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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 Gabriel Diederich - Ares's

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Chaos
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MensagemAssunto: Gabriel Diederich - Ares's   Sab Jul 18, 2009 11:00 am

Dados do Player:

Nome do player: Evandro
Comunicadores/E-mail: crazyboy676@hotmail.com
Idade: 17,6 XD
Personagens (cite, inclusive, suas espécies): Josh Calling (Sátiro).

Dados do Personagem:

Nome: Gabriel Diederich
Data de Nascimento: 06/06/1987
Idade: 22
Local de Nascimento: Bermen, Alemanha
Filiação (pai ou mãe olimpiano): Ares
Características Psicológicas: Educado, galanteador, frio, calculista, sedutor, se irrita facilmente e adora uma boa briga. Gabriel odeia perder. Faz o que for necessário para sair vencedor, nem que isso implique passar por cima de quem for. Acredita que Cronos o salvou por isso acha que deve-lhe lealdade eterna. Influenciado por Cronos, desenvolve uma aversão aos outros meio-sangue. É sarcástico e consegue mentir como ninguém, podendo enganar até os mais inteligentes com a mentira mais improvável.
Características Físicas: Avatar, com uma característica peculiar; possui algumas cicatrizes nas costas e nos ombros, de castigos sofridos anteriormente.
Artista Utilizado: Jensen Ackles (moreno) (ou quase). XD
Breve introdução a Biografia: Um bebê foi entregue nos braços de dois adultos que não podiam ter filhos, mal eles imaginavam que quem entregou iria quere-lo de volta. Dado a hora e o momento certo, a criança foi levada novamente aos interessados, e hoje necessita seguir à risca as ordens que lhe dão, mesmo que isso inclua ir contra sua própria raça.

Biografia:


x 06/06/1988 (1 ano) - Bremen, Alemanha x


"Uma festa familiar reservada apenas aos mais próximos marca um ano. Um ano desde que os pais receberam a criança das mãos de um completo estranho coberto por um manto preto. A mãe é oca, não precisamos nos preocupar com divisão de atenção à ele; eles nunca terão outro filho. A partir de agora, inicia-se a contagem regressiva para a volta dessa criança ao seu devido lugar. Essa mesma criança que visivelmente não possui laço de sangue com os que, teoricamente, são seus pais. Em alguns anos o sorriso puro e sincero que essa criança esboça nesse momento se tornará uma expressão fria, onde o pensamento calculista dará origem a sorrisos totalmente sem valor. Esse menino foi O escolhido."

x 09/12/1993 (5 anos) - Bremen, Alemanha x


"Vestígios de seus poderes começam a aparecer. Sua dilexia foi comprovada sem falar da agressividade do garoto. Um verdadeiro filho de Ares, se o Deus da guerra pudesse vê-lo nesse momento, se sentiria orgulhoso. Agora só faltam 8 anos até que ele esteja completamente pronto, do jeito que o senhor o quer."



Eu não consegui ler mais. Alguém entrou no meu quarto sorrateiramente, me apagou e só agora consegui acordar. Eu estava lendo o que não devia, eu sei! Eu sei que não devia ter mexido nas coisas que estavam trancadas no porão antes de vir pra cá e já havia sido avisado disso, mas qual é? Precisava me bater daquele jeito? Sem falar que será que ninguém no acampamento viu alguém entrando aqui? Pensei que esse lugar fosse pra combater Cronos. Se foi um dos capangas dele, a segurança está bem fraca.

Involuntariamente meu pensamento voltou às cartas, já que eu já estava acostumando com Cronos e compania ilimitada me tirarem do ar sempre que eu fazia algo errado. Não conseguia desviar minha atenção das cartas. Era impossível não relembrar cada momento da minha vida a partir do dia descrito lá. Principalmente... aquele dia.

13/07/2001; 14 anos - Bremen, Alemanha

Meu "pai" nunca foi o melhor pai do mundo. Pelo contrário. Ele me aplicava severas punições, pelas minhas notas, pelo meu comportamento, simplesmente por estar de mau humor. Lembro-me como se fosse ontem do dia que esses castigos resultaram no estouro de toda minha história e a mudança drástica que minha vida sofreu após isso.

Estava chuvendo forte lá fora, a energia havia acabado. O intervalo entre os raios demonstrava que a chuva ainda iria durar, e a unica claridade que tínhamos era aquela vinda do céu nos relâmpagos. Eu corria de um lado à outro devido as ordens de meu pai para fechar todas as janelas antes que molhasse a casa toda, subi e desci as escadas feito um raio - não poderia haver colocação melhor para o momento - pois não queria perder o raciocínio no xadrez que jogava com minha mãe, iluminados por uma vela. Eu adorava xadrez. Era o único jogo que eu conseguia me concentrar, e isso irritava seriamente meu pai. Ele dizia que quem consegue ser bom em xadrez deveria ter uma facilidade extra em aprender a ler. Não era exatamente meu caso. Meu pai sabia do meu problema, pois tanto ele quanto minha mãe sabiam da minha origem meio-sangue, mas parece que ele não queria aceitar. Ouvi um barulho. O barulho de uma janela batendo. Como assim? Eu juro que havia fechado todas as janelas!

Meu pai, que até então parecia morto no sofá, levantou-se em um só impulso. Claro, para ver o que eu tinha feito de errado nunca faltava a ele determinação. Subi correndo atrás e minha mãe suspirou guardando o tabuleiro e assoprando a vela. Ela sabia que se eu tivesse feito algo de errado, nosso jogo estaria acabado. A escuridão tomou conta novamente da sala. Mal desconfiava ela de que aquele seria nosso ultimo jogo.

Lembra quando eu disse não ter deixado nenhuma janela aberta? Continuo mantendo minha palavra. Posso apostar - e se eu aposto, é pra ganhar - que tranquei todas. Mas meu pai não queria saber disso. Quando o alcancei ele estava parado na porta. Dei uma olhada no quarto pelas brechas que ele deixava na porta e não tive uma visão boa. O quarto inteiro estava molhado pela chuva. Vendo aquele lugar alagado tomei uma decisão de alto defesa. Prendi a respiração e dei dois passos pra trás. Antes de poder me afastar mais, meu pai se virou. Os relâmpagos eram a unica fonte de iluminação que tínhamos, e todos eles refletiam a expressão de ódio do meu pai, bufando de raiva. Me virei para correr mas aos berros meu pai segurou na minha camisa e me puxou de volta. O disgraçado era forte igual um dinossauro. Ele agarrou na minha orelha e na mesma hora eu a sentir pegar fogo. Num ato rápido, ele me jogou pra dentro do quarto e fechou a porta, gritando que eu só sairía de lá quando tudo estivesse seco.

Lá de dentro eu conseguia ouvir os gritos também de minha mãe, que nunca me defendia, mas naquele dia resolveu soltar a voz. Covarde como meu pai era, não me admira que ele tenha batido na minha mãe. Por um momento os gritos foram interrompidos por um barulho. Não sei dizer exatamente que barulho fora aquele. Foi um barulho alto, seguido de um silencio profundo. Os raios deram trégua, deixando apenas os relâmpagos que clareavam perfeitamente o quarto durante uma fração de segundos e tudo que eu podia ouvir eram passos. Passos que subiam a escada, passos que tomavam direção ao quarto que estava trancado.

Desesperado por não ouvir mas a voz dos meus pais, entrei debaixo da cama, local onde fiquei durante alguns instantes. Com um só impacto, a porta se abriu batendo contra a parede. Arregalei os olhos e segurei a voz para não emitir som algum. Vi... aquilo... rondando pelo quarto. Parecia procurar algo mas... O que era aquilo? Não era um ser humano comum, tenho certeza. Os pés... as patas... seja lá o que eram, não eram de um ser humano. Acompanhei os passos com os olhos até onde consegui, pois não podia me mexer. Para uma criança eu tinha um tamanho avantajado, que impossibilitava-me ser discreto caso me move-se embaixo da cama. Quando aquela coisa saiu do alcance dos meus olhos, ficou tudo quieto. Fechei os olhos e por um segundo pude respirar aliviado. Por apenas um segundo. Ao soltar o ar ouvi outro barulho, este agora vindo de dentro do quarto, seguindo de um agarrão no meu pé, que me puxou para fora. Por fim, eu havia acertado afinal. A criatura que estava invadindo minha casa não era um ser humano e sim um monstro. Mas por que minha casa? O que ele queria?

Segurando meu tornozelo, me suspendeu no ar e seus olhos se focaram em mim. Parecia estar me analisando e eu estava completamente mudo, estático. Meus olhos foram pesando e eu não consegui mante-los aberto por muito tempo. Não vou dizer que adormeci, pois eu conseguia ouvir tudo que se passava ao meu redor. Na verdade, uma voz sobressaía a tudo que se passava lá. Lembro-me vagamente o que a voz dizia; minha cabeça parecia que ia estourar além do forte zumbido que atordoava minhas orelhas, o que favorecia para eu entender pouca coisa - quase nada - do texto que aquela coisa me falava:

"Filho de Ares, foste escolhido para cumprir uma missão (...) mas você agora pode-se considerar um servo de Cronos, (...) o ajudará a construir um novo mundo (...) e ele precisa de você. Em troca de sua colaboração, poderá ter tudo o que quiser. Dinheiro, poder, terras. Ele te tratarás como seu mais novo filho. (...) Terás que destruir aqueles que são considerados meio-sangue. (...) Pra que depender desses mortais? Pra que continuar sofrendo nesse lugar onde de nada poderá usufruir seus poderes? Você não pertence a esse lugar. (...) mortos..."

Senti uma forte pressão na minha cabeça e o sangue pingava, atingindo meu braço. O que estava acontecendo comigo? Fiz uma força e abri um pouco meus olhos. Eu estava sendo carregado nos ombros daquela coisa e não tinha força suficiente se quer pra me mexer. Desceu as escadas vagarosamente, parecia estar olhando algo. Ouvi um gemido e logo depois tudo aquietou-se novamente, dando um silencio fúnebre a casa, onde só se ouvia passos rondando entre o sangue derramado no chão. Pude logo identificar de onde viera tanto sangue: meus pais. Os dois estavam caídos no chão, soltando sangue pela boca, olhos e nariz. Nenhuma marca de tiro, luta, arranhão, corte ou qualquer outro sinal que pudesse explicar a morte deles. Permaneci imóvel. O que eu menos queria era que descobríssem que eu havia acordado, mas acho que minha mãe não pensou assim. Ela abriu parcialmente os olhos, usando suas ultimas forças para tentar se levantar; em vão. Soltou um grito chamando por meu nome e o monstro parou de andar. Ficou parado por uns instantes e se virou, encarando minha mãe. Eu não conseguia ver direito, pois ele ainda me segurava no seu ombro, mas acho que nem se eu estivesse vendo eu conseguiria entender o que se passou ali. O corpo dele começou a ficar quente e eu ouvia minha mãe gritar, mas ele não havia se movido um milésimo de centímetro! Minha mãe calou-se novamente. Agora havia sido para sempre... Ele fechou a porta e saiu andando comigo pela chuva. Pensar em tudo que estava acontecendo, no que ia acontecer comigo, na morte rápida dos meus pais... Uma lágrima rolou pelo meu rosto, caindo nas costas dele. Droga, malditas lágrimas. Esse foi o primeiro motivo pra eu decidir uma coisa: Nunca mais chorar. Mas isso é outra história. Bom, como ia dizendo, percebendo que eu havia acordado, fui arremessado ao chão novamente.

Me levantei ainda meio atordoado, passando a mão no nariz tentando parar o sangue que escorria. O bicho homem alien monstro se aproximou de mim, passando a mão no meu rosto, enquanto eu permanecia ali, petrificado.

"Você será muito útil, filho de Ares..." disse isso afastando a mão do meu rosto em um segundo e me presenteando com um forte soco no outro segundo. Se essa era a forma de demonstrar que eu seria util, imagina aqueles que atrapalharem? O fato é que eu permaneci desacordado a partir daquele momento.

Não sei quanto tempo levou, mas quando acordei estava preso a parede com um pano na boca. Minha vista ainda estava embaçada, mas parece que uma forma humana me encarava. Os olhos vermelhos sobressaíam à tudo aquilo e eu forcei para enchergar melhor o que se passava a minha volta. Quando percebeu que acordei, o homem começou a bombardear-me com mais informações. Naquele instante, por mais que eu esperasse ouvir um 'está tudo bem?' não me surpreendi com a frieza o qual ele me revelava... minha vida? Descobri que ele era servo de Cronos, aquela coisa que me atacou era, de fato, Cronos, que eu era meio-sangue, filho de Ares, eu era quase um Deus, era poderoso e... espera, preciso de um minuto pra assimilar tudo isso. Bom, ele disse também que Cronos queria construir um novo mundo, que os meio-sangue o atrapalhava e que eu era o unico dessa corja que salvava. O homem falou que em troca eu ganharia dinheiro, poder e qualquer coisa que eu quisesse, afinal, eu faria parte dos governantes desse novo mundo que ele iria criar. Ah, pra constar, eu também não podia perguntar nada, segundo ele. Claro, não que eu fosse perguntar, ainda que o pano enfiado na minha boca fosse convidativo a isso, não é? Enfim, o fato é que eles falaram a palavra chave - ou as; poder e dinheiro. Tinha faltado mulheres, mas na época eu era muleque portanto nem liguei muito para isso. Concordei em ajuda-los e minha missão parecia até bem simples; eu receberia as informações dos meio-sangue a minha volta e deveria leva-los a Cronos. Sempre tive curiosidade em saber o que ele faria com elas, maaaas... Negócios são negócios, se ele falou que não era pra perguntar, ótimo, eu não perguntaria.

Passei algo como 3 anos treinando minhas habilidades, tanto como semi-Deus quanto como mortal. Com 17 anos eu já estava pronto para fazer tudo que eles me pediam. Eu tinha que ser bem carismático se quisesse fazer todos caírem na minha armadilha. Não que fosse difícil para mim; eu morava sozinho numa casa enorme em Berlim, ninguém era responsável por mim: ninguém. Nem Cronos, nem seu servo apareceram depois de treinarem algumas habilidades minhas. Sempre que eu recebia alguma informação de meio-sangues era por um envelope, passado por baixo da porta, e entregava as meio-sangue para dois homens que apareciam para busca-las. A unica coisa que eu não podia mexer era no porão, que permanecia trancado, mas, cá entre nós, nunca me interessei também. Quero dizer, eu tinha o melhor trabalho do mundo! Tinha o dinheiro que quisesse - nunca soube de onde vinha, mas ele sempre aparecia no banco! -, uma casa gigante e um carrão. Além é claro da melhor parte do trabalho... As mulheres... Quer uma prova?

23/11/2008; 22 anos - Berlim, Alemanha

Eram exatamente 00:57, uma terça feira. Minhas mãos passeavam sem pudor algum pelo corpo de uma morena filha de Dionísio. Seu corpo molhado de suor deslizava pelo meu, conforme o ritmo que ela impunha; filhas de Dionísio são sempre muito boas, tenho que dizer. Eu só tinha o trabalho de chegar com minhas mãos aonde ela queria, aonde eu sabia que ela ia gostar, pois de resto, ela se encarregava de fazer. Não foi difícil faze-la chegar até aquela situação; um ou dois copos e ela já estava fraca aceitando vir até em casa comigo sem protestar muito. Essa era a melhor parte do meu trabalho.
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MensagemAssunto: Re: Gabriel Diederich - Ares's   Sab Jul 18, 2009 11:01 am

Sabe quando as mulheres chegam naquele 'ponto G'? Pois bem. Ela caiu por cima de mim, ofegante e ainda tentando me arranhar. Ela não tinha força pra mais muita coisa, e é nessa hora que chega o ponto fundamental da minha tarefa. Comecei a ouvir os passos subirem as escadas e eu sabia o que significavam; chegava a hora de entrega-la. Ela olhou para mim com cara de espantada e puxou o lençol para cima de nós dois, enquanto eu fechava os olhos e suspirava. A porta se abriu e dois homens encapuzados apareceram. Um adentrou o quarto esticando o braço mandando entregar a filha de Dionísio a ele, o outro permaneceu calado por fora do quarto vigiando tudo que acontecia ali. Ela se encolheu em meus braços e parecia paralizada, enquanto eu apenas me recuperava. Eu não sou de ferro, né?

Naquela semana, eu já havia deixado de entregar três meninas meio-sangue porque... eu não tive coragem. Sim, eu tenho coração apesar de não parecer. O fato é que eu não podia falhar agora, se não meu castigo seria mais severo do que fora nos outros dias. A tirei de cima de mim, levantando e recolhendo minhas roupas. Ela olhava em meus olhos e eu odiava isso, todo olhar me lembrava o ultimo olhar que minha mãe me dera antes de morrer. Me virei e me ocupei em vestir minha calça, enquanto era obrigado a presenciar a cena desagradável dos dois homens agarrando a menina que se debatia em sair dali. O que estava fora a levou e eu me sentei na cama novamente. Um permaneceu no quarto e com voz ameaçadora se dirigiu a mim novamente;

- Onde estão as outras duas? - um silencio perturbador tomou conta do quarto nesse instante.
-... Eu não consegui. - Disse olhando para a cama
- Como não conseguiu? - sua voz passou para um tom intolerante, raivoso e prepotente
- Elas estavam acompanhadas. Um Sátiro. Antes que eu chegasse perto ele recitou algumas palavras que me paralizaram, depois não as vi mais. - naquela noite eu havia recebido o pedido de levar 3 meio-sangues; sendo que duas eram irmãs gêmeas. Um Sátiro as acompanhava, e quando me viu, me paralizou com algumas palavras. Só consegui uma e sabia que isso não ia ser bom, mas sou orgulhoso suficiente para não implorar pela minha vida.
- Um Sátiro, uh? Bom você me lembrar disso. Já olhou sua sacada? - Levantei a cabeça e olhei para a porta da sacada, voltando meu olhar ao homem - Acho que não, não é? Bom, enquanto você se divertia, parece que um Sátiro veio te procurar. Sorte a nossa que vocês estavam ocupados demais para ouvir-nos dando um fim que ele merecia por vir te perturbar.

Me apressei em abrir a porta e... estava lá. Um Sátiro, dividido em dois. Seu rosto aterrorizado completava a cena de filme junto ao sangue que havia sujado toda minha sacada. Ele estava.. tentando me dizer algo? O que aquele ex-sátiro tentava me dizer? Eu não consigo explicar o que eu senti aquela hora além de enjôo. Raiva? Medo? Curiosidade? Acho que misturei tudo isso, mas eu sou orgulhoso o suficiente (novamente) para ignorar esses sentimentos que queriam explodir. Me virei e retomei o assunto.

- Por que fizeram isso? - fechei a porta. Aquela imagem não era a melhor a se ver.
- Ordens diretas de Cronos. Não podemos permitir que ninguém atrapalhe o senhor nos seus serviços...
- E precisavam mata-lo?! Se me lembro bem, Sátiros protegem meio-sangues! E eu sou um! O quê há de errado com vocês?! Ele só queria me proteger! - encarei o assassino chegando mais perto, enquanto aumentava meu tom de voz.
- Já basta! - fui interrompido pelo grito que ecoou pela casa, que já parecia vazia. Senti a mão dele segurar no meu pescoço, apertando levemente os dedos - Não quer mesmo nos afrontar, quer, Gabriel? - ele soltou meu pescoço, se virando de costas e segurando na maçaneta da porta. Eu me recolhi ao silencio total e só observei seus movimentos. - Aliás, arrume as malas. Amanhã você estará partindo para o acampamento. - ele saiu, batendo a porta.

O acampamento... Sim! O Acampamento! Eles sempre me avisaram que quando eu completasse uma idade boa eu iria ao acampamento meio-sangue, onde se concentram todos os semi-deuses a maior parte do tempo. Me parece que lá eles caçam Cronos, por isso ele nunca pôde se aproximar do lugar, além do mais, se todas as meio-sangues forem do jeito que são as que eu vou atrás, o lugar era muito bom.

No dia seguinte, peguei tudo que tinha de mais importante para mim em casa; alguns livros, minhas roupas, umas fotos da minha mãe e dinheiro. Eu não sabia o que me aguardava, qualquer coisa eu pegava um taxi e dava o fora daquele lugar. Eu tinha hora exata para sair de casa, quando desse o tempo era para eu sair que um taxi me buscaria na porta de casa e me levaria para o acampamento, mas como eu tinha tempo de sobra, comecei a pensar em coisas que não devia. Andei lentamente até a porta do porão, observando à minha volta a cada passo, atento a qualquer som diferente. Cronos não era um humano normal, eu sei lá se ele poderia a qualquer momento aparecer atrás de mim e me cortar em dois ou me queimar vivo. Encostei na porta do porão, que estava trancada. Comecei a pensar comigo. Bem... Eu iria para um acampamento onde Cronos não podia chegar perto... O que eu tinha a perder? Peguei impulso e chutei a porta com toda minha força. A porta caiu dando origem a um lugar escuro, digno de filme de terror. Aliás, desde que eu me bandiei ao lado de Cronos, cenas de filme de terror não me assustavam.

Entrei lentamente forçando a vista para tentar enchergar melhor no escuro, não parecia ter muita coisa naquele lugar. Quando pensava que era melhor voltar antes que alguém aparecesse, chutei um armário. "Filho da..." Me acalmei e abri uma das gavetas. Não havia nada além de papéis, papéis e mais papéis. Revirei toda a gaveta e parei ao ouvir a buzina de um carro. Era o Taxi. Enchi a mão carregando todos os papéis que estavam lá, subindo correndo a escada os enfiando na minha mala e saindo de casa, entrando no taxi.

Todo o caminho para o acampamento era bonito, dando uma ideia do local. A primeira coisa que fiz quando cheguei lá? Claro, foi olhar as mulheres... Mas além disso, a segunda coisa que fiz lá; achei meu quarto e me sentei na cama, para ler o que havia naquelas folhas. Não podia tirar no taxi, pois não sabia se aquele motorista era confiável. Comecei a ler e descobri que eram cartas; cartas de alguém sobre... mim?!

No meio da segunda, fui golpeado na cabeça - Ironic mode on nem imagino por quem... Ironic mode off - e só acordei agora. As cartas? Sumiram. Mas no lugar, dentro da minha mala, achei uma folha que só havia uma inscrição;

"Nunca mais tente desobedecer, ou da próxima vez seu castigo será pior. Receberá mais detalhes do que fazer a partir de agora no acampamento logo, aguarde pacientemente. Lembre-se que não importa aonde você for, seu pacto com Cronos continua de pé, e estamos a te vigiar a cada passo."


Oh, droga...
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