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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 'Home' almost alone

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Brian Woods
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MensagemAssunto: 'Home' almost alone   Sab Jun 27, 2009 11:41 pm

Uma semana. Fazia apenas uma semana que Brian estava no tal Acampamento Meio-sangue. E, não fosse pelo fato de se tratar de algo extremamente fora do comum, um lugar cheio de adolescentes filhos de deuses gregos - que, diga-se de passagem, de fato existiam -, com seres esquisitos (quis dizer, sátiros), além de náiades e dríades, Brian continuaria achando que nada em sua vida havia mudado para melhor. Nem mesmo seu reconhecimento como filho de Athena, há poucos dias, ajudou para melhorar seu estado de espírito. Não era bem o que ele queria - uma mãe ausente.

Amigos. Não que, ao chegar naquele lugar, ele houvesse tido alguma esperança de que finalmente faria alguns amigos que fosse - nem mesmo o fato de que a grande maioria deles, senão todos, passara pelas mesmas coisas que ele no que dizia respeito à dislexia, ao transtorno do déficit de atenção, e etc, etc. E, talvez pelo fato de ele mesmo ter se fechado completamente, até mesmo ao mudar para o chalé, onde ficaria junto aos seus meio-irmãos, realmente não avançou em nada no quesito amizades. De qualquer maneira, não era como se ele já não estivesse acostumado com isso...

Já estava quase anoitecendo naquele dia. O fim de tarde lhe trazia algumas lembranças agradáveis, outras nem tanto. Entre elas, o dia em que o pai chegou do trabalho extremamente nervoso e... Não, não queria ficar mais remoendo aquilo. Já havia sofrido o suficiente. Ou será que não? Enfim, só sabia que não queria ficar no chalé, com gente entrando e saindo, ou sequer saindo. Queria ficar sozinho. Como sempre desde que o pai se fora. Não queria saber de mais ninguém.

Foi por isso que, de algum jeito, achou um caminho vazio (talvez nem tanto, mas ao menos ele não viu mais ninguém por perto), e escapuliu por entre as árvores, até finalmente encontrar os limites - dunas, e, bem a sua frente, o mar gigantesco. Uma praia. Haviam sido poucas as vezes que ele fora à praia com o pai - pela distância delas de Brockville e pelo fato de Ryan raramente ter dinheiro para viagens. Mas, em todas essas poucas vezes, Brian tivera momentos especiais ao lado do pai. Momentos inevitáveis de se recordar ao ver a luz alaranjada do pôr-do-sol refletindo no mar. Sem hesitar, Brian avançou por entre as dunas, e sentou-se à beira do mar.

A brisa que soprava ali era extremamente agradável. Mesmo assim, Brian não pôde evitar que algumas lágrimas rolassem de seus olhos ao se recordar das brincadeiras na praia com o pai, de como fora feliz ao lado dele. Angustiava-lhe sempre ainda mais saber que aquelas coisas nunca mais voltariam. Haviam passado para sempre. O pior de tudo era que ele não sabia por que aquilo tudo acontecera. Não estava certo se havia alguma relação com o fato de ele ser filho de Athena - na verdade, ainda sequer havia assimilado essa ideia direito.

Não importava. Quem quer que fosse, um dia iria pagar. Agarrou com firmeza um punhado de areia na mão esquerda, e jurou, ali mesmo, que descobriria o responsável pela morte do pai, e o vingaria. Não importava o que custasse...
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MensagemAssunto: Re: 'Home' almost alone   Dom Jun 28, 2009 12:32 am

Estou me remoendo tanto. De ódio, é claro. Até hoje penso o tanto que fui cego e não pude perceber como Afrodite me traía. E era na cara dura! Entende? Nunca esqueci isso. Fui humilhado na frente de todos, até quando eu não percebia que isso estava acontecendo... Casei com ela imaginando uma vida eterna plena e feliz. Mas, não! Alguém (lê-se, ela) tinha que estragar com tudo! Como esquecer algo desse gênero? É simples, não se esquece! Um dia você acaba se conformando. Mas não no meu caso! Não mesmo! Eu ainda não entendo como ela pôde fazer algo assim. Logo ela que sempre me pareceu tão angelical e carinhosa. E sabe o pior? Seus vários amantes não eram apenas humanos. Eram deuses também! Hoje em dia eu até consigo ouvir as risadinhas falsas de alguns de meus irmãos. Mas o pior de todos é Ares! Ele teve filhos com minha, até então, amada esposa. Não quero falar disso, podemos mudar de assunto? Do que estou falando? Estou falando sozinho! Em minha cabeça! Isso é um monólogo e eu posso acabar com ele quando quiser. Por exemplo... agora!

Um dia ainda mato Ares... AH! Se mato. Já fui expulso do Olimpo por meus próprios pais. Mas eu não ligo. A culpa continua não sendo minha se sou coxo, ok? Droga, eu vou mudar agora mesmo de assunto. Pense em... ferros... construção! Ferros? Eu ainda ferro Ares! Farei isso sim! Desculpe-me a mim mesmo! O que? Ah! Estou me confundindo!! Minha cabeça está virando uma bagunça sem tamanho!

Ai, droga. Esses dias prometi uma armadura nova a Athenas. Será que ela me perdoa por ainda não ter feito? Fiquei muito ocupado construindo arcos e flechas para Apolo. Não! Hoje mesmo eu faço essa armadura. Como era mesmo que ela disse? Resistente, óbvio e... Inquebrável. Tudo bem, acho que consigo fazer isso. Ou será que não? Claro que consigo! Ou meu nome não é Hefesto! E olha que é! Tudo bem, Hefesto... fique quieto!

Meus olhos se abriram e estiquei os braços. Chega de pensar tanto por hoje, não é mesmo? Vamos agir! Você tem uma armadura para fazer. O melhor era que a armadura era de enfeite! Mas tinha que ser resistente e inquebrável. Certamente para que as crianças novas no Acampamento não a quebrassem. Pelo menos não com facilidade. Ai Hefesto! Como se crianças pudessem destruir algo que você construiu! Poupe-me. Levantei-me da cadeira em que me encontrava e olhei para os lados. Ninguém mesmo? Ótimo! Esperava realmente que não encontrasse com Ares hoje. Remoer todas essas lembranças fez-me sentir o ódio transbordar por meus poros. Melhor dar um passeio, sim? Claro que sim!

Passava por alguns adolescentes que faziam algazarra e encarava-os passando a eles medo. Ficavam quietos no mesmo instante, até que eu saía e conseguia ouvir novamente os gritos e a festança. Não tinham nada melhor para fazer mesmo não? Deveriam estar treinando ou algo do gênero! Decidi ir até a praia, que normalmente é vazia nesse período. Caminhando a passos cambaleantes e estressados, cheguei até o local que queria. E para o meu enorme desespero, tinha gente lá!

Espere um pouco... Conheço o garoto. Era o menorzinho do acampamento! Onze anos? Acho que era isso... Filho de Athenas. Tenho mesmo que fazer essa armadura de enfeite. Para quê ela quer isso mesmo, gente? Que coisa! Poderia muito bem ser algo mais útil, certo? Certíssimo! Revirei os olhos e fui até o garoto, sentando-me ao seu lado.

- Não deveria estar fazendo outra coisa? – perguntei a ele, cruzando os braços. Eu queria expulsá-lo daquela praia para ficar com ela só pra mim. Pensar na vida sozinho, eu já tinha feito demais. Mas eu não suporto companhia... Principalmente de crianças. Senti que o garotinho levou um susto. Mas isso é só um palpite, não tenho certeza, pois estava observando o mar e as ondas que batiam nas pedras da praia. Notei que o garoto chorava e apertava com força o que parecia ser... areia? Eu, hein. Encarei-o com uma sobrancelha erguida. – Moleque, você está bem? – era só o que consegui dizer diante daquela situação. Sinceramente? Medo.
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Brian Woods
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MensagemAssunto: Re: 'Home' almost alone   Dom Jun 28, 2009 1:23 am

As lágrimas transformaram-se em um choro incontido. Brian não podia mais segurar. Talvez tivesse sido uma péssima ideia ter ficado ali, num lugar que o faria lembrar novamente de seu pai, que o faria sentir-se torturado outra vez, algo que estava tentando evitar. Ainda assim, permaneceu sentado à beira-mar, ainda apertando com força um montinho de areia na mão esquerda. Sua cabeça agora era uma mistura confusa de sentimentos.

Estava tão confuso - e concentrado - que sequer notou quando uma outra pessoa se aproximou dele, nem mesmo quando a pessoa sentou-se praticamente ao seu lado. Somente ao ouvir o homem falar foi que o percebeu ali, não sem dar um leve pulo de susto.

- Não deveria estar fazendo outra coisa?

Brian virou-se rapidamente para o lado, arregalando os olhos ao ver o homem - diga-se de passagem um sujeito um tanto quanto estranho - ali ao seu lado. Por alguma razão, lhe parecia familiar, mas imaginou que apenas o tivesse visto alguma vez ali mesmo pelo acampamento. De qualquer modo, o que ele quisera dizer com "deveria estar fazendo outra coisa"? O homem cruzara os braços e agora o encarava com uma sobrancelha erguida, como se realmente Brian não devesse estar ali naquele momento. E na verdade ele não sabia mesmo se podia, mas... as pessoas eram livres, não eram?

- Moleque, você está bem?

Mesmo um tanto confuso, Brian pôde notar que o tom da pergunta não fora exatamente de preocupação. Na situação em que estava, chegou até a pensar em dar uma resposta atravessada ao sujeito, mas seu bom senso não permitiu. Já que estava ali - e não tinha outro lugar para onde ir -, precisava obedecer as regras, e, querendo ou não, tinha de respeitar os adultos todos do lugar - inclusive aquele. Sem se levantar, levou as mãos aos olhos, tentando limpar e esconder rapidamente as lágrimas, e pigarreou para melhorar a voz de choro antes de falar. Na verdade apenas não queria dar trabalho a ninguém.

- N-não, eu... me desculpe, senhor, na verdade eu vim aqui porque... é que... eu queria ficar um pouco sozinho, mas juro que já ia voltar pro acampamento, eu só... é...

Sim, sentiu que só estava se enrolando cada vez mais; já podia até ouvir a suposta bronca que certamente estava por levar. Pela pergunta que fizera, o homem devia ser uma autoridade no acampamento, ou algo do tipo (com tudo o que passara, Brian ainda não tivera tempo para conhecer a todos). Sendo assim, não lhe pouparia um sermão, que ainda eventualmente seguiria-se de um castigo. Não sabia bem, mas devia ser assim que as regras funcionavam ali. De todo jeito, já estava preparado para o que quer que fosse. Afinal, o acampamento era sim seu único lar, não importava o quanto ele gostasse disso. Era melhor aceitar isso de vez. Tinha de começar a andar "na trilha".

- O senhor vai me dar um castigo, não é? P-pode falar, eu... eu sei que eu não devia estar aqui... - disse, ainda com a voz um tanto embargada.


Ainda sentado, abaixou a cabeça e esperou. Depois de tudo que passara após o acidente no qual perdeu o pai, um castigo qualquer não seria o fim do mundo. Seria?
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MensagemAssunto: Re: 'Home' almost alone   Dom Jun 28, 2009 12:45 pm

O garoto me parecia extremamente nervoso. Sério, o que ele tinha? Tenho certeza que isso tudo não foi apenas por minha expressão assustadoramente apreensora. Eu não devo passar tanto medo assim. Passo? Nunca vi esse meu potencial, de qualquer maneira. O garoto gaguejava enquanto dizia algo que eu sinceramente não entendi nada. O encarei novamente, mas logo desviei o olhar para longe.

- N-não, eu... me desculpe, senhor, na verdade eu vim aqui porque... é que... eu queria ficar um pouco sozinho, mas juro que já ia voltar pro acampamento, eu só... é... – sua voz era mesmo nervosa. Eu podia sentir uma tristeza contrastando com uma certa indignação. Ou ele estava apenas me enrolando para não sair de lá. Enrolando como eu enrolava para a armadura de Athenas.

Estou quase desistindo dessa armadura para Athenas, a não ser que ela dê alguma utilidade para aquilo. Não quero mesmo fazer algo inútil que sirva apenas para enfeitar o refeitório, ou algo do tipo. Se ela achasse alguma utilidade, como treinar os campistas, eu poderia fazer de bom grado. Minhas habilidades devem ser extremamente centradas ao treino dos meio-sangues.

Falando eu meio-sangues... Ainda não falei com meus filhos... Sei o nome apenas de um, Julian? Acho que era isso. Nossa! Que horror! Vou pegar um dia inteiro só para conhecer meus filhos.

Voltei meu olhar novamente para o garotinho. Coitado, acho que estava sendo muito duro com ele. E parecia estar muito abalado com alguma coisa. Meu olhar foi de apreensor para compreensivo em um pulo. Que coisa mais estranha. Então ouvi sua vozinha fina ecoar mais uma vez pela vasta praia em que apenas nós dois estávamos.

- O senhor vai me dar um castigo, não é? P-pode falar, eu... eu sei que eu não devia estar aqui... – castigá-lo? Não mesmo! Eu posso não gostar de crianças e tudo o mais, mas não o castigaria por estar na praia. Mesmo querendo a praia só para mim, era injusto castigar o garoto por estar ali, na hora errada. Eu sorri para ele, com meu olhar distante, imaginando um modo de matar Ares, mas isso é outro caso.

- Não vou te castigar, guri. – falei para ele, desviando meu olhar para o mar. As águas límpidas me distraíam. A leve brisa que passava por meu rosto, buscando nada mais nada menos que a liberdade existente no ar. Fechei meus olhos novamente e me imaginei com... Afrodite. Não adiantava tentar esquecê-la. Apesar das traições, eu ainda a adorava. A amava de verdade. Hefesto, seu imbecil que não sabe controlar seus sentimentos.

Ainda não sabia o nome do garoto. Ele não me disse, e eu não me apresentei. Ficaria ele assustado ao saber que sou Hefesto? A única coisa que sabia do pequeno era que ele era filho da deusa a quem eu devia uma armadura de enfeite e que tinha apenas onze anos de idade, mas estava ali no acampamento. E também, depois dessa pequena conversa, eu soube que havia alguma coisa errada, ele reprimia algum sentimento. Ou talvez alguma memória, ainda não tenho certeza absoluta.

- Sou Hefesto, deus do fogo, dos metais e da metalurgia. Pode ser que você me conheça como ferreiro divino. – eu disse sorrindo para o garotinho. Ele pareceu confuso ao ouvir meu nome. Pareceu... Eu sou péssimo para entender as crianças. Ou as pessoas, talvez. Se bem que é algo recíproco, muitos não me entendem da mesma forma. – E você? Qual o seu nome, criança? – perguntei a ele, ainda encarando o mar. Então passei meus olhos até a areia branca. Cansaço... só isso. Cansei de ser humilhado por ser coxo, por ter sido traído, por tudo. Mas eu não podia fazer nada. Tudo o que devia me interessar agora era o nome daquela criança. Daquele garoto repressor de sentimentos.
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Brian Woods
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MensagemAssunto: Re: 'Home' almost alone   Dom Jun 28, 2009 7:08 pm

Sim, sinceramente Brian já esperava por um castigo, embora não tivesse a mínima ideia de qual poderia ser. Era assim que as coisas funcionavam em acampamentos e coisas do gênero, não era? Aprontava, castigo. Talvez tivesse de limpar banheiros ou lavar pratos ou algo assim. Quem quer que fosse o homem ao seu lado, não hesitaria em dar-lhe um castigo. Ou hesitaria? De qualquer jeito, sua vida já não estava mesmo às mil maravilhas... Um castigo desses não seria nada, no fim.

No entanto, Brian imaginou que talvez até fosse bom se pudesse se livrar ao menos do castigo. Não deixou de notar o silêncio do homem, mas ainda assim evitou olhar diretamente para ele - limitou-se a rápidas olhadelas de canto de olho, que foram suficientes para que ele percebesse que o homem se encontrava bastante pensativo. Imaginou que talvez ele também tivesse algo o incomodando; só torceu para que, se tivesse, esse algo não fosse si próprio. Manteve a cabeça baixa, esperando até que o homem resolvesse se manifestar. Algo que demorou alguns segundos para acontecer.

Brian notou também quando o homem passou a sorrir para ele. Isso seria um bom sinal, não seria? Como iria saber... Aquele mundo de deuses, monstros e heróis ainda não lhe parecia nada comum. Embora conhecesse tudo razoavelmente bem, em sua cabeça tudo ainda não passava de histórias contadas pelo pai. Por essa razão, como podia imaginar o que se passava na mente de qualquer uma daquelas pessoas estranhas? E teve a certeza definitiva de que não podia ao ouvir o homem dizendo que não iria castigá-lo. Mas, no caso, só o que lhe importou foi a sensação de alívio, ainda que mínima, por não ter de ficar de castigo.

Ainda assim, Brian virou-se rapidamente para o homem, quase não podendo esconder o quanto estava surpreso. O homem, por sua vez, agora olhava para o mar, e parecia adentrar em mais uma sessão de reflexão, exatamente como Brian há alguns minutos atrás, antes de ter ganhado a companhia dele. Definitivamente o homem também parecia um tanto quanto desconfortável com alguma coisa, mas obviamente Brian não iria ter a "indelicadeza" de lhe perguntar o que era. Além disso, o garoto não sabia se levantava e saía de uma vez dali, ou se esperava o homem sair de seu novo transe e dizer alguma coisa, mesmo que fosse para mandá-lo sair. Um tanto indeciso, Brian continuou sentado, e com os olhos fitos no homem. Até que ele finalmente voltou a falar.

- Sou Hefesto, deus do fogo, dos metais e da metalurgia. Pode ser que você me conheça como ferreiro divino. - o homem - o deus - sorriu, mas manteve-se olhando na direção do mar; então prosseguiu – E você? Qual o seu nome, criança?

Hefesto? O garoto arregalou os olhos ao descobrir que durante aquele tempo todo tivera um deus sentado do seu lado. Quer dizer, ele já sabia que os deuses existiam - ainda que não tivesse assimilado a ideia completamente -, mas até então não vira nenhum deles pessoalmente, nem mesmo Dioniso, que dirigia o acampamento. Na verdade, vira apenas uma "manifestação" de sua mãe, Athena, quando ela o reclamara como seu filho há alguns dias atrás. Bem, e não era como se ele imaginasse que Hefesto iria se sentar na areia da praia ao lado dele.

Brian tentou tomar fôlego e parecer menos bobo, enquanto Hefesto olhava para a areia. Mas, convenhamos, não era nada fácil acostumar-se com a ideia de ter um deus do seu lado. O garoto desviou os olhos para o mar por alguns instantes, depois voltou a encarar Hefesto, agora analisando-o até um tanto curiosamente. Esfregou os olhos com as mãos mais uma vez, ainda na tentativa de disfarçar o vermelho de choro. Agora queria menos ainda que o ser ao seu lado pensasse que era chorão ou coisa do tipo. A voz, no entanto, continuou saindo aos gaguejos.

- Eu... é... u-um prazer conhecê-lo, senhor, eu... Meu nome é Brian Tryph... Brian Woods. - por algum motivo, resolveu ocultar o nome que, como sabia agora, lhe fora dado pela mãe. Talvez porque ainda não estivesse conformado com o fato de ela (obviamente) lhe ter sido ausente durante toda a sua vida. Porém, talvez Hefesto quisesse saber de que deus Brian era filho, e isso o garoto não poderia esconder. Então resolveu dizer logo, embora com um tom de voz mais baixo do que o de antes - Sou filho de... Athena. O s-senhor é diferente das gravuras, quer dizer, que eu vi nos livros, sabe. O meu pai tinha vários, ele me cont...

Parou de falar imediatamente, com a leve impressão de que talvez houvesse passado do ponto. Na verdade, não sabia se devia mesmo dizer algo, perguntar o que quer fosse, ou se pedia licença (como deveria tratar um deus?) e saía logo dali. Mas ao menos uma coisa lhe pareceu certa: se Hefesto quisesse que ele saísse logo, já o teria dito ou feito qualquer coisa, certo? E, já que os dois continuavam sentados ali, por que não ser pelo menos gentil?

- O senhor... tem trabalhado muito ultimamente, senhor? - certo, pergunta idiota, mas o que mais Brian poderia ter perguntado? Não fazia a mínima ideia de sobre qual assunto falar com um deus...
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