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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 Josh Calling

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Chaos
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Data de inscrição : 17/03/2009

MensagemAssunto: Josh Calling   Sab Jul 11, 2009 2:01 pm

Dados do Player:

Nome do player: Evandro
Comunicadores/E-mail: crazyboy676@hotmail.com
Idade: 17,6 XD
Personagens (cite, inclusive, suas espécies): -

Dados do Personagem:

Nome: Josh Calling
Data de Nascimento: 26/12/1975
Local de Nascimento: Atenas, Grécia
Características Psicológicas: Calmo, infantil, curioso, até meio criança. Confia fácil nas pessoas e quase sempre se ferra. E sabe disso. Protetor e ciumento, além de no fundo mesmo tendo muita vergonha ser romantico. Não gosta exatamente de ter nascido um sátiro.
Características Físicas: Avatar.
Artista Utilizado: Max Theriot

Breve introdução a Biografia:
Josh é um Sátiro tímido, que acaba passando por alguns problemas quando percebe estar apaixonado por uma de suas "protegidas"; Amber. Ele vive um paradoxo justamente por ser um Sátiro, e acreditar que Sátiros não deviam se relacionar com humanos.

Por todo esse sentimentalismo que ele mistura com sua "missão" de leva-las ao acampamento, acaba escondendo por tempo demais que as duas são meio-sangue, e isso pode acarretar alguns problemas...


Biografia:


Eu não conheci meus pais, fui criado por ninfas no acampamento - mais especificamente duas Dríades - que desde que me entendo por gente sátiro estavam comigo, até porque nunca tive curiosidade de saber sobre meus pais verdadeiros. Na verdade, acreditava que estava até melhor sem eles. Desde cedo sempre me conscientizaram de minha 'missão'; proteger e guiar duas meio-sangues filhas de Deméter até o acampamento. Tudo o que eu sabia até então, devo às duas Dríades e a alguns outros seres que me ajudaram a desenvolver meus encantamentos e bençãos.

Entretanto, quando tinha aproximadamente 24 anos, fui mandado pra a cidade para viver em New York, pois o dia de se aproximar das duas filhas de Deméter estava se aproximando. Lá, morei em uma casa onde teoricamente eu vivia sozinho, pois apenas uma mulher costumava vir para cuidar de mim de vez em quando, quase nunca. Eu a chamava por 'Tonya'.

Com 26 anos, chegara a notícia que a humanidade havia progredido demais. Essas foram as palavras que Tonya usou, me lembro bem. O que isso interferia na minha vida? Simples, o progresso entra em conflito com a natureza. E a natureza constituia meus únicos familiares. Segundo Tonya, que estava sempre trazendo informações sobre o acampamento até mim, as árvores que davam vida às Dríades que me criaram e a muitas outras foram derrubadas, esgotando assim o tempo delas conosco. Era estranho pensar que agora eu estava sozinho no mundo. Entretanto, pra minha surpresa, Tonya ficou do meu lado todo o momento difícil que passei naquela época. Ela me dava não só palavras reconfortantes, como também lições de moral e me ensinava encantamentos. Eu lembro que era muito envergonhado, principalmente com ela. Tinha uma aparencia de 13 anos e não sabia como questionar Tonya sobre como ela sabia de tudo aquilo. Quando tentava, Tonya somente respondia que sabia... Como e porquê não importava, ela apenas sabia. E eu a compreendia.

Quanto mais o tempo passava, mais eu precisava correr para cumprir meu destino que todos falam e a missão que a mim foi entregue. Naquela altura, eu já havia descoberto quem eram as filhas de Deméter. Lindas gêmeas que estavam sob controle de pais adotivos; ainda não tinham se dado conta do que realmente eram, o que não era de se estranhar. Não tinha porquê elas imaginarem isso. Não até agora.

Foram 2 anos observando aquela família. Foram 2 anos de dúvida sobre contar ou não a verdade às filhas de Deméter. Quer dizer, elas precisavam saber mas... Pareciam tão felizes ali. Uma informação com um peso desses, as obrigando a ficar longe dos pais poderia causar uma confusão enorme, que eu realmente não queria.

Pela primeira vez os conselhos de Tonya não me caíram muito bem. Ela estava sempre me dizendo que era o MEU destino e que quanto mais cedo eu contasse, melhor seria. Para todos, inclusive para mim que tiraria esse peso das costas. Mas eu não aceitava isso. Quer dizer, coloque-se no lugar delas; é complicado. E cá entre nós, eu pedia toda noite para não serem elas, entretanto pro minha decepção crescia a cada dia quando eu conseguia descobrir mais informações sobre elas. Descobri que se chamavam Jackie e Amber, e que desde que nasceram usam uma pulseira com a planta do trigo. Haviam um pequeno não tão pequeno assim desvio de atenção e não conseguiam nem ler. Não tinha sinal mais claro de que eram elas. Não dava mais pra eu negar a mim mesmo.

Bem ou mal, minha chance de conhece-las e ganhar a confiança delas (pois é, eu acho que não é algo fácil do tipo; 'você é uma semi-Deusa e tem que vir comigo - um completo estranho - para um acampamento onde pessoas especiais como vocês ficam'. Precisava ganhar a confiança das duas antes de revelar a verdade) veio de 2008 para 2009, quando eu tinha mais ou menos uns 17 anos aparentemente.

Parece que as duas perderam os pais num acidente trágico e acabaram tendo de ir morar com os tios. Coincidentemente - ou não - Tonya iria cuidar delas enquanto estivessem por lá. Ela disse que até eu me aproximar das duas, ela iria ficar de olho em tudo que acontecesse. Claro que as notícias quase nunca eram boas, quer dizer, eu só ouvia Tonya falar que elas estavam tristes, que os tios não as visitavam e que tinham ido mal no colégio aquele semestre.

Fui matriculado na mesma escola que as meninas, onde no primeiro dia de aula, fiquei as observar como sempre fiz, mas não tomei nenhuma atitude. A todo momento eu me cobrava para ir falar com elas, mas parecia pregado na cadeira. Algo além disso me deixava preocupado, eu via que as pessoas as olhavam com um olhar de curiosidade, como um circo. E elas eram a atração principal. Dias depois deixei minha covardia de lado e resolvi falar com elas. Bom, não foi bem assim... Foi quase assim. Arranquei um pedaço pequeno da folha do meu caderno e escrevi... erm... "Oi". NÃO ME CONDENEM! Eu não tinha coragem de falar com elas como se já tivesse anos de intimidade. Mas por sorte - ou não de novo - acho que elas gostaram de mim. Quer dizer, uma delas (A Loira - Amber) quando viu o papel sorriu. Mas não foi só um sorriso. Não na minha opnião. Foi um sorriso sincero, sorriso que eu não tinha visto nelas após o acidente enquanto as estive observando desde então. Jackie, a gêmea morena, respondeu meu bilhete com um outro "oi". Ela parecia ser mais séria, mais durona até. Eu sentia isso. Mas quem se importa? O importante era que elas haviam me respondido, já era um passo. Falei meu nome pra elas que retribuiram dizendo os seus. Combinamos de nos falar melhor depois da aula. Não é que minhas duas protegidas eram lindas? Pensei seriamente se as encaminhava para o acampamento ou para um convento para ficarem mais seguras. Cogitei a idéia ao longo que a aula passava - eu não precisava do que ensinavam ali - mas logo tive que mudar meus planos. Tonya não iria gostar da segunda opção, e desobedece-la não era uma boa.

Despertei dos meus pensamentos graças ao sinal, que ecoou por toda a escola fazendo os estudantes mais desesperados saírem sem ver o que tinha pelo caminho. Esperei as duas guardarem seus materiais, enquanto conversava um pouco. Erm... Um pouco... sobre tudo. Ou muito sobre tudo. Enfim. A partir daquele dia, surgia entre nós uma grande amizade. Eu já havia deixado o "profissionalismo" de lado, esquecendo até do que eu precisava fazer ali. Eu me sentia bem ao lado de Jackie e Amber. Principalmente Amber. Amber era diferente das outras garotas que eu acostumei a lidar (quem vê pensa que eu sou expert no assunto, mas não, é totalmente ao contrário). Ela era madura e ao mesmo tempo conseguia ser uma criança. Divertida e linda. Como era linda. Jackie não ficava atrás. A diferença entre as duas era de que Jackie fazia pose de durona, mas parecia mais carente que a irmã. Ela não deixava eu me aproximar muito dela, quer dizer, mantínhamos uma conversa como amigos e eu até gostava de ficar perto de Jackie, mas acho que ela nunca depositou muita confiança em mim, não do jeito que Amber fazia.

Certo dia, pedi a Tonya que me trouxesse algo do acampamento. Uma surpresa para as meninas. Tonya sabia o que eu queria fazer e me trouxe mais rápido possível. Por alguma razão, ela estava comparecendo mais a minha casa, quer dizer, ela não ficava lá o dia inteiro - passava muito tempo agora no acampamento, mas ainda aparecia mais lá em casa do que antes. Acho que o fato das meninas irem pra lá muitas vezes, Tonya precisava "se esconder". Como explicar que sua empregada cuida do seu amigo? Não, para Amber e Jackie eu morava sozinho. Elas nunca perguntaram e eu não me daria ao trabalho de imaginar como explicar. Por outro lado, Tonya tentava estar presente sempre que elas não estavam. Queria saber como estava correndo tudo, mesmo que minha ligação com as filhas de Deméter já tinham passado de ligações somente pela missão de leva-las ao acampamento para descobrirem suas origens. Mas voltando à surpresa que pedi a Tonya, não deu outra. Como imaginei, as meninas adoraram.

Era um livro. Sim, um livro. Não me chame de louco. O livro estava todo em grego, e elas conseguiam ler perfeitamente, melhor do que em sua lingua materna até. Acho que elas nem repararam que estava em grego. Bom, não tinham reparado até um idiota dar com a lingua nos dentes. Acho que foi um dos dias mais complicados dos que eu vivi com elas. Meu sangue subiu todo para o cérebro e eu tive que arranjar algo o mais rápido possível para distrair o fato de que o livro era em grego antes que elas me perguntassem. Eu ainda não estava pronto para contar a elas o que realmente acontecia ali. Nem queria também. Acho que minha conversa sobre um homem jogando um cachorro pela janela ou um cachorro jogando um homem pela janela atraiu a atenção do pessoal. Foi o suficiente para o sinal bater e eu sair cruzando os dedos a deixando lá para refletir sobre o livro. Aquele livro era meu, ele falava um pouco sobre os deuses, o olimpo e os filhos deles. Não queria ter que explicar tudo, queria que elas entendessem a história para só precisar contar o que ELAS tinham haver com aquilo tudo. E o que eu tinha haver também.

O tempo correu e acho que ela esqueceu da história do livro. Ela continuava a le-lo e nunca me questionou sobre aquilo. Ufa, até porque eu não teria o que explicar mesmo. Acontece que nesse período, notei que algo mudou em relação a nós dois. Quanto a mim e a Jackie não houve muita mudança, além da confiança dela que eu ia conquistando a passos MUITO lentos, quase imperceptíveis se eu não conseguisse sentir o que as pessoas sentiam. O que mudou mesmo foi entre mim e Amber. Como eu disse, eu podia sentir tudo que ela sentia, e o pior era ver que nós estávamos sentindo a mesma coisa e não poder fazer nada. Quer dizer, eu sou um sátiro, ela é quase uma deusa... (Ficaria muito romantico de minha parte se eu dissesse que eu enchergava ela como uma deusa pra mim? Acho que ficaria, né.) Nós não combinávamos. Sem falar que ela ainda não sabia desse pequeno detalhe sobre mim. E eu não fazia idéia de como ela reagiria quando soubesse. Uma coisa era fato; eu não podia demonstrar o que eu sentia por ela. Ela nunca iria gostar de um sátiro, e por mais que me doesse, eu tinha que guardar tudo que sentia dia-pós-dia por ela. Eu era diferente e deveria aceitar isso, por mais difícil que fosse.

Não foi um semestre complicado, nem para mim nem para elas. Eu estava as ajudando a estudar e até que tinham ido bem nas provas.


Última edição por Chaos em Sab Jul 11, 2009 2:02 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Josh Calling   Sab Jul 11, 2009 2:02 pm

Para fechar o semestre com chave de ouro, antes das férias os alunos resolveram fazer um baile. Uma festa a fantasia para ser exato. Céus! Eu odiava festas. Era muita gente e eu não me sentia muito a vontade. Mas a animação que Amber esboçava me falando sobre fantasias e planos de irmos nós três juntos acabava me introduzindo em todo o clima de festança. Até porque aonde eu fosse com ela seria perfeito.

Aqui vem uma parte estranha do que aconteceu. Passado o tempo, na noite da festa, combinei de encontrar com as duas já na festa, pois iria me atrasar um pouco. Não era pra ninguém saber, mas eu queria levar um presente pra Amber. Eu iria levar um cordão, que saí alguns minutos antes de casa para buscar. Como era no caminho, não me tomaria muito tempo. Passei por algumas pessoas fantasiadas e... sinceramente? Eu estava me sentindo ridículo. Eu estava de guerreiro a pé, no meio da rua. Eu devia ter convencido elas de ficarem em casa comigo... Mas agora era muito tarde para se arrepender e voltar atrás. Abaixei a cabeça e continuei seguindo meu caminho. Até que senti algo diferente. Sentir tudo o que as pessoas sentem era legal, mas isso também me ajudava. Ao meu lado passou um grupo de mais ou menos 5 ou 6 pessoas. Entre elas eu senti algo estranho, uma energia diferente de um 'ser humano normal'. Mas não era nada bom, na verdade, parecia ser até algo meio maldoso. Era muita coincidencia ter um "monstro" indo para o mesmo baile que minhas duas semi-deusas. Apertei o passo, busquei o cordão e me dirigi direto à festa.

Cheguei, nada demais parecia estar acontecendo. Olhei para os lados procurando Amber e Jackie, logo as achei em uma roda de amigas. Sorri e acenei quando percebi que Amber me olhava. Coloquei a mão no bolso a fim de tirar o cordão mas desisti ao sentir a mesma presença estranha de antes. Ele estava lá. E encarava Amber de um jeito singular, parecia que queria a devorar com os olhos. Acho que senti meu instinto de protetor de meio-sangues despertar, mas não sabia se era só isso... Parecia muito com algo que eu conheço como... ciumes? Os dois misturados talvez? O encarei tentando faze-lo entender que ela não estava desprotegida e ele recuou, passando a olha-la mais discretamente. Eu não queria arrumar nenhuma confusão, não ali, mas se ele fizesse algo eu teria de reagir. Cheguei perto das meninas e perguntei se estava tudo bem.

Antes que minhas semi-deusas pudessem me responder, Michelle, uma amiga nossa fez as honras da casa e me mostrou quem era o camarada. Parece que ele estava encarando Amber desde que a havia avistado. Olhei para Amber. Estava decepcionado e acho que ela nem percebeu. Malditos sejam aqueles que me fizeram nascer como um Sátiro. Caso contrário, a agarraria ali mesmo. Minha idéia de dar o cordão e meu ânimo quanto a isso foi água a baixo. Me virei para o cara novamente, recitando algumas palavras de uma maldição em voz baixa para ele perceber o que eu era realmente. Antes que eu terminasse Jackie fez questão de puxar tanto eu quanto Amber para outro canto. Acho que ela percebeu que algo ali estava errado. Ou pelo menos ELA teve coragem de fazer algo.

- Não se preocupe Amber, aquele garoto não é nenhum tipo de monstro, esquece ele. - até me surpreendi na hora, ainda bem que elas não perceberam. A colocação dela não poderia ter sido mais infeliz.

Depois daquele momento eu comecei a não me sentir mais tão bem naquele lugar. Não podia deixar as duas lá com aquela coisa rondando entre as pessoas, caso eu me distraísse seria o bastante para ele se aproximar sem eu notar. E isso era perigoso. Resolvi inventar uma desculpa qualquer para convence-las de irmos para casa. Tudo aquilo havia detonado meu humor para festas também.

Não falei muito durante o caminho, acho que elas perceberam. Não estava apenas preocupado com aquele cara, mas também com Amber... Ela era mulher. Não só semi-deusa, mas também mulher. Eu era um Sátiro. E todas aquelas idéias voltaram a minha cabeça. Eu não poderei jogar um feitiço em cada cara que se aproximasse dela. Eu teria que me acostumar com isso. Quanto mais eu refletia, mais afundava com a mão o cordão no meu bolso. Que idiota eu havia sido, não só em comprar o cordão, mas em me deixar levar por algo tão... impossível. Ela era linda, poderosa, simpática e gostava de mim. Mas como eu não podia retribuir, não tinha nada demais de deixa-la com outros homens. O problema era que na teoria tudo era mais fácil. Por que a vida era tão injusta?

Passamos a noite conversando e, como eu já previa, eu não conseguia ficar bravo com a Amber. Logo já estávamos conversando como se nada tivesse acontecido. Claro, eu não queria que elas entrassem no assunto "baile". Aquilo ainda martelava na minha cabeça, mas eu devia demonstrar que não ligava, se não daria chance para elas perguntarem. E como sempre, eu não estava afim de explicar. Quando já era tarde, Jackie se deitou em sua cama - estávamos no quarto dela, até então. Não era o que eu chamo de "acolhedor", mas era bem agradável - já com os olhos meio corados de sono e resolveu dar um fim aquela noite. Perguntou se queríamos falar de mais alguma coisa, senti que ela estava me empurrando a falar. Amber respondeu que não tinha mais nada a conversar e, após ficar em silencio por alguns segundos, perguntei se poderia ficar lá aquela noite. Elas não negaram e me ofereceram umas roupas do tio delas.

Saí do banho olhando para as roupas que haviam ficado um pouco grandes em mim e antes que pudesse tomar fôlego para mais papo, Amber foi bem direta.

- Diga logo o que quer, Josh. - ela parecia ter lido meus pensamentos e estava decidida a ouvir tudo o que eu tinha a dizer. Não aceitaria um "nada" como resposta. Pensei bem antes de responder e resolvi que a hora estava chegando. Tinhamos entrado em férias, não tinha momento melhor a pedir do que aquele.
– Ahn... é que... eu queria chamar vocês duas pra um acampamento
de verão.
- eu falava lentamente, hesitando a cada palavra. Tinha que pensar bem em como dizer. Resolvi contar tudo para elas lá, quando já estivessem de cara para o lugar. - ...Eu vou, e não queria ficar sozinho... - fiz minha melhor cara de cachorro pidão, que não aceitaria - nem podia - um não como resposta. Abaixei a cabeça pois ainda estava com muita vergonha de estar fazendo um pedido daqueles para elas - Bom... Não tem muito de diferente, a não ser o modo de divisão das casas. São 12, e cada uma representa um Deus do Olimpo. Como vocês são irmãs, provavelmente ficarão juntas. Lá passamos a maior parte do tempo praticando esportes e aprendendo sobre aquela época. Eu vou pra lá quase sempre, mas quase sempre também estive sozinho... As pessoas de lá são legais e tudo mais, só que eu não sou muito social e... por favor? - voltei a olhar Amber nos olhos. Ela sorriu positivamente e eu conquistei meu ar de vitorioso do dia... ou da noite. Acho que não resistir em abrir o maior sorriso da semana naquela hora.

Jackie fez uma piada sobre meu vício em Deuses do Olimpo (e olha que ela ainda não sabe nem metade da história...) e eu voltei a me encolher meio sem graça, dando um sorriso amarelo.

Ela fez um ultimo comentário que eu não ouvi direito e depois repetiu a ultima parte, entonando mais forte; 'TCHAU, pessoas.'. Eu já tinha voltado a conversar com Amber, por isso não tinha ouvido bem Jackie. Sorri e me despedi. Amber falou que já iríamos dormir, enquanto Jackie me ameaçou caso eu resolvesse dormir em qualquer outro lugar menos na sala. Ou na casinha do cachorro. Acompanhei com os olhos enquanto Jackie subia quase caindo pelos degraus até metade da escada, depois voltei a conversa com Amber.

- Tem mais alguma coisa que queria falar? - Ela me olhava nos olhos, querendo alguma resposta mais precisa minha. Resposta a qual eu não podia dar. Voltei ao paradoxo da relação semi-deusa & sátiro. Desviei o olhar tentando esquecer antes que eu começasse a refletir sobre aquilo novamente e dei uma breve resposta.
- Não, nada, Ambs... - falei baixo, tentando fazer com que ela não entendesse e quebrasse todo aquele clima tenso que estava começando a se formar.
- Sei... Então porque não diz isso olhando nos meus olhos? - ótima pergunta. Nem eu sabia. Era um misto de vergonha, com culpa e decepção que rondava minha mente no momento e me impedia de a olhar... Mas resolvi ser sincero e explicar o maior dos problemas que havia.
- Olha Ambs.. - levantei a cabeça procurando coragem de encara-la - ...é que eu tenho medo... - confessei e encontrei novamente o caminho dos seus olhos - Tenho medo de perder sua amizade... e a da Jackie também... - não sei o que deu em mim pra falar. Não, sério. Tudo bem que antes eu estava decidido a fazer aquilo mas agora... Sei lá...
- E perderia por quê? - Amber me sorriu meio acolhedora, parecia que o sorriso dizia para eu não ter medo. Mas meu bloqueio falava mais alto que o sorriso dela.
- Sei lá... - Desviei o olhar pra quebrar aquele clima sério que havia se formado novamente e sorri, voltando a encara-la para continuar o que falava - Bobeira minha.

Ela suspirou e se aproximou de mim. Estava prestes a beija-la. Eu queria aquilo, era a minha vontade. Mas o pensamento racional falou mais alto e acabamos não passando mais do que um abraço. Pela primeira vez eu realmente senti o corpo dela, o apertei contra o meu. Amber era quente, ou eu estava sentindo o calor dela. Dei um beijo no rosto de Amber e acariciei seu rosto, a olhando nos olhos. Queria passar pra ela tudo que eu sentia, tudo que eu pensava. Queria mostrar que era recíproco, queria mostrar que queria beija-la e senti-la muito mais do que em um simples abraço. Queria passar tudo isso por um simples toque, um simples olhar, um abraço, mas acho que ela não conseguiu captar. Só queria uma chance de tocar nela não só esperando um abraço de amigo. Queria ser algo mais.

- Acho que já está tarde Ambs... - Resolvi me controlar. Falei me levantando, a oferecendo a mão para levantar.
- É... - ela fez uma cara diferente, parecia estar decepcionada... Parecia não, eu sentia isso. Ela estava. E eu também, mas o que eu podia fazer? Não posso lutar contra isso, oras. A ajudei a levantar e fomos os dois dormir. Eu na sala e Amber no quarto, como havíamos prometido a Jackie, que estava ali observando tudo. Eu não sou bobo, tinha percebido a muito tempo, mas não tinha porque esconder nada dela.

Não tivemos maiores problemas com os tios delas ou como iríamos. Tonya nos levou no dia, ela fez questão de levar, mas não se aproximou muito do acampamento; nos deixou próximos ao lugar. Continuamos a pé, e enquanto eu explicava sobre cada canto do lugar que eu fui criado, elas pareciam estar mais empolgadas e deslumbradas. O acampamento era cercado por verde, árvores, animais... sem falar da decoração. Parecia um pedaço - de fato era - do olimpo.

Eu estava distraído demais falando sobre o acampamento que me esqueci do resto das... 'pessoas'. Só me dei conta disso quando fui interrompido por Amber.

- Ahn... Josh? Existe algo que esqueceu de nos contar? - Droga... Antes tivesse contado tudo no caminho vindo pra cá. Era o tempo delas voltarem pra casa se não quisessem. Agora... Tonya já havia ido embora e elas teriam que ficar. Respirei fundo e comecei meio perdido. Aliás, não fazia idéia por onde começar.
- Hm... Bem... Esse lugar na verdade... É um acampamento para semi-deuses. Vocês já leram que os semi-deuses são os filhos dos Deuses do Olimpo com um humano no livro que eu entreguei a vocês, não já? Pois bem... Esses semi-deuses são chamados "Meio-Sangues", daí, o nome do acampamento, Jackie. - limpei a garganta retomando o fôlego e aproveitando pra pensar por onde continuaria. Não conseguia olhar nenhuma das duas diretamente, permaneci olhando pro chão. - E... eu trouxe vocês aqui não exatamente por não querer ficar sozinho... Vocês na verdade são parte deles - apontei pra casa que representava Deméter - são semi-deusas. Nunca pararam pra pensar o porquê de conseguirem ler em grego? - olhei para Amber que estava estatica. Jackie também estava petrificada. Maldição, isso só me fez engasgar mais. - e eu... Ahn... Sou um sátiro. Sou responsável de guiá-las até aqui e as proteger. Mas a história é muito mais complicada ainda... Eu explico no caminho.

Comecei a descer em direção ao acampamento, esperando que as duas me acompanhassem. Não sei explicar exatamente o que passava na minha cabeça na hora, mas eu podia saber o que se passava na cabeça delas. E não era nada bom.
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Josh Calling
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