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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 Inscrições - Meio-sangues

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Jackie Swann
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Qua Jun 24, 2009 3:22 pm

No quinto mês que estávamos no colégio, já tínhamos nos acostumado com quase tudo, exceto os eventuais amassos do diretor e da professora de Química - fiquei pasma, os dois realmente se amavam ou tinham um fogo incessável.
Josh ia sempre na nossa casa e nós na dele e muitas dessas visitas acabava em Josh e Amber tagalerando sozinhos e eu sendo completamente ignorada pela minha irmã e meu amigo. Tudo bem, Amber estava feliz, eu estava feliz, por mais que não demonstrasse isso. Eu sorria muito, é claro, mas acho que até mesmo Leo - o professor de Literatura - tinha notado que esses sorrisos nunca eram completos e poucas vezes se refletiam em meus olhos.
Eu não demonstrava sentimentos, porque, como John dizia, isso é fraqueza e depois que nossos pais morreram isso se acentuou mais em minha vida, como se eu precisasse disso para continuar dando um passo de cada vez, vez por vez. De fato tinha coerência afinal, se eu não tivesse - ou não demonstrasse - sentimentos talvez eu fosse sofrer menos e garanto que eu já sofri o bastante para não querer passar por mais doses de coisas assim, além do que sentimentalismo é um defeito, uma fraqueza, ao menos no meu ponto de visto, já Amber não era nada discreta em relação à Josh e eu sabia que tinha alguma coisa ali, coisa que ela própria me contava, aliás.

Bem, num desses fins de semana que nos encontramos, Josh resolveu nos presentear com um livro.
No começo achei estranho, porque ele sabia que nós não sabíamos ler, toda a escola sabia, no entanto ele disse que esse nós leríamos e iríamos amar.
Dei de ombros e entreguei o livro a Amber, enquanto os deixei sozinhos para subir para o terraço de casa . Eu costumava ficar lá, mesmo que meus ouvidos estivessem atentos a qualquer barulho de alerta na parte de baixo da mansão, ainda sim gostava de dar um pouco de privacidade a Amber e Josh, privacidade no limite, mas o bastante para que eles fizessem as coisas deles, que eu esperava não passar de brincadeiras infantis como fazer cócegas ou guerras de travesseiro. Era bom assim, uma amizade pura e nada mais.

Eu abri a porta do terraço e fui recebida com uma brisa forte da noite, penteando meus cabelos para trás. Dei alguns passos pelo vazio do local cimentado.
Não tinha absolutamente nada lá. Nossos tios tinham reservado aquele lugar para servir de depósito, mas não havia muita tralha na casa e tudo que tinham jogado lá, até hoje, era um sofá velho - nem tão velho - e um tapete manchado, que só por uma mancha já não servia mais para minha tia.
Eu me aproximei do sofá. Em noites como aquela de lua cheia eu me deitava no sofá e ficava sentindo a neblina noturna molhando meu cabelo e meu rosto, mesmo que não fizesse bem para meus pulmões.
Deitei no sofá, como de costume e tirei meus sapatos, jogando eles de lado, perto do tapete.
Era uma vista realmente linda. Toda a cidade parecia envolvida por uma luminosidade típica das casas e postes, mas ela ia além de seu limite, se expandia no céu e brilhava como se fosse uma lâmpada acesa.
Eu sorri olhando a paisagem. Não costumava me prender a coisas bobas como essa, mas no momento tinha sido o bastante para me fazer refletir sobre muitas coisas, coisas essas que eu costumava simplesmente ignorar 99% do dia.
Eu pensei em mim e em Amber, nos nossos pais e nos nossos tios, pensei em Josh e seu presente inusitado e pensei também no colégio e nos nossos colegas, aqueles que eu simplesmente conversava, mas não me sentia tão a vontade quanto perto de Amber e Josh.
Minha mão passeou pelo meu braço até encontrar o que procurava em meu pulso. A pequena pulseira com um pingente em forma de trigo que havíamos ganhado de nossos pais ao nascermos. Eu não sabia absolutamente nada do seu significado, mas deveria ser algo importante que eles não tiveram tempo para nos contar.
Dei de ombros e me acomodei mais ao sofá, fechando meus olhos e lutando contra a claridade das luzes ao longo do terraço.
Não achei que fosse dormir tão facilmente, não só por estar preocupada com Amber e Josh sozinhos lá em baixo, mas também por causa dos meus pensamentos que, apesar de confusos e curtos, eram o suficiente para me manter acordada por um bom tempo.

Na manhã seguinte acordei em meu quarto. Não sei bem como fui parar lá, mas me lembrei vagamente de Amber me arrastando até minha cama e eu a seguindo como se fosse uma zumbi. Fiquei feliz de ter tido uma noite tranqüila, geralmente meus sonos são bem agitados.
Meus olhos se contraíram em contato com a luz crua da manhã que invadia as janelas e penetrava a cortina de meu quarto.
Eu me levantei de vagar e joguei o lençol de lado, me espreguiçando e quase rendendo a vontade de me jogar novamente no colchão. Não fosse o fato de que se eu me deitasse não me levantaria antes das duas da tarde e isso não era muito bom num domingo ensolarado, coisa comum em Nova Iorque em épocas como essa, quase perto das férias de verão.

As férias de verão não seriam tão animadas, eu imaginava, já que nem eu e nem Amber tínhamos planos para aproveitá-las e, como seria nossas primeiras férias sem nossos pais, não estávamos muito ansiosas também.
Tudo bem que não seria o fim do mundo, talvez eu pudesse planejar uma ida a praia ou Amber já estivesse fazendo isso, mas no momento, eu só tinha animo para me arrastar até a cozinha, quase escorregando no maldito tapete vermelho da escada. Se um dia eu caísse e quebrasse o pescoço, voltaria para assombrar meus tios.

Passei pela sala a passos lentos e de pijama - me lembro de estar de pijamas quando subi para o terraço. Pensei que veria meus tios lá ou Amber, mas Amber dormia e meus tios eu já não via a semanas, coisa bem freqüente, aliás. Nem mesmo em festas comemorativas eu os via, pareciam fantasmas parasitando a casa duas ou três vezes ao mês.

Pensei em me jogar no sofá, mas na certa dormiria e ficaria por lá mesmo e como havia me empenhado em ficar acordada, achei melhor preparar um café e me entupir de cafeína, a única coisa que me deixava mais elétrica do que vodka ou - que Amber nunca saiba - absinto. Não que eu tenha costume de ficar bêbada, talvez antes eu tivesse, mas agora é só mesmo quando Amber ou Josh não estão por perto.

Quando estava quase me aproximando da cozinha - branca em total contraste com a sala de paredes creme e sofás vermelhos -, notei um livro sobre a poltrona em frente a lareira - que dava duas de mim ou eu e Amber juntas. Vi o livro que Josh tinha dado à mim e Amber para que lêssemos, mas eu, num ligeiro ataque de displicência, apenas ignorei e o deixei sobre o sofá, com Amber, que na certa se esqueceu dele quando começou a tagalerar e gargalhar com Josh.

Voltei para a sala e apanhei o livro, me jogando na poltrona. Só uma coisa me deixava mais elétrica que cafeína e vodca: curiosidade.
Eu não costumava ser curiosa, por isso, quando estava me empenhava até saciar minha curiosidade e, no caso, não precisei de muito esforço.
Abri o livro e comecei a folheá-lo. Li algumas palavras - me surpreendendo por entende-las - e lobo comecei pelo primeiro capítulo.
Não me assustei ao notar que ele falava sobre coisas da Grécia e histórias sobre Deuses do Olimpo. Era costume de Josh falar sobre isso, ele parecia ter uma certa fissura com esse tipo de assunto, o que era engraçado, senão peculiar.

Li ele devorando cada página, linha por linha. Não sabia como era bom poder ler um livro e imaginar tudo que está escrito, sem que alguém tenha que falar ou me instruir.
Estava sendo ótimo, por mais que eu não entendesse o motivo do presente, não estava me importando muito. Só me encantava pelo assunto e pelas figuras e por tudo o mais que se falava sobre a Grécia.
Não sabia se era o livro ou o vicio de Josh que havia passado para mim, mas fiquei boas horas o lendo, até que notasse Amber se aproximar. Se é que eu notei...

Amber sequer disse bom dia ou qualquer coisa que fosse, se sentou ao meu lado na poltrona e ambas nos empenhamos em ler linha por linha, página por página e assim as horas iam passando sem que sequer tivéssemos notado que não tínhamos tomado café e ainda estávamos de pijama.

Ares, Athena, Hera, Zeus, Poseidon... Tudo sobre eles. Cada mito, cada curiosidade, cada detalhe. Tudo em um livro de mais de mil páginas que eu e Amber não conseguíamos parar de ler.
Falavam sobre seus filhos e sobre Cronos. Sobre sátiros e ninfas. Sobre heróis e vilões e numa mistura de história e narrações, iam prendendo nossa atenção a ponto de sequer nos olharmos direito e só parando para rir de algo ou sorrir uma para outra.


Quando foi exatamente quatro horas da tarde, Josh bateu à nossa porta. Não fui eu quem abri, como Amber sabia que era ele, foi ela quem atendeu e rápido demais para o meu gosto.
- Hey loirinho! - disse quando Josh se aproximou e eu ainda não havia tirado os olhos do livro
- Vejo que vocês gostaram. - ele comentou vendo nossa euforia com o livro, tanto que desta vez Amber e ele nem sequer trocaram mais que duas palavras, ela logo se sentou ao meu lado na poltrona e voltamos a ler de onde havíamos parado.

Não me lembro o que fizemos o restante do domingo, acho que ficamos o dia todo lendo, afinal, tínhamos que aproveitar depois de 16 anos sem conseguir ler nem uma linha.
A noite comemos pizza e deixamos o livro de lado, enquanto nos jogamos na poltrona e assistíamos a um filme romântico, por mais que eu insistisse veemente que fosse algum de terror. Sabe, coisas do tipo que mancham a TV de sangue me entusiasmam, mas como minha opinião era minoria, vemos um dramático mais bonito, digo, para um filme de romance era até interessante.

Não dormimos tarde, infelizmente, por insistência de Josh, já que teríamos que acordar cedo amanha para o recomeço das aulas.
Eu mal podia esperar pelas férias de verão, poder acordar tarde e freqüentar festas até a hora que eu quisesse era algo sem preço, a única desvantagem eram os últimos dias de aula, onde teríamos provas, trabalhos e um baile!

Veja bem, eu gosto de festas. Qualquer festa, menos baile.
E não só porque era um festejo desanimado com musica desanimada e pessoas desanimadas. Mas porque bailes me lembravam coisas que eu simplesmente conseguia ignorar 99% do meu dia, coisas que eu não fazia questão de lembrar. Eu sei que baile é tudo a mesma coisa, música lenta e garotos loucos para levar garotas idiotas pra fora da festa, mais especificamente um motel e olha que eles nem precisam beber muito para isso, aliás, em bailes não tem bebida, ao menos não bebidas alcoólicas.
Eu sei que eu não deveria destruir minha vida por um garoto idiota, e eu não estou destruindo minha vida, a propósito, mas eu também tinha outros motivos para não ir a bailes escolares.
O primeiro de todos era a falta de diversão.
Onde uma festa pode ser festa sem musica alta e cervejas? Só mesmo na cabeça ultrapassada dos meu professores.
Segundo: eu não tinha fantasia e mesmo que arrumasse uma, acho que não gostava de sair me fantasiando por aí.
Terceiro: eu já tinha planos bem animados para a noite do baile e isso incluía muita farra com os amigos, aqueles que assim como eu não são ligados em festas colegiais. Mas devo confessar que eram raros aqueles que não queriam ir ao baile, porque o colégio inteiro parecia ter adquirido um vírus e estavam completamente mudados, como se falassem só sobre bailes e festas e fantasias e casais...

Quando fomos na escola, segunda feira, eu pude notar isso. Parecia que a escola tinha sofrido uma reforma e estava toda com as cores do baile - que eram mais cores quentes como marrom ou laranja. As pessoas já compravam suas fantasias e até Amber e Josh pareciam ter sido atingidos por essa febre o que de certo modo era bom, quer dizer, era uma baile de casais, quem sabe fosse juntos?
NÃO! De forma alguma, porque se Josh fosse eu teria que ir, ainda mais sendo uma festa de casais, nunca que eu deixaria minha irmã sozinha na mão daquele loirinho. Não mesmo! Eu confiava em Josh, não completamente, mas um pouquinho, só que não era o suficiente para deixar que ele fosse com Amber para o baile, porque em bailes as pessoas mudam e fazem coisas das quais vão se arrepender muito no dia seguinte, eu mesma sabia por experiência própria.

Quando chegou o dia do baile eu já tinha me decidido. Por mais que não quisesse eu iria. Simplesmente porque Josh disse que iria e eu iria por que ele vai, assim como Amber só que por razões diferentes.

No sábado de baile, Amber já tinha providenciado nossas fantasias, era o mesmo modelo, algo como bruxa e princesa, ela disse me passando a minha fantasia roxa e tirando a sua lilás do armário.
Eu vestiria para não decepcioná-la, mas sequer saber não fazia muito meu estilo nos vestirmos iguais, por isso o cabelo preto.


Última edição por Jackie Swann em Qua Jun 24, 2009 3:50 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Qua Jun 24, 2009 3:27 pm

Eu fiquei atenta a qualquer tilintar da campainha, se Josh chegasse eu queria ter uma conversinha com ele, antes de irmos para o baile.
- Porque olha tanto pra fora? - perguntou Amber, notando que mais uma vez eu estava olhando para fora do meu quarto, mais especificamente para a escadaria, que dava para a sala que era onde Josh bateria a porta.
- Nada! - falei me olhando no espelho e evitando encará-la. Eu costumava mentir bem para as pessoas, de menos para Amber. Era praticamente impossível ela não perceber meu olhar afastado e minha postura rígida
- Mentirosa. - falou me apontando com o dedo - Está vendo se Josh vem não é? - perguntou se aproximando de mim e arrumando a parte de baixo da fantasia, enquanto me olhava pelo espelho - Ele não vai passar aqui. - disse indiferente, mas tinha uma pontada de curiosidade na sua voz, assim como eu sou para ela, Amber também era transparente para mim. - Mas porque a euforia? - perguntou como se estivesse sem interesse, mas eu sabia que ali tinha muito interesse e preocupação também.
- Porque preciso falar com ele.
- O que? - perguntou rapidamente, cortando minha frase
- Sobre você. - disse dando de ombros e me aproximando da cama onde tinha a maquiagem
- Eu?
- É, tenho que saber quais as intenções dele.
- Ele não tem intenções e nem eu. - disse áspera e eu sabia que o fato de ele não ter ido lá a buscar tinha a deixado magoada e, a mim, irritada. Como assim ele iria com ela para o baile e não a veio buscar?
- Mas se vocês vão juntos porque ele não te buscou?
- Vamos nos encontrar no baile mesmo... - respondeu pegando a sombra e o pó em cima da cama, onde eu estava tranquilamente sentada sem nenhum animo para maquiagens -... E vamos juntos os três. - completou indo até o banheiro e terminando de se arrumar lá.

Okay! Eu iria matar um garoto no baile então, de certa forma, as coisas estavam sendo bem mais animadas do que eu tinha julgado a princípio.
Chegamos e a musica desanimada, já tocava lenta ao fundo, bem baixo, quase não dava para ouvir.
Disse para Amber que iria pegar um ponche e que ela me esperasse junto das outras garotas.
Eu não ia pegar um ponche, talvez o fizesse para afogar Josh nele, mas na realidade eu iria procurar pelo garoto fantasiado de guerreiro e exigir que ele fizesse alguma coisa em relação a Amber ou eu faria contra ele.
Eu sabia que Josh gostava dela. Qual é? Qualquer um perceberia a cara de embriagado que ele faz sempre que se encontram e sempre que estão conversando - geralmente quando Jackie está sendo ignorada - então porque cargas d'água ele não fazia nada, nós iríamos descobrir hoje.

Andei por todo o baile, não dei muita atenção a decoração, mas sabia que tinha bastantes flores rosas e roxas, que o piso da quadra havia sido coberto de grama artificial e que as paredes, antes creme, agora estavam preenchidas com um rosa claro e detalhes em flores azuis e brancas. Realmente lindo. Eu parei algumas vezes para ver, confesso, mas logo voltei a andar e até subi no pequeno palco que montaram de improviso - para o som e os recados - tentando achar algum sinal de Josh. Nada, absolutamente nada.
Fechei a cara e voltei para o lado das garotas, sem o ponche que eu havia esquecido.

- E o ponche? - perguntou Clarisse, uma das garotas
- Já bebi. - menti dando de ombros
- Tanto faz. - ela disse - Hey! Viu que a Amber já tá de paquera? - falou me dando um cutucão e apontando para um homem metido em uma fantasia estranha que lhe cobria toda a face. Amber o olhava também, mas não parecia estar paquerando, parecia mais curiosa do que interessada.
- Quem é? - perguntei, o olhando também, ele não tirava os olhos da nossa direção e isso já estava começando a me preocupar
- Não sei. Deve ser o mais velho dos Cold, fiquei sabendo que ele viria todo de negro. É um gato se quer saber.
- Eu sei. - falei automaticamente. Ah e eu sabia e como! - Ambs... - chamei me aproximando, então ela desviou o olhar do homem e se voltou para mim, me olhando com um sorriso. - Achou ele? - perguntou com um ar de glória
- Não. - respondi me dando por vencida, ela sabia que eu estava atrás de Josh e sabia que era para matá-lo caso ele não se apresentasse logo.

Como se ele tivesse lido meus pensamentos e se materializado, logo apareceu na entrada da quadra, com a roupa de guerreiro que disse que viria. (Uma coisa tenho que confessar: Amber tinha um bom gosto inegável e ele estava mesmo muito lindo com o cabelo todo rebelde e o sorriso branco e tímido na face.)

Ele se aproximou e a medida que se aproximava sumia o sorriso do rosto, dando lugar a uma expressão de preocupação, sobre tudo com Amber, que nem mais se lembrava do homem mascarado, sua atenção era completamente direcionada a Josh, que a olhava da mesma forma, só que se virou algumas vezes para ver o homem, como se a presença dele o irritasse. Bem, também estava me irritando.
- Tudo bem? - perguntou para mim e Amber, mais para Amber. Já estava me acostumando a ser ignorada.
- Sim, mas parece que pra aquele menino não - disse uma intrometida de nome Michele, nos cortando antes mesmo que pudéssemos responder. - Parece que Amber está despertando corações. - falou rindo e as outras a acompanhou com risadinhas fracas e comentários bestas.

Josh não tinha gostada. Olhou para o homem com uma expressão de raiva e depois para nós com cautela. Para mim ele olhava de uma forma diferente, só preocupação. Com Amber ele parecia zangado, como se ela também estivesse dando atenção para o outro homem e ele não tivesse gostando nada disso. Ciúmes. Óbvio e claro!
Eu olhei para ele com uma cara de cúmplice e revirei os olhos puxando ele e Amber em direção a mesa dos refrigerantes.
- Não se preocupe Amber, aquele garoto não é nenhum tipo de monstro, esquece ele. - falei alto para que Josh ouvisse. Afinal, antes ele pensasse que ela estava olhando o garoto mais por cisma do que por paquera o que acho que era verdade. Amber não parecia interessada só curiosa, como eu disse.

A festa não durou tão tarde quanto eu pensei, o que foi bom, pela primeira vez me senti contente de sair cedo de uma festa, afinal, aquela tinha acabado no momento em que aquele homem estranho ficou encarando minha irmã e eu tinha algum pressentimento de que Josh conhecia ele.
Josh nos levou em casa, ele mesmo havia pedido para que fossemos embora, não estava se sentindo bem. E mais uma vez aquele pressentimento de que ele só não queria ficar mais naquele baile. Bom, eu até desmaiaria se fosse preciso para sair de lá, então aproveitei a primeira chance que tive e insisti para que fossemos embora.

Apesar do baile ter acabado cedo, a noite foi longa já que Amber, Josh e eu ficamos boas horas conversando em casa. No meu quarto, só para constar. Claro que eu preferia que fosse na sala, ou na cozinha, já que minha bagunça é sagrada, mas como as únicas opções eram meu quarto e o quarto de Amber - o qual Josh nunca visitará -, optei para que Josh visse como era meu cantinho secreto, roxo e abarrotado de posters de The Who, Nirvana, Creedence e Aerosmith.

Acho que era umas duas da manhã quando eu me joguei em minha cama, cheia de CD's e totalmente desorganizada, suspirando alto e bocejando de sono.
- Acho que falamos muito para uma noite só. - comentei me deitando de lado.
Amber e Josh estavam sentados na cama, um de frente para o outro, enquanto Amber parecia vidrada nos olhos claros de Josh, ele evitava olhar para ela e parecia frustrado, como se faltasse mais alguma coisa depois de toda aquela conversa que tivemos. Imaginei que faltasse, já que falamos de férias, de estudos, de colegas, livros, filmes e músicas, mas nada relacionado ao baile. Sequer tocamos nessa palavra, eu por ter me esquecido completamente disso, Amber por não dar a mínima importância - assim como eu - e Josh como se estivesse querendo evitar isso.
- Então... - eu falei deslizando meu dedo sobre o edredom azul que cobria minha cama - Mais alguma coisa que queiram falar? - perguntei, mais diretamente para Josh, como se estivesse o encorajando a dizer, mesmo que aquele olhar fosse mais de ameaça, mas ignoremos os detalhes.
- Nada. - Amber falou dando de ombros e então acrescentou - Acho que falamos coisas para um ano inteiro. - ela sorriu e Josh não respondeu. Fiquei quieto, pensativo por algum momento e meus olhos foram dele para Amber de volta para ele. Ele não a encarava, mas ela já o olhava como se soubesse o que ele queria dizer.
- Posso ficar? - ele pediu por fim, depois de uns longos minutos calado e de cabeça baixa.
- Acho que está um pouco tarde pra ir, não acha? - falei obviamente, com um sorriso no canto dos lábios. Me levantei com muito sacrifício, o que encorajou que fizessem o mesmo e me direcionei para o banheiro. Estava louca para tirar aquela fantasia e já deveria ter feito à horas.

Eu tomei um banho rápido, dispensando muitos luxos, só tirei a maquiagem e me vesti com meu pijama - na realidade era uma blusa larga e cinza e um short curto e branco. Depois de mim foi a vez de Josh tomar banho, no meu chuveiro - não que eu tivesse gostado - e colocou uma de minhas blusas largas, junto de uma calça de moleton que "pegamos emprestado" do nosso tio.

Pensei que depois do banho eles estivessem cansados e relaxados o bastante para querem dormir, mas então, depois da idéia genial de nos reunirmos na sala, eles voltaram a falar tanto quanto antes e os mesmos assuntos diversos. Eu me limitei a só prestar atenção, enquanto encostei minha cabeça no braço do sofá e ouvia Josh contando um dos contos do Olimpo, que ele leu nos livros de aventura da sua casa.
Quando ele terminou, soltou um suspiro e se sentou de novo no tapete, perto de Amber e encostado no pé do sofá.
Ele iria começar a dizer outra coisa, mas foi rapidamente interrompido por Ambs.
- Diga logo o que quer, Josh. - ela falou o encarando. Amber o conhecia o suficiente para saber que toda aquela conversa de Josh tinha um fundo a mais do que aparentava e foi por isso que ela foi direto ao ponto. Me orgulhei dela por isso.
Um silêncio mortificante tomou conta da sala e a gente só ouvia a madeira crepitando na lareira e todo o laranja e vermelho da fogueira inundando a sala escura.
Por fim, ele relaxou e disse:
- Ahn... Eu queria chamar vocês duas pra um acampamento de verão. - falou pensando um pouco e prosseguindo - Eu não queria ficar sozinho. - para mim aquilo parecia mais uma desculpa, mas tudo bem, a idéia do acampamento veio a calhar, já que eu fiquei um bom tempo me torturando sem saber o que fazer no verão. - É um acampamento como os outros, mas são divididos em chalés, são 12 chalés e cada um com nome de um Deus do Olimpo.
- Há! Eu sabia. - eu disse me empolgando e me sentando - Se não tivesse algo relacionado ao Olimpo então eu começaria a suspeitar que esse não era o loirinho que eu conheço. - falei rindo e Amber me acompanhou.
É claro que teria de haver algo relacionado ao Olimpo. Afinal, Josh Calling exala cultura Olimpiana, ele simplesmente é fissurado nisso. O que é intrigante, mas cada um tem seu vício.

Ele nos animou com a idéia, contou tudo sobre o acampamento, sobre os esportes e sobre as pessoas de lá. Eu gostei da idéia logo de início e Amber iria para qualquer lugar que Josh e eu fossemos, então só faltava a aprovação dos nossos tios para que tudo desse certo. Não faltava nada, tecnicamente, já que nossos tios não se importaria nem se disséssemos que é um acampamento de sado-masoquistas.

- Acho que vou indo, pessoas. - falei baixo, em um certo momento da conversa e me levantei, enquanto eles sequer notaram meu movimento. - Tchau! - despedi-me irritada.
- Tchau Jackie, já vamos dormir. - apressou-se Amber
- Já vamos dormir o Josh na sala e você no seu quarto. - disse eu, olhando ameaçadoramente para Josh.
- Sim senhora. - ele falou, colocando a mão sobre a cabeça, como se fosse um soldado.
- Bom. - eu murmurei me arrastando até a escada e subindo cada degrau como se fossem do tamanho de um precipício.
Eu quase desmaiei de sono enquanto subia o último degrau, mas ainda estava com os ouvidos atentos a tempo de ouvir Amber, na sala, perguntando a Josh:
- Tem mais alguma coisa que queria falar? - ela perguntou olhando em seus olhos. E eu não sabia disso só pelo tom de sua voz, cautelosa e matreira, mas porque, sim, eu me virei e me sentei na escada, vendo os dois proximos um do outro.
Não estava vigiando, só cuidando para que a mão de Josh continuasse onde estava, quieta e parada em cima da sua perna, caso contrário sua mão não estaria nem mesmo grudada ao corpo.
- Nada demais, Ambs. - ele disse desviando os olhos do dela
- Sei... - ela murmurou se virando para o outro lado também - Então porque não diz isso olhando nos meus olhos? - péssima idéia! Péssima idéia! A troca de olhares é só o primeiro passo para um beijo e um beijo dá espaço para toques e toques dão liberdade para outras coisas que se acontecessem eu mataria o Josh, a Amber, a Tonya - que aliás havia virado fumaça depois que Josh apareceu -, meus tios e me matava só para não ser presa.


Última edição por Jackie Swann em Qua Jun 24, 2009 3:51 pm, editado 1 vez(es)
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Jackie Swann
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Qua Jun 24, 2009 3:30 pm

- Olha Ambs.. - ele disse se virando para ela - É que eu tenho medo... - confessou e nesse momento já trocavam olhares, bem penetrantes devo dizer e com bastantes sentimentos, recíprocos! - Tenho medo de perder sua amizade... - ele deu uma pausa e acrescentou - e a da Jackie. - olha, ele se lembrou que eu existo, que bonitinho.
- E perderia porque? - Amber perguntou com um sorriso carinhoso no rosto
- Sei lá... - Josh deu de ombros e depois suspirou, abaixando a cabeça e cortando aquela energia que transpassava no olhar de ambos - Bobeira minha. - falou abrindo um sorriso e erguendo a cabeça para olhar Amber novamente. Isso me parecia mais novela mexicana, mas de qualquer forma achei fofo, só fofo, não que eu não tenha ficado de olho para qualquer eventual aproximação.
- Own!! - Amber exclamou e se aproximou dele.
Aproximação, isso era um sinal amarelo para que eu ficasse atenta caso ouvesse algo além disso. Josh também se aproximou e isso me deixou mais alerta e mais alerta ainda quando ambos se abraçaram. Foi um abraço um pouco demorado, mas eu não interrompi, simplesmente porque não consegui.
Josh a abraçou apertado, como se realmente temesse por alguma coisa e Amber retribuiu com um sorriso, não tinha temor em sua face, era mais alegria.
Eles se afastaram de vagar e Josh acariciou o rosto de Amber, que continha um sorriso que eu não me lembrava de ter visto a muito tempo, muito tempo mesmo. Vendo isso não tinha como eu interferir, mesmo sabendo que isso ultrapassava os limites que eu havia imposto.
- Acho que está tarde. - Josh sussurrou, afastando sua mão.
- É... - Amber havia substituído o sorriso por uma expressão de decepção e se levantou quando Josh, em pé, lhe ofereceu ajuda.

Eu também fui para o meu quarto àquela hora. Acho que não tinha mais nada para ver, só fiquei mais alguns minutos na porta do meu quarto vendo se Amber tinha entrado sozinha em seu quarto.

Na manhã seguinte eu não conseguia abrir os olhos. Parecia que eu tinha bebida tequila e vodka tudo na mesma noite. Acho que foi umas duas da tarde quando eu consegui me levantar, a muito custo e acordar Josh e Amber. O que foi bom nisso é que eu e Amber dormimos tranqüilas como quase nunca dormíamos, os sonos sempre eram interrompidos por acordarmos assustadas ou nos agitando sobre a cama
Mas, enfim, era domingo, a tarde, para que nos preocuparmos com horas?
De qualquer forma eu os acordei, porque hoje nós teríamos que aproveitar a volta dos nossos tios e conversar com eles sobre o assunto de ontem a noite - ou hoje de madrugada, que seja - sobre irmos para o acampamento de verão muito estranho de Josh.
Veja bem, eu devia estar mesmo muito desesperada para arrumar um programa para as férias, do contrário nunca iria e nem deixaria Amber ir para um acampamento de verão super estranho que um garoto nos chamou pra ir. Claro que eu esperava que nossos tios pensassem o mesmo e abrisse nossos olhos, mas eles sequer apareceram no domingo e só chegamos a falar com eles quando já estávamos nos arrumando para o acampamento, quase saindo. De qualquer forma eles não estavam nem aí, como eu já tinha imaginado e como eu imaginei, eles sequer fizeram mais do que duas perguntas e já nos deixaram ir, com apenas uma condição: Tonya nos levaria até o acampamento e depois voltaria para casa.

Tudo bem, tudo azul até o dia em que iríamos para o acampamento - ou seja, uma semana depois que Josh nos convidou - perdemos mais tempo arrumando nossas malas e conversando sobre acampamento do que fazendo qualquer outra coisa.
Minha cisma já havia passado e eu estava ansiosa e euforia com esse, algo me dizia que coisas boas estavam para acontecer... Ou não, não confio muito nos meus instintos, eles sempre me enganam.
Enfim, eu não tinha tantas roupas para levar, na verdade não queria levar muita coisa, uma mala só era o bastante para passar alguns meses fora de casa. Já Amber também não extrapolou, de forma que na manhã em que partiríamos já tínhamos tudo arrumado e havíamos acabado de conversar com nossos tios, só faltava Tonya.

- TONYA! - eu chamei pela quarta vezes, descendo os degraus com cautela e carregando minha mala até a sala, onde estava Josh e Amber terminava de arrumar suas coisas em cima do sofá.
- Já vai. - ela falou saindo da cozinha e limpando sua mão no avental, como fazia de costume. É claro que eu conhecia os costumes de Tonya, afinal, ela passou um bom tempo com a gente, nos ajudando na tarefas escolares e nos aconselhando de várias formas, ela era a presença adulta que não tínhamos em casa por parte de nossos tios e eu achei bem estranho quando ela começou a se afastar de repente, assim que voltamos aos estudos.
- Vamos? - perguntei erguendo uma sobrancelha e olhando Amber brigar com sua bolsa
- Eu ajudo! - Josh se ofereceu e enquanto ele e Amber ainda lutavam com a bolsa, eu me voltei para Tonya com um olhar especulativo.
A olhei de cima em baixo, porque tinha algo estranho nela, talvez uma energia estranha, como se fosse uma criança sapeca que quebrou o vidro da janela e tinha medo de contar aos pais. O mesmo se passava com Josh, mas ele conseguia ser mais discreto.
- Algum problema? - perguntei para ela e voltei meu olhar para Josh, que se aproximava segurando a bolsa de Amber com uma mão e passando a outra pelo cabelo, como frustração.
- Nenhum, Jackie. - Tonya falou e Josh assentiu, saindo da sala e se aproximando da porta.

Nós fomos no carro de Tonya. Josh insistiu que não fossemos no nosso carro, que lá não teria onde deixá-lo e que os garotos poderiam estragar ele. Tudo bem, mesmo eu achando que ele odiava meu carro e tinha medo de mim dirigindo qualquer coisa que tenha rodas. Mas eu também não queria dirigir, estava feliz admirando o caminho até o acampamento e devo dizer que era um longo e admirável caminho.
Muito longo, mas maravilhoso. Eu já poderia imaginar que lá era rodeado de montanhas e árvores e florestas, o que já era bem atrativo para mim, porque simplesmente não consigo me acostumar com coisas tecnológicas da cidade e sempre fui mais apegada ao campo, desde pequena, quando íamos passar as férias na chácara da família.
Amber era exatamente igual a mim nesse aspecto e seus olhos brilhavam como o sol por detrás daquelas nuvens espessas e raiava laranja no topo da colina.
- O que estão achando? - Josh perguntou em algum momento do caminho
- Maravilhoso! - Amber disse encantada e eu estava igual, com o mesmo olhar abobalhado e quase babando no acento do carro.
- Já estamos chegando. - ele falou do meu lado. Eu fiquei no meio, Amber de um lado e Josh do outro. Não por maldade, só precaução, depois daquele abraço cheio de segundas e terceiras intenções eu tinha que cuidar para que não passasse disso e se passasse que não passasse de beijos e só, o resto é depois do casamento.

Não demoramos mesmo para chegarmos. Mais alguns quilômetros de montanhas verdes e asfalto quente e lá estávamos nós, de frente para o uma colina enorme e o acampamento ficava no topo dela.
Tonya não subiu mais, nos deixou no pé da colina e, depois de nos despedirmos, nos acompanhou até que sumíssemos de vista. Então, lá em cima, eu pude ver seu peculiar carrinho amarelo voltar para a estrada e ir em ruma a Nova Iorque.
Subimos alguns bons minutos de colina, parando só um pouco para admirar a vista e recuperar o fôlego, logo já avistamos uma placa enorme escrita: "Acampamento meio-sangue".
Eu arqueei minhas sobrancelhas e olhei para Josh especulativamente:
- Nome legal. - falei sarcástica e dei mais alguns passos rápidos, alcançando o topo da colina e vendo o acampamento todo da onde eu estava.
Era um acampamento, aparentemente como os outros, não fosse o aspecto grego que as colunas de mármore transmitiam e algumas casinhas brancas em formas e estilos peculiares, todas lembrando alguma parte da Roma antiga.
Tudo bem até o momento. Josh nos falou sobre o acampamento ser relacionado ao Olimpo e coisas do gênero. Claro que ele não falou da grama verde e bem tratada e nem das pedrinhas brancas de mármore que nos levavam direto a uma casa de estilo delicado e floral.
A casa era simples, mas não comum. Não do tipo que você vê sempre em Nova Iorque, ou na rua da sua casa mesmo.
Ela era toda cercada por flores e gramado espesso. Suas paredes eram recobertas por pés de tomate e o teto, ao invés de telhado, tinha grama verde e bem cuidada.
Eu achei perfeita e já até poderia imaginar como se chamava aquele chalé.
- Deméter. – eu murmurei, sem, até então, dar conta do que estava acontecendo.
Nem eu e nem Amber havíamos percebido nada de anormal nas crianças e adolescentes correndo com o uniforme do acampamento, exceto a cor laranja das camisas, aquilo era completamente ridículo.
Continuei andando alguns metros em direção a casa, junto de Amber, porém Josh tinha ficado para trás
- Hey loirinho! - chamei, me virando para trás e acenando com a mão – Não vem?
- Jackie... – Amber sussurrou ao meu lado e eu não me virei
- Espere... – disse para ela – Josh? Okay, acabou a brincadeira... – me zanguei vendo que ele não viria
- Jackie! – Amber chamou mais alto
- Espera! – falei mais alto e me virei para frente – Não vê que estou... – mas então minha voz falhou e eu não consegui pronunciar mais nada vendo aquele à minha frente.
O que era aquilo?
Alguém fantasiado de cavalo?
Ah é! Dã... Centauros, Grécia... Era alguma coisa do acampamento não?
Mas porque aquelas outras pessoas estavam vestidas de bode? E porque se aproximavam de nós como se fóssemos algum pedaço de carne?
Eu estava prestes a perguntar isso para Josh, quando Amber tomou a iniciativa.
- Ahn... Josh? Existe algo que esqueceu de nos contar? – ela falou se virando para ele e tão extasiada quanto eu, que permaneci de boca aberta e olhos arregalados.
Me virei para Josh e cruzei os braços, erguendo uma sobrancelha...
- Queira nos explicar?
E eu ainda tinha a esperança de que aquilo fossem apenas fantasias...”


E foi exatamente assim que eu cheguei aqui. Sentada em uma cama totalmente desconhecida e admirando a pulseira com o pequeno pingente no formato de trigo que eu e Amber pacoviamente achamos ser apenas um presente com um significado simples. Claro que não imaginávamos que esse presente significava que eu e Amber éramos nada mais nada menos que filhas de Deméter e que vivemos 16 anos em uma mentira que, devemos dizer, era até bondosa, já que apesar de não ser nossa mãe Luize sempre agiu como se fosse e nunca nos deixou descobrir, bem, o que descobrimos. Então eu não estou revoltada por isso, na realidade, não queria ter descoberto isso, talvez teria sido melhor se continuassem com a mentira, digo, se não tivessem morrido e continuassem com a mentira, porque agora tanto faz e até acho bom ter uma mãe, não que seja fácil ser filha de uma Deusa e ter milhares de irmãos, mas eu acho que agüento, eu tenho que agüentar, afinal, não é justo para Amber e nem para mim mesma continuar me lamuriando pelo passado e nem ansiando pelo futuro.

Um passo de cada vez Jackie...
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Andrew S. Müller
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Qua Jun 24, 2009 4:04 pm

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Nome do player: Duda
Comunicadores/E-mail: just.duda@yahoo.com.br
Idade: 13
Personagens (cite, inclusive, suas espécies): Nops;

Dados do Personagem:

Nome: Andrew S. Müller
Data de Nascimento: 25/07/1990
Idade: 19
Local de Nascimento: Londres, Inglaterra
Filiação (pai ou mãe olimpiano): Apolo
Características Psicológicas: Andrew se não fosse filho de Apolo, seria filho de Narciso Afrodite. Sua principal característica é o atrevimento. Ele tem coragem de fazer tudo que quer e que pensa que pode fazer, não tem medo de jogar cantadas em garotas e gosta de uma briga. Ele adora aprontar com os mais novos do acampamento ou os mais fracos/tímidos. Andrew é pegador, e principalmente muito desejado pelas garotas. Flerta com todas que acha dignas de ficarem com ele, isso demonstra seu jeito de superioridade. Ele se acha o melhor, o mais bonito e adora ridicularizar os "piores" do que ele. Outra característica de Andrew é que ele é um comediante. Gosta de fazer piadas a todo tempo, e isso o torna espontâneo. Apesar de todas as saus características visíveis, Andrew é amoroso, e no fundo, um dia - não se sabe quando - ele vai se importar mais com as pessoas ao invés dele mesmo.
Características Físicas: Cabelo castanho dourado, curto, bagunçado, ondulado, com fios esvoaçados. Olhos azuis, grandes e profundos. Pele branca, não é albina, apenas branca com bochechas naturalmente rosadas. Tem um metro e oitenta e cinco de altura. É magro porém é bem musculoso. Nunca fez academia.
Artista Utilizado: Robert Pattinson (!)
Breve introdução a Biografia:
"A beleza torna sempre a virtude mais amável"- Virgílio

Biografia:

Londres, 2000.

Era uma noite tremendamente fria, eu estava sentado em frente à lareira coberto por uma colcha de lã que me mantinha aquecido. Minha face pálida estava quente devido ao contato do calor do fogo que queimava a lenha constantemente, deixando alguns pedaços de lenha voarem para o tapete. Eu encarava o chão - porque encarar o fogo dá gastura no olho -, perplexo da minha incapacidade de viver normalmente no colégio e ser um bom aluno. Por que eu sofria de dislexia? Minha mãe nunca me explicou nada. E eu também não me importava. O único problema é que todos - menos os meus possíveis amigos - me ridicularizavam por isso. Na verdade, minha mãe nunca me contou muitas coisas sobre mim, por exemplo: Por que não tenho um pai? Por que eu ouço e vejo melhor que qualquer pessoa da minha sala? Eu tinha certeza que essas perguntas nunca seriam respondidas. Bem, eu pensava.
Ouvi um barulho estridente vindo do hall. Devia ser minha mãe. Seus passos barulhentos marcados pelo salto de sua sandália me confirmaram sua presença. Ela entrou na sala de estar com uma expressão tensa. Veio até mim e sentou ao meu lado. Flocos de neve enfeitaram o seu cabelo, eu ri baixinho. Ela me segurou pelos ombros, respirou fundo e me contou tudo o que tinha que ter me contado a anos atrás.
Primeira reação: mãe, você anda vendo muito History Channel. Segunda reação: O QUÊ? Terceira Reação: Nesse acampamento tem mulheres bonitas?
Tudo bem que ela estranhou a minha terceira fala. Ela suspirou "Tinha que ser filho de Apolo" e saiu da sala indo em direção ao seu quarto.
Voltei a encarar o chão e a imaginar se eu tinha poderes, devia ter, não sei. Sei lá...filho de um deus? Isso é algo que se diga à um menino de 10 anos recém completados? Desde que ela não se importe mais com o fato de que fui expulso do colégio, estou super animado com esse negocio de meio-sangue.

Acampamento Meio-sangue, 2005.

Minha mãe parecia que me odiava porque quando completei 15 anos ela disse para eu ir morar no Acampamento Meio-Sangue. Primeira reação: Você me odeia né? Segunda Reação: Pensando bem..tchau, temos deusas e filhas de deusas lá.
O bom do acampamento é que todos são iguais a você...digo...em questão de dislexia e tal. Porque beleza como a minha é difícil de achar.
Quando cheguei, garotas ficavam me encarando e fazendo biquinho, eu respondia com uma piscadela. E elas deliravam.
Dizem que a primeira percepção é sempre errada, mas a minha primeira percepção sobre o acampamento foi de ser o melhor lugar do mundo.
Lista:
- Mulheres - melhor dizendo: deusas e filhas de deusas -
- Popularidade
- Amigos brotando do chão e...
- MULHERES?

Anos depois, conheci o meu melhor amigo - lê-se Ian Brown - e meu companheiro em flertar com garotas.
Uma coisa levo comigo sempre: Aproveite o dia intensamente, porque amanhã você pode morrer.
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Gaia
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Qua Jun 24, 2009 4:24 pm

aceitas Fire e Duda *-*

A Jackie não sei se pode aceitar porque tá muito grande e tals lixa*


SAKOSKAS

Mentira! Quero começar logo tramas... Tô aceita *____*
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Brian Woods
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Idade : 19

MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Jun 27, 2009 2:05 am

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Nome do player: Thiago David G. Bronstein
Comunicadores/E-mail: yaki_galon@hotmail.com / daniel_bronstein96@hotmail.com
Idade: 15
Personagens (cite, inclusive, suas espécies): por enquanto, somente esse u.u (Brian Woods, meio-sangue)

Dados do Personagem:

Nome: Brian Tryphon Woods
Data de Nascimento: 12/06/1998
Idade: 11 anos
Local de Nascimento: Brockville, Ontario, Canadá
Filiação (pai ou mãe olimpiano): Atena
Características Psicológicas: Brian é um tanto introvertido devido a fatos que lhe ocorreram e de certa forma o traumatizaram; mas quando realmente se apega a alguém, torna-se um amigo leal e justo. É também bastante inteligente, como todos os seus meio-irmãos.
Características Físicas: Loiro, pele clara, olhos azuis-acizentados, magro e um tanto quanto baixo para a idade, mas ainda assim atlético.
Artista Utilizado: Bill Milner
Breve introdução a Biografia: Era um raro fim de tarde ensolarado no outono de Brockville, cidadezinha na divisa entre Canadá e Estados Unidos, a alguns quilômetros de Ottawa. Ryan, um jovem recém-formado e solitário, caminhara o dia todo na desesperada tentativa de arranjar um emprego. Não conseguira. Estava cansado, exausto. Sem esperanças, sentou-se em frente ao rio, avistando, na outra margem, o lugar para o qual teria de "fugir" caso as coisas continuassem daquele jeito. Isso se conseguisse sobreviver até lá... Estava tão perdido em seus pensamentos que sequer notou uma certa situação ocorrendo às suas costas. Uma situação que mudaria sua vida para sempre...

Biografia:

Uma donzela em apuros. Um sujeito mau-encarado tentando arrancar-lhe os pertences à força. E ninguém mais à vista num raio de alguns bons quilômetros - além de Ryan. A situação perfeita para um herói entrar em ação. Isso se Ryan fosse um. Não era como se fosse fácil para ele transformar-se, de uma hora para outra, de sujeito desesperançoso a um homem valente. Mas também não era como se ele pudesse ficar ali parado feito um idiota enquanto a moça era assaltada bem diante de seus olhos. "Dane-se", pensou, logo correndo uma curta distância até parar a alguns poucos centímetros do "evento".

- Ei! Deixa a moça em paz!

"Ótimo Ryan, e o que vai fazer agora? Ameaçar fulminá-lo instaneamente com um raio laser?", pensou, repreendendo-se pela besteira que estava fazendo. Mas já não havia mais volta. Ficou parado, esperando pela reação do sujeito - o que não demorou muito a acontecer. Um piscar de olhos e o mau-encarado já estava em cima de si, derrubando-o no chão. "Belo começo". Pensou em desistir de vez e deixar acontecer o que tivesse de acontecer. Afinal, não tinha nada a perder mesmo... Bem, a moça tinha. E este foi o único motivo pelo qual Ryan esforçou-se além da conta para impulsionar o corpo e empurrar o homem de cima de si com um único movimento com as pernas. "Não sabia que eu tinha tanta força", espantou-se, achando que fora mais fácil do que pensava, mas esquecendo-se que nada ainda fora resolvido. Erro (quase) fatal.

De pronto, o assaltante sacou um canivete do bolso da jaqueta que vestia, e logo o apontou na direção de Ryan. Ele já estava certo que morreria ali - era só o que faltava mesmo para fechar o dia com "chave de ouro". Só desejou que ao menos sua morte fosse por uma causa justa, que a moça escapasse. Mas por algum motivo ela continuava parada no mesmo lugar, às costas do bandido. Ryan pensou em sinalizar para que ela corresse logo dali, mas o sujeito obviamente perceberia. Tentou com os olhos dizer algo do tipo "vamos, moça, saia logo daí, corra, vamos!" Nada. Perfeito.

Dois passos para trás e o sujeito o seguiu, já quase encostando a ponta do canivete em sua barriga. Era o fim. Ryan não se julgava tão rápido a ponto de conseguir tirar a arma das mãos do homem sem se machucar. Ou seja - não tinha saída. Foi então que, para sua surpresa, a moça acertou em cheio - e com jeito - a cabeça do ladrão com um bastão de madeira, derrubando-o imediatamente. Ryan sequer se perguntou de onde ela havia tirado aquele objeto - só a maneira com a qual a moça havia nocauteado o sujeito já lhe fora por demais... surpreendente.

- Muito obrigada... pela ajuda. Você foi muito corajoso! - disse a mulher, com voz firme, mas encantadora.

- Bom, acho que eu é que deveria te agradecer, não é? - Ryan respondeu, e os dois caíram no riso.

- Mesmo assim... - a moça disse, terminando a risada num belíssimo sorriso.

E só então Ryan se deu conta do quanto a moça era bela. Muito bela. Seu sorriso era brilhante, como se uma das estrelas que começavam a aparecer no céu tivesse descido e agora resplandecesse ali na sua frente. Amor à quase primeira vista. A moça também parecia encantada por ele, de certa forma. Tanto que, sem qualquer recusa, ela aceitou acompanhar-lhe num café a algumas quadras dali. Foram talvez os momentos mais especiais da vida de Ryan, passaram horas conversando, sobre os mais variados assuntos. Ele nunca conhecera alguém tão inteligente como aquela moça. Isso lhe agradou muito. Mas, no adiantar da hora, a moça levantou-se e se despediu, dizendo que tinha de ir. E se foi, sem sequer dizer seu nome.

Depois daquele dia, Ryan nunca mais viu a moça. Ela desaparecera da cidade. Perguntou por ela em vários lugares, descreveu sua feições. Nada. Encontrara uma mulher a quem amou como jamais havia amado alguém, e agora ela sumira. "Você é mesmo um cara de sorte, Ryan", pensou ironicamente consigo mesmo, na última de suas tentativas. Até que desistiu totalmente de vê-la outra vez.

Um bom tempo se passou, e Ryan até mesmo se esqueceu da bela moça. Até que, num certo dia, quando chegava de mais uma entrevista de emprego e parava em frente de casa para examinar a caixa de correio, quase levou um susto ao olhar para o lado e ver a moça, que trazia um cesto de madeira nas mãos. Ryan estava tão atônito que sequer conseguiu dizer uma palavra. Ficou ainda mais quando viu a figura da moça, sorrindo, transformar-se totalmente ali, bem em sua frente, como que num passe de mágica. Esfregou os olhos, não acreditando no que via. Achou que havia endoidado de vez quando a mulher se apresentou a ele como Atena.

O que se sucedeu a seguir foi rápido demais para que o pobre Ryan conseguisse assimilar. Repentinamente ele descobrira que deuses existiam, que havia se apaixonado por Atena, e que tinha um filho, um bebê chamado Tryphon, trazido por ela num cesto, do qual teria de cuidar dali em diante e para o resto da vida. isso. Nada que não fosse mudar sua vida completamente a partir daquele instante.

- Oh meu D... - foi só o que Ryan pôde dizer, tampando a boca rapidamente, antes que a deusa desaparecesse, deixando a criança com ele.

Sem outra alternativa, Ryan recolheu o bebê - e ainda que de fato lhe tenha passado pela cabeça, jamais se desfez dele. Não demorou muito para que Ryan se acostumasse à ideia de ser pai - ainda que um pai solteiro. Com algumas muitas dificuldades, criou o menino, a quem registrou como Brian Tryphon Woods (por motivos óbvios preferiu não castigar a criança batizando-a apenas como Tryphon), ainda que jamais conseguindo um emprego estável. Jamais deixou que faltasse qualquer coisa ao pequeno Brian, que cresceu como um menino alegre e hiperativo - mesmo ao chegar à idade escolar e deparar-se com uma terrível dislexia. Ryan já sabia que isto aconteceria. Àquela altura já sabia muitas coisas sobre o futuro de seu filho. Por isso tratou de apoiá-lo em todos os instantes, fazendo de tudo para que o garoto superasse todos os obstáculos - o máximo que pudesse.

O garoto chegou aos dez anos de idade, passando por inúmeras dificuldades no colégio (que só não o expulsava de vez por consideração ao fato de que ele não encontraria outra escola tão perto naquela cidadezinha). Para Brian, esse não era o pior dos problemas. Todos os colegas do colégio, sem excessão, o desprezavam totalmente. Achavam-no esquisito, ainda que fosse bom nos esportes. Mesmo superando-se nas competições da escola, Brian não conseguia fazer com que gostassem dele. Isso o incomodava cada vez mais.

Talvez tenha sido por isso que Brian não se importou quando, certa noite, Ryan chegou do "trabalho" pedindo para que ele arrumasse suas malas rapidamente, pois os dois estavam de mudança. Bem, não teria se importado se o pai não estivesse extremamente nervoso, até mesmo ofegante. Algo havia acontecido. E parecia sério. Sem questionar, Brian foi para o quarto e "ajeitou" algumas de suas coisas dentro da mala; colocou tudo o que pôde, ao menos tudo o que coube. Voltou para sala, e o pai já o esperava, também com malas feitas. Brian se arrependeria depois, mas achou que não era hora de perguntar o que estava acontecendo. Talvez realmente não fosse.

Entraram no carro, e imediatamente Ryan deu a partida, olhando para os lados como se alguém os estivesse seguindo. Pegou a estrada em alta velocidade, indo na direção da ponte que cruzaria para os Estados Unidos. Porém, ainda antes que chegássemos à ponte, no caminho de estrada em meio à mata, Brian viu surgir atrás deles as luzes de um carro que parecia vir ainda mais rápido. Ryan também notou, e acelerou ainda mais. E só então Brian começou a sentir-se levemente assustado.

O carro atrás deles acelerou muito mais - alcançou-os em questão de poucos minutos, pondo-se lado a lado. Brian arregalou os olhos, apertou o rosto no vidro para tentar enxergar quem estava no outro carro, mas com a escuridão da estrada e os vidros negros do carro igualmente negro, não pôde ver nada. Só viu quando o outro carro encostou violentamente neles, tentando empurrá-los para fora da estrada. Brian sentiu o coração acelerar tanto quanto o carro.

- Pai, o que...? Pra onde estamos indo?

Nenhuma resposta. Ryan apenas continuava acelerando, esforçando-se para manter o veículo na estrada após as constantes investidas do carro negro. Brian segurava com força no banco, em parte por medo, mas também para manter-se firme na mesma posição. Ryan resistiu bravamente com o carro - o máximo que pôde. Até que, num último e ainda mais violento toque, o carro negro acabou empurrando de vez o carro de Ryan para fora da estrada, fazendo com que despencasse numa ribanceira e capotasse ao menos duas vezes até parar de cabeça para baixo aos pés de uma árvore.

Surpreendentemente consciente e com nada mais que alguns arranhões (ainda que fundos) e uma leve tontura, Brian saiu rastejando do meio das ferragens do carro. Deitou-se no chão, ao lado dele, por alguns instantes. Lembrou-se do pai. Engatinhou ao lado das ferragens até avistá-lo. Ryan tinha apenas o braço esquerdo e a cabeça para fora do monte de ferro retorcido. Estava bastante ferido. Brian pôs-se ao lado, no mesmo instante tentando puxá-lo pelo braço.

- N-não... Brian... V-você precisa... sair... - Ryan dizia, com voz bastante fraca.

- Não, pai... eu vou te tirar daí!

- B-Brian... m-me obedeça... saia daqui... agora... carro... explodir... s-saia, Brian...

- Não, não, eu não vou te deixar aqui, não, pai!

- ...p-procure... Nova York... s-sua mãe... acampamento... Atena... vá, filho... agora!

Brian não soube por que, mas, num esforço, levantou-se e afastou-se alguns metros do carro. Pensou que talvez pudesse encontrar ajuda para salvar o pai. No entanto, subitamente, ouviu um estrondo horrível, chamas subindo na altura das árvores e pedaços de metal incandescentes voando em todas as direções - e um impacto que o lançou alguns centímetros para trás. O carro explodira. Brian não pôde salvar seu pai - ou assim imaginou. Gritou por seu pai, caiu num choro desesperado. Mas sabia que era tarde demais.

Caminhou por entre as árvores, mancando, por boa parte da madrugada. Sozinho. Ou quase - não notou uma pequena coruja acompanhando-lhe silenciosamente. Chegou à estrada durante o dia, só então pensando no que o pai dissera. "Nova York... acampamento... mãe? Será que minha mãe... está viva e mora num acampamento em Nova York?", indagou-se, a cabeça girando com tudo o que lhe acontecera. De qualquer maneira, não tinha mesmo aonde ir senão fosse para onde o pai dissera. Tentou algumas caronas, mas poucos se dignaram a parar para um garoto sujo e com roupas esfarrapadas. Só o que conseguiu foi um transporte até Hartford na carroceria de um caminhão ao lado de vacas e ovelhas. Completou o aniversário de 11 anos na estrada, sem sequer uma vela para contar a história - muito menos um bolo.

De Hartford foi mais fácil chegar até Nova York - ainda que a maior parte do caminho a pé. E, bem, Brian concluiu que Nova York era muito maior ao vivo do que pela tv. Ele ainda estava ferido, faminto, mas não era como se fosse fácil conseguir qualquer coisa vestido como um maltrapilho. Muito menos em Nova York. Por isso, já no primeiro dia, teve de apelar para um pequeno furto - a fome era muito maior que qualquer princípio. E foi justamente na ocasião do furto que ele acabou sendo notado por Quíron - um garoto naquele estado tendo forças para fazer o que quer que fosse não podia ser "normal".

As primeiras conversas com o então sr. Brunner não foram fáceis. Brian ouvia as histórias que o pai contava sobre os deuses gregos, mas daí a saber que eles existiam realmente... Apesar disso, aceitou ir com o sr. Brunner para o tal acampamento, perguntando-se se seria o mesmo de que o pai tentara lhe falar - e se talvez encontraria sua mãe lá. Mantinha as esperanças disso, já que ainda não entendera exatamente o que tudo aquilo significava. Somente começaria a entender quando botasse os pés no Acampamento Meio-Sangue...


Última edição por Brian Woods em Sab Jun 27, 2009 2:40 pm, editado 1 vez(es)
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Gaia
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Jun 27, 2009 12:16 pm

Okay, eu sei que sou uma adm muito durona e mau-humorada *cofcof*, mas tenho que admitir EU CHOREI O OCEANO ATLANTICO LENDO ESSA BIO!

RYAAAAAAAAAAANNNN

SKAOKSOAKOSKOAKSOKOASK

tudo é verdade, menos a parte de mau-humorada XDD''

enfim, ACEITADÍSSIMO!
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Gaia
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Jun 27, 2009 1:58 pm

DAVIDDDD

HOUVE UM PEQUENO ERRO QUE ESQUECI DE COMENTAR =(

na verdade a adm burra não sabia lixa*

Segundo a tia Nyx, os filhos de Athena nascem de uma relação puramente intelectual, será que dava pra dar uma concertadinha nisso?

brigado *-*
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Brian Woods
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Jun 27, 2009 2:32 pm

ahauahauahau

aah, eu acho que me empolguei mesmo (exagerei na verdade)

*capota


rsrs mas valeu! *-*


Aah, e eu ajeito isso sim, pode deixar. Devo editar aqui mesmo?


EDIT

Já editei a partezinha, mas se ainda estiver meio nada a ver, me avisa que edito de novo =) aproveitei pra editar, na verdade só acrescentar uma coisinha na parte logo depois da explosão do carro; tinha faltado uma coruja na história u.u
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Jun 27, 2009 3:15 pm

Tudo certo agora! Brian aceito! o/

QUE BIO TRISTEEEE
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Seg Jun 29, 2009 8:42 pm

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Local de Nascimento: Finlândia.
Filiação (pai ou mãe olimpiano): Ares.

Características Psicológicas: Introvertido, recluso e mal - humorado. Um sorriso no seu rosto jamais foi apreciado por alguém. Se é que, um ser em sã consciência teria algum tipo de vontade para socializar - se com uma mente apta para repulsão e batalhas - por mais simples que fossem. Nunca sentiu afeto por ninguém, por mais bondosa que essa pessoa possa ser. Apresenta leves inclinações para um humor - negro, mas prefere afastar - se de qualquer contato social e permanecer nas sombras, sem que a sua presença seja sequer notada.

Características Físicas: Estatura elevada, corpulento e longos cabelos que insistem em cair sobre os seus olhos - para o seu total desagrado. Já recebeu alguns elogios acerca de sua aparência, mas preferiu ignorar completamente. Com total convicção, a imagem de Anders é algo supérfluo e entediante. Pelo menos, em suas palavras.

Artista Utilizado: Hayden Christensen.

Breve introdução a Biografia: Existe uma pequena linha entre a vida e a morte. E, ao que parece, o jovem estudante que rumava para um vida bem sucedida - depois de altos e baixos em uma carreira escola perturbada - estava querendo ultrapassar esse estágio jamais relatado por homens comuns. A chave estava devidamente girada sobre a maçaneta da porta de seu quarto. Sua mãe levaria alguns significativos minutos para conseguir ultrapassar pelo obstáculo a sua frente. Minutos... ele só precisava de alguns segundos e tudo estaria acabado. Sim, acabado. Para a sorte de todos. Deu mais um nó sobre a corda que pendia do teto e subiu em um pequeno banco. Lançou um breve olhar pelo seu fúnebre aposento como se fosse a última vez que estaria olhando para ele. O cheque recebido pelo seu chefe do estágio jazia jogado sobre um canto afastado, ao lado das inúmeras edições dos jornais dos últimos dias. Apesar de tudo, era uma pessoa informada. Tic. Tac. Os dois ponteiros do relógio se alinharam sobre o número doze. Era chegada a hora...

Biografia:

Gritos abafados. Correria. Mais gritos; dessa vez estridentes. Não deu - se o trabalho para verificar o que estava acontecendo lá embaixo. Que morram - ele pensou. Sua atenção voltou para corda a sua frente. Sim, a corda, aparentemente inofensiva. Mas era só a sua cabeça passar pelo arco da circunferência feita pelo objeto que, ela não seria mais tão inofensiva. Teria uma morte épica, certamente. Podem dar risadas ou até mesmo julgar a atitude de Anders como louca. Você é livre para pensar o que quiser. Assim como ele também é livre para fazer o que bem entender com a sua simplória vida.

Talvez seja necessário voltarmos um pouco ao tempo para podermos realmente compreender esta história. Dezenove anos atrás, para ser mais exato, quando a jovem e bela Lya Ulrich recebera uma visita nada comum. Visita essa que, de uma forma ou de outra, serviu para acarretar os fatos sórdidos que aconteciam naquele fatídica noite.


Dezenove anos atrás - Sul da Finlândia.

- Impossível! Eu não acredito nessas coisas, seu imundo. Acha que eu vou cair nesse seu golpe sujo? Faz - me rir. Não tente dar de espertinho para cima de mim. Não tenho dinheiro se é isso que você quer.

A bela moça de olhos azuis discutia freneticamente com um homem parado a sua frente. O capuz cobria todo o seu corpo, dificultando a sua própria identificação. Vizinhos, anos mais tardes, admitiriam que ele não tinha rosto. Seria fruto de suas férteis imaginações? Ninguém jamais soube responder. O certo era que, em uma de suas mãos manchadas pela neve grossa do inverno finlandês, ele trazia um cesto com um pequeno bebê em seu interior. Por incrível que pareça, ele não chorava, apesar de estar totalmente nu diante de um frio absurdo de menos vinte graus. Apenas mexia de um lado para o outro, tentando encontrar a melhor posição dentro do pequeno cesto que o suspendia. Uma dó, o mais dos sensíveis diria...

- Não quero dinheiro. Não preciso de dinheiro. Nunca usei essa coisa que tanto vocês falam. Apenas fique com a criança, que é o melhor para você.

A panela ainda estava no fogo. Ó! Como Lya poderia ter se esquecido do ensopado? Deu de ombros ao homem parado a sua porta e fechou - a em sua cara. "Golpista", murmurava para si mesmo. Retirada a panela com a janta do fogão, era hora de esquecer o que havia passado minutos antes e continuar com a sua pobre e pacata vida no vilarejo alugado por sua família, logo após ter sido expulsa de casa. Aquele cubículo onde morava, podia - se dizer, foi o último favor que os seus pais haviam feito por ela antes de descobrirem suas relações secretas com gente estranha. Não dava a mínima para os seus pais, nunca fora alguém que cultivasse sentimentos ardentes. Era melhor assim.

Um forte estrondo se fez ouvir por toda a extensão da pequena casa. A panela, recentemente retirada do fogo, havia caído no chão librando todo o seu conteúdo sobre os pés descalços de Lya. Aos poucos, a dor proveniente do acidente fora crescendo gradativamente, ao ponto de os seus membros inferiores incharem e ficarem com uma tonalidade de vermelho - sangue. Mas nada se comparava ao seu espanto. Ficou estática. Parada. Pelo primeiro vez em muitos anos, ela sentia medo.

Inexplicavelmente, o homem com o bebê estava dentro de sua casa novamente. Ou a porta era muito fraca e ordinária, ou então aquela pessoa não era nada comum... talvez, possa ser até os dois.

- Não tente me enganar, bobinha. Tsc, Tsc... Pegue o garoto de vez e acabe com todo esse seu sofrimento. É melhor pensar bem, já que as condições em que você vive não são nada favoráveis...

Ares... A pobre mulher jamais esqueceu esse nome pelo resto de sua vida. Adquirir uma criança assim, sem qualquer planejamento, era pedir para morrer. Ainda mais em uma casa tão pobre e inóspita como aquela em que vivia. Como ia continuar com o seu trabalho nas plantações? Era a única fonte de renda para a sua sobrevivência e, certamente, com um filho para cuidar, não teria tempo para nada. No mínimo, acabaria jazendo ao relento, com fome. Mas, um sentimento diferente habitava o seu corpo. Não queria assumir a criança, mas parecia que não tinha escolha. Teria que ser uma mãe... só pela simples idéia da palavra todo o seu corpo já começava a arrepiar. Seria uma... uma... mãe. Isso mesmo. E o pior de tudo, sem nenhum auxílio paterno para lhe ajudar.

- Acho que já dei tempo suficiente para você pensar, querida. Aliás, nem era preciso fazer tal coisa. Aqui está ele. Não se preocupe, ele até que é bem bonitinho. Tenho certeza que vão se dar muito bem daqui para a frente. E... não tema. Logo, logo, ele será uma criança esperta e saudável e poderá finalmente vir para... bem... isso é assunto para depois.

Sem mais nenhuma palavra ou explicação, o misterioso homem encapuzado deixou a casa silenciosamente, tendo os seus passos abafados pela fofa neve que caía aos montes no chão pelo lado de fora. O pé de Lya começou a arder novamente... que ótimo! Era só o que lhe faltava. Com muito esforço, foi se arrastando em direção a pequena cesta deixada pelo homem sobre a sua mesa de jantar - aliás, a única mesa na casa. Uma coisa ela tinha que concordar, ele não era de todo feio... poderiam se dar muito bem como uma família... poderiam...

Ao simples toque da nova mãe, o bebê que até então permanecia calado, debulhou - se em lágrimas. Tentou acalmá - lo, em vão. Seu choro ecoou por todo o vilarejo que, rapidamente, já se indagava se a solteirona Lya havia tido algum caso secreto por aquelas bandas. Sempre que alguém lhe perguntava sobre o assunto, ela fugia categoricamente. Alegava que esse era um assunto particular e indelicado.

O jovem garoto, batizado de Anders - nome de um famoso cantor da rádio a qual Lya adorava - cresceu de uma forma um tanto quanto peculiar. Não se entrosava com nenhum dos outros meninos do vilarejo, não gostava da luz do sol, e sempre era visto absorto em seus livros sobre a mitologia grega. Até por que, mesmo na Finlândia, a popularidade de Odin e companhia andavam muito baixa.

Sem dúvidas, foi difícil para a jovem camponesa cuidar de um filho totalmente inesperado. Além de realizar um trabalho totalmente rústico para a época em que se encontrava, todas as suas mágoas e dores de uma vida desperdiçada eram descontadas no filho. No final das contas, o pequeno Anders nada mais era do que uma simples terapia de descarrego encontrada pela mãe. Poucas palavras eram trocadas entre os dois durante as horas que passavam juntos, situação esta que apenas piorava a relação que poderia ter existido entre mãe e filho. Lastimável, você poderá estar pensando.

E, foi assim, aos trancos e barrancos que Lya começou o seu diário, relatando passo a passo, todos os dias que eram vividos. Seria melhor que ela nem tivesse começado com essa idéia. Uma parte dele, escrita quando Anders tinha apenas nove anos de idade, dizia o seguinte:

"... não sei mais o que eu farei daqui para a frente. A cada dia que passa, Anders vai ficando mais velho e será preciso que ele saiba de toda a verdade. Ele é um menino estranho, eu sei. As vezes eu exagero com ele, eu também sei. Mas mesmo assim, apesar de tudo, eu o amo."


Presente - Quarto de Anders.

" O amo tanto que vou ter que deixá - lo. Seria muito difícil para o meu pequeno saber que o pai dele, na verdade, não morreu em uma acidente de carro. Mas sim, que, ele jamais teve um pai verdadeiro..."

O diário de Lya, agora, jazia ao lado da cabeceira da cama de seu filho, entreaberto. Tinha alguns leves amassados de um leitor enfurecido, o qual fora enganado por dezenove anos, sem ao menos saber de nada. Não que isso seja o bastante para dar fim a sua vida, longe disso. Mas foi apenas uma confirmação de sua insignificância, apenas o aval para experimentar possíveis lugares em que ele poderia ser mais feliz.

Ouviu passos subindo a escadaria e, uma porta tentando ser aberta. Os gritos enfurecidos de seu padrasto seguiam o caminho feito por sua mãe, a qual aproveitara do próprio remédio. Não tinha um dia sequer que não deixava de apanhar do novo marido, um violento e inescrupuloso contador de uma das maiores empresas das terras nórdicas. Sentia - se indiferente em relação a mãe. Não lhe despertava amor... nem ódio, muito menos pena. Tentava se sensibilizar, mas nada acontecia. Os pés de Anders já não mais encontravam o apoio da cadeira. Eles agora iam em direção da porta de seu quarto, com uma faca entre as mãos. Os gritos agonizantes e abafados de Lya lhe despertaram fúria. Os risos maléficos e sórdidos do seu padrasto já não lhe passavam indiferentes. Davam nojo. Rejeição.

Ao abrir a porta de seu quarto, sem nem hesitar pulou sobre o corpo gigantesco que estava sobre sua mãe e lhe desferiu vários golpes estratégicos, chegando ao ponto de lhe acertar em cheio no meio de sua cabeça... estava morto. Com um certo esforço, chutou o velho escada abaixo, ouvindo os estrondos de sua massa corporal chocar - se contra os degraus. A frieza do jovem era de se espantar. Sua mãe lhe olhava, assustado.

- Vou sair dessa casa. Preciso encontrar algum tipo de prazer em minha vida, se é que isso será possível. Adeus... mãe.

Foi a primeira e última vez que Anders chamou Lya de mãe. Limpou a faca cuidadosamente e saiu apenas com a roupa do corpo e uma arma escondida debaixo de sua camisa. Para onde? Não se sabe. Apenas continuou andando, andando e andando. Já na mansão do famoso contador da cidade, uma desesperada Lya Ulrich soluçava em prantos com a saída repentina do filho. Ao entrar no quarto e observar uma corda pairada sobre o teto, não pensou duas vezes. Subiu na cadeira. Passou o pescoço cuidadosamente sobre o arco e... seus pés já não tocavam mais o chão. O corpo ia de um lado para o outro, rodopiando lentamente em torno de seu próprio eixo.

Enquanto a Anders, o resto dessa história vocês todos já sabem. Sátiro. Meio - sangue. Acampamento. Não foi recebido muito calorosamente em seu novo lar, mas era extremamente agradecido ao Sátiro que lhe salvou daquela estranha criatura... gostava nem de pensar. Ao que tudo indicava, Anders encontrou paz, finalmente. As respostas para as suas indagações vinham sendo desvendadas uma a uma, dia após dia. Tudo estava indo bem, ele imaginou. Pelo menos, por enquanto. Sempre há algo a mais para acontecer.


Última edição por Anders Tolkki em Ter Jun 30, 2009 5:44 pm, editado 3 vez(es)
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Bianca di Angelo
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Seg Jun 29, 2009 8:46 pm

hey, Gui o/ Tudo bem aí? ^^ Olha, você vai ter que corrigir uma coisa na sua bio... É que não podem existir filhos dos Três Grandes com exceção dos personagens cannons [Percy Jackson, Lya Abnara, Thalia Grace, Suze Mitsuwell, Bianca e Nico di Angelo], entende?

Então, assim que você corrigir isso e editar, eu dou uma lida na sua bio e aceito, ok?
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Anders Tolkki
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Seg Jun 29, 2009 9:27 pm

Eeei Luu *-*
eu mudei os coisinhas do Hades lá, mas mantive a mesma basa da bio.
Não sei se ficou meio sem sentido, enfim...
qualquer coisa é só falar que eu edito :D
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Nyx
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Ter Jun 30, 2009 6:05 pm

O que as pessoas têm com bios tristes nesse RPG? *se desmancha em lágrimas*

Aceito! Bom jogo e divirta-se! *-* HAYDEEEEEEEEEEEEEEEEN! *se derrete*

P.S.: por que você matou a Lya? Lya é um nome muito legal, sabia? hitler*
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Melissa Mastriani
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Jul 04, 2009 8:14 pm


Player


Luisa, 14, [url=mailto://whaat.the.hell@hotmail.com]whaat.the.hell@hotmail.com[/url], Percy Jackson, Athilya Abnara, Robert Crawford, Lily Ramsey, [half-bloods], Zeus e Athena [gods]



Character


Antonella Melissa Mastriani, mais conhecida como ‘Mel’, nasceu em Milão, Itália, há 16 anos, no sétimo dia do ensolarado mês de julho. É de tez levemente pálida, com olhos azuis que se destacam no rosto redondo emoldurado por leves cachos marrons-chocolate bem tratados que são o orgulho da dona. Mel não é muito alta, mas tem uma altura proporcional a sua composição física e uma tatuagem com três estrelinhas no pulso. A filha de Ares foi criada junto com mais três irmãos mortais, e é bem expansiva e falante, mas violenta e respondona, além de não se dar muito bem com figuras de autoridade. Tem sempre uma resposta para tudo e tem o raciocínio rápido, escapando com facilidade das enrascadas em que se mete. Representada pela cantora e atriz Miley Cyrus no avatar.

Biography



Ok, essas são as coisas na minha vida que tiveram mais importância:

1) Eu nasci. Ainda é preciso comentar algo sobre isso?

2) Quando mamãe, papai, meus irmãos mais velhos (Vi ainda não era nascido) nos mudamos para NY. Depois disso, minha vida foi meio que mais agitada, e perigosa também. Mas eu tinha três anos, então não lembro exatamente como era Milão. Mas que seja.

3) A primeira surra. Que eu dei, sabe como é. Porque desde pequena eu sempre tive uma força que assustava mamãe e papai. E, além do mais, não foi minha culpa se Enzo pegou minha Barbie favorita e a usou de frisbee para Mouche, nossa labradora dourada mais forte do que todo mundo na minha casa menos eu.

4) Aquela vez em que eu caí da árvore no quintal lá de casa e quebrei o braço em três partes diferentes. O mais legal foi que eu quebrei o braço direito, o que eu uso para escrever em semana de provas, em que eu nunca fui muito boa por ter dislexia e déficit de atenção. Para mim, é totalmente impossível ficar parada, quieta, dentro de uma sala respondendo perguntas. Até porque eu não conseguirei lê-las.

5) Quando minha mãe contou a todos da família que eu não era filha de Pablo, meu pai. Eu, na verdade, era fruto de um romance que ela teve com um homem quando papai se separou dela por um tempo, mas eles voltaram logo em seguida, ele sabendo que eu não era filha dele. Uma palavra: ugh. Meus pais são tão românticos que se você ficar perto deles vai ficar diabético, ou algo assim.

6) Ter sido expulsa de quatro escolas por ter quebrado coisas, explodido coisas, destruído coisas, desrespeitado professores, batido em alunos, espalhar o terror pela escola (o que nem é mentira, porque eu juro que vi mesmo um cão gigante que soltava fogo pelas ventas me seguindo e farejando o ar atrás de mim como se fosse algo saboroso).

7) Quando minha mãe me chamou num canto e disse que eu era filha de Ares, o Deus da Guerra do Olimpo, e eu pus a mão em sua cabeça e disse que ela estava doente e precisava descansar, porque, afinal, deuses olímpicos não existiam;

8-) Quando Natalie insistiu que era a verdade e que eu deveria ir até um acampamento na costa de Long Island, já que lá era o único lugar seguro para mim. Eu só rolei os olhos, porque é isso que se faz quando você tem 12 anos e se acha a dona da verdade.

9) Matt Tyler ter confirmado a história de mamãe e se revelar um sátiro, para meu total espanto e crise de risos quando vi os cascos dele. E um pouco de nojo também, uma vez que eu tinha flertado com ele algumas vezes.

10) Descobrir que aquele cão que eu via me rondando era um cão infernal, convocado dos Campos da Punição – ou seja: do lugar mais trash do Mundo Inferior – e estava atrás de mim.

11) Correr até o Acampamento Meio-Sangue e dar de cara com um sujeito que era metade cavalo branco, mas que era realmente gentil e atencioso.

12) Beijar metade do chalé de Apolo e não pegar fama de galinha.

13) Socar a metade do chalé de Apolo beijada por mim quando eles começaram e se vangloriar.

14) Aquela vez em que o tal de Perseu Jackson ganhou da gente no capture a bandeira, foi determinado, e todo mundo percebeu que isso não ia prestar – até mesmo eu.

15) Quando eu finalmente consegui ler um livro todo – Crepúsculo, da Stephenie Meyer – e me apaixonar pela primeira vez. Por um vampiro, que não era real. Que se dane, eu superei isso.

16) Fugir do Acampamento e ir até a cidade para alguma festa qualquer e ser quase devorada pelas harpias de segurança. Mas mesmo assim chegar a festa, sabe como é, e voltar para o chalé às cinco da manhã.

17) Não saber como consegui não ser expulsa do Camp assim como fui das escolas.

18) Fazer amizade com quase todo mundo, e ouvir de todos quando digo quem meu pai é: “Nossa, você não parece ser filha de Ares”.

19) Também, claro, a vez que fui determinada, assim que cheguei no Camp, para choque de todos, já que eu parecia muito mais ser filha de Hermes – foi o que me disseram.

20) E, por último, descobrir que tinha uma queda por Luke Castellan, antes de ele virar do mal e eu desistir de informá-lo que gostava dele e passar a realmente odiá-lo por ter ido para o lado de Cronos.


That’s it. Be happy!

Mel Mastriani
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Gaia
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Dom Jul 05, 2009 12:27 pm

ACEITADÍSSIMA!


Luke: todas me amam, falae 8)
Ares: FIAAAAAAAAAAAAAAAA

SKAOKSOAKS

AMEI A MEL! hug*
Agora quero o Ed lixa*
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Gabriel Diederich
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sex Jul 17, 2009 7:32 pm

Dados do Player:

Nome do player: Evandro
Comunicadores/E-mail: crazyboy676@hotmail.com
Idade: 17,6 XD
Personagens (cite, inclusive, suas espécies): Josh Calling (Sátiro).

Dados do Personagem:

Nome: Gabriel Diederich
Data de Nascimento: 06/06/1987
Idade: 22
Local de Nascimento: Bermen, Alemanha
Filiação (pai ou mãe olimpiano): Ares
Características Psicológicas: Educado, galanteador, frio, calculista, sedutor, se irrita facilmente e adora uma boa briga. Gabriel odeia perder. Faz o que for necessário para sair vencedor, nem que isso implique passar por cima de quem for. Acredita que Cronos o salvou por isso acha que deve-lhe lealdade eterna. Influenciado por Cronos, desenvolve uma aversão aos outros meio-sangue. É sarcástico e consegue mentir como ninguém, podendo enganar até os mais inteligentes com a mentira mais improvável.
Características Físicas: Avatar, com uma característica peculiar; possui algumas cicatrizes nas costas e nos ombros, de castigos sofridos anteriormente.
Artista Utilizado: Jensen Ackles (moreno) (ou quase). XD
Breve introdução a Biografia: Um bebê foi entregue nos braços de dois adultos que não podiam ter filhos, mal eles imaginavam que quem entregou iria quere-lo de volta. Dado a hora e o momento certo, a criança foi levada novamente aos interessados, e hoje necessita seguir à risca as ordens que lhe dão, mesmo que isso inclua ir contra sua própria raça.

Biografia:


x 06/06/1988 (1 ano) - Bremen, Alemanha x


"Uma festa familiar reservada apenas aos mais próximos marca um ano. Um ano desde que os pais receberam a criança das mãos de um completo estranho coberto por um manto preto. A mãe é oca, não precisamos nos preocupar com divisão de atenção à ele; eles nunca terão outro filho. A partir de agora, inicia-se a contagem regressiva para a volta dessa criança ao seu devido lugar. Essa mesma criança que visivelmente não possui laço de sangue com os que, teoricamente, são seus pais. Em alguns anos o sorriso puro e sincero que essa criança esboça nesse momento se tornará uma expressão fria, onde o pensamento calculista dará origem a sorrisos totalmente sem valor. Esse menino foi O escolhido."

x 09/12/1993 (5 anos) - Bremen, Alemanha x


"Vestígios de seus poderes começam a aparecer. Sua dilexia foi comprovada sem falar da agressividade do garoto. Um verdadeiro filho de Ares, se o Deus da guerra pudesse vê-lo nesse momento, se sentiria orgulhoso. Agora só faltam 8 anos até que ele esteja completamente pronto, do jeito que o senhor o quer."



Eu não consegui ler mais. Alguém entrou no meu quarto sorrateiramente, me apagou e só agora consegui acordar. Eu estava lendo o que não devia, eu sei! Eu sei que não devia ter mexido nas coisas que estavam trancadas no porão antes de vir pra cá e já havia sido avisado disso, mas qual é? Precisava me bater daquele jeito? Sem falar que será que ninguém no acampamento viu alguém entrando aqui? Pensei que esse lugar fosse pra combater Cronos. Se foi um dos capangas dele, a segurança está bem fraca.

Involuntariamente meu pensamento voltou às cartas, já que eu já estava acostumando com Cronos e compania ilimitada me tirarem do ar sempre que eu fazia algo errado. Não conseguia desviar minha atenção das cartas. Era impossível não relembrar cada momento da minha vida a partir do dia descrito lá. Principalmente... aquele dia.

13/07/2001; 14 anos - Bremen, Alemanha

Meu "pai" nunca foi o melhor pai do mundo. Pelo contrário. Ele me aplicava severas punições, pelas minhas notas, pelo meu comportamento, simplesmente por estar de mau humor. Lembro-me como se fosse ontem do dia que esses castigos resultaram no estouro de toda minha história e a mudança drástica que minha vida sofreu após isso.

Estava chuvendo forte lá fora, a energia havia acabado. O intervalo entre os raios demonstrava que a chuva ainda iria durar, e a unica claridade que tínhamos era aquela vinda do céu nos relâmpagos. Eu corria de um lado à outro devido as ordens de meu pai para fechar todas as janelas antes que molhasse a casa toda, subi e desci as escadas feito um raio - não poderia haver colocação melhor para o momento - pois não queria perder o raciocínio no xadrez que jogava com minha mãe, iluminados por uma vela. Eu adorava xadrez. Era o único jogo que eu conseguia me concentrar, e isso irritava seriamente meu pai. Ele dizia que quem consegue ser bom em xadrez deveria ter uma facilidade extra em aprender a ler. Não era exatamente meu caso. Meu pai sabia do meu problema, pois tanto ele quanto minha mãe sabiam da minha origem meio-sangue, mas parece que ele não queria aceitar. Ouvi um barulho. O barulho de uma janela batendo. Como assim? Eu juro que havia fechado todas as janelas!

Meu pai, que até então parecia morto no sofá, levantou-se em um só impulso. Claro, para ver o que eu tinha feito de errado nunca faltava a ele determinação. Subi correndo atrás e minha mãe suspirou guardando o tabuleiro e assoprando a vela. Ela sabia que se eu tivesse feito algo de errado, nosso jogo estaria acabado. A escuridão tomou conta novamente da sala. Mal desconfiava ela de que aquele seria nosso ultimo jogo.

Lembra quando eu disse não ter deixado nenhuma janela aberta? Continuo mantendo minha palavra. Posso apostar - e se eu aposto, é pra ganhar - que tranquei todas. Mas meu pai não queria saber disso. Quando o alcancei ele estava parado na porta. Dei uma olhada no quarto pelas brechas que ele deixava na porta e não tive uma visão boa. O quarto inteiro estava molhado pela chuva. Vendo aquele lugar alagado tomei uma decisão de alto defesa. Prendi a respiração e dei dois passos pra trás. Antes de poder me afastar mais, meu pai se virou. Os relâmpagos eram a unica fonte de iluminação que tínhamos, e todos eles refletiam a expressão de ódio do meu pai, bufando de raiva. Me virei para correr mas aos berros meu pai segurou na minha camisa e me puxou de volta. O disgraçado era forte igual um dinossauro. Ele agarrou na minha orelha e na mesma hora eu a sentir pegar fogo. Num ato rápido, ele me jogou pra dentro do quarto e fechou a porta, gritando que eu só sairía de lá quando tudo estivesse seco.

Lá de dentro eu conseguia ouvir os gritos também de minha mãe, que nunca me defendia, mas naquele dia resolveu soltar a voz. Covarde como meu pai era, não me admira que ele tenha batido na minha mãe. Por um momento os gritos foram interrompidos por um barulho. Não sei dizer exatamente que barulho fora aquele. Foi um barulho alto, seguido de um silencio profundo. Os raios deram trégua, deixando apenas os relâmpagos que clareavam perfeitamente o quarto durante uma fração de segundos e tudo que eu podia ouvir eram passos. Passos que subiam a escada, passos que tomavam direção ao quarto que estava trancado.

Desesperado por não ouvir mas a voz dos meus pais, entrei debaixo da cama, local onde fiquei durante alguns instantes. Com um só impacto, a porta se abriu batendo contra a parede. Arregalei os olhos e segurei a voz para não emitir som algum. Vi... aquilo... rondando pelo quarto. Parecia procurar algo mas... O que era aquilo? Não era um ser humano comum, tenho certeza. Os pés... as patas... seja lá o que eram, não eram de um ser humano. Acompanhei os passos com os olhos até onde consegui, pois não podia me mexer. Para uma criança eu tinha um tamanho avantajado, que impossibilitava-me ser discreto caso me move-se embaixo da cama. Quando aquela coisa saiu do alcance dos meus olhos, ficou tudo quieto. Fechei os olhos e por um segundo pude respirar aliviado. Por apenas um segundo. Ao soltar o ar ouvi outro barulho, este agora vindo de dentro do quarto, seguindo de um agarrão no meu pé, que me puxou para fora. Por fim, eu havia acertado afinal. A criatura que estava invadindo minha casa não era um ser humano e sim um monstro. Mas por que minha casa? O que ele queria?

Segurando meu tornozelo, me suspendeu no ar e seus olhos se focaram em mim. Parecia estar me analisando e eu estava completamente mudo, estático. Meus olhos foram pesando e eu não consegui mante-los aberto por muito tempo. Não vou dizer que adormeci, pois eu conseguia ouvir tudo que se passava ao meu redor. Na verdade, uma voz sobressaía a tudo que se passava lá. Lembro-me vagamente o que a voz dizia; minha cabeça parecia que ia estourar além do forte zumbido que atordoava minhas orelhas, o que favorecia para eu entender pouca coisa - quase nada - do texto que aquela coisa me falava:

"Filho de Ares, foste escolhido para cumprir uma missão (...) mas você agora pode-se considerar um servo de Cronos, (...) o ajudará a construir um novo mundo (...) e ele precisa de você. Em troca de sua colaboração, poderá ter tudo o que quiser. Dinheiro, poder, terras. Ele te tratarás como seu mais novo filho. (...) Terás que destruir aqueles que são considerados meio-sangue. (...) Pra que depender desses mortais? Pra que continuar sofrendo nesse lugar onde de nada poderá usufruir seus poderes? Você não pertence a esse lugar. (...) mortos..."

Senti uma forte pressão na minha cabeça e o sangue pingava, atingindo meu braço. O que estava acontecendo comigo? Fiz uma força e abri um pouco meus olhos. Eu estava sendo carregado nos ombros daquela coisa e não tinha força suficiente se quer pra me mexer. Desceu as escadas vagarosamente, parecia estar olhando algo. Ouvi um gemido e logo depois tudo aquietou-se novamente, dando um silencio fúnebre a casa, onde só se ouvia passos rondando entre o sangue derramado no chão. Pude logo identificar de onde viera tanto sangue: meus pais. Os dois estavam caídos no chão, soltando sangue pela boca, olhos e nariz. Nenhuma marca de tiro, luta, arranhão, corte ou qualquer outro sinal que pudesse explicar a morte deles. Permaneci imóvel. O que eu menos queria era que descobríssem que eu havia acordado, mas acho que minha mãe não pensou assim. Ela abriu parcialmente os olhos, usando suas ultimas forças para tentar se levantar; em vão. Soltou um grito chamando por meu nome e o monstro parou de andar. Ficou parado por uns instantes e se virou, encarando minha mãe. Eu não conseguia ver direito, pois ele ainda me segurava no seu ombro, mas acho que nem se eu estivesse vendo eu conseguiria entender o que se passou ali. O corpo dele começou a ficar quente e eu ouvia minha mãe gritar, mas ele não havia se movido um milésimo de centímetro! Minha mãe calou-se novamente. Agora havia sido para sempre... Ele fechou a porta e saiu andando comigo pela chuva. Pensar em tudo que estava acontecendo, no que ia acontecer comigo, na morte rápida dos meus pais... Uma lágrima rolou pelo meu rosto, caindo nas costas dele. Droga, malditas lágrimas. Esse foi o primeiro motivo pra eu decidir uma coisa: Nunca mais chorar. Mas isso é outra história. Bom, como ia dizendo, percebendo que eu havia acordado, fui arremessado ao chão novamente.

Me levantei ainda meio atordoado, passando a mão no nariz tentando parar o sangue que escorria. O bicho homem alien monstro se aproximou de mim, passando a mão no meu rosto, enquanto eu permanecia ali, petrificado.

"Você será muito útil, filho de Ares..." disse isso afastando a mão do meu rosto em um segundo e me presenteando com um forte soco no outro segundo. Se essa era a forma de demonstrar que eu seria util, imagina aqueles que atrapalharem? O fato é que eu permaneci desacordado a partir daquele momento.

Não sei quanto tempo levou, mas quando acordei estava preso a parede com um pano na boca. Minha vista ainda estava embaçada, mas parece que uma forma humana me encarava. Os olhos vermelhos sobressaíam à tudo aquilo e eu forcei para enchergar melhor o que se passava a minha volta. Quando percebeu que acordei, o homem começou a bombardear-me com mais informações. Naquele instante, por mais que eu esperasse ouvir um 'está tudo bem?' não me surpreendi com a frieza o qual ele me revelava... minha vida? Descobri que ele era servo de Cronos, aquela coisa que me atacou era, de fato, Cronos, que eu era meio-sangue, filho de Ares, eu era quase um Deus, era poderoso e... espera, preciso de um minuto pra assimilar tudo isso. Bom, ele disse também que Cronos queria construir um novo mundo, que os meio-sangue o atrapalhava e que eu era o unico dessa corja que salvava. O homem falou que em troca eu ganharia dinheiro, poder e qualquer coisa que eu quisesse, afinal, eu faria parte dos governantes desse novo mundo que ele iria criar. Ah, pra constar, eu também não podia perguntar nada, segundo ele. Claro, não que eu fosse perguntar, ainda que o pano enfiado na minha boca fosse convidativo a isso, não é? Enfim, o fato é que eles falaram a palavra chave - ou as; poder e dinheiro. Tinha faltado mulheres, mas na época eu era muleque portanto nem liguei muito para isso. Concordei em ajuda-los e minha missão parecia até bem simples; eu receberia as informações dos meio-sangue a minha volta e deveria leva-los a Cronos. Sempre tive curiosidade em saber o que ele faria com elas, maaaas... Negócios são negócios, se ele falou que não era pra perguntar, ótimo, eu não perguntaria.

Passei algo como 3 anos treinando minhas habilidades, tanto como semi-Deus quanto como mortal. Com 17 anos eu já estava pronto para fazer tudo que eles me pediam. Eu tinha que ser bem carismático se quisesse fazer todos caírem na minha armadilha. Não que fosse difícil para mim; eu morava sozinho numa casa enorme em Berlim, ninguém era responsável por mim: ninguém. Nem Cronos, nem seu servo apareceram depois de treinarem algumas habilidades minhas. Sempre que eu recebia alguma informação de meio-sangues era por um envelope, passado por baixo da porta, e entregava as meio-sangue para dois homens que apareciam para busca-las. A unica coisa que eu não podia mexer era no porão, que permanecia trancado, mas, cá entre nós, nunca me interessei também. Quero dizer, eu tinha o melhor trabalho do mundo! Tinha o dinheiro que quisesse - nunca soube de onde vinha, mas ele sempre aparecia no banco! -, uma casa gigante e um carrão. Além é claro da melhor parte do trabalho... As mulheres... Quer uma prova?

23/11/2008; 22 anos - Berlim, Alemanha

Eram exatamente 00:57, uma terça feira. Minhas mãos passeavam sem pudor algum pelo corpo de uma morena filha de Dionísio. Seu corpo molhado de suor deslizava pelo meu, conforme o ritmo que ela impunha; filhas de Dionísio são sempre muito boas, tenho que dizer. Eu só tinha o trabalho de chegar com minhas mãos aonde ela queria, aonde eu sabia que ela ia gostar, pois de resto, ela se encarregava de fazer. Não foi difícil faze-la chegar até aquela situação; um ou dois copos e ela já estava fraca aceitando vir até em casa comigo sem protestar muito. Essa era a melhor parte do meu trabalho.


Última edição por Gabriel Diederich em Sex Jul 17, 2009 7:50 pm, editado 1 vez(es)
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Gabriel Diederich
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sex Jul 17, 2009 7:32 pm

Sabe quando as mulheres chegam naquele 'ponto G'? Pois bem. Ela caiu por cima de mim, ofegante e ainda tentando me arranhar. Ela não tinha força pra mais muita coisa, e é nessa hora que chega o ponto fundamental da minha tarefa. Comecei a ouvir os passos subirem as escadas e eu sabia o que significavam; chegava a hora de entrega-la. Ela olhou para mim com cara de espantada e puxou o lençol para cima de nós dois, enquanto eu fechava os olhos e suspirava. A porta se abriu e dois homens encapuzados apareceram. Um adentrou o quarto esticando o braço mandando entregar a filha de Dionísio a ele, o outro permaneceu calado por fora do quarto vigiando tudo que acontecia ali. Ela se encolheu em meus braços e parecia paralizada, enquanto eu apenas me recuperava. Eu não sou de ferro, né?

Naquela semana, eu já havia deixado de entregar três meninas meio-sangue porque... eu não tive coragem. Sim, eu tenho coração apesar de não parecer. O fato é que eu não podia falhar agora, se não meu castigo seria mais severo do que fora nos outros dias. A tirei de cima de mim, levantando e recolhendo minhas roupas. Ela olhava em meus olhos e eu odiava isso, todo olhar me lembrava o ultimo olhar que minha mãe me dera antes de morrer. Me virei e me ocupei em vestir minha calça, enquanto era obrigado a presenciar a cena desagradável dos dois homens agarrando a menina que se debatia em sair dali. O que estava fora a levou e eu me sentei na cama novamente. Um permaneceu no quarto e com voz ameaçadora se dirigiu a mim novamente;

- Onde estão as outras duas? - um silencio perturbador tomou conta do quarto nesse instante.
-... Eu não consegui. - Disse olhando para a cama
- Como não conseguiu? - sua voz passou para um tom intolerante, raivoso e prepotente
- Elas estavam acompanhadas. Um Sátiro. Antes que eu chegasse perto ele recitou algumas palavras que me paralizaram, depois não as vi mais. - naquela noite eu havia recebido o pedido de levar 3 meio-sangues; sendo que duas eram irmãs gêmeas. Um Sátiro as acompanhava, e quando me viu, me paralizou com algumas palavras. Só consegui uma e sabia que isso não ia ser bom, mas sou orgulhoso suficiente para não implorar pela minha vida.
- Um Sátiro, uh? Bom você me lembrar disso. Já olhou sua sacada? - Levantei a cabeça e olhei para a porta da sacada, voltando meu olhar ao homem - Acho que não, não é? Bom, enquanto você se divertia, parece que um Sátiro veio te procurar. Sorte a nossa que vocês estavam ocupados demais para ouvir-nos dando um fim que ele merecia por vir te perturbar.

Me apressei em abrir a porta e... estava lá. Um Sátiro, dividido em dois. Seu rosto aterrorizado completava a cena de filme junto ao sangue que havia sujado toda minha sacada. Ele estava.. tentando me dizer algo? O que aquele ex-sátiro tentava me dizer? Eu não consigo explicar o que eu senti aquela hora além de enjôo. Raiva? Medo? Curiosidade? Acho que misturei tudo isso, mas eu sou orgulhoso o suficiente (novamente) para ignorar esses sentimentos que queriam explodir. Me virei e retomei o assunto.

- Por que fizeram isso? - fechei a porta. Aquela imagem não era a melhor a se ver.
- Ordens diretas de Cronos. Não podemos permitir que ninguém atrapalhe o senhor nos seus serviços...
- E precisavam mata-lo?! Se me lembro bem, Sátiros protegem meio-sangues! E eu sou um! O quê há de errado com vocês?! Ele só queria me proteger! - encarei o assassino chegando mais perto, enquanto aumentava meu tom de voz.
- Já basta! - fui interrompido pelo grito que ecoou pela casa, que já parecia vazia. Senti a mão dele segurar no meu pescoço, apertando levemente os dedos - Não quer mesmo nos afrontar, quer, Gabriel? - ele soltou meu pescoço, se virando de costas e segurando na maçaneta da porta. Eu me recolhi ao silencio total e só observei seus movimentos. - Aliás, arrume as malas. Amanhã você estará partindo para o acampamento. - ele saiu, batendo a porta.

O acampamento... Sim! O Acampamento! Eles sempre me avisaram que quando eu completasse uma idade boa eu iria ao acampamento meio-sangue, onde se concentram todos os semi-deuses a maior parte do tempo. Me parece que lá eles caçam Cronos, por isso ele nunca pôde se aproximar do lugar, além do mais, se todas as meio-sangues forem do jeito que são as que eu vou atrás, o lugar era muito bom.

No dia seguinte, peguei tudo que tinha de mais importante para mim em casa; alguns livros, minhas roupas, umas fotos da minha mãe e dinheiro. Eu não sabia o que me aguardava, qualquer coisa eu pegava um taxi e dava o fora daquele lugar. Eu tinha hora exata para sair de casa, quando desse o tempo era para eu sair que um taxi me buscaria na porta de casa e me levaria para o acampamento, mas como eu tinha tempo de sobra, comecei a pensar em coisas que não devia. Andei lentamente até a porta do porão, observando à minha volta a cada passo, atento a qualquer som diferente. Cronos não era um humano normal, eu sei lá se ele poderia a qualquer momento aparecer atrás de mim e me cortar em dois ou me queimar vivo. Encostei na porta do porão, que estava trancada. Comecei a pensar comigo. Bem... Eu iria para um acampamento onde Cronos não podia chegar perto... O que eu tinha a perder? Peguei impulso e chutei a porta com toda minha força. A porta caiu dando origem a um lugar escuro, digno de filme de terror. Aliás, desde que eu me bandiei ao lado de Cronos, cenas de filme de terror não me assustavam.

Entrei lentamente forçando a vista para tentar enchergar melhor no escuro, não parecia ter muita coisa naquele lugar. Quando pensava que era melhor voltar antes que alguém aparecesse, chutei um armário. "Filho da..." Me acalmei e abri uma das gavetas. Não havia nada além de papéis, papéis e mais papéis. Revirei toda a gaveta e parei ao ouvir a buzina de um carro. Era o Taxi. Enchi a mão carregando todos os papéis que estavam lá, subindo correndo a escada os enfiando na minha mala e saindo de casa, entrando no taxi.

Todo o caminho para o acampamento era bonito, dando uma ideia do local. A primeira coisa que fiz quando cheguei lá? Claro, foi olhar as mulheres... Mas além disso, a segunda coisa que fiz lá; achei meu quarto e me sentei na cama, para ler o que havia naquelas folhas. Não podia tirar no taxi, pois não sabia se aquele motorista era confiável. Comecei a ler e descobri que eram cartas; cartas de alguém sobre... mim?!

No meio da segunda, fui golpeado na cabeça - Ironic mode on nem imagino por quem... Ironic mode off - e só acordei agora. As cartas? Sumiram. Mas no lugar, dentro da minha mala, achei uma folha que só havia uma inscrição;

"Nunca mais tente desobedecer, ou da próxima vez seu castigo será pior. Receberá mais detalhes do que fazer a partir de agora no acampamento logo, aguarde pacientemente. Lembre-se que não importa aonde você for, seu pacto com Cronos continua de pé, e estamos a te vigiar a cada passo."


Oh, droga...
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Chaos
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Jul 18, 2009 10:58 am

UIA *-*

Tenho que dizer, você se superou, Evan XD
aceitadíssimo...só coloca conteúdo adulto explícito na cor de fundo okais?

bgs
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Gustave Aldenth
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Idade : 25

MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Ter Jul 28, 2009 1:41 pm

Dados do Player:

Nome do player: Hannah/Mikkan
Comunicadores/E-mail: british.candy (YIM) hannahcori (MSN)
Idade: 16
Personagens (cite, inclusive, suas espécies): Claire Bee (meio-sangue)

Dados do Personagem:

Nome: Gustave Aldenth
Data de Nascimento: 26/12/1991
Idade: 17
Local de Nascimento: Connecticut
Filiação (pai ou mãe olimpiano): Deméter.
Características Psicológicas: desligado, e pode até parecer que tem mais transtorno de défict de atenção que os outros. Pode perder o raciocínio as vezes, e é quieto no geral. É o último a perceber as coisas mais importantes. Não consegue decorar coisas como ruas, nomes e sobrenomes e apelidos, etc.
Características Físicas: tem os cabelos as vezes lisos, as vezes encaracolados e tem os olhos extremamente verdes. Seu porte não é nem atlético nem nada, mas... dá pro gasto. (*¬*)
Artista Utilizado: David Henrie
Breve introdução a Biografia:
"Sempre há uma primeira vez"
Biografia:

A primeira vez que eu...

1) ...entrei em uma escola.
Tá, foi a primeira coisa mais antiga que eu consegui pensar. Eu tinha alguns poucos amigos na primeira escola que nem lembro o nome. Mas lá tinha uma professora, e se não fosse por mais tarde descobrir o que ela era, provavelmente tinha me reprovado no primeiro ano mesmo.

2) ...fui expulso de uma escola.
Bem, isso é meio que muito óbvio. Algo que vai, volta, não é? Consegui ser reprovado em todas as matérias menos jardinagem. Incrível como meu pai ficou surpreso de partida. O professor Perry disse que eu devia ter algum dom pra cuidar tão bem de orquídeas sem curso algum. Depois disso, meu pai me internou em um internato somente para garotos.

3) ...fui diagnosticado com dislexia.
Eu sei que quando você é considerado dislexo é só uma vez pra nunca mais. Assim, eu tinha um professor muito legal, que fez um teste comigo pra ver porque eu não conseguia me dar bem nas provas. Ele anunciou ao meu pai - que ia se casar de novo - que eu era dislexo e tinha transtorno de déficit de atenção.

4) ...matei um monstro.
Lembram-se da professora estranha? Ela me seguiu até o internato, mas com outro nome, de srta Honda. Ela era idêntica, mesmo, a senhora Field. Juro, mesmo mesmo mesmo. Ela disse que queria comentar algo sobre as minhas notas. Mas, meu amigo, Carl Peep, me ajudou a matá-la antes que ela arrancasse minha cabeça. Carl era filho de Hefesto. Eu perguntei quem e que coloca o nome do filho de Hefesto e ele me disse que era um meio sangue.

5) ...ouço algo sobre minha mãe.
Meu pai ia se casar de novo, certo? Até que até esse ponto eu achei racional. Ele me disse sem dó ou algo parecido que minha mãe era uma deusa grega e que ele não sabia qual era o nome. Só sabia que era por isso eu me dava bem com as plantas, e por isso eu ia ao acampamento meio sangue. E queria o melhor pra mim e que eu fosse treinado, porque quando aparecesse um monstro na minha vida eu conseguiria matá-lo. Bem, acho que teve motivos mais ocultos que minha vida. Quem liga? Ele foi pra lua de mel com a esposa dele e eu fui para um acampamento.

6) ...que eu viajo até o acampamento meio-sangue.
Esse devia se chamar "...tenho uma experiência legal e divertida em minha vida. Mas na verdade eu tive que escolher um tema geral. Eu teria só um verão para ficar lá, porque meu pai e a esposa dele iriam voltar algum dia desses (acho que depois do verão). Tá, eu adoro arco e flecha e corrida de bigas. Mas o the best foi realmente a corrida das bandeiras.

7) ...fui determinado.
Bem, como todos sabem, minha mãe era uma deusa grega. Quer dizer, mas eu não sabia o nome dela ou etc. Quíron descobriu que eu conseguia me dar bem com as plantas em geral, mas o sr. D. não podia ser minha mãe. Foi por isso que Fui reconhecido como filho de Deméter.

8 ) ...recebo advertência no acampamento meio sangue.
Não foi tão ruim assim. Era como nas escolas, que eles falavam com você e você tentava consertar. Mas, esse dia eu fui ao bosque, ou melhor, o oitavo dia que eu ia ao bosque explorar o que o acampamento tinha de melhor; plantas.

9) ...conheço ninfas.
Charlotte e Felícia snao duas dríades. Sim, aquelas criaturas que nasciam das árvores e que era felizes. Bem, pelo menos eu acho. Charlotte Browmer e Felicia Slate são brincalhonas, e até acho que gostam de pregar peças. Mas, não sei porque, ainda não cai na delas.

10) ...que conto a história da minha vida em dez tópicos e com explicações em baixo.
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Gaia
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Ter Jul 28, 2009 5:47 pm

ACEITOOO (parece até pedido de casamento: ACEITO SEU PADRE AKAOSKOAKSOKAOSKOK)

David, David, David *¬*

pode jogar flor *-*
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Edward Turner
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Ago 01, 2009 10:01 pm

Antes de tudo, EDINHO NA ÁÁREA GENTZ. aegats*
tá,parei.
emoticon do Ed hehe <3*



Não acredito que eu vou ter que me apresentar no meu próprio fórum. Fala sério.



Edward Hector Turner, de dezessete anos, tem o rosto claro, que é emoldurado por cachos escuros e rebeldes, os mesmos que o garoto insiste em não cortar. Os olhos são negros e estreitos, um grande contraste com a pele pálida, salpicada de pintas. É relativamente calmo para um meio-sangue, mas expansivo, e não é nada difícil arrancar um sorriso dele. Tem uma tendência questionável à tropeçar/cair frequentemente, levando quem quer que esteja perto junto dele. Não que faça por mal. Como Mel costuma descreve-lo, é uma 'Bella Swan de calças'. Sósia daquele cantor, que tem uma banda com os irmãos, como é o nome dele mesmo? Ah, Jonas. Nixolas Jonas. Digo, Nicholas.



Empire State Building, seistencésimo andar, Olimpo, Sala do Trono, New York, EUA
Três de julho de mil novecentos e noventa e um.
Duas horas e vinte e sete minutos.

Uma mulher de longos cabelos negros estava prostrada às grandes portas douradas. A mão esquerda se fechou em um punho, e os nós dos dedos fizeram barulho ao tocar no ouro puro.

O portal se abriu, revelando um homem de barba e cabelos grisalhos, em roupas de dormir. Este fez uma cara confusa ao ver a moça.

- Deméter? O que faz aqui tão tarde?

Ela hesitou por um momento.

- Acho que estou grávida de novo, irmão.


Alguma floresta ao sul na região da Toscana, Itália.
Vinte e nove de fevereiro de mil novecentos e noventa e dois.
Dezoito horas e cinquenta e dois minutos.

- Força, Demm, só mais um pouco! – falou a menina, segurando a mão da deusa com tanta força que os dedos já estavam ficando esbranquiçados.

- Força o caral...AH, GRAÇAS A ZEUS!

Um choro de criança cortou o vale como uma lâmina afiada. Uma das ninfas segurava uma criança do sexo masculino aos prantos. A garota começou a cantarolar uma canção calma, parecida com uma canção de ninar. Em alguns minutos, o menino adormeceu.

- Lily, leve-o para Paul. A carta está no cesto.

Deméter levantou-se da terra, contente por não ter mais um bebê de três quilos no ventre. Era um pouco incômodo ter de carregar aquela barriga por onde fosse, sabe como é.

Casa de Amelia Turner, subúrbio de Pisa, Itália
Vinte e nove de fevereiro de mil novecentos e noventa e dois.
Dezenove horas e trinta e um minutos.

Uma moça de cabelos da cor do fogo cortava legumes na cozinha, enquanto a panela posta sobre o fogão soltava vapor. O ambiente todo tinha cheiro de salsa, tomate e cebolinha.

A campainha toca.

A ruiva abaixa o fogo, e, depois de enxugar as mãos em um dos panos de prato, correu até a porta. A primeira vista, não achou ninguém ali. Depois, baixou os olhos e estes se arregalaram de surpresa. Em um cesto trançado, sob um cobertor de folhas, estava uma criança recém-nascida, no mundo dos sonhos. Preso aos ramos, uma adaga de bronze e um papel cor de creme, com as palavras Para Paul escritas em uma caligrafia fina e esparramada.

Paul.

Lágrimas brotaram dos olhos dela, apesar de tentar conte-las. Inutilmente, é claro. Com cuidado, retirou o bilhete do cesto e o leu. E o que estava escrito ali desafiava tudo o que conhecia.

Caro Paul,

Antes de tudo, quero que se lembre de Demétria, no verão passado. Então, seu verdadeiro nome é Deméter. Ah, ok, cansei de escrever em 3ª pessoa. O caso é que eu sou uma deusa grega. Sabe, que vive no Olimpo e tudo mais – que por sinal, fica no 600º andar do Empire State. Juro, não é loucura, e você precisa acreditar em mim. O menino no cesto é seu filho, fruto de nossa pequena aventura naquele bar. Ele é um meio-sangue, filho de um mortal com uma deusa, sabe. É crucial que o leve para o Acampamento Meio-Sangue quando ele completar doze anos. Fica em Long Island, nos Estados Unidos – sua terra natal. A adaga é para o caso de monstros surgirem pelas redondezas e resolverem atacar o garoto. Não machuca humanos normais.Ah, ele tem dislexia e distúrbio de atenção. No mais, boa sorte com seu filho.


Deméter

P.S.: Edward é um lindo nome.


A carta estava escrita em inglês, mas ela entendia o que estava segurando em mãos. Edward. Edward Hector Turner. Ela olhou novamente para o bebê, e seu coração se encheu de compaixão. Aquele menino era um pedacinho de Paul que se manteve vivo. O criaria como um filho biológico, sim. E daria a ele todo o amor do mundo.


Apartamento dos Turner, Pisa, Itália
Vinte e quatro de abril de dois mil e nove.
Dezessete horas e oito minutos.

Um jovem de cabelos cacheados mexe em um computador portátil, os pés saindo para fora da cama. Os headphones estão ligados no volume máximo, ao som de uma banda britânica. Os dedos longos do rapaz correm furiosamente pelo teclado.

Autobiografia
Por Edward Turner


..........."Hã. Olá, meu nome é Edward Hector Turner – duh –, tenho 17 anos e meus pais são Amelia Giulianna Lorenzi Turner e Paul Turner. Estou no terceiro ano do ensino médio, na Escola Preparatória Rafael Sanzio. Mas o pessoal costuma chamá-la só de Sanzio mesmo. É a quinta escola para que sou transferido nos últimos três anos, e, curiosamente, consegui durar o ano inteiro. É isso porque...bem, aí é a parte difícil.

...........Nem eu sei direito, acredite. Mamãe ainda está me contando toda a coisa, mas parece que ela tem ressalvas ou algo assim.

...........Sei que você vai querer me internar em um hospício depois de ler isso, srta. Scopelli. E eu não a culparei. Porque eu mesmo não acreditei em mamãe até que ela me mostrasse a carta que a minha outra mãe deixou pra ela. Sabe, Deméter. É, a deusa grega, você leu isso direito.

...........Eu passei a vida inteira acreditando que Amelia era minha mãe biológica, e que minha dislexia e transtorno de atenção era um problema totalmente aleatório.

...........E que eu tinha alucinações, é claro. Mas minha mãe sabia da verdade.

...........Tudo começou há, sei lá, uns dezoito anos atrás. Paul e mamãe – Amelia. Simplesmente não consigo chamar Deméter de mãe – estavam namorando e tudo mais, depois de terem se conhecido em um cruzeiro. É uma história tão melosa que tenho vontade de vomitar quando ouço, mas não o faço pelo bem da mamãe. Sabe, ela ficaria chateada se soubesse que eu não gosto tanto assim de ouvi-la falar como ela e Paul se encontraram. Se eu fosse uma garota, quem sabe. Mas eu sou um garoto, então não rola.

...........O caso é que Amelia foi fazer um estágio – ela é designer de roupas – em Milão por dois meses, e Paul meio que começou a andar em bares, e toda aquela coisa. Uma noite, depois de ter bebido martinis além da conta, encontrou uma moça de cabelos bem pretos, alta e bonitona, chamada Demétria. Os dois foram pras finais rapidinho – o que o gim não faz com as pessoas -, o que resultou, em, tcharam, eu!

...........Paul faleceu em novembro de 1991, de morte súbita, enquanto assistia televisão. Eu sei que ele é meu pai, e que eu devo respeito ao cara e tudo mais, mas mesmo assim...que modo mais bobo de morrer, fala sério. Quando eu passar meu cartão para o além, ou seja lá o nome do lugar para que vamos após a morte, que Deus não permita que minha vida acabe de um jeito tão idiota assim.

...........Amelia ficou arrasada por um bons três meses, até que a campainha da casa dela tocou e, do outro lado da porta, estava um menininho em um cesto, com uma carta explicando ao adultério do amor da vida dela. O que, aparentemente, passou despercebido aos olhos dela, já que eu era filho dele e tudo mais. Acho que pra ela, eu sou meio que meu pai. Só que mais novo. E disléxico.

...........Não que ela nutra qualquer sentimento além do amor maternal. Seria nojento. Minha mãe é muito bonita e tudo mais, mas, é minha mãe oras!

...........A minha vida inteira os professores aconselhavam mamãe a me internar em um centro psicossocial, ou, no mínimo, consultar um psiquiatra, já que, para eles eu estava vendo coisas. Além de não parar quieto a aula inteira, vez ou outra eu falava para um coleguinha que tinha visto uma aranha gigante de cinco patas, um leão com um rabo espinhos e cara de mulher, entre outras coisas esquisitas e fisicamente impossíveis.

...........Não que ela desse muita bola, já que sabia o motivo de tudo aquilo.

...........Porém, eu fui um garoto complexado até a quinta série, quando Amelia enfim me chamou para um canto e teve uma conversa séria comigo, sobre como eu tinha de me valorizar e que de que eu não precisava contar à todos as coisas que eu via. Que eu era especial.

...........Bem, eu tinha 10 anos, e quando você tem 10 anos, meio que acredita nesse tipo de baboseira.

...........A partir daí, as pessoas começaram a focar cada vez mais no meu lado 'desastre ambulante' do que no 'esquizofrênico psicótico'. Ganhei o apelido de Il presa nero em quase todas as escolas que estudei por Pisa, tamanha a minha falta de habilidade com os meus próprios pés. Parece que sou mais desajeitado do que a maioria dos meio-sangues(é como são chamadas as pessoas metade humanas metade deusas). Ou seja, nunca deixe eu segurar nada precioso ou quebrável. A chance de você não ver isso inteiro novamente são de 85%.

...........Até o Natal deste ano, quando um episódio realmente apavorante aconteceu. Estávamos a caminho de Viareggio, para passar o Natal na casa de vovó, quando eu vi um gigante(!!!!) escondido entre as árvores à beira da estrada. Meio que era acostumado com essas visões esquisitas, então deixei para lá. Porém, ele ficou me espreitando durante todo o feriado, até que eu não agüentei mais e contei para Amelia. O olhar dela transpareceu um medo profundo no instante em que soube da coisa. Viemos para casa imediatamente, e ela acabou despejando tudo em cima de mim.

...........Por fim, mamãe quer me mandar para um acampamento de verão nos Estados Unidos, especial para adolescentes como eu. Filhos de deuses, quero dizer. Ela não sabe muito sobre, mas sabe que eu tenho que ir para lá. Negou isso tempo demais. Já disse que ficarei bem aqui, mas ela está teimando nessa idéia.

...........Ótimo, realmente ótimo. Vão me zoar horrores por causa do meu sotaque. "


Uma voz feminina transpassa a porta de madeira.

- Edward, la cena è sul tavolo!

- Sono madre, sono!

O moreno relê o texto e decide que ficou uma porcaria. A srta. Scopelli provavelmente escreveria um zero bem redondo em cima, e diria para ele que tem uma imaginação incrível, mas era para fazer uma história sobre sua vida, e não um conto de ficção.

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Melissa Mastriani
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Ago 01, 2009 10:13 pm

ALELUIA, MEU POSEIDON! Vai chover lixa*

Aceitadíssimo *-*

Mel: Ed, pegael ual*
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Effy S. Hanratty

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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sex Ago 14, 2009 11:23 pm

Dados do Player:

Nome do player: Kika.
Comunicadores/E-mail: kikinha.de@hotmail.com (MSN)
kikaborges@ymail.com (Y!M)
Idade: 16 anos.


Dados do Personagem:

Nome: Effy Sabrinee Hanratty.
Data de Nascimento: 13 de Maio de 2005.
Idade: 4 anos.
Local de Nascimento: Inglaterra, Oxford.
Filiação: Deméter.

Características Psicológicas:
    Acredita em acordos, gosta da beleza e é refinada. Encantadora e companheira, é diplomata e funciona melhor quando se associa. Sabe usar seu charme natural, raramente é agressiva ou impaciente. Sociável, afável, gregária gosta de se divertir e de estar com os outros, desde que tudo corra em paz e para alcançar e manter essa paz é capaz de grandes esforços já que ela é fundamental para que se sinta em harmonia consigo mesma e com o mundo exterior. Para Effy o mundo deveria ser equilibrado, perfeito, simétrico e harmonioso. Uma mente adulta, para uma garota da sua idade. Alegre, é o tipo de criança que você vê correndo atrás da borboleta, ou brincando com os amiguinhos nos finais das tardes. Também pode ser dita como uma garotinha amável, totalmente delicada e sorridente.


Características Físicas:
    Pequena, delicada, sorridente. Esses são as principais características da pequena Effy, às vezes confundida com uma bonequinha de porcelana por causa da cor da sua pele. Olhos intensamente azulados, brilhantes, calorosos, cheio de ternura.

Artista Utilizado: Suri Cruise.
Breve introdução a Biografia: Pequena vida, mais ainda assim surpreendente.


Biografia:
    edito pra amanhã
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Athilya Abnara
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   Sab Ago 15, 2009 5:55 pm

Kika, vida, quando você postar a bio eu avalio, ok? *-*

Agora, Gabriel... Olhe, em primeiro lugar: as características tanto físicas quanto psicológicas podem ser melhor detalhadas, e o William Moseley não tem cara de ter 13 anos, além de já estar ocupado. A biografia pode ser melhor desenvolvida: como foi o nascimento dele? A mãe dele sabia que Apolo era um deus? Ela chegou a se casar de novo? O Gabriel tem algum irmão mortal? Detalhe um pouco mais sobre a harpia, e o resgate. Quem eram os meninos? Dois sátiros? E, bem, a viagem de Fortaleza até Long Island dura mais ou menos umas oito horas, acho que já daria tempo para ele acordar, não? Conte sobre os primeiros dias dele no Acampamento, se ele foi determinado de início ou não. Se tiver alguma dúvida, aconselho que leia as biografias que já foram aceitas ou mande uma MP para uma das administradoras.

Ah, sim. Você tem que se registrar com o nome do seu personagem. Isso eu posso mudar pra você ;D

Att,
Luisa
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MensagemAssunto: Re: Inscrições - Meio-sangues   

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