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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 CORRIDA DE BIGAS [aberto]

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Julian Torres
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MensagemAssunto: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Sex Jun 12, 2009 8:33 pm

Ah, aquele ia ser um longo fim de semana. Quíron havia dado as boas vindas a vários meios-sangues nos últimos dias e tinha marcado uma corrida de bigas para apresentar os costumes locais para todos os novatos, por conta disso, ele tinha permitido a formação de equipes com integrantes de diferentes chalés. O Anfiteatro estava todo arrumado para receber os competidores e suas respectivas bigas. Faltava apenas um dia para a competição e eu ainda não tinha arrumado nenhuma pessoa para me acompanhar na disputa, estava começando a em preocupar com isso pois não poderia competir sozinho. Quíron ditou claramente as regras: equipes dedois ou três integrantes, independente do chalé a que pertence.

Aproveitei o tempo sozinho para fazer o reconhecimento da pista de corrida, dei uma volta completa para reparar em cada detalhe, cada ponto que poderia ser usado para encurralar o adversário. Minha biga estava estacionada próxima aos estábulos, e, apesar de estar cheia de elementos de ataque e defesa, ainda tinha alguns aperfeiçoamentos que eu queria fazer nela. Se de um lado a minha biga estava praticamente perfeita, do outro eu nem tinha certeza se iria poder competir, afinal ainda não tinha arranjado alguma pessoa (ou pessoas) que topassem formar uma equipe comigo.

Subi nas arquibancadas que rodeavam a pista, sentei-me num dos primeiros degraus e comeci a pensar. Quem iria querer competir junto comigo a famosa corrida de bigas?
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James Parker
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Dom Jun 14, 2009 6:24 pm

Há algum tempo, chegou ao acampamento um casal de gêmeos meus irmãos, Judy e Brandon Steth. O menino fica o tempo todo penteando o topete e isso o faz parecer do chalé de Afrodite, mas ele é bem inteligente o que não desonra nossa família. É muito legal também, por isso quando Quíron anunciou a corrida de bigas fiz logo equipe com ele. Duas horas bastaram para uma biga digna da deusa das carruagens (mãe minha e do Brandon) estar montada. Duas rodas perfeitas com oito raios cada, madeira de oliveira leve e resistente e duas hastes de alumínio.

Só não tínhamos bons armamentos então pensei em juntar a minha equipe Julian Torres um garoto da minha idade que por ser filho de Hefesto poderia fabricar boas lanças e estava sem equipe.

Depois de armar dezenas de estratégias e de definir que eu dirigiria e Brandon atacaria os adversários, fomos ao anfiteatro analisar a pista de corrida. Aproveitando que Torres estava lá resolvi convidá-lo para interar nossa equipe. No começo ele ficou um pouco sem jeito, com sua personalidade introvertida, e finalmente respondeu que...
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Audrey Harrison
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Ter Jun 16, 2009 9:07 pm

Essa corrida vai ser a melhor de todas.

Pelo menos dessa vez eu não vou ficar simplesmente parada na arquibancada, assistindo as bigas se estralhaçarem aos poucos. Dessa vez, poderíamos misturar os chalés. É por isso que eu amo o Quíron, cara. Ele sempre salva meu dia.

Eu já havia feito minha biga (mesmo não tendo certeza que alguem iria querer montar uma equipe comigo), que era bem simples, mas tinha um esquema de proteção muito louco. Só falta mesmo terminar as armas, e duvido muito que Connor ou Travis me ajudem. Eles são totalmente craques nisso, mas eu acho que não é válido ajudar outras equipes.

Como eu estava totalmente entediada, e não tava com muita disposição pra roubar (que é o que eu mais gosto de fazer, mas não conta pra ninguem), resolvi dar uma voltinha básica pelo Anfiteatro, pra conhecer o 'campo de batalha' e coisa e tal. Eu só não esperava encontrar dois campistas ali, Julian Torres, de Hefesto, e James Parker, o nerd de Atena. Tipo, normalmente eu acho que sou a única débil que vai passar o tempo livre olhando uma pista de corrida ou algo do tipo. Normalmente os outros campistas tem coisas mais importantes pra fazer.

Fui para as arquibancadas, e me sentei uma duas fileiras atrás deles, cumprimentando-os antes. Educação é tudo, benhê. Olhei para a pista e suspirei, só imaginando no que os outros teriam que enfrentar comigo na corrida. Há.
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James Parker
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Ter Jun 16, 2009 9:26 pm

Quando estava no Anfiteatro analisando a pista enquanto Julian pensava na reposta que daria a mim, chegou, uma menina de Hermes, Audrey Harrison. Ela me dá nos nervos. Já roubou várias coisas minhas, apenas pela desculpa que sou um NERD. Posso ser MUITO inteligente(e modesto), adorar áudio-books, música clássica, filosofia, matemática e ciências, mas adoro baseball, festas, rock and roll e não fico o tempo todo estudando, criando RPGs [Nota do player:Isso é considerado de NERD, a gente querendo ou não] e cosplays que nem os NERD chatos. Isso que eu sou se chama "Futuro Rico".
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Ian Brown
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Ter Jun 16, 2009 10:02 pm

Fiquei sabendo da corrida de bigas que teria hoje... Ah! Que preguiça desgramada! Mas, tudo bem... Me levantei e caminhei a passos lerdos até o Anfiteatro.

Seria legal, apesar de tudo. Ou não, né? Chegando ao Anfiteatro notei um filho de Hefesto, um de Atena e uma de Hermes. Na realidade, só sei que são filhos deles por causa das mesas no Refeitório... Inclusive, não sei nem os nomes. Porque eles não me interessavam mesmo. Acho que a única pessoa que me interessa sou eu mesmo. Sim, apenas coisas perfeitas me interessam.

Me sentei ao lado da garota, por ser garota. Não queria me enturmar com um nerd e seu amigo. Sorri para ela e lhe dei uma piscadela.

- Sou Ian... – lhe disse estendendo a mão. Apesar de ser “ladra” era mesmo muito bonita. Gosto de cabelos de fogo... digamos assim.

Hum... eu ainda estava a pensar sobre quem seria de minha equipe naquela corrida de bigas. Não ligava para quem seria de minha equipe, na verdade. Eu sabia apenas que ia vencer. Porque eu sou o melhor, entende?
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Audrey Harrison
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Sex Jun 19, 2009 11:33 pm

Enquanto eu olhava para a pista, pensando em quem poderia ser da minha equipe (eu até tinha pensado em substituir um dos cavalos por Quíron, mas duvido que ele deixasse), um garoto chegou. Era Ian Brown, um filho de Afrodite que basicamente só olha pro próprio umbigo. E se acha. Ou ao menos é o que aparenta ser, pelo nariz empinado, e o fato de que ele não conhece praticamente ninguem no acampamento, a não ser ele mesmo.

A Barbie veio sentar bem ao meu lado. Quando ele deu uma piscadela, eu me segurei para não rir. Tipo, ele tava tentando me conquistar ou algo do tipo? Vai sonhando... Não nego que ele seja bonito, mas... não faz o meu tipo, sacou? Convencido demais.

- Sou Ian... - disse, me estendo a mão. Como eu disse, ele só conhece a si mesmo.

- Audrey - respondi, a voz sem emoção, apertando a mão dele muito rápido.

Voltei a olhar para pista, avaliando a possibilidade de queimar minha biga e me juntar a Julian e James (mesmo que James me odiasse e coisa e tal), o que seria uma boa idéia. Três cabeças pensam melhor que uma, principalmente quando as três são, digamos, geniais. Mas eu duvido que James queira, então descartei a opção.

- Vai participar da corrida? - perguntei, só por perguntar mesmo. Provavelmente ele tinha medo do cabelo sair do lugar durante a corrrida ou algo do tipo, então era uma pergunta inútil.

Comecei a roer a unha do dedo indicador, só por roer mesmo, enquanto fitava a pista, cogitando agora a possibilidade de desistir da corrida e me jogar na frente de uma biga.
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Ian Brown
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Sab Jun 27, 2009 3:48 pm

A garota me pareceu extremamente antipática, mas quem liga para isso numa hora dessas? Eu não. Sorri de lado para a garota enquanto ela dizia seu nome. ISSO MESMO! Era Audrey! Sabia que era um nome com A! Mentira, eu não sabia, mas por favor, finja que sim. Sua voz saíra tão mórbida e seu aperto de mão foi tão frouxo que quase desisti. QUASE. Eu ainda pego... você vai ver.

Voltei a olhar para os garotos que estavam a nossa frente. Ok, deles eu não lembro nada, apenas que o menor era filho de Athenas. Nerdzinho... Mas eu não tenho nada contra nerds, para falar a verdade. Já colei muito, eles sempre me ajudavam. Trocava de prova quando a professora não estava olhando. A culpa não é minha se tenho déficit de atenção e dislexia.

Ela me perguntou se eu participaria da corrida. Claro que sim! Ia vencer, inclusive. Sou muito bom com essas coisas. Ou não, mas dane-se. Eu sou muito bom em outras muitas coisas. Vencer uma corrida não é nada comparado ao que eu posso fazer... deixa para lá. Mas não seria nada mau ganhar essa corrida, não é mesmo?

- Sim sim... já tem uma equipe? - porque eu não tinha. Ai que foda! Como eu não tinha? Como que ninguém foi me perguntar se queria participar de minha equipe? Eu sou muito bom em corrida de bigas, ok?

Lembro-me de várias qualidades minhas. Ai ai... tenho que falar com meu pai. Verdade! Era isso que eu estava esquecendo! Recebi uma carta dele esses dias dizendo que conheceu uma mulher nova. Uma que ele realmente gostasse. Juro que nunca pensei em meu pai gostando de outro alguém que não fosse ele mesmo. Pelo menos não dessa forma tão especial. Exceto eu, é claro. Meu pai me ama. Aliás, quem não me ama? Bem... algumas pessoas invejosas, é claro. Só não gosto da parte masculina que me ama... é estranho. Tenho medo de gays, já falei isso? De qualquer maneira... é verdade.

Um garoto já deu em cima de mim. Eu fugi correndo. Não literalmente, porque eu não sou tão desesperado. Mas eu fiquei com medo, apenas saí de fininho... Depois de uns cinco passos de distância eu saí andando rápido.
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Dom Jun 28, 2009 9:08 pm

Parei de roer a unha e olhei para Ian. Não é que eu quisesse ficar admirando o cara, mas sei lá. Ele é filho de Afrodite, não dá pra evitar, saca? Mas isso NÃO significa que eu goste dele, que isso fique bem claro. Ele estava olhando para Julian e James, e a minha impressão era que ele não ia com a cara de James. Alguma coisa em comum comigo, no caso. Não sei se isso é bom. Talvez não.

- Sim sim... já tem uma equipe? - respondeu ele. Gentem, é a primeira vez que me perguntam isso. Milagre. Não sei se vindo de um filho de Afrodite isso é, digamos assim, bom. Mas é razoável. Melhor que nada.

Se eu falo isso pro cara, eu posso ter certeza que estou frita.

- Não, infelizmente. - respondi, dando um suspiro involuntário. Olhei novamente para a pista, e me bateu uma vontade repentina de tomar Coca. Sim, eu sou viciada nesse troço. Acho que depois da corrida vou afanar algumas latas. Se eu não conseguir, vou ter que pedir pro Connor, o que é muito humilhante. Eu não gosto de pensar que meus irmãos são melhores que eu nas habilidades herdadas por Hermes e coisa e tal. Acho que todo mundo do chalé 11 se sente assim, na esperança de que se formos melhor que nossos irmãos, papai preste mais atenção em nós que nos outros, entende? É isso que normalmente rola quando você tem uma penca de irmãos.

De qualquer forma, fiquei pensando no que Ian respondera. Ou significava que ele não era tão fresco quanto parece, ou que ele se acha tanto que pensa (tadinho!) que pode ganhar só porque é filho da minha tia bisavó (?). Isso é que eu chamo de juventude, mano. A velha tem mais de três mil anos e corpinho de 25? Uou, que inveja.

Nessas horas eu paro pra pensar em como a coisa toda no Olimpo é estranha. Quero dizer, Afrodite é casada com Hefesto, e trai ele desde, tipo, sempre, com Ares, e é TIA-AVÓ dos caras! Além de chifrar os dois com uma penca de mortais. Sem contar com Zeus e Hera, que são irmãos e são casados, Zeus chifrou ela com várias, e ela ainda fica com ele. Tipo, tirando Ártemis, meu pai é o mais decente da familia. Ok, exagerei, ele não é tão santo assim.

Sabe, agora tô com medo que um raio caia na minha cabeça.

De qualquer forma, pensei em chamar Ian pra formar uma equipe comigo. Quero dizer, parece loucura, chamar alguem do chalé de Afrodite, é o mesmo que declarar que quer perder. Eles não são o tipo de pessoa que a gente imagina que tenha alguma habilidade além de cantar, dançar e se olhar no espelho (isso é habilidade?). É melhor do que não participar da corrida, concorda? Até porque, eu não sou muito boa em dirigir carruagens e tal.

- Sabe dirigir um biga? - perguntei, sinceramente interresada.

E é bom que ele saiba.
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James Parker
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Seg Jun 29, 2009 4:00 pm

Julian estava pensativo quanto a resposta e Brandon se enfezava por isso. Então desceu da arquibancada e foi a pista fazer marcações na area. Nesse momento entrou no anfiteatro Ian Brown, filho de Afrodite, ele se acha o maior gostosão. Deu um olhar de desprezo para a gente e foi conversar com Audrey. Resolvi deixar Julian pensar mais e me juntei a Brandon para analisar melhor a pista. Olhei para Ian e ele me lembrava um robô com seu jeito de não sentir nada pelas outras pessoas além do amor. Isso me deu uma ideia! Poderia criar um robô para saquear e retardar os adiversários. Criar um robô é fácil. Na minha feira de ciências aos 13 anos ganhei o primeiro lugar criando um que cozinhava, mas naquele ano tinha ajuda de Joanne Justice, presidente do grupo de artes e era ela que montou o corpo do robou com sua capacidade no artesanato e de modelar metais. Naquele momento precisava mais ainda do Torres.
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Julian Torres
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Ter Jun 30, 2009 10:27 pm

Bom, não que eu tivesse alguma coisa contra o filho de Atena, longe disso. O fato é que ele me pegou num momento de concentração, e acabei sendo um pouco rude com ele. Mas deixei pra lá, desci rapidamente antes que minha inspiração fosse embora e marquei alguns pontos na pista que eram extremamente propícios para o uso de armas de longo alcance. Assim que terminei, olhei de volta para as arquibancadas do Anfiteatro e percebi mais duas pessoas sentadas, me aproximei e vi que eram Audrey e Ian.
Putz, esse cara é demais. Demais arrogante, demais babaca, demais narcisista, enfim... um digno filho de Afrodite. Só faltava vir na embalagem para ser uma boneca.
No fim das contas, ele tinha ido dar em cima da Audrey na cara dura. Óbvio que ele ia fazer isso. No entanto, James ficou lá sozinho e parece que a filha de Hermes não ia muito com a cara dele. Bom, mas o que eu tenho a ver com isso? Vou tentar unir todos numa conversa só, pois acho que é para o bem comum.
Subi as arquibancadas e parei exatamente em um dos degraus que separava James dos outros dois.

- E aí, pessoal? Porque a gente não se junta para entrar num acordo sobre as equipes para corrida?
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Brian Woods
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Qua Jul 01, 2009 3:24 pm

Corrida de bigas. Estava aí algo que Brian jamais imaginara sequer que existisse em toda sua vida. Bem, também não era como se ele um dia tivesse imaginado que deuses gregos existissem, que sua mãe era uma deles e que passaria a morar num acampamento para meio-sangues. Pensando assim, algo como uma corrida de bigas até que não seria tão incomum.

Porém, era óbvio que ele não tinha nenhuma intenção de participar disso - até porque não fazia a mínima ideia de como se dirigia uma biga, ou do que exatamente teria que fazer. Além disso, pelo que Quíron dissera quando anunciara a corrida (para "mostrar os costumes aos novatos", grupo no qual Brian obviamente se incluía), esse esporte inusitado só podia ser disputado em duplas ou trios. E, por um motivo evidente, o garoto estava certo de que dificilmente seria chamado por algum colega do acampamento para o que quer que fosse. Ele sabia que, em parte, a culpa era dele mesmo - embora não admitisse - , já que desde que chegara ali, há pouco mais de uma semana, vivera praticamente em auto-isolamente.

Também não queria sequer ter de comparecer ao evento. Mas, no caso, não era uma questão de escolha. Ainda que não fosse participar da corrida em si, tinha de ir às arquibancadas para assistir. Ele era um novato, e precisava aprender; além do que, seria até mesmo uma certa falta de respeito para com Quíron, que bem ou mal fora o responsável por tirá-lo da péssima situação em que se encontrava e levá-lo para o acampamento, dando-lhe, novamente, um lar.

Talvez ainda fosse um tanto cedo para o horário marcado para o início da corrida. Mas, por isso mesmo, Brian resolveu ir direto para o Anfiteatro, em parte na esperança de poder passar mais um tempo sozinho. Porém, quando chegou ao local e subiu as arquibancadas, logo notou que já havia alguns campistas ali, praticamente reunidos num grupinho de 4 ou 5 nos degraus. Não "conhecia" nenhum deles, e por isso não sabia seus nomes, mas identificou, entre eles, o filho de Hefesto e ainda um garoto "colega" de chalé - no caso, um de seus meio-irmãos.

Sentou-se, praticamente encolhido, num dos degraus da arquibancada, a alguns metros de onde estavam os outros campistas. Se não o notassem, melhor. Agora só podia esperar que todos os demais chegassem logo e dessem início à tal corrida de bigas. Mais uma vez, só estava querendo que aquilo tudo acabasse logo e que pudesse voltar ao seu auto-isolamento.



off - ¹ Brian realmente não conhece o povo, mas obviamente sabia do Julian ser filho do Hefesto (ver rp na praia) e do James por questões evidentes u.u

² Rp coisada com o sr. Anders u.u
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Qui Jul 02, 2009 7:40 pm

    Algum ser, em sua mais sã consciência, já lhe disse que a sua vida - de uma forma ou de outra - poderia mudar para melhor?

    Caso essa pergunta de auto - ajuda fajuta já tenha figurado como uma esperança para você, não hesite no que é correto a se fazer: acabar com a raça de uma vez por todas do infeliz que lhe enganou redondamente. De preferência, arrancar - lhe a língua para que não volte a dizer besteiras para os sedentos a uma explicação para os males constantes de suas respectivas vidas. Anders jurou, em nome de quem quer que fosse, que se voltasse a encontrar - se com aquele maldito sátiro o qual lhe prometeu uma vida de prazeres e glória, não sobraria parte homem, muito menos bode, para contar história.

    Desde que chegou ao acampamento, decepções vieram atrás de decepções. Tudo bem que, descobrir que você é um semi - deus, filho de Ares, e precisar ficar protegido de seres que querem lhe ver nada bem, é até certo ponto, bem interessante. Mas, por outro lado, as palavras de Quíron acerca de uma nova vida, repleta de alegrias, felicidades, e blá, blá, blá... nem ao menos chegaram a acontecer. Afinal, ele não tinha matado o padrasto para simplesmente, assistir a uma corrida de bigas. Se os seus amigos lhe vissem assim, teriam vergonha dele e, certamente seria motivo de chacota. Ah, é mesmo, Anders não tinha amigos...

    ... e nem queria, vale ressaltar. Os outros meio - sangues de seu chalé limitavam - se a brigarem todos os dias e repetir mais de mil vezes como que haviam chegado até o acampamento. Anders se isolava ainda mais de um grupo que, por si só, já era extremamente isolado. Sua rotina não passava de um ciclo vicioso de cama-comida-cama-comida-jornais - informação sempre é bom - e nem sequer trocava uma palavra com os demais semi - deuses do acampamento. E, ao contrário do que pode estar pensando, ele ia muito bem assim, obrigado.

    O tédio era constante, e já se perguntava o porquê de não ter trago uma corda consigo para o acampamento. Ficaria interessante vê - la passar entre o seu pescoço... Lamentando - se profundamente por cometer tão grave deslize, dirigiu - se até o anfiteatro, na esperança de assistir a uma corrida de bigas. Tudo bem, ele nunca tinha visto uma, até por que estava em pleno século XXI. Só esperava que alguma morte pudesse ser ocasionada no espetáculo para que as coisas melhorassem por ali... deu de ombros para as palavras do sátiro em relação ao entrosamento dos novatos, não passando por sua cabeça a idéia de participar de tal esporte. Chegaria ao local, assistiria a corrida e iria embora. Simples. Fácil.

    Ao colocar o primeiro pé dentro da arena, um leve murmúrio atingiu os seus ouvidos. Infelizmente, já podia - se notar a presença de campistas ali dentro. Virou o seu rosto e foi - se na direção das arquibancadas mais afastadas, esperando que ninguém viesse lhe incomodar. Pensou que por um certo momento havia enxergado vultos, e que repentinamente, desaparecera. Ora, nunca fora de acreditar nessas coisas, em nem por isso passaria a acreditar.

    "Os malditos entraram em guerra!" - foi a primeira coisa que pensou. Também, não era para menos. Em seu trajeto para chegar até o ponto mais afastado do anfiteatro, o seu pé, inexplicavelmente encontrou - se com algo desconhecido que lhe vez cair com o rosto no chão e, para piorar a situação, com uma parte de seu corpo em cima dos degraus da arquibancada. Levantou - se furioso, ainda com uma careta de dor em seu rosto. Procurou, enlouquecido, o que provocara o seu tombo épico. Mas seria possível, aquilo ali era alguém?

    Encolhido a um canto, mais precisamente embaixo de Anders, um garoto – pequeno, a título de curiosidade - esperava calmamente pelo início da corrida. Agora, não tão calmamente assim. Sem ao menos esperar uma explicação do jovem campista, o filho de Ares, fazendo – se merecer ao seu primogênito, levantou o pobre rapaz pela camisa, na altura de seus olhos, aproveitando a grande diferença de idade - e força - entre os dois. Seus olhos faiscavam em completa sintonia com as latentes dores que sentia em todo o seu corpo.

    - Terá sérios problemas, coisinha! Vai se arrepender do dia em que chegou aqui...
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Brian Woods
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Sex Jul 03, 2009 2:53 pm

    O tempo demora a passar quando se quer que ele passe mais rápido. Fato. E para Brian não era diferente. Se pudesse, ele já teria saído dali há muito tempo - ou melhor, nem teria ido. Mas, por alguns vários motivos que ele já cansara de remoer, tinha que ficar. Pelo menos até o fim da bendita corrida de bigas. No entanto, quanto mais tempo só e quieto no seu canto, melhor. Por isso manteve-se calado e encolhido desde que sentara ali, olhando vez ou outra, de canto de olho, para o grupo de campistas discutindo o que quer que fosse a alguns metros dele.

    Já fazia alguns minutos desde que Brian chegara ali. Os "colegas" presentes continuavam na mesma, e nenhum outro ainda havia chegado. Não era possível que ele estivesse tão adiantado assim. Ou estava? De qualquer maneira, já chegava a estar ansioso para que tudo aquilo acabasse de uma vez. E quando acabasse, na falta de opções, iria "se esconder" na floresta, onde poderia, como de costume, remoer sua tristeza sozinho. Ou assim esperava. No fundo, porém, não era o que queria (embora jamais admitisse isso), mas sinceramente não tinha nenhuma esperança de que fosse diferente disso...

    O garoto estava a ponto de cansar de ficar sentado ali. Nenhuma outra alma viva (ou morta) adentrara aquele anfiteatro. Quando, enfim, a tal corrida ia começar? Nem mesmo Quíron aparecera. Apoiou os braços sobre os joelhos, logo em seguida abaixando a cabeça por sobre eles. Tornou-se uma coisa ainda mais minúscula e encolhida que já era - e se alguém não o havia notado ali antes, era provável que agora notasse muito menos. Sentiu os olhos ardendo, e o sono e o cansaço aumentarem. Não estava muito acostumado a atividades, e o acampamento era cheio delas. Uma semana ainda não fora suficiente para que Brian pegasse totalmente o jeito. Aos poucos, a conversa dos outros campistas ali foi ficando cada vez mais longe, mais longe... Até desaparecer por completo. O garoto acabou pegando no sono, encolhido como estava.

    Chegou a sonhar. Estava em casa, com o pai, assistindo tv. Depois, o pai lhe fazia cócegas e os dois saíam juntos para ir comer algo numa lanchonete. Ryan lhe sorria enquanto ele devorava um sanduíche delicioso. De repente, tudo começou a escurecer. As pessoas saíram da lanchonete para ver o que acontecia; Brian e o pai fizeram o mesmo. O céu estava totalmente coberto por imensas nuvens negras, e um vento gelado soprava forte. Ao olhar para o lado, Brian viu uma figura gigantesca caminhando na direção deles. Não podia ver seu rosto, pois era feito de sombras. O gigante se aproximou deles, seus passos fazendo o chão tremer; porém, Brian e o pai não podiam se mover, era como se estivessem congelados. Parado já diante deles, o gigante abaixou-se e tomou Ryan usando apenas dois dedos, erguendo-o a metros do chão. Brian arregalou os olhos; queria gritar, mas não conseguia. O gigante levou Ryan até o local onde estaria sua boca, e repentinamente Brian viu seu pai desaparecer em meio as densas trevas que formavam o corpo da criatura.

    - PAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI!!! - só então conseguiu gritar, mas já parecia ser tarde.

    Ouviu o que pareceu ser um riso do gigante, algo terrivelmente assustador. Depois, a criatura de sombras fez um gesto com as mãos, e tudo ao redor começou a desmoronar. O gigante virou-se e voltou por seu caminho. Brian queria correr atrás dele, tomar seu pai de volta, mas ainda sentia como se seus pés estivessem colados no chão. Por fim, o enorme luminoso da lanchonete desprendeu-se do alto e agora caía sobre Brian, que não podia fazer nada. E a última coisa que o garoto viu foi o imenso objeto caindo sobre si. Depois, a escuridão.

    Acordou com um impacto sobre si, não deixando de dar um pulo com o susto - e ainda acreditando que o sonho era realidade. Ouviu um barulho, e, ao olhar para o lado, uma imensa arquibancada, alguns garotos ao longe e, mais próximo, ao lado, um rapaz caído por sobre os degraus. Bem-vindo de volta à realidade. Brian já não sabia se seria melhor ou não. No caso, talvez não.

    O rapaz levantou-se rapidamente, e com uma expressão nada amigável no rosto. Ele olhou para os lados, como que procurando algo. E só então Brian entendeu o que havia acontecido ali. Encolheu-se ainda mais onde estava, certo de que, pela expressão do rapaz, ele seria culpado pelo tombo caso fosse "notado". Foi. O rapaz o avistou, e imediatamente olhou para ele de uma maneira ainda pior. Antes que Brian dissesse algo, o jovem o levantou pela camisa, colocando-o na altura de seus olhos, que transmitiam muita raiva. O garoto encolheu-se, ainda que seus pés não pudessem tocar o chão.

    - Terá sérios problemas, coisinha! Vai se arrepender do dia em que chegou aqui... - o rapaz disse, o tom de voz ainda mais furioso.

    - E-eu não... eu... foi sem querer, eu juro... eu juro! - Brian respondeu, ainda "atordoado" com tudo o que ocorrera nos últimos minutos.

    Já sabia o que acontecera, mas ainda tentava "assimilar" tudo aquilo. O sonho, que parecera tão real. Seu pai... O que seria aquilo, afinal? E agora, para ajudar, um campista invocado que parecia querer fazê-lo em pedacinhos. E não era como se ele tivesse alguma chance de escapar naquelas condições. O rapaz o levantara do chão como se não passasse de um boneco de papelão. Definitivamente, ele não tinha o que fazer.

    - M-me solta... você tá me sufocando... - o jeito era apelar...
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Ian Brown
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Sex Jul 03, 2009 7:05 pm

A garota ruiva disse-me que não tinha equipe, o que me fez sorrir de lado. Ela poderia ser de minha equipe... Ah! Eu andara treinando com Apolo. NÃO! Não fizemos nada! Só treinamos! Eu não sou gay/bissexual para ficar com... Apolo. Eu sabia de rumores que dizem ser ele bi. Hefesto também me ajudara, não que eu precisasse realmente de ajuda, sou muito bom nisso. Mas ouvir os mais velhos também pode ser uma boa idéia. Entende? Experientes, e tudo o mais. Hefesto tem um carinho estranho por filhos de Afrodite. Tudo bem, eu sei que eles são casados e tudo o mais, mas eu não sou filho dele! Ele não precisa me tratar como tal. Sei que ele ainda quer pegar minha mãe no flagra. Ai, ai Zeus. O Olimpo tem tantas histórias desse gênero. Um dia eu pego todas para ler, são legais! Ok, parei.

Então ela me perguntou se eu sabia dirigir uma biga. De início, fiquei realmente ofendido por essa pergunta. É óbvio que sei dirigir uma biga! Mas depois me lembrei que talvez ela quisesse saber disso para fazer equipe comigo. Ok, eu fui muito tosco em não notar isso antes. Revirei os olhos para mim mesmo e sorri de lado para ela.

- Sei sim... poderíamos formar uma equipe, certo? – perguntei encarando-a amigavelmente. Meu bom-humor de hoje era bizarro. Ainda mais misturado com o cansaço de todo santo dia. Estiquei meus braços preguiçosamente e depois relaxei os músculos, bocejando e cobrindo a boca com a mão.

Olhei para frente, onde deveriam estar o filho de Hefesto e o de Athena, mas parece que o último se retirou, deixando o primeiro pensando sozinho, em um estado de solidão profunda. Es-tra-nho. E depois, o filho de Hefesto se levantou e foi para a pista, marcar pontos, provavelmente, não prestei atenção. Logo ele estava de volta, com uma voz mais animada do que eu esperava. Eu sorri para ele, amigável. Dei de ombros e me levantei. Ele estava correto, poderíamos entrar em um acordo juntos.

- Sou Ian Brown. – eu disse estendendo a mão para o filho de Hefesto. Talvez ele já soubesse disso, mas eu não sabia o nome de todos do Acampamento, minha memória era boa e etc. Mas eu não conhecia todos, entende? Notei um garoto sentando-se sozinho. Ele devia ser o mais novo daquele lugar. Dez anos? Onze? Quem sabe doze... Eu não sei! Não sou bom com perspectiva. Algo difícil, digo, achar algo em que não sou bom. Só estou brincando...

Certamente, o garoto pequeno era filho de Athena. Ele tinha o jeitinho... sei lá. Só que diferente do outro, ele me deu uma boa impressão, não faço idéia do porquê. Voltei a encarar Audrey, depois de um tempo, mas logo voltei-me para o filho de Hefesto cujo qual ainda não sabia o nome.

Minha atenção mais uma vez desviou-se da conversa que eu tinha com os dois campistas. Um outro garoto apareceu. Mas não era um garoto qualquer... era um filho de Ares. Digo, assim que ele entrou eu senti a atmosfera pesar. Ele passou sem olhar para nós, em direção ao pequeno filho de Athena que me causara uma boa impressão anteriormente. O garoto agora dormia (?). Estranho... ele parecia estar mergulhado em sonhos. Só sei que o filho de Ares tropeçou no garotinho, caindo no chão. Vixi... aquilo ia ficar pior, pelo visto.

O garoto mais novo acordou com o impacto e levantou-se encarando a cena, confuso. Sua expressão era de medo, talvez revolta, não consegui assimilar bem. O mais velho se levantou com uma velocidade estranhamente rápida e se virou para o garotinho, com os olhos lampejando raiva e talvez até mesmo fúria. Talvez estivesse constrangido por cair daquela maneira, e queria vingar-se de alguém. O maior culpado, mesmo não sendo realmente culpado, era o garotinho. Imbecil! O pirralho não tinha nada a ver com isso! Foi ele mesmo que não prestou atenção por onde andava.

O filho de Ares ergueu o de Athena pelo colarinho, até que o mesmo ficasse na altura de seus olhos. O medo era evidente, tanto em seus olhos quanto em suas palavras. Encarei a situação perplexo, sem ações por um tempo.

- SOLTE ELE! – gritei, como primeira reação após o choque. Corri até a dupla que me encarou assustada. Eu tive uma boa impressão do garoto. Já o considerava meu protegido, praticamente. Não deixaria que o tocassem dessa forma. Nossa, o que eu estou falando? O garotinho era muito jovem ainda! Ele não poderia ser machucado por alguém muito mais velho e preparado. Eu ajudaria, ou tentaria.
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Anders Tolkki
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Dom Jul 05, 2009 8:31 pm

    As escadas de madeira rangiam ensudercidamente a cada tombo grotesco que o velho gorducho sofria por casa abaixo. Lya chorava, chorava e não parava. A faca ensangüentada em suas mãos escorriam o sangue impuro do humano pelo seu cabo até pingar, gota por gota, no pulso do jovem "pseudo - suicida". Respirava com dificuldade, na ânsia de ter feito mais... poderia tê - lo feito em pedaços para depois resolver o que mais poderia ser feito. Queria brincar com a vítima... já era hora de sair de seu isolamento de auto - proteção para finalmente mostrar sua verdadeira personalidade. Tinham mexido com a pessoa errada, oh, se tinham...

    Assim como o pequeno campista. Pobre dele. Se tivesse derrubado alguém do acampamento de Afrodite o máximo que poderia sofrer era um espoliação em relação ao pequeno arranhão na pele clara e sedosa ou então o desmanche do penteado formoso. Mas não... nesse caso, se tratava de Anders; de uma forma ou de outra, um assassino. Sua atitude de se manter afastado dos demais era a mesma que os mantinham protegidos. Quanto menos contato com o mundo externo, menos ele se irritava. E menos irritação, mais vida. Definitivamente, o encolhido rapaz havia mexido com a pessoa errada.

    A respiração era pesada, e o seu braço já começava a vacilar com o ritmo frenético imposto pelo outro campista suspenso pelo ar. Em suas condições normais, saberia que estava por cometer um erro. Mas, ele não estava normal... muito pelo contrário. Não pensava em mais nada a não ser em se vingar da humilhação de ter sido derrubado tão pitorescamente. Tudo bem, não foi nada de mais. Mas as dores latentes em suas costas e os arranhões que levou no rosto apenas foram dois fatores que permitiram o agravamento de sua fúria. Semicerrou os olhos. Era hora de agir.

    Tateou em volta de sua própria barriga com uma mão, a procura do único objeto que havia trago de sua antiga casa. Por um breve momento, deixou o garoto encostar os seus pequenos pés no chão, sem largar uma de suas mãos sobre a parte superior de sua camisa. Pronto. Estava ali. Achou. Voltou a suspender o meio - sangue novamente na altura de seus olhos, mas agora com um detalhe adicional. Em uma de suas mãos, a faca. Sim, aquela mesma faca que havia passado por dentro do cérebro do seu falecido padrasto. Que ele descanse em paz. Ou nem tanto. O objeto reluziu aos raios de sol, pronto para trabalhar novamente.

    As súplicas do jovem rapaz fez Anders acordar de seu momento de fúria, mas não por muito tempo. Apenas foi o suficiente para adiar ainda mais o que estava por vir.

    - Sufocar? Quem disse que eu vou apenas lhe sufocar? Farei coisa pior...

    Cortou o ar com a faca, tentando assustar o campista. Um sorriso tentou ser esboçado em seu rosto, em vão. Tudo aquilo era bem divertido para ele, certamente. Mas não gostava de brincar nos momentos sérios. Precisava ser rápido antes que os sátiros e outros meio - sangues aparecessem para atrapalhar aquele momento. Sem pensar duas vezes - na verdade, em seus momentos de fúria, Anders era incapaz de pensar racionalmente - levou a arma até o antebraço do garoto, apertando - a contra a sua pele, levemente. Foi o suficiente para causar um pequeno sangramento que banhava aos poucos a faca. Causaria alguma dor, se tivesse acertado a mão. Pelo menos, era isso que ele esperava.

    Com o seu dedo polegar, pressionou a ferida aberta ainda com mais força, apreciando as caretas de dor do outro. Estaria indo longe demais? Bem, então tente impedi - lô. E não é que isso veio mesmo a acontecer... um grito ao longe ecoou por toda a extensão da arena, causando certo espanto em Anders. Fora pego. Vasculhou com os olhos por todo o local na procura de quem fora o atrevido que ousou levantar voz contra ele. Realmente, não tinha noção do perigo. Escondeu a faca atrás de seu corpo com um dos braços, e apenas observou insolentemente a chegado do outro campista que viera ao auxílio do garoto.

    Olhou de cima a baixo para o novo campista presente. Seja quem quer que fosse, ele não tinha nenhum jeito com aquele tipo de coisa. Poderia pertencer a qualquer tipo de acampamento, menos ao de Ares. Fato este que, em termos de batalhas, não seria nada bom para o bom samaritano. Instigado com a nova perspectiva de vítimas e sangue novo, andou lentamente até o outro meio - sangue, ainda com a faca escondida em suas costas. Tudo bem, está certo que Anders também não poderia levantá - lo na altura de seus olhos, até por que o outro tinha o seu mesmo - ou até mais - tamanho. Mas nada que pudesse ser resolvido rapidamente...

    - E você, quem é? O defensor dos fracos e encolhidos? É melhor sair daqui... o meu assunto não é com você. Mas nada que não possamos solucionar de uma vez por todas.

    Largou, enfim, o jovem rapaz no chão e foi na direção do recém - chegado. Seus rostos ficaram suficientemente pertos, a um palmo de distância. Era melhor que alguém parasse o filho de Ares por ali... as coisas poderiam ficar nada saudáveis. Para o bem de todos, algo deveria ser feito. E já.


    Off ~ Foi só eu que achei que o Anders tá muito 'evil'? u_u'
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Brian Woods
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Seg Jul 06, 2009 1:37 pm

    Quando o rapaz o ergueu do chão e o encarou furiosamente, Brian imaginou que no máximo estava prestes a levar uns socos ou coisa assim. Obviamente, não era como se ele quisesse ficar ali parado esperando que isso acontecesse. Tentou balançar o corpo, o máximo que pôde, mas o rapaz não o soltou. Levou as mãos ao braço do rapaz que o segurava, puxando forte para tentar se desvencilhar, mas também foi em vão. E, quando o outro o deixou tocar momentaneamente o chão enquanto procurava o que quer fosse na barriga, Brian não viu outra opção a não ser tentar correr - o que, mais uma vez, não funcionou, já que o outro era forte - e grande - o suficiente para segurá-lo com uma só mão.

    Não demorou muito para que o rapaz voltasse a suspender Brian - assim que encontrou o que procurava. Uma faca. O garoto arregalou os olhos, espantado com o que estava vendo. Não poderia ter imaginado que o outro tinha uma faca, a qual, pelo que parecia, ele estava querendo utilizar. Era assim que se resolviam as coisas no acampamento? Pelo visto sim. Enquanto o rapaz observava a faca reluzindo ao sol, Brian procurava ao redor por algo que pudesse usar como "arma" para escapar. Podia perceber cada milímetro a sua volta, e qualquer mínima coisa lhe seria suficiente; mas infelizmente não havia nada ali além dos degraus. E ele não podia simplesmente tentar empurrar o rapaz com o corpo, para que ele caísse, correndo o risco de que acabasse sendo furado antes disso.

    - Sufocar? Quem disse que eu vou apenas lhe sufocar? Farei coisa pior... - o jovem disse, sua expressão ainda mais ameaçadora que antes.

    O campista fez um movimento com a faca, e Brian empurrou o corpo para trás, tentando se desviar; na verdade, aquilo ainda não fora para atingí-lo. Era óbvio que o garoto estava extremamente espantado com aquilo tudo; chegara a pensar que, apesar dos pesares, o acampamento seria seu novo lar. Mas se as coisas ali eram dessa maneira, se não podia contar com a amizade sequer de seus meio-irmãos, e ainda tivesse de lidar com doidos como o rapaz à sua frente, preferia ir embora, fugir na primeira oportunidade que tivesse. Isso se conseguisse sair vivo daquelas arquibancadas...

    Antes, porém, que Brian conseguisse pensar em qualquer outra coisa para escapar, o rapaz lhe atingiu no antebraço, apertando a lâmina afiada da faca e provocando um leve ferimento, embora a dor não tivesse sido nada leve. Brian se contorceu, tentando puxar o braço de volta, mas sabia que qualquer movimento em falso seria pior. Tentou levar a mão direita ao ferimento no antebraço esquerdo, mas antes que o fizesse, o outro, como se não bastasse, pressionou o ferimento com o polegar, fazendo com que a dor e o sangramento aumentassem. O garoto, que até então estava suportando, não conseguiu segurar um urro desta vez.

    - Aaagh!... N-não...

    Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. De qualquer maneira, aquilo só completava o fato de tudo em sua vida nos últimos meses ter se tornado um verdadeiro pesadelo. E mesmo agora que ele acreditava que ao menos as coisas poderiam melhorar um pouco que fosse... Já tinha poucas esperanças de se livrar quando ouviu um grito ao longe. Um dos campistas do grupo que estava a alguns metros dele pareceu ter visto a cena, e agora gritara pedindo para que o rapaz soltasse Brian. Enquanto o outro se aproximava, Brian notou que o campista doido escondia a mão com a faca por detrás das costas, e agora se dirigia a ele. Assim que o rapaz o soltou e deu alguns passos na direção do outro, Brian caiu no chão, imediatamente levando a mão ao braço ferido e sentindo a dor ainda latente.

    Poderia simplesmente esforçar-se, levantar e correr logo dali, aproveitando para tentar fugir daquele maldito acampamento. Mas, ao olhar para o lado, e ver o rapaz ainda escondendo a faca com a mão às costas enquanto encarava o outro de frente, soube que não poderia simplesmente correr feito um rato. Afinal, aquele campista o havia ajudado, e não era como se Brian pudesse deixar que o outro simplesmente o ferisse ou coisa pior. Não sabia por que pensava assim; talvez, seu instinto estivesse falando alto. Levantou-se, mas não para correr. Deu alguns passos sutilmente por detrás do rapaz com a faca, e então o envolveu pela cintura com os braços, prendendo-lhe os braços, inclusive o que tinha a faca, o mais forte que conseguia.

    Talvez não fosse uma estratégia das melhores de um filho da deusa da estratégia, mas, dadas as condições, não havia mais nada que o garoto pudesse fazer além disso. Sentindo o atrito perigoso do metal frio da faca na altura de seu peito, Brian dirigiu-se ao rapaz que o ajudara, a voz demonstrando claramente o esforço que fazia:

    - Ele tem uma faca! Saia, chamem um adulto, alguém, sei lá... - "não posso aguentar por muito tempo", pensou, mas não disse; na verdade, não sabia sequer se resistiria quando o rapaz de fato se esforçasse para se desprender...



Off- Anders 'evil'? Que nada u.u *cai
ahauahaauahu
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Julian Torres
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Seg Jul 06, 2009 5:05 pm

Caramba, as coisas tinham acontecido muito rápido. Meu convite para formação de equipes foi completamente ignorado, mas isso era o de menos. Fora das arquibancadas um filho de Ares estava pronto para fatiar um garoto novato quando Ian o impediu.

Mas que diabos? Um filho de Afrodite querendo parar um jovem do chalé de Ares? Só pode ser brincadeira.

Mas minhas surpresas ainda não tinham acabado. O garotinho filho de Atena tentou imobilizar o filho da Ares para que Ian chamasse ajuda. NUNCA que ele ia conseguir isso, na força bruta não havia ninguém que ganhasse dos descendentes do Deus da Guerra.

Desci correndo da arquibancada e cheguei perto deles enquanto o garotinho se agarrava à cintura de seu oponente. Empurrei Ian para o lado, dizendo:

- Cuidado com o penteado, tá meio mal feito. Além disso, também quero falar com o filho de Ares. - virei em direção ao garotinho, e continuei - Solta logo, antes que as coisas fiquem piores para você. Vai embora com o Ian, vai.

Não esperei a reação dos dois, mas puxei o filho de Ares rápido para o lado, tirando a faca da mão dele e segurando-o com ela encostada em seu pescoço:

- Qual é, cara? Tá a fim de esquartejar o pirralho? Sei que você é um revoltado solitário, mas tem que mirar os peixes grandes! Tem muito meio-sangue metido a besta que precisa mesmo de uns tratamentos especiais. Não adianta destruir um moleque desses na frente de todo mundo e invocar a ira dos deuses. Porque acha que existe a corrida de bigas? É para resolver as nossas diferenças sem punição divina, quer detonar alguém, põe numa biga e explode na corrida. É mais simples. - cheguei perto do ouvido dele e sussurrei -Também tenho alguns alvos para essa corrida, se quiser de alguém para te ajudar a punir esses idiotas, sabe onde achar. - aliviei um pouco a pressão da faca e perguntei - Sou julian Torres, chalé de Hefesto, e você?
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Audrey Harrison
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Ter Jul 07, 2009 1:04 pm

- Sei sim... poderíamos formar uma equipe, certo? – respondeu Ian, sorrindo amigavelmente. Eu sabia que não era só amigável, mas não falei nada.

Eu ainda olhava para a pista, onde Julian marcava uns pontos e coisa e tal. Nunca entendi muito bem pra quê ficar marcando essas coisas, mesmo porque, eu sou horrivel em matemática e nunca iria conseguir calcular aquilo direito.

- Pode ser - respondi, finalmente, enquanto observava Julian se aproximar de nós. Tive a leve impressão de que a opinião dele com relação a Ian era exatamente igual a minha.

- E aí, pessoal? Porque a gente não se junta para entrar num acordo sobre as equipes para corrida? - perguntou.

Ok, ele salvou meu dia, fato. Quero dizer, tudo que eu queria era uma equipe na corrida de bigas com alguém do Chalé 09 ou 06. É quase impossivel destruir uma biga feita por filhos de Hefesto, e, mesmo sendo nerds, os filhos de Atena são realmente geniais com essas coisas.

- Cla... - eu ia dizendo, quando algo do outro lado das arquibancadas me chamou a atenção.

Havia um novato, Brian Woods, de Atena, entrando no Anfi-teatro. Ele se sentou, encolhido de modo que ficou quase invisível. Parecia mais triste do que nunca, o que me preocupava. Eu não deveria me preocupar com alguém que mal fala comigo ou algo assim, mas desde que ele chegou aqui anda meio... atordoado. Normalmente, a maioria dos campistas se recupera bem rápido de qualquer coisa que tenha passado antes de chegar aqui.

Depois dele, apareceu outro novato, bem mais velho que ele, e bem mais assustador. Anders Tolkki, de Ares. Como sempre, parecia realmente mal humorado. Ele foi andando na direção de Brian, aparentemente sem vê-lo, e, bem, tropeçou no garoto, caindo de cara no chão.

Oh-oh. Isso não é nada bom.

Veja bem: Não é nada legal, ou recomendável para sua sobrevivência, mexer com um filho de Ares. Pior ainda é fazer ele se machucar. Brian está totalmente ferrado.

Anders pegou Brian pela gola da camisa, o levantou na altura de seus olhos e falou alguma coisa pra ele, que eu não entendi. O garoto parecia estar sufocando, e se debatia muito. Então, Anders fez uma coisa que me assustou mais do que tudo que ele já tinha feito: Tirou uma faca não sei daonde, cortou os ar e em seguida a pressionou contra o ante-braço de Brian.

- SOLTE ELE! - gritou Ian, o que me surpreendeu. Um filho de Afrodite entrando numa briga? Eu devo estar tendo alucinações.

Ian correu até os dois, Anders escondeu a faca cheia de sangue nas costas e encarou Ian, parecendo mais furioso do que nunca. Brian, agora libertado, mas com o braço cheio de sangue, agarrou Anders pela cintura, de modo que ele não pudesse atacar Ian.

Julian tambem correu para lá, e, como eu não tava muito afim de ficar parada só assistindo a carnificina (?), fui também. O filho de Hefesto tirou a faca da mão de Anders e encostou-a em seu pescoço. Falou alguma coisa para Anders, mas não entendi o quê. Quando ele aliviou a pressão da faca, arranquei-a da mão dele e enfiei-a no meu próprio bolso. Como eu sei que Ares e Hefesto tem tipo uma super rivalidade, não é muito seguro deixar aquela faca na mão de nenhum dos dois.

- Já pararam com a infantilidade? - perguntei. Olhei com desprezo pra Anders. - Se fizer algo parecido com isso de novo, pode ter certeza que tomo providências pra que você nunca mais ponha os pés nesse acampamento. E, preferencialmente, vire almoço de monstro. Tenta descontar sua raiva em algo mais útil do que torturar um garoto inocente.

Homens. Quem entende eles?
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Melissa Mastriani
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Ter Jul 07, 2009 8:48 pm

Eu estava entediada. Acho que você nem pode chamar o meu estado de inércia de tédio. Se quiser chamá-lo de estado vegetativo, não vou tirar a razão de você, sabe como é. O pior que não era eu que estava entediada. O manto do tédio pairou como se fosse um cobertor pelo Acampamento.

Até que, finalmente, chegou a corrida de bigas. Todos os campers que iam competir começaram a construir suas bigas e a planejar suas estratégias de vitória. Quíron, o gênio que é, autorizou a mistura de chalés, para euforia de meus irmãos e de todos os outros meio-sangues.

Quero dizer, de todos os meus irmãos menos um. Não fazia muito tempo que Anders chegara no Camp, e ele parecia bastante deslocado, além de atormentado. Ok, sempre me disseram que eu não parecia ser uma filha de Ares, por ser tão sociável, e tudo. Mas se tem algo que é verdade sobre mim é que eu faço de tudo para não entrar numa briga, e pago para não sair. Crescer com três irmãos ajudou isso, claro. Enzo e Luigi são zagueiros de futebol, e nós vivíamos brigando no quintal da frente, sem motivo algum. Mais de uma vez, meus irmãos disseram que eles não pareciam ter alguma irmã, e isso não me magoava exatamente. Nunca tive motivos para reclamar; eu me sentia confortável no meio de meninos, o que conferia vantagens no quesito ‘namoro’, mas eu perdia pontos no quesito ‘feminilidade’. Eu não era feia; meus cabelos castanhos eram bonitos, indo até o meio das costas, e brilhavam conforme eu andava. Meus olhos azuis se destacavam em meu rosto, e por causa disso, eu fiz certo sucesso no Acampamento, quando cresci.

Voltando. A corrida de bigas foi o evento mais esperado até então do Acampamento, e eu resolvi assistir. Sempre rolava alguma carnificina – no sentido de bigas se quebrando, não do de gente morrendo – nessas competições, e isso eu não perderia.

Contudo, enquanto estava nas arquibancadas – não consegui uma dupla ou biga a tempo – observando os competidores se prepararem, senti que algo estava errado.

Tenho certeza que foi quando Anders ergueu um recém-chegado do Chalé Seis pelo colarinho, e foi imobilizado logo em seguida por um dos filhos de Hefesto que eu esqueci o nome, mas tinha certeza absoluta que começava com ‘J’.

Trinquei meus dentes e cerrei os punhos. Pelo Styx, o que meu meio-irmão tinha na cabeça?! O menino que ele ameaçara agredir não devia ter mais de 12 anos, e era extremamente indefeso, pelo meu ponto de vista.

Portanto, quando vi, meus pés já tinham me levado até onde tinha ocorrido a confusão. Julian – AHA! Sabia que começava com ‘J’! – deu um belo e merecido esporro em meu irmão, para depois se apresentar. Eu segurei a respiração, e fui à direção deles.

- Oi. –meu melhor sorriso estava estampado no rosto, mas sabia que ele não estava atingindo os olhos. Meus globos oculares fitavam com ódio fervente os olhos de Anders. Se tinha uma coisa que eu realmente odiava, era injustiça, como aquela que eu tinha acabado de ver. – Deixa eu falar com Anders um pouquinho, sim? – pedi e não esperei resposta, levando-o para mais longe. – No que diabos vocês estava pensando, Tolkki? O que o guri te fez? – sibilei, furiosa. Se ele queria briga, ele teria. Eu era mais treinada que ele, e sabia perfeitamente como canalizar minha força, derrubar e desacordar alguém três vezes maior do que eu com facilidade. – Olha, eu não sei o que você passou, mas isso com certeza não te dá direito a fazer o que fez!! E se ele se machucasse? E se ele morresse? Além de expulso do Camp, você seria amaldiçoado por Athena, e, acredite, você não quer isso. – disparei, meu tom furioso só se intensificando. Depois, parei e respirei fundo. Umas cinqüenta vezes e apertei a ponte do nariz. – Sei que estou sendo rude, e você pode estar me odiando totalmente por isso, mas eu me preocupo com você. Queira ou não, somos uma família, e eu não quero que nenhum dos meus irmãos se machuque. – declarei, percebendo que estava sendo sincera. Eu me preocupava com ele, mas o que me levara até ali foi ver o que ele tinha feito.

Que, por sinal, não foi nada legal.

Spoiler:
 
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Anders Tolkki
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Sex Jul 10, 2009 3:14 pm

    Até mesmo o todo parcimonioso Dalai Lama sentiria vontade de dar alguns socos e pontapés no responsável por lhe fazer um tombo descomunal e chamar toda a atenção para si. Tudo bem, ele não faria isso. Mas, pelo menos cogitaria a possibilidade. Ainda lhe resta dúvida? Ingênuo, você. Agora, se em seu lugar, fosse posto um filho de Ares - o deus da guerra e conhecido por ser nada sociável - que sofresse tamanha humilhação, qual seria sua primeira opção? É claro, partir para cima. E, logicamente, isso não foi diferente com Anders.

    A faca ainda estava escondida sobre as suas costas - assim ele imaginava - e cada passo que dava em direção do recém campista chegado, um perigo de outro golpe com sérios ferimentos era iminente. Olhou de cima a baixo para o rapaz a sua frente, analisando o adversário antes que qualquer atitude precipitada fosse tomada. Pelo que pareceu aos seus olhos, o meio - sangue era filho de Afrodite. Os cabelos bem penteados, a pele clara e rosada e aquele jeito característico dos herdeiros da deusa. Há! Piada. O que ele esperava fazer contra um filho do deus da guerra? Disputar qual seria o melhor creme facial? Não. Certamente que não.

    Antes mesmo que pudesse dizer facada, sentiu um pequeno solavanco sobre os seus braços. Tentou puxar a arma para a frente, mas algo estava lhe impedindo. Com um certo esforço, olhou para onde havia largado o pequeno garoto momentos atrás. Para o seu espanto, ele não estava mais lá. Mas como? Será que o covarde teria fugido? Foi só então que percebeu que estava sendo aprisionado pelo meio - sangue que havia sido levantado pelos ares minutos antes por ele. A atitude desesperado do outro em avisar o seu possível salvador apenas veio para a confirmação de Anders. Era melhor que lhe soltasse de uma vez, antes que conseguisse livrar os seus braços dos do outro e, com faca ou sem faca, acabar com qualquer vestígio do pequeno campista.

    - O que pensa que está fazendo, moleque? Me solte... É melhor não estar aqui quando eu me livrar desse seu esforço inútil.

    Já se preparava para jogar o filho-da-deusa-que-ele-ainda-não-sabia acima de sua cabeça, quando, inesperadamente, uma força maior lhe puxou para longe e rapidamente colocou a faca sobre o seu pescoço. Lançou um olhar a sua volta tentando entender o que diabos estava acontecendo por ali. Alguns metros de distância, viu o impetulante garotinho ao lado do pseudo - salvador filho de Afrodite. Se não haviam sido eles que o haviam imobilizado, então quem seria o infeliz? Foi quando ouviu uma voz ao seu ouvido e se espantou com o teor de suas palavras. Pensou que seria esfaqueado por quem quer que seja que o havia lhe surpreendido. Mas, ao contrário, sentiu que o filho do chalé de Hesfesto - assim como ele mesmo havia se apresentado - se identificou, o mínimo que fosse, com a atitude raivosa do filho do deus da guerra.

    Julian Torres, hum. Sentiu um certo alívio ao gesto do outro campista em afastar a faca de seu pescoço, diminuindo um pouco o risco que corria com a própria arma. Com um movimento rápido, livrou - se do domínio de Julian, virando - se de frente para ele. Endireitou - se, olhando - o seriamente. Definitivamente, era um filho de Hefesto. Nunca imaginou que eles fossem tão... tão... parecidos com os meio - sangues como Anders. Pelo menos, psicologicamente. Poderia ser bom saber disso. Muito bom mesmo.

    - Sou Anders Tolkki, filho de Ares. É, eu sei que eu exagerei um pouco, mas é que... bem, acho que você pode dar um jeito nessa que vem vindo aí. Não conheço muito os outros campistas daqui e, é melhor não esfaqueá - los todos de uma só vez.

    Vindo a passos largos em sua direção, outro campista, dessa vez uma campista, alcançou até onde se encontravam Anders e os outros, com uma cara de poucos amigos. Repentinamente, pegou a sua faca nas mãos de Julian e a guardou em seu próprio bolso. Mas quem ela estava pensando que era? Não tinha medo de lhe acontecer algo realmente de ruim, só poderia.

    Não esperou até que a meio - sangue terminasse de falar, indo até a sua frente, dosando os seus passos. Estava bem mais calmo do que antes, e controlava a sua raiva com competência. Pelo menos, ele esperava que continuasse assim.

    - Será que pode me devolver a faca agora, prometo que não a usarei contra você. - disse, estendendo a mão para recuperá - la. - E, mantenha - se no seu lugar. Não tem nenhum valor para dizer essas coisas para mim.

    Sua voz já estava passiva e, a um certo ponto, calma. Se soubesse que toda aquele atitude contra ele apenas fazia com que a sua raiva aumentasse, certamente parariam neste exato momento. Pela primeira vez depois da sua explosão contra o menino, voltou a olhá - lo novamente. Mas o que ele estava fazendo? Era uma... uma... criança. Se dissesse que estava com remorso estaria mentindo. Mas, ao voltar a si, percebeu que não tinha nenhum fundamento o que acabara de fazer.

    Ainda olhando pensativamente para o menino, sentiu que o seu corpo estava sendo deslocado para outro lugar. Mais um para vir dar lição de moral? Isso já estava ficando chato. Foi então que percebeu que a sua meia - irmã - Melissa - disparou a falar em desaprovação a atitude de Anders. Revirou os olhos, esperando todo o sermão passar. Sentiu - se um pouco atordoado com a menção das palavras "preocupo", "irmãos" e "família". Devolveu o olhar faiscante de volta para a outra, segurando os seus braços enquanto falava.

    - Tá, tá e tá. Até parece que você não é uma verdadeira filha de Ares, oras. Queria ver se fosse você que tivesse sido derrubada daquele jeito. Bem... o que importa é que eu me controlei de meu acesso de fúria, e te garanto que nada vai acontecer. Agora, acho que eu devo falar com o garoto sobre isso, não?

    Virando as costas para a meia - irmã, foi até o pequeno menino isolado, que ainda permanecia - se quieto ao lado de Ian. A medida que chegava mais perto dele, sentia que ele se afastava cada vez mais. Também, não era para menos, depois de tudo o que aconteceu. Abaixou - se ao chão, na altura de seus olhos. Ajeitou a gola da camisa do outro, desajeitadamente, pela qual havia puxado - o anteriormente. Pegou o seu braço machucado, olhando do ferimento para o seu rosto.

    - Erh... eu... bem... machucou?

    Pergunta idiota. Era claro que tinha machucado. Não sabendo lidar com aquela situação, foi a primeira coisa que veio em sua cabeça. Mas não deixava de ser idiota, com toda a certeza.
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Brian Woods
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MensagemAssunto: Re: CORRIDA DE BIGAS [aberto]   Sab Jul 11, 2009 12:08 pm

    Brian manteve-se segurando firmemente os braços do rapaz, de fato esperando que o outro campista ou qualquer dos outros presentes tomasse alguma providência - no caso, imaginava que chamassem algum responsável ou coisa assim. A não ser que aquele tipo de coisa realmente fosse comum ali no acampamento - ou pior, fosse o jeito correto de resolver as coisas. Como iria saber... Sentiu que era hora de esforçar-se ainda mais ao ouvir o rapaz preso lhe dirigir a palavra novamente.

    - O que pensa que está fazendo, moleque? Me solte... É melhor não estar aqui quando eu me livrar desse seu esforço inútil.

    Brian não queria imaginar o que lhe aconteceria quando o outro finalmente se livrasse dele. Esperava que até lá a situação já estivesse resolvida, que Quíron aparecesse, ou qualquer coisa assim. Era somente nisso que focava seu pensamento e seu esforço. Porém, num movimento rápido, o filho de Hefesto também correu até eles, dirigindo-se primeiro ao rapaz que o salvara e a Brian, mandando que eles fossem embora dali, e logo em seguida tirando velozmente a faca das mãos do filho de Ares e a pressionando em seu pescoço. De duas uma: ou realmente as coisas eram resolvidas daquele jeito no acampamento, ou o filho de Hefesto era quem os estava salvando agora. Brian dividiu-se entre as duas opções, mas acabou por desviar-se para uma terceira ao ouvir, de algum modo, o que o filho do deus ferreiro disse ao campista doido filho de Ares.

    Se ele realmente o estava defendendo, Brian não sabia; mas que, ao ouvir aquelas palavras, não parecia nenhum pouco, isso não parecia. O garoto já era inteligente suficiente (por motivos óbvios) para entender o que ficava nas entrelinhas. Deu meio passo para trás, ainda ao lado do rapaz que agora sabia chamar-se Ian, de certa maneira decepcionado com o que ouvira. Por alguns segundos, havia chegado a acreditar que alguém ali de fato se importava com ele. Mero engano. Já perdia-se novamente em seus pensamentos quando a outra garota que estava no grupo se aproximou, arrancando a faca das mãos do filho de Hefesto e a guardando no bolso.

    - Já pararam com a infantilidade? Se fizer algo parecido com isso de novo, pode ter certeza que tomo providências pra que você nunca mais ponha os pés nesse acampamento. E, preferencialmente, vire almoço de monstro. Tenta descontar sua raiva em algo mais útil do que torturar um garoto inocente. - ela disse, olhando para o filho de Ares, mas Brian, "atordoado", sequer ouviu direito, nem mesmo quando o outro pediu a faca de volta e depois o encarou por alguns instantes.

    O garoto só voltou a "acordar", ainda que momentaneamente, quando uma nova campista chegou ao local, logo pedindo para falar com o filho de Ares - Anders - e o "arrastando" um pouco mais para longe deles. Os dois conversaram por alguns minutos, e então Anders virou-se e caminhou na direção de Brian - que por um instinto evidente deu alguns passos curtos para trás à medida que o filho de Ares se aproximava. Quando este finalmente chegou até ele, abaixando-se à sua altura e ajeitado (?) a mesma gola de camisa pela qual antes levantara o garoto do chão, Brian não soube o que pensar. Aquele cara era mesmo louco ou o que? Depois, Anders tomou o braço ferido do garoto cuidadosamente, e disse:

    - Erh... eu... bem... machucou?

    Mas o que ele estava pensando? Mas o que eles estavam pensando? O próprio responsável pelo ferimento perguntando se havia machucado? Não fora essa, afinal, a intenção dele? Brian não podia entender. Não entendia por que os outros, ao seu ver, não pareciam espantados com aquilo. Definitivamente, cada vez entendia menos aquele lugar e aquelas pessoas. Ou então estavam querendo fazê-lo de idiota, como todos os outros desde que ficou sozinho. Como tudo. Só queriam se aproveitar dele, fazê-lo de bobo, usá-lo para o que quer que fosse. Fora assim desde o começo, mas ele estava cego, acreditando realmente que tinha encontrado um lar. Mas não se deixaria mais enganar; nunca mais.

    Ainda que lhe tenha aumentado um pouco a dor, Brian puxou com tudo o braço ferido das mãos do filho de Ares. Deu mais dois passos para trás, afastando-se do rapaz ainda abaixado, e encarando-o primeiro, e depois aos demais, seus olhos expressando uma revolta nada digna de um filho da deusa da paz. Então disse, não podendo mais se conter:

    - Não! Você quer me fazer de bobo... vocês... mas eu não vou deixar. Eu ODEIO esse lugar! EU ODEIO TUDO ISSO AQUI!

    Sem hesitar, o garoto deu as costas aos campistas, e levando a mão ao ferimento no braço, correu - algo que, isso sim, sabia fazer muito bem e de maneira digna de um filho de Atena; não era à toa que fora três vezes campeão no colégio onde estudava antes de sua vida virar de cabeça para baixo. Correu para longe, o mais rápido que pôde, descendo as arquibancadas. No entanto, estava sem rumo. Ao menos por ora...



Off- ¹Brian foi meio emo dramático, mas se ponham no lugar dele =z *cai
²Provavelmente coisarei na floresta - ou não, se Brian for eventualmente
impedido ~hoho
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