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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 Hey! Don't I know you somewhere? (closed)

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AutorMensagem
Athilya Abnara
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Número de Mensagens : 284
Data de inscrição : 22/04/2009

MensagemAssunto: Hey! Don't I know you somewhere? (closed)   Qua Jul 15, 2009 11:10 am

Eu tinha feito tudo nos últimos dias, menos relaxar. O que é meio difícil de se fazer com um monstro que mais parece uma aranha no seu encalço, sabe como é.

Bernard estava um tanto aliviado por termos embarcado em segurança, no dia seguinte ao “Episódio da Praia”, e eu não podia culpá-lo. Entenda: no mar, sabíamos que ambos estávamos protegidos, com meu pai sendo quem ele é. Contudo, dentro de mim, eu sabia que o monstro não tinha morrido. De uma forma totalmente estranha eu sabia que ele vivia e não desistiria fácil de me pegar.

Eu sou super sortuda, pode dizer.

- Ãnh, B.? – eu o chamei, no dia seguinte ao embarque, enquanto nós dois observávamos com interesse as ondas baterem no casco do navio. – Você acha que... Aragogue morreu?

Ele me olhou de uma forma estranha, como se analisasse a melhor resposta – uma resposta que não me fizesse sair gritando.

- Sinceramente? Não – respondeu, os olhos não deixando o mar. Eu prendi a respiração e concordei com a cabeça. – Mas não acho que vá nos achar de novo.

Eu rolei os olhos e os estreitei em direção à água, procurando por algum vestígio de pelo castanho-avermelhado.

- Você é o pior mentiroso, sabe – impliquei com ele, um sorriso de canto em meu rosto enquanto ainda mirava o oceano com intensidade.

Então, eu vi. De início, tive certeza quase absoluta de que o sol sobre minha cabeça estava me fazendo mal. Que tinha torrado meu cérebro, ou algo assim.

Depois, eu me lembrei de toda e qualquer aula de mitologia que eu já tive e as histórias que vovó contava. E aquilo me atingiu.

Cavalos, com caudas de peixes, passeavam na espuma oceânica, relinchando. Eu me agarrei com força a camisa de Bernard que me olhou, interessado. Sim, minha reação foi estranha, mas, dude, eu até pouco morava numa ilha. O mais próximo que eu vi de um cavalo foram alguns burros, usados lá na ilha para transporte. E, sério, eu jurava que podia ouvir alguns resmungos vindos dos bichinhos, mas nunca comentei isso com medo de ser taxada de maluca, e ser posta para assar numa fogueira.

Naquele momento, meus olhos só focavam-se nos ‘peixalos’ a minha frente. Minha respiração ficou presa na garganta enquanto eu observava como eles eram bonitos e que pareciam ser feitos da própria espuma do mar. Eram verde-azulados, como meus olhos, e eu estava hipnotizada, seguindo-os para onde quer que eles fossem.

- São lindos... – eu sussurrei, admirada, para o sátiro ao meu lado. Bernard me deu o sorriso torto dele, apoiando-se na amurada e ficando de costas para o oceano.

O sol batia no rosto dele, deixando os cabelos mais claros e fazendo os olhos verdes brilharem com uma luz que eu nunca vira – um brilho de descontração.

Eu mordi o lábio e me voltei para os hipocampos. Bernard era bonito de verdade, e se eu não o tivesse como um primo, ou um irmão, bem, digamos que eu agiria como uma garota normal. Não que eu fosse uma garota normal e Bernard fosse um garoto normal.

Mas ele era bonito. Muito. Quando suas atenções se voltaram para mim, quase dois meses atrás, eu me senti lisonjeada, principalmente porque a garota mais nojenta de toda a minha escola estava a fim dele.

E aí veio toda aquela história dele ser um sátiro e ser responsável pela minha proteção. E de eu ser parte imortal. Além de estar sendo perseguida por um quintípede, sabe como é.
{ . . .

Eu nunca tinha visto Manhattan pelo ângulo do mar. Lembra do meu boné dos Yankees? Na verdade, mamãe que comprou para mim quando ela foi até os EUA, mas eu gostava de dizer que tinha ido junto. Ele estava em minha cabeça novamente, juntamente com a jaqueta de couro de motoqueiro surrada de meu amigo. Eu acabaria ficando com aquela jaqueta – combinava comigo.

Estava me sentindo no primeiro capítulo de A Terra das Sombras; todos que pousavam os olhos em mim e em B. conforme passávamos pelo Porto de Nova York pensavam que estávamos fugindo, ou alguma coisa assim. Nem eu nem Bernard podíamos ler pensamentos, mas isso estava bem estampado no rosto deles. Então, para total espanto do meu amigo metade bode, eu abracei o braço dele. As pessoas começaram a nos olhar como se dissessem “ah, sim, agora tudo faz sentido”. Eu sufoquei uma gargalhada e Bernard me deu uma cotovelada de leve nas costelas. Eu me retesei e fingi dor, no que ele me deu um sorriso.

Então, eu o vi.

Foi mais rápido do que eu pensei; o troço deve ter se agarrado ao casco de algum navio, porque lá estava ele, um brilho zombeteiro, enquanto tentava escalar a estrutura de madeira que levava ao passeio, e, posteriormente, à marina. Cravei minhas unhas em Bernard, que seguiu meu olhar apavorado e engoliu em seco.

- Vamos – ele sibilou, me puxando para longe dali. Eu o segui, sentindo meu queixo desmoronar de choque.

Depois de recuperada, nós corremos em direção ao centro da maior cidade do mundo, desesperados. Meu coração batia que nem um maluco no peito, e eu sentia que estava prestes a desmaiar. Bernard apertou minha mão para mostrar apoio enquanto atravessávamos o trânsito de pessoas que passavam no final da manhã pela Quinta Avenida.

Em circunstâncias normais, eu teria pirado. Quero dizer, inúmeros filmes de que eu era fã tinham cenas naquela avenida; eu quase podia ver Audrey Hepburn em seu tubinho preto e seu copo de café entrando na Tiffany’s.

Eu queria gritar de frustração e enfiar minha espada – que pesava na minha mochila, só para constar – e enfiá-la nas fuças do monstro. Eu sabia que A Névoa encobriria o monstro, e comecei a pensar no que os mortais estariam vendo no lugar da “quase-aranha”.

- Athilya, apresse-se! – B. sibilou para mim baixinho, por sobre a respiração. Eu fechei os olhos, e o fato de que estamos em New York pesou em meus ombros. De uma forma, minha consciência ficou mais leve – em NY estamos um milhão de vezes mais perto de Long Island do estávamos em Kythnos.

Começamos a correr sem um destino certo, até que escureceu, e tivemos que parar. Bernard disse que não era seguro ficar andando por New York à noite, mesmo essa sendo a cidade que nunca dorme.

E nós dois precisávamos dormir. Apesar de termos saído não havia nem dez horas do navio, a viagem nos cansou, e, somada com a perseguição e fuga de Aragogue, estávamos exaustos. Nosso lugar de acampamento foi, no mínimo, inusitado. Eu tinha a sensação de estarmos sonhando quando Bernard pôs os sacos de dormir debaixo das árvores.

O Central Park. Eu estava esperando acordar com minha mãe berrando: “ATHILYA, ACORDE! Hora da escola!”, mas nada aconteceu. Minha sensação de estar flutuando só se dissipou quando B., no meio da noite, antes de amanhecer e depois do meu turno de vigia, me acordou, exaltado, dizendo que não tínhamos tempo e que deveríamos sair dali naquele exato instante.

Bem. Ele era o sátiro que estava me guiando, então achei melhor não discutir. Levantamos acampamento as pressas, e saímos correndo do parque mais famoso do mundo. Antes de sair, eu dei uma última olhada e posso jurar que vi um par de olhos escuros como o Hades no lugar onde tínhamos acampado.
{ . . .

Três dias haviam se passado, e nós não havíamos chegado ao Acampamento ainda. Era ridiculamente irônico que estivéssemos tendo mais problemas num lugar mais perto do Acampamento do que tivemos em outro continente. B. estava frustrado, e seu cansaço – assim como o meu – era palpável. Nós não falamos muito sobre nada, só sobre como faríamos para sobreviver até Long Island. Que, Bernard frisou, não sabia onde era. Nós nos desviamos lindamente do caminho, e eu tive vontade de socar o chão.

Bernard me perguntou se eu tinha algum drachma, e eu olhei para ele como se ele tivesse um olho só ao invés de dois.

- Acho que não – constatou. Eu dei um meio sorriso para ele, enquanto arrumávamos nossas coisas e saímos de nosso mais novo esconderijo.

Eu estava quase desmaiando de exaustão e fome, e posso dizer que meu último banho foi um banho de gato, num banheiro público, com lenços umedecidos, depois de fugirmos do Central Park. Mas eu parecia estar sem ver um chuveiro há um mês.

Me olhei com asco enquanto passávamos por uma vitrine, e escondi meu rosto embaixo do boné. Meus All-Star azuis-celeste machucavam meus pés, de tanto tempo que eu estava com eles. Pareciam também muito próximos de se arrebentar, mas eu não podia tirá-los, não agora – não havia tempo.

Bernard parou o primeiro táxi que conseguiu. Gritou um endereço que não pude captar, seus olhos dardejados de medo. Eu engoli em seco. Deveria estar muito próximo e eu, distraída, não percebera.

O motorista nos olhou mal-humorado, murmurou algo como “Essas crianças de hoje em dia...”, mas começou a andar.

Então, finalmente, me permiti relaxar.
{ . . .

Bernard me sacudiu. Eu percebi que o sacolejar do carro havia parado e desgrudei meu rosto sujo da janela. Olhei adiante do vidro, e não vi nada que me surpreendeu. Uma colina, bonita e bem tratada, erguia-se aos pés do taxi; no seu topo, havia o maior pinheiro que eu já vira – não que eu tivesse visto muitos, mas você me entendeu – e eu percebi que havia sim algo de diferente.

Um manto, feito de algum material que, à distância, me lembrou lã reluzia na luz do sol, brilhando como se fosse ouro. Estávamos há uns bons seiscentos metros do topo da colina, mas eu podia sentir seu poder irradiando por todo o lugar. Pisquei, inebriada, e constatei o óbvio:

- Chegamos.

Bernard concordou com a cabeça e saltamos do táxi, que disparou na direção oposta. Eu olhei para meu amigo metade bode e sorri. Estava me sentindo mais segura do que antes.

Começamos a subir, com dificuldade, deve-se frisar, a colina, que Bernard dissera chamar-se ‘Colina Meio-Sangue’. Eu achei sugestivo, e ele começou a contar a história da árvore no topo, como ela, um dia, conteve a essência de uma meio-sangue filha de Zeus que fora libertada pelo manto dourado na copa da árvore, que ele chamara de ‘Velocino de Ouro’.

Engoli em seco, porque conhecia a história do velocino. E tive certeza absoluta de que tudo o que eu tinha passado nas últimas semanas era mais do que real; era tocável.

E essa certeza me atingiu com mais força quando o quintípede atacou.
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Bernard Hill
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MensagemAssunto: Re: Hey! Don't I know you somewhere? (closed)   Qui Jul 23, 2009 7:50 pm

A viagem de navio foi, digamos que, nossa salvação, bom, primeiro porque eu realmente não gosto de aviões, segundo porque Lya não pode viajar de aviões, terceiro: ir de trem nos atrasaria.

Não que tivéssemos um horário ou data definidas para chegarmos lá, mas, tínhamos que correr literalmente contra o tempo, mesmo que eu assegurasse a Lya que o quintípede não iria voltar, eu sabia lá no fundo, algo que eu não queria admitir, que ele iria sim, voltar. E só os deuses saberiam quando.

Então, quanto mais rápido fossemos, melhor. Melhor para nossas vidas, e quem sabe até para outras vidas também, uma morte de meio-sangue sempre poderia causar brigas, e, eu tenho certeza que ninguém quer uma briga com outra já em andamento.

Mas chegar nos Estados Unidos não facilitou em nada as nossas vidas, pelo contrário, parecia só piorar e piorar a cada local que passávamos. Eu não me lembrava como chegava a Long Island, o quintípede, bem como desconfiei, voltou a aparecer e eu não tinha nenhum dracma para emergências como essa. Por Zeus, onde eu estava com a cabeça ao sair de casa sem um estoque delas?

O tempo ia passando e eu sentia que o monstro, cada vez mais, se aproximava de nós, eu precisava fazer algo. Parei um táxi e disse o primeiro endereço que veio a minha mente, torcendo para ser o do Acampamento.

Encostei minha cabeça próxima a janela, sem observar muito a paisagem, o cansaço ia me consumindo mais e mais, e aos poucos eu sentia os meus olhos fechando, e quando isso acontecia, eu me arrumava de súbito no meu lugar, Lya poderia dormir o quanto fosse, eu já não poderia me permitir isso.

Ao avistar aquela colina a tanto conhecida, abri um sorriso aliviado, acordei a Lya e paguei o taxista, podia avistar ao longe o velocino. E parecia que uma simples olhada para ele mudava tudo, de repente eu me sentia tão menos ... cansado.

Enquanto subíamos a colina, eu explicava para Lya a história do pinheiro, era algo realmente surpreendente, até mesmo para mim que sabia da existência de tudo isso.

Ao chegarmos no topo, aconteceu o que eu mais temia, ele tinha atacado, e, se eu não fizesse algo, eu acabaria vendo ali a repetição da história do pinheiro.

-Lya, corra lá para o Acampamento. -Eu disse enquanto ficava de costas para Lya e conseqüentemente de frente para o monstro, eu andava para trás numa tentativa de empurrá-la para o Acampamento e numa tentativa de ganhar mais tempo para pensar o que eu faria.
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MensagemAssunto: Re: Hey! Don't I know you somewhere? (closed)   Qui Jul 30, 2009 6:27 pm

Meu conselho é que você, se for um meio-sangue, corra. Tempo sempre foi um problema para meio-sangues, porque nós basicamente cheiramos como uma boa bisteca mal-passada enquanto monstros são tiranossauros Rex, com muita fome.

Por isso temos que correr. Se não quisermos atrair o maior número possível de monstros para nós, não podemos ficar muito tempo em um lugar só. Claro, o Acampamento tem todo tipo de barreira mágica que impede a entrada de monstros – eles têm que ser convocados. Foi assim que aquele cão infernal entrou aqui no meu primeiro verão, durante a captura a bandeira. Luke o convocou, para que Quíron visse que o Camp não era seguro e me mandasse em uma missão.

Lembrar de Luke me deu vontade de socar alguma coisa – de preferência, a cara dele. Sabia que isso não seria possível, com ele naquele barco há muitas léguas daqui, e sendo protegido por toda a guarda de Cronos. Mas, se quer saber, um dia desses eu vou me vingar por tudo o que ele fez; por cada pessoa que ele manipulou e enganou.

Claro que não mencionei isso com Annabeth. Sei que, por mais que esconda isso de todo mundo, ela tem esperanças que Luke volte a ser como era quando ela tinha sete anos. Acho isso extremamente improvável. Quero dizer, o cara já declarou ser fiel a Cronos umas trinta vezes, e já quase matou Ann e a mim outras trinta. Queria que ela esquecesse isso e seguisse com a vida, mas a loirinha é teimosa demais.

Bem. Eu me lembro claramente da tarde em que tudo com que eu estava acostumado iria mudar. O verão ainda não havia começado, e poucos campistas estavam no Camp (eu incluído, porque as aulas acabaram uma semana antes do esperado) quando Suzannah Mitsuwell apareceu, com dois cães infernais na cola. A morena parecia não se encaixar e não gostar de ninguém, assumindo uma posição defensiva se você chegasse a dois metros de distância. Robert Crawford que parecia não se importar com isso, querendo passar cada vez mais tempo com Suze. Ela me dirigia olhares não muito agradáveis, toda vez que me via, e eu sabia que era por causa da minha hiperatividade: falar coisas sem pensar e depois querer enfiar a cabeça na terra.

Que seja. Tinham se passado cinco dias desde a chegada dela, e eu estava andando, com Annabeth, nós dois quietos (o que era bem raro), pelos arredores do Acampamento.

Ann deu um olhar nostálgico na direção do pinheiro de Thalia e eu rolei os olhos. Meninas eram sempre tão emotivas. Mas Annabeth não era assim; eu comecei a me perguntar o que havia de errado com ela. Desde, bem, o Monte Etna, ela estava diferente comigo. A lembrança do que aconteceu lá me fez corar, e eu senti uma urgência de repetir tudo aquilo – menos a parte de quase morrer.

Estava quase – ou melhor, meu estômago estava – dizendo para irmos jantar, quando eu ouvi, não muito longe de onde estávamos:

- Lya, – disse a voz, fazendo com que eu e Annabeth trocássemos olhares. “Lya?”, ela fez com os lábios, enquanto eu dei de ombros – corra lá para o Acampamento.

Pés foram arrastados no chão, e eu deduzi que a voz estava empurrando Lya para mais perto de nós. Instintivamente, tirei Riptide do bolso, e destampei a caneta. A espada de bronze celestial cresceu em minha mão até atingir seu tamanho normal. Olhei para Annabeth, que já empunhava sua faca.

- Ah, claro, e eu vou deixar você virar comida de Aragogue. Se liga, Bernard! Eu já quase matei isso uma vez, não deve ser difícil matar de novo – respondeu outra voz, feminina dessa vez, num tom bem sarcástico. Deveria ser a meio-sangue, e Bernard deveria ser o sátiro.

Vasculhei meu cérebro em busca de algum sátiro ‘Bernard’ que tenha saído em missão de ‘busca’. Nada me veio na cabeça.

- Vamos ajudar, Wise Girl – disse para Annabeth, que concordou com a cabeça.

Não demorou muito até acharmos a origem das vozes: estavam no meio da colina, uma menina morena e um guri de cabelos aloirados que deveria ser o sátiro dela.

E eu vi o monstro que eles atacavam. A menina estava mais ou menos certa em chamá-lo de “Aragogue”, a aranha gigante de Harry Potter e a Câmara Secreta, porque, tecnicamente, não era uma aranha. Era um bicho que se sustentava em cinco patas peludas e arqueadas, com expressões quase humanas – pude dizer que ele olhava para a menina com divertimento, como se estivesse lutando para não acabar com aquilo rápido demais. Lya (devia ser um apelido) estava de espada em punho, prestes a atacar.

Hora de ajudar, foi o que pensei, descendo a Colina.



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