camiseta laranja de um Acampamento Meio-Sangue. Tinha uma raquete de tênis empunhada na mão direita.
Por mais que eu tentasse, não consegui desviar os olhos do garoto que eu havia trombado. Parecia que eu já o conhecia, mas, não sabia de onde. Eu tinha aquela idéia de que eu mais do que ninguém, deveria saber quem ele era, mas, não me vinha nada á cabeça. Foi quando me lembrei do bilhete da pessoa misteriosa o tal L.K.G.
Pense Vitoria as únicas pessoas que você conhece com essas iniciais são... Não, não pode ser... Será?
Levantei-me, limpei o pó das minhas calças e olhei para o garoto.
- Você está bem, Vitoria?
Como ele sabe meu nome? Pensei
- Sim, estou ótima, mas... Eu te conheço?
- Então não lembra? – o garoto riu – Céus Vitoria você realmente não se lembra quem sou eu? Quem é L.K.G?
De repente uma lembrança me veio á mente. Uma lembrança bem antiga. Quando tinha quatro anos eu brincava numa praça perto de casa, um garoto de cinco anos brincava comigo. Seu rosto, era um pouco deformado, ele não era muito bonito mas, era meu amigo. Os olhos cor violeta olhavam pra mim enquanto eu falava com ele. Depois veio á mente uma lembrança mais recente. Quando caí de bicicleta e vi um vulto indefinido mas, agora estava claro... Eu sabia quem ele era.
Arranquei o bilhete do bolso e li às iniciais. L.K.G
- Vo... Você é... L.K.G... Luka Kingston Greace?!
- Como adivinhou, Vitoria? – falou Luka estendendo os braços para dar ênfase na frase.
Meu queixo caiu. Eu não via Luka fazia uns... Oito anos e agora eu o reencontro assim sem “mais” nem “menos”? Como? Eu ainda me lembrava da cena quando tinha quatro anos...
- Você vai embola Vitolia? – perguntou Luka com apenas cinco anos.
- Vou, mas, é por pouco tempo, Luka, até minha mãe se olganizar – eu falei. Com quatro anos nenhum de nós dois falava o “R” no meio de alguma palavra. Sempre trocávamos pelo “L”.
- Você volta? – perguntou meu melhor amigo com os olhos cheios de lágrimas. Ele não era de chorar, mas, essa era uma exceção.
- Clalo que volto... É só o tempo da minha mamãe esfliar a cabeça dela
Mal sabia eu que não voltaria tão cedo assim para Rio Claro. Eu estava indo para os Estados Unidos e só voltaria para o Brasil com doze anos...
A imagem saiu da minha cabeça e agora eu via um Luka crescido. Estava alto e forte. Seu rosto, porém não melhorou muito, continuava sendo um pouco deformado... Mas eu não me importava, nunca importei. Meu melhor amigo estava de volta ,isso, era importante.
Não sei o que me deu, mas, no instante seguinte eu me vi abraçada nele. Uma lágrima teimava em descer pela minha bochecha. Luka corou. Depois de me dar conta do que tinha feito. Afastei-me mais rápido do que um raio e o encarei com os meus olhos castanho-escuro, cheios de lágrimas.
- Bom te ver de novo Luka
- Você não mudou nada... Quase nada
- O que faz aqui?
- Eu... Vim te ver
- Me ver?!
Luka corou, estava prestes á dizer algo quando ouvi uma voz.
- Vitoria!! Ei Vitoria
Virei-me, vi um garoto da minha altura, cabelo enrolado preto, olhos verdes. Também tinha umas espinhas no rosto e um andar meio torto.
- Ei Kevin o que faz aqui?
- Eu estava tentando falar com você desde o começo do ano letivo, mas, eu nunca te achava
- É... Eu sempre fico por aqui pra fugir da Maria Luiza
- Falando nela... Ainda não a encontrei hoje
- É... Bem isso é por que...
- Isso é por que... – falaram Luka e Kevin ao mesmo tempo
Eu respirei fundo
- Isso é porque ela virou pó
CONTINUA....
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Hayley Bolter

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Idade : 21

MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Qui Fev 04, 2010 6:54 pm

Dados do Player:

Nome do player:Jéssica Siqueira
Comunicadores/E-mail:jessica.goulart@uol.com.br
Idade:15 anos
Personagens (cite, inclusive, suas espécies): Hayley Bolter (meio-sangue)

Dados do Personagem:

Nome:Hayley Bolter
Data de Nascimento:02/01/1994
Idade:16 anos
Local de Nascimento: Londres/Inglaterra
Filiação (pai ou mãe olimpiano):Athena
Características Psicológicas:Sou muito teimosa e tenho uma leve tendência a achar que sempre estou certa. Mais apesar de parecer forte e decidida sou sensível (bem lááá no fundo). Sempre fui muito encrenqueira e ninguém sabe o que esperar de mim.
Características Físicas: alta (1,71), loira e de olhos cinzentos como a mãe, forte e ótima em esgrima e arco e flecha. Magra e de cabelos compridos. Rosto meio oval e sempre tem um sorisso brilhante no rosto. Unhas sempre bem feitas.
Artista Utilizado: Avril Lavigne
Breve introdução a Biografia: Eu sempre achei minha vida chata. Não tinha amigos (por ser muito intimidadora), e nenhum garoto se aproximava de mim com medo que eu revidasse. Uma nova menina entrou na sala e a partir dai tudo mudou...

Biografia: Minha infância não foi das melhores. Meu pai me criou sozinho e nunca me disse nada da minha mãe. Não tinha amigos e morava em uma casa pequena.
Quando fiz 15 anos meu pai me colocou em uma escola e lá fiz uma amiga, a Samantha. Os meninos tentavam se aproximar de mim mais eu não deixava. Nesse dia vi uma pessoa estranha na sala, era uma aluna nova. Tentei me aproximar dela e percebi que seus olhos tinham um brilho maligno. Me afastei com relutância da garota pois ela me olhava com interesse.
No recreio Tyler veio falar comigo. Ele era legal mais estava tremendo de medo e eu não sabia porque. Ele tentou me explicar o porque mais eu não entendi uma palavra. Quando me virei para trás a menina nova estava parada me olhando. Sai correndo com Tyler atrás de mim. Chegamos no fim de um corredor sem saída.
A menina disse:
-Ora, ora se não é uma meio-sangue...
Olhei incrédula para ela e soltei:
-Não sou isso que você está falando.
Ela riu:
-Claro que é. Pena que não vai viver para saber quem é seu pai ou mãe.
Estava ficando histérica e comecei a falar que nem um desembestada:
-Minha mãe morreu a muito tempo. Eu não sou isso que você disse e não fasso ideia do que está falando sou bruxa!!
Seu olhar de sarcasmo seu transformou em um de puro ódio. E de repente ela mudou. De suas costas apareceram assas de couro e sua aparencia era assustadora.
Comecei a tremer e olhei para trás. Tyler estava com uma faca na mão e disse:
-Desculpe não ter te contado antes sua história mais agora você precisa enfrenta-la. Sempre carrego essa faca em minha mochila para emergencias. Tome.
Segurrei ela pelo cabo e me surpreendi de saber o que fazer. Olhei para a criatura que agora reconheci com uma fúria dos contos mitologicos. A fuzilei com o olhar. Ela atacou e eu desviei. Via tudo em camera lenta. Peguei a faca e a cravei na fúria. Diante dos meus olhos ela virou pó.
Assustada me virei para Tyler que me puxou pelo braço e me levou para fora da escola.
-Victoria, sua mãe ainda está viva. Ela mora com os deuses. Você é filha de uma deusa e por isso é uma meio-sangue.
Com a voz meio rouca respondi:
-Impossível.
Ele revirou os olhos e me disse:
-Não, olhe só.
Ele tirou as calças e me mostrou duas pernas cheias de pelos. Gritei.
-Você tem que vir comigo para o acampamento meio sangue, ou outros monstros como aquele iram te perseguir.
Concordei com a cabeça e pegamos um avião depois de eu me despedir do meu pai.
Chagando lá me explicaram tudo com um video de orientação. Logo todos acharam que eu era filha de Athena, por causa de meus olhos.
Em uma noite na hora do jantar eu me sentei na mesa de Hermes. Então algumas garotas resolveram armar táticas para o jogo de captura da bandeira. E elas se surpreenderam quando eu dei a melhor tática de todas. Nesse momento todo o salão ficou em silêncio.Olhei para trás e vi. Era o simbolo da deusa Athena. Quíron disse:
-Está determinado. Você é filha de Athena.
A partir desse dia fiquei no chale de Atena e tentei continuar a parecer ser forte, e esperava com paciência minha missão.
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Samantha Chars

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Idade : 24

MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Qui Fev 18, 2010 8:24 pm

Dados do Player:

Nome do player:Celina
Comunicadores/E-mail:celina.fifa@hotmail.com
Idade:12
Personagens (cite, inclusive, suas espécies):Kim Leason (meio-sangue)

Dados do Personagem:

Nome:Samantha Chars
Data de Nascimento:18.02.93
Idade:17
Local de Nascimento:Paris, França, porém logo depois de seu nascimento, seu pai levou-a para morar em NY
Filiação (pai ou mãe olimpiano):Ártemis
Características Psicológicas:Bondosa e generosa, é muito sensivel e não tem um grande senso de humor. A coisa que mais odeia são pessoas
Características Físicas:
Artista Utilizado:
Breve introdução a Biografia:

Biografia:
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Athilya Abnara
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sex Fev 19, 2010 8:37 pm

Pessoal, esse fórum agora está fechado. O novo endereço é: http://z6.invisionfree.com/Olympic_Chronicles/index.php?
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Anna



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Data de inscrição : 14/03/2010

MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Seg Mar 15, 2010 4:22 pm

Chaos escreveu:

Antes de postar sua biografia, não se esqueça de ler as regras e as características de cada espécie. Antes de começar a jogar, a sua bio precisa primeiro ser avaliada e aceita pela administração, não se esqueça!

Dados do Player:

Nome do player:Anna
Comunicadores/E-mail:anapaula.lacerda@gmail.com
Idade:16
Personagens (cite, inclusive, suas espécies):Anna

Dados do Personagem:

Nome:Marie
Data de Nascimento:23/2/1994
Idade:16
Local de Nascimento:NY
Filiação (pai ou mãe olimpiano):Zeus
Características Psicológicas:muito estressada , com senso de humor sarcastico , e adora quebrar regras
Características Físicas:Cabelos castanhos , olhos azuis
Artista Utilizado:Alexandra Daddario
Breve introdução a Biografia:Aos 5 anos de idade fugiu de casa , e foi para o acampamento meio-sangue (ela tinha o endereço , apesar de nunca ter estado no acampamento) , é uma ótima esgrimista , e adora pregar peças em seus "inimigos".

Biografia: (ATENÇÃO: cuidado ao uso do português, e seja coerente e coeso ao escrever a biografia do personagem. Diga de onde veio, como foi sua infância... E não esqueça de comentar como ele ou ela chegou até o Acampamento!)

Código:
[u][size=14][color=indianred][b]Dados do Player:[/b][/color][/size][/u]

[b]Nome do player:[/b]
[b]Comunicadores/E-mail:[/b]
[b]Idade:[/b]
[b]Personagens (cite, inclusive, suas espécies):[/b]

[u][size=14][color=indianred][b]Dados do Personagem:[/b][/color][/size][/u]

[b]Nome:[/b]
[b]Data de Nascimento:[/b]
[b]Idade:[/b]
[b]Local de Nascimento:[/b]
[b]Filiação (pai ou mãe olimpiano):[/b]
[b]Características Psicológicas:[/b]
[b]Características Físicas:[/b]
[b]Artista Utilizado:[/b]
[b]Breve introdução a Biografia:[/b]

[u][b]Biografia:[/b][/u] (ATENÇÃO: cuidado ao uso do português, e seja coerente e coeso ao escrever a biografia do personagem. Diga de onde veio, como foi sua infância... E não esqueça de comentar como ele ou ela chegou até o Acampamento!)
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Caetano

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Data de inscrição : 22/05/2010

MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Maio 22, 2010 11:29 pm

Dados do Player:

Nome do player: Caetano
Comunicadores/E-mail:caecoimbra@hotmail.com
Idade:
Personagens (cite, inclusive, suas espécies): Este é meu primeiro.

Dados do Personagem:

Nome: Jimmy Haggen
Data de Nascimento: 28/04/1997
Idade:13 anos.
Local de Nascimento: Hagen,Alemanha.
Filiação (pai ou mãe olimpiano): Athena.
Características Psicológicas: Jimmy é um garoto distraído que gosta de Rock,coleciona miniaturas de deuses da Mitologia e sofre de Dislexia.Ele não largaria seus amigos por nada,costuma defendê-los sempre que surge o pessoal mais velho ou os que gostam de bater,o garoto sabe quando se resolver a situação na conversa ou na pancadaria.Jimmy valoriza seus estudos e tem prazer em ler livros.
Características Físicas: Loiro,olhos negros,pálido,estatura média/alta,pode ser quase considerado como forte.
Artista Utilizado: Sterling Sandmann Knight.
Breve introdução a Biografia: Jimmy nasceu em Hagen, na Alemanha,com quatro anos seus pais e ele se mudaram para Manhattan, Nova Iorque (Até a data eles ainda estavam juntos), onde ficou até os treze anos.

Biografia:
Sala de Parto Hospital Público de Hagen, Alemanha - 28/04/1997 - Quatro horas da manhã.
David estava de pé ao lado de Layla que permanescia deitada na cama do hospital. Um médico entrou na sala e anunciou ao casal:
- Senhor e Senhora Haggen, é um menino.
Eles não tinham ainda pensado em um nome,Layla imediatamende fez uma observação:
- Ele tem cara de Jimmy, seu nome é Jimmy Haggen.
Layla saiu da sala segurando o bebê,já estava recuperada,David abriu as portas do carro e o casal fora com o garoto para a casa.

Quatro anos depois,Edifício Holderleft, Apartamento duzentos e quarenta e três,Manhattan.
Fazia um mês do desaparecimento de Layla Haggen,David perdera as esperanças,ele e o filho chegaram ao apartamento, Jimmy fez um pergunta preocupante:
- Papai, aonde a mamãe foi?
David ficou aflito,o que iria responder para um garoto de quatro anos,que sua mãe foi proibída de viver com o filho por leis impostas por Zeus?Não Podia.
- Jimmy a mamãe não vai voltar por muito tempo, talvez anos.
Colégio Particular para pessoas com dislexia - Terça-feira da Segunda Semana escolar Jimmy vinha caminhando até o colégio com seu amigo,Roger Spyderwick, seu pai tinha lhe dado um presente um anel de ouro com uma pedra negra, tinha o prescentimento de que não veria seu pai ou sua casa tão cedo.
Após duas aulas seguidas de História da Mitologia Grega, Jimmy e Roger se dirigiram ao pátio para o intervalo.
O Pátio estava vazio,apenas as irmãs Potts, da secretaria estavam ali,elas usavam sempre aqueles óculos escuros e redondos.
- Jimmy, vou ao banheiro aguente aí.
Roger foi correndo para o banheiro,era meio desajeitado por usar muletas, Jimmy desembrulhou se Big Mac e deu algumas mordidas, ele desviou os olhos para as irmãs Potts, elas vinham em sua direcção, pela primeira vez o garoto reparou que o cabelo das secretárias não eram cabelos e sim cobras, ele as comparou com as Górgonas da Mitologia Grega.
- Ah vejamos,Uma estátua meio-sangue saindo!
As irmãs Potts disseram sincronizadamente a frase e colocaram a mão nos seus óculos, prestes a retirá-los, então Roger veio correndo e abateu uma das Górgonas, Jimmy percebeu que as pernas de Roger eram iguais a de um bode.
Jimmy ouviu uma voz feminina falando em sua mente:
- Jimmy, eu sou sua mãe Athena, use seu anel,feche os olhos e diga Ânimus Ânilus,pode chamar este objeto de Contra-Costas, é feita de aço puro e bronze celestial.
Jimmy pensou estar enlouquecendo,mas raciocinou que se Gárgonas existem, deuses também existem. Jimmy avançou contra a Gárgona que ainda não fora abatida, na corrida fechou os olhos e gritou:
- Ânimus Ânilus!
Jimmy abriu os olhos e viu a si mesmo segurando uma lâmina, ele brandiu um movimento de corte no pescoço da Gárgona na intenção de decaptá-la.
A Gárgona jogou os óculos no ar e neste mesmo milésimo de segundo, ela sentiu uma lâmina cortar seu pescoço.
-Hahaha, conheça a Contra-Costas, Ânimus Ânilos.
Jimmy viu a lâmina voltar a ser um anel,Roger gritou:
- Irrul, arrasou Jimmy, agora que você lutou com esses monstros você se revelou para os montros um meio-sangue, o que significa que as coisas vão piorar para o seu lado, é uma boa hora para você aceitar ir para o acampamento meio sangue.
- O que é isso?
- Te explico no caminho.
Roger assoviou,uma figura alada de quatro patas pousou no pátio do Colégio. Eles montaram no cavalo alado e Roger fez a explicação do acampamento meio-sangue durante o caminho.
\\o/*
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