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E se os deuses do Olimpo estivessem vivos em pleno século XXI? E se eles ainda se apaixonassem por mortais e tivessem filhos que pudessem se tornar heróis? Segundo a lenda da Antigüidade, a maior parte deles, marcados pelo destino, dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade. Os que realizam essa "façanha", por sua vez, são mandados para um lugar especial: O Acampamento Meio-Sangue, um campo de treinamento, o lugar mais seguro para uma criança semi-deusa, .
Ou pelo menos era, até Cronos começar a planejar sua volta.
O Titã está recrutando novos montros, colocando o mundo em perigo. A profecia está prestes à se cumprir, e Cronos tem um trunfo - ou finge ter - em seu poder : A Caixa de Pandora, feita por Hefesto, e que contém todos os males do mundo.

Escolhas serão feitas, partidos serão tomados. E, o mais importante: a profecia será realizada. 

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 Welcome to the camp! [aberto]

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Suzannah Mitsuwell
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MensagemAssunto: Welcome to the camp! [aberto]   Sex Maio 15, 2009 3:34 pm

Um Land Rover alugado cruzava a estrada deserta à alta velocidade, e os raios tocavam o chão a poucos metros dali, mesmo que o céu estivesse isento de nuvens.

- Mais rápido! - gritou Hugh, ao meu lado. Aquilo estava começando a irritar, e eu não queria ficar surda tão cedo.
- Caso você não tenha notado, eu estou indo rápido. Se eu pisar mais no acelerador, vou explodir o velocímetro!
- Está perto demais, Suze. -
falou, quase sussurrando, enquanto farejava o ar. O medo era palpável em sua voz. Eu não sentia cheiro algum. Tentava guardar intacta a lembrança que tinha do perfume de Jared. Lembrar dele começou a acumular gotas d'água em meus dutos lacrimais, e eu não queria começar a chorar ali, e nem bater em um poste. Havíamos falsificado minha carteira de motorista em cima da hora - Hugh não conseguiria dirigir com os cascos - e digamos que eu não era uma especialista nesse negócio de dirigir.
- O que, afinal, está perto demais? - perguntei, desviando de um cão que havia resolvido atravessar a estrada naquele momento.
- Os Hell...os cães infernais. Eles descobriram que você, bem, que você existe. - e fungou novamente, olhando para trás.

Eu cometi o erro de fazer a mesma coisa.

O carro se desviou da estrada, e, antes que eu pudesse por as mãos no volante, foi descendo barranco abaixo. Aquele negócio tremia tanto que fazia os terremotos da Califórnia parecerem tontura passageira. O Land Rover ia em direção ao sopé de uma colina e percebi que, se não saíssemos dali, viraríamos panqueca de meio-sangue e sátiro. Ouvi latidos ao longe, encobrindo o som dos raios. Desatei meu cinto de segurança, mas Hugh parecia estar tendo problemas com o seu.

- Suzannah, pule fora! É você que eles querem! - protestou, enquanto eu o ajudava.
- Não vou deixar você aqui idiota. Pule! - gritei, enquanto abria a porta.

Lembro de ter rolado por vários metros, e o carro, enfim, pegou fogo, um raio o atingindo em cheio. Todo o meu corpo doía, e eu sentia minha cabeça latejar. Pus a mão no topo da cabeça e quando a voltei para frente, meus dedos estavam manchados de sangue. Meus jeans exibiam belos rasgões, e se não fosse minha pele machucada, daria para dizer que eram da moda das calças puídas. Então me lembrei de Hugh.

Me levantei, rápido demais. Uma tontura me acometeu, mas não hesitei e saí correndo, contornando o carro em chamas. Aquilo provavelmente não estava no contrato de locação. Ele estava deitado na grama, gemendo. Percebi que um braço estava mole e disforme. Quebrado. Tinha feito isso com o meu vezes demais para não reconhecer. Distingui silhuetas negras e enormes perto dali, farejando-nos.

- Hugh! Hugh, levante! - berrei, pegando-o por baixo dos braços. Ele era estranhamente leve, e não foi difícil passar seu braço bom por meu ombro. Estava consciente, mas fraco demais para andar.
- Suze...o pinheiro... - murmurou, com a voz vacilante. Olhei para cima e vi uma das maiores árvores da minha vida. Devia ter, sei lá, uns dez para doze metros. As folhas verdes refeltiam a luz do sol, que se preparava para se pôr entre as colinas menores. Entendi o recado. Eu devia ir até lá.

Forçava meus pés a subirem a pequena montanha, e arrastava meu amigo sátiro junto a mim. Estava quase no topo da colina quando alguma coisa puxou Hugh de meus braços. Virei para trás e me deparei com um enorme cão negro, os olhos vermelhos fixos em mim. A boca me lembrava a de um tubarão, com fileiras e mais fileiras de dentes afiadíssimos. Um rosnado subia de sua garganta, e ao seu lado estava mais um monstro, uma cópia do primeiro.

O cachorro nº1 arrastou o ruivinho para baixo, enquanto este esperneava, tentando se soltar das garras do demônio. Quando fiz a menção de seguí-los, o cachorro nº 2 se pôs na minha frente, bloqueando a passagem, e avançou. Entrei em pânico e começei a ir para trás. Tropeçei e caí deitada, o cão em cima de mim, rosnando. Sabe quando dizem que toda sua vida passa na frente dos seus olhos quando você está prestes à morrer? Então, a única coisa de que conseguia me lembrar era do sorriso de Jared, e do seu aroma doce. Ouvi um grito estridente, e soube, naquele momento, que estava terminado. Meu amigo havia sido atirado longe, e batido em uma pedra próxima. Ele tremeu e, depois ficou imóvel.

Hugh havia sido morto. Por um monstro. Um maldito monstro.

A raiva me consumiu, e eu estendi os dois punhos para o focinho do cachorro infernal em minha frente.

Não foi uma boa ideia.

Minhas mãos doíam pra caramba, e aquilo não parecia ter surtido muito efeito no monstrengo, apenas o deixado irritado. O cão nº 1 se aproximava para me matar.

Era até dramático. Morrer e nascer na mesma hora do dia.

Porque eu tinha certeza de que a última coisa que eu veria seria o crepúsculo, ao longe.


Última edição por Suzannah Mitsuwell em Dom Maio 17, 2009 1:35 am, editado 2 vez(es)
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Nicholas Harper
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Sex Maio 15, 2009 11:59 pm

Eu normalmente não evitava as atividades sociais do acampamento, jogos de vôlei, arco e flecha, ensaios para as canções à beira da fogueira... Mas aquele dia eu estava particulrmente arredio. Era aniversário da morte da minha mãe e eu realmente queria evitar ficar perto de Helen. Era um dia especialmente chato para nós dois e eu não conseguia evitar de me sentir culpado, afinal, eu havia atraído o maldito monstro. Então a primeira coisa que fiz foi me oferecer para ajudar na patrulha, em tempos de guerra é elas se tornam cada vez mais necessárias e por isso, ao pôr-do-sol estava rondando por perto do pinheiro, enquanto o dragão tirava uma soneca bem merecida.

Normalmente não há muito com o que se distrair por ali, então quando ouvi um barlho alto de um carro capotando em alta velocidade, gritos e rosnados, obviamente de cães infernais, imediamente corri para o topo. Uma garota estava parada lá sozinha, um olhar irritado no rosto que poderia assustar qualquer um, mas o que eu realmente estava encarando era o enorme cão negro que se aproximava dela, pronto para o ataque. Sem pensar duas vezes tirei três flechas da minha aljava, as coloquei no arco e zap! zap! zap! o bronze celestial imediamente fez o animal se dissolver numa nuvem de poeira.

Corri até a garota, me colocando à sua frente. Ela era obviamente uma meio-sangue e minha maior obrigação era levá-la para o acampamento em segurança, e tudo que era preciso eram alguns passos.

- Você está bem? - Eu perguntei, colocando uma mão no ombro dela, indicando que ela se movesse. Eu estava tão concentrado em tentar tirá-la dali, e acredite, ela parecia congelada. - Nós precisamos ir. Eu sou Nicholas, aliás... Você é... - Eu não notei o outro cão infernal até ser tarde demais.
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Julian Torres
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Sab Maio 16, 2009 1:41 pm

Os meus companheiros de chalé estavam discutindo com os filhos de Hermes por alguma coisa boba, achavam que eles tinham pegado as economias de Beckendorf, nosso líder. Ah, mas eu não estava realmente interessado no aspecto financeiro de ninguém, afinal o Acampamento o ferecia tudo de graça. Aproveitei o tempo para subir a colina e dar os retoques finais em um escudo que eu estava pretes a terminar.

Numa mão carregava o escudo e na outra a flanela que usaria para polir o objeto. Eu não ia subir muito, só queria me distanciar um pouco da discussão lá embaixo. Fiquei surpreendido quando escutei barulhos altos vindos do topo da colina, primeiramente foi um caos sonoro, depois comecei a escutar rosnados animalescos.

- Mas que diabos... - falei sozinho enquanto corria até a fonte dos barulhos.

Cheguei a tempo de ver o jovem galã salvar a donzela, fiquei comovido. Pensei em procurar logo outro lugar pra sossegar, mas notei que havia outro cão gigante indo na direção dos dois.

- Droga! - resmunguei enquanto disparava em alta velocidade para detar o cachorrão. Eu estava mais próximo dos dois, mas cada passada do bicho valia a duas ou três minhas. Não ia dar tempo!

Numa atitude desesperada atirei a flanela na direção do animal, ela acabou acertando-lhe no focinho. Meu grande ataque foi o suficiente para desviar um pouco o curso do cão e fazer ele atingir apenas de raspão o garoto louro.
Finalmente cheguei perto do casal caído no chão, mas agora o cão infernal me encarava furiosamente, como num duelo de faroeste.

- Então cara, qual é o plano? - perguntei para o louro, sem tirar os olhos do cachorrão.
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Silena Beauregard
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Sab Maio 16, 2009 2:05 pm

Eu odeio quando chego cedo demais no acampamento, eles me colocam para fazer determinadas aulas, aulas que já quebraram minhas unhas, mas, com tantos anos, eu já peguei prática em não deixar que isso acontecesse e eu também odeio quando me fazem esperar, como está acontecendo agora.
Eu tenho aula de arco-e-flecha, algo que eu realmente me pergunto porque eu tenho que ficar tendo aula se eu já sei, o pior de tudo, por que, já que tenho que ter aulas, não tenho aula com os filhos de Apolo? Por que tinha que ser justo a Helen a me dar aula? Ah, mas Quíron iria ouvir hoje, primeiro porque ela não está aqui, como ela se atreve a faltar? Não é qualquer aluno, sou eu, e segundo, está na hora de mudar de professor, ou melhor não ter nenhum.
Saí da Arena batendo meus pobres sapatos no chão, onde estava ela? Ok, se não tem cão, caçamos com gato...e que gato.
Soube que Nick estava fazendo ronda, bom, eu pelo menos o tiraria daquela monotonia, ele deveria agradecer para mim depois.
-Nicholas... -E minha voz foi falhando a medida que me aproximava e via o que se passava, um cão infernal olhando furiosamente para ele, Julian e para uma menina e, por Afrodite, que roupas eram aquelas? Ela tem que trocar de roupa urgentemente.
Eu tinha que pedir ajuda, o que eu faria? Ou eu pegava uma roupa decente para ela ou...ou, eu olhei para os meus pés, pegando cautelosamente meus saltos.
Eu os abracei como se minha vida dependesse disso, meus pobres sapatos, meus pobres pés... Eu olhei para a cena novamente, o cão já estava se virando para mim, eu suspirei fortemente, calma Silena, tudo por um bem maior.
Eu joguei meus saltos na direção da cabeça dele, um atingiu seu olho, afetando sua visão, o outro caiu no chão e ele...ele o estraçalhou?
-Como você se atreve a quebrar meu salto? Como?
Ahn, eu acho que ele não ia ouvir, deveria estar ocupado tentando recuperar a visão, apesar de ter sentidos.
Me virei para os dois e a cena foi pior ainda, ela estava mal, eu teria que ajudá-la, meu deus, essas pessoas não tem senso de moda.
-Vocês me devem um Jimmy Choo. -Eu disse enquanto esperava a raiva de ver meus saltos...meus saltos estraçalhados, essa cena iria me traumatizar e... e que barulho é esse? Oh-oh. É, ele decidiu usar o sentido deles, e agora? Anos nesse acampamento e não sabia mais o que fazer, apesar da raiva pela perda dos meus sapatos, eu não iria jogar outra peça de roupa minha na linha de fogo, ah mais não ia mesmo.
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Robert Crawford
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Sab Maio 16, 2009 3:13 pm

Segundo Helen, uma das minhas irmãs, era aniversário de morte da mãe dela e de Nicholas, um dos irmãos com quem eu me dava melhor.

Eu também gostava muito de Helen. Apesar de ela ser mais velha que eu. Eu queria bater um papo com Nick. Eu sabia que ele se sentia pessoalmente culpado pela morte da mãe, e queria dizer que ele não tinha motivos para se sentir assim.

Eu virei o chalé número 7 todo atrás dele, mas meu irmão parecia ter evaporado. Não estava na cantoria em volta da fogueira, nem com os sátiros ou náiades. Perguntei para Roxanne Wyght, que jurou não tê-lo visto – e me convidou para ir procurá-lo perto da área de canoagem. Eu dei um sorriso sacana para ela e continuei procurando meu irmão. Olhei debaixo de pedras – brincadeira! – no chalé de Afrodite... Tinha desistido de procurá-lo para tentar animá-lo, até que o vi com aquele cara de Hefesto e a gostosa garota de Afrodite, Silena Beauregard, e uma moreninha muito gatinha, com um olhar selvagem no rosto, parecendo meio chorosa, as roupas puídas, os cabelos desgrenhados.

E, o principal, um cão infernal estava rosnando para eles. Eu arregalei meus olhos, e vi o povo em volta da fogueira, como se nada tivesse acontecendo.

Também, eles não estavam tão perto da Colina quanto eu.

Fui correndo até o arsenal, peguei um arco, uma aljava cheia de flechas com pontas de bronze celestial. Peguei uma espada para o Torres – o filho de Hefesto – e uma faca para Silena. Depois, disparei colina acima, adrenalina pulsando ferozmente por minhas veias.

Depois de entregar as armas que tinha trago para os outros campistas, preparei meu arco e olhei para meu irmão com um olhar cúmplice. Mirei no cão e atirei. Mas, exatamente na hora, ele correu em nossa direção.

Nicholas começou a disparar também, e Julian entrou em posição defensiva.

- Pelos deuses, Silena, onde estão seus sapatos? – gritei, enquanto o cão avançava e nós entrávamos em posição de defesa.
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Julian Torres
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Sab Maio 16, 2009 8:51 pm

Minha pergunta ficou no ar e a resposta veio na forma de dois brilhantes sapatos de salto alto, voando loucamente em direção ao cão infernal. E eu pensando que o "Ataque da Flanela" tinha sido o fundo do poço. No entanto, agora o bicho estava parcialmente cego, e nós poderíamos ter alguma vantagem se tivéssemos armas.

Como num passe de mágica, mais um campista apareceu e nos deu armas para detonar de vez aquele monstro. Como era o mesmo o nome dele? Eu sempre confundo os "bonitinhos" do acampamento, os descendentes de Apolo e Afrodite parecem ter todos a mesma cara para mim, mas acabei lembrando o nome dele.

- Valeu Robert, chegou bem a tempo! - ele acenou com a cabeça em resposta e começou a disparar suas flechas no monstro que nos ameaçava. O outro garoto (que eu não lembro o nome ainda, mas parece que começa com N) atirava flechas também, mas uma coisa estava muito errada ali. Os dois apesar de serem ótimos arqueiros, não acertavam nenhuma flecha naquele bicho idiota.

Percebi que uma luz brilhava na coleira do cachorro sempre que uma flecha estava prestes a acertá-lo, desviando o curso do projétil. Diabos, aquilo era uma proteção bem elaborada mas tinha que existir um ponto fraco. Quando prestei atenção novamente, o espaço entre nós e o monstro estava perigosamente pequeno. Nos juntamos atrás do meu escudo e colidimos de frente com o cão, nós todos fomos jogados no chão, mas ele também ficou tonto e caiu no meio de uns arbustos.

Ao me levantar, tropecei em alguma coisa que mais parecia um aro de basquete, olhei melhor e descobri que era a coleira do cão derrotado ainda há pouco. Apesar da minha dislexia, pude entender claramente os símbolos gravados nela, havia seis deles e cada um representava um Deus: Hera, Poseidon, Ares, Hefesto, Atena e Afrodite. Botei minha cabeça para funcionar rapidamente, se um filho de Apolo havia matado o monstro anterior e não tinha nenhum símbolo para Apolo naquela coleira, então ela só era capaz de proteger o cachorrão de meio-sangues relacionados aos símbolos gravados nela. Ou seja, se eu tivesse enfrentado o monstro com aquela coleira já teria virado picadinho.

Por outro lado, se as marcas dos outros seis deuses estavam na outra coleira, seria impossível os filhos de Apolo derrotarem aquele canino. Isso não estava nos meus planos... Afinal, eles eram os melhores guerreiros entre nós. Então o trabalho sujo sobraria para mim e para a filha de Afrodite (o nome dela realmente fugiu da minha cabeça!). Ajeitei melhor a espada na minha mão, já esperando o ataque do monstro que se recuperava.

- Pessoal, parece que esse cachorro está com uma forte proteção contra os filhos de Apolo. - falei alto para que me escutassem, então apontei na direção da bela-garota-que-eu-não-sei-o-nome - Eu e você vamos ter que destruir esse monstrengo. - ela me olhou de volta com uma cara de "Nem morta! Vou ficar fedendo a baba de cachorro!" - Bom, ou nós lutamos ou então "Filha de Afrodite" vai ser o prato principal no jantar do canil.
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Nicholas Harper
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Sab Maio 16, 2009 11:36 pm

Antes que eu me desse conta do que realmente estava acontecendo escutei um "AU" alto e imediatamente pulei com a garota no chão a tempo de sentir o cão infernal passando por cima de nós e algo atingir a besta, fazendo com que ele caísse rolando colina abaixo. Me levantei, ajudando a garota, que ainda parecia atordoada, quando Julian Torres, um dos filhos de Hefesto se aproximou, perguntando qual era o plano. "Que tal correr para o acampamento e deixar a fronteira mágica cuidar do bichinho?" Eu pensei, mas não me parecia um plano digno.

Antes que eu pudesse pensar um sapato de salto alto bateu bem no olho do bicho, o desnorteando dando tempo a Silena Beuregard de se aproximar de nós também. Pelos deuses, nós meio sangues somos extremamente idiotas com nossa hiperatividade sempre nos fazendo correr para a ação e eu tentei não grunir em resposta quando Silena reclamou de seus sapatos, armando o arco novamente.

- Levem a novata para Quiron, caramba. - Eu disse, mas nem mesmo notei se eles haviam escutado, o zunido das flechas me deixando momentaneante concentrado demais. Observei minhas flechas nem mesmo acertando o animal, e almaldiçoei o que quer que estivesse fazendo isso.

Até que finalmente uma ajuda de verdade apareceu. Robert, um de meus irmãos, veio trazendo armas para Torres e Silena, que não seriam de ajuda alguma se ficassem apenas ali parados e olhando, e eu agradeci mentalmente a Apolo, enquanto eu e Rob atirávamos ferozmente. Até que Torres fez uma observação brilhante.

- Pessoal, parece que esse cachorro está com uma forte proteção contra os filhos de Apolo. Eu e você vamos ter que destruir esse monstrengo. Bom, ou nós lutamos ou então "Filha de Afrodite" vai ser o prato principal no jantar do canil.

Eu ignorei a parte que tocava Silena e me virei para Robert, acho que ele estava pensando o mesmo que eu. Não éramos filhos de Athena, os verdadeiros estrategistas, mas não era por isso que não poderíamos ter boas idéias, afinal, o patrono das artes precisa de criatividade.

- Distração. - Eu disse, observando os outros balançarem as cabeças. - Se lembrem do capture a bandeira verão passado? Usar dois para atrair o monstro, enquanto outros dois atacam por trás. Eu e Robert vamos fingir que atacamos o monstro e tentar fazer com que ele dê a volta na colina, e quando ele estiver de costas, Torres e Silena, vocês atacam. E você. - Eu me virei para a moreninha que ainda parecia meio em choque. - Consegue correr? - Ela balançou a cabeça, e eu sorri aliviado. - Passe pelo pinheiro, e ache a fogueira, diga que precisamos de reforços, pode fazer isso, por favor? - Não exatamente esperei sua resposta e olhei Robert, com um aceno mútuo de cabeças nós saímos correndo, disparando flechas, chamando a atenção do bicho que ainda parecia meio cego por levar um salto fino no olho. - Hey cachorrinho babão / não vai nos pegar não / você acha que é grandão / mas vai dar de cara no chão. - Sabe, às vezes eu odiava esse instinto de rimar as coisas que vinha com a coisa de ser filho de Apolo, mas olha, acho que aquela rima ruim fez o truque, porque, antes que notasse, eu estava correndo a toda velocidade ao redor da colina, ao lado de Robert, esperando que a minha idéia doida desse certo. Provavelmente daria mais certo se a novata estivesse correndo para pedir ajuda como eu havia pedido. "Oh, droga", xinguei mentalmente, pulando em cima de uma pedra. - Robert, a novata. Leve ela para dentro! - Eu gritei, e enquanto observava meu irmão sair correndo, meu déficit de atenção notava o enorme cachorro negro se aproximando e em um impulso eu pulei em cima dele, me agarrando a sua coleira. Parecia um peão, usando uma armadura grega completa, enquanto falava "iêê" e "uôô" como se estivesse tentando domar um pégaso chucro, aliás, uma das coisas que mais gosto de fazer. - Oras, vamos cachorrinho. - Eu resmunguei. - SILENA! JULIAN! Será que dava pra se mexerem LOGO, caramba?! - Eu gritei. Tinha a impressão que os dois estavam se segurando para não rir ao invés de ir me ajudar. Grande família.
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Suzannah Mitsuwell
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Dom Maio 17, 2009 1:16 am

Fechei os olhos. Não queria que a última coisa a ser vista em vida fosse a cara daquele monstro. Em vez disso, tentei me concentrar em Jared, e na lembrança de seu perfume.

Eu estava preparada para uma dor lancinante, mas tudo que aconteceu foi algo cortando o ar, três vezes, acima de mim. Ouvi passos estalando na grama.

- Você está bem? - uma voz masculina perguntou, perto de mim. Senti uma mão em meu ombro e achei que era seguro abrir os olhos. O cão infernal tinha desparecido, e em seu lugar estava um garoto que devia ter a minha idade, loiro e de olhos azuis.

Certo. Eu morri e estou no céu não é?, perguntei à mim mesma. Mas aquilo parecia bem real. Tive vontade de estender a mão para tocá-lo, ver se não era uma ilusão, mas meus músculos estavam travados. Minhas unhas estavam fincadas na terra com tanta força que eu não me surpreenderia se minhas juntas estivessem ficando azuis.

- Nós precisamos ir. Eu sou Nicholas, aliás... Você é... - ele perguntou, tentando me fazer mover, sem sucesso. Então o outro cachorro atacou. E...foi atigindo por uma flanela.

Ok. Isso foi muito estranho. Quer dizer, eu dei um murro em um daqueles cães e isso não surtiu efeito. Uma flanela não iria adiantar muito. Porém, serviu de distração para o bicho, dando tempo para Nicholas pegar minha mão e me levantar dali. Ouvi outra voz grave, mas não distingui bem o que era. Os rosnados encobriam todo e qualquer som.

Eu vi duas coisas vermelhas passarem voando por nós e auma delas certar o olho direito do cão, cegando-o parcialmente. Depois, constatei que eram...sapato de salto fino. Era o dia para jogarem coisas estranhas em monstros, só pode. Virei-me para ver a mente brilhante, e encontrei uma garota loura, os cachos descendo em cascata pelas costas. Ela olhou para minhas roupas com uma expressão horrorizada. Claro, eu estava esfarrapada, mas o que há de mal em um Converse cano médio? Eu não usaria salto alto nem que me pagassem.

- Levem a novata para Quiron, caramba. - Nicholas berrou - alto demais, devo dizer. Meu ouvido protestou. Eu estava confusa, suja e cansada. Será que ninguém ali poderia me explicar o que estava acontecendo? E quem diabos era Quíron?

O moreno que havia tentado parar o cão infernal com uma flanela ergueu a coleira do que havia sido destruído por Nicholas e falou algo sobre aquilo ser um tipo de escudo. Não escutei muito bem, por causa dos latidos, mas captei algo como "forte proteção contra os filhos de Apolo".

Então tinha, realmente, mais gente como eu ali? Oh.

Não tive muito tempo para divagar, pois Nick dava instruções aos outros garotos que ali estavam e depois, se virou para mim - Consegue correr? - perguntou, em um tom nervoso. Fiz que sim com a cabeça, e ele saiu de perto de mim. Bom, eu disse que podia correr. Mas não que iria fazer aquilo.

Nesse momento, uma lufada de ar soprou em cima de mim e passou por entre meus cabelos desgrenhados. Uma onda de adrenalina se derramou na minha corrente sanguínea, e eu poderia derrubar uma árvore com um soco, se quisesse. Mas ainda estava parada no mesmo lugar de antes.

Nicholas olhou pra mim com uma cara de "Você não está colaborando". Dane-se. Eu queria era tentar matar aquela coisa idiota. Vingar Hugh. E eu podia fazer isso.

Um loiro lindo, que havia corrido com Nick pela colina, se aproximou de mim e tentou pegar meu braço. Não acredito, eles iam me forçar a sair dali? Ah, eu ia dar um sumiço no bicho, nem que fosse a última coisa que eu fizesse em vida. Me desvencilhei e notei que ele carregava um arco e uma aldrava cheia de flechas nas costas. Sem pensar muito, tirei o arco das mãos do rapaz e afanei uma das flechas de bronze. Antes que ele - ou qualquer outro - pudesse protestar, mirei na testa do cão, que, por sinal, tinha Nicholas em cima de suas costas. O bronze saiu zunindo e acertou o monstro em cheio, desfazendo-o em areia, deixando um uivo de dor no ar. Espera...areia? Cadê o cadáver? Eu queria arrancar a pele e colocar na minha parede oras! Então, Nick caiu de bunda no chão, com uma coleira dourada em mãos. Eu não sabia se ria, ou se o ajudava. Decidi não fazer nenhuma das coisas.

Todos me olhavam, incrédulos, e o garoto as minhas costas me examinava de cima à baixo, como se estivesse avaliando se eu era...pegável. Eca. Joguei o arco para ele e desabei, fraca, na grama, a adrenalina me abandonando.

- Suzannah, para você - o encarei, falando baixo.
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Nicholas Harper
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Dom Maio 17, 2009 1:45 am

Eu estava lá, tentando me manter longe da bocarra do cão infernal, imediatamente lembrando da Sra O'Leary na arena, me perguntando se ela seria feroz assim se eu tentasse montá-la. Não é realmente difícil divagar em situações como essa, mas é o que me mantém calmo enquanto me agarro com tanta firmeza naquela enorme coleira, que se não estivesse com faixas enroladas nas mãos estaria sangrando já. Enquanto me mantinha seguro, distraindo o bicho, e pensava na Sra O'Leary, eu também olhava ao meu redor. Robert não havia conseguido tirar a novata dali, Silena e Julian estavam começando a correr na minha direção, parando quando a garota pegou o arco e uma flecha de Julien e um pouco mais ao longe o corpo de um sátiro estava caído. Aquilo me espantou a ponto de não ver o que acontecia com meus colegas meio-sangue e de repente eu estava caído, sentado no chão, pó de monstro caindo ao meu redor (e cara, aquilo era nojento). Me levantei, ainda segurando a coleira e fui até o corpo do sátiro.

Algum lugar no fundo da minha mente registrou alguém dizendo: "Suzannah, para você" mas eu ainda encarava o sátiro. Eu o conhecia. Era Hugh! Olha, eu morava há tempo o bastante no acampamento para conhecer uma boa parte dos sátiros e eles são um tipo de criatura que eu adoro. Com suas músicas e tudo mais, mesmo que fizessem parte do séquito de Dionísio uma criança de Apolo saberia se identificar com eles. Aquilo me deixou meio pra baixo. Peguei Hugh e o coloquei em meus ombros, subindo colina acima, até onde Robert, Silena e Julian se dividiam entre encarar Suzannah e a mim. Eu ignorei os outros três e encarei a garota diretamente. Dessa vez ela parecia mais alerta, mais ciente das coisas do que antes. E eu me senti muito mais velho que ela. Como se fosse responsável pelo que ela havia passado e pela morte de Hugh... "Se eu tivesse chegado aqui mais cedo..."

- Você está bem? - Perguntei, esperando sua resposta desta vez. - Ele... Hugh... Foi ele quem te descobriu? Que te trouxe para cá? - Ela balançou a cabeça e eu suspirei. Eu não tinha certeza se era realmente o mais velho ali, mas eu me sentia responsável pelos outros três, Robert, Silena e Julian, como se eu fosse o líder da missão, ou algo assim. Acho que era a armadura e o fato de que eu estava de vigia. - Estão todos bem? - Me virei para eles, meu olhar parando em Robert que analisava Suzannah como se ela fosse um novo brinquedo. Franzi a sobrancelha para o meu irmão. Alguma parte de mim havia decidido que eu iria cuidar daquela garota como se ela fosse uma irmã, acho que por ela ter me salvado do cachorro, ou talvez por ela estar obviamente perdida ali. E eu conhecia Robert bem o bastante. - Vamos entrar. - Eu disse, por fim, indicando o Acampamento Meio-Sangue com a cabeça.
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Julian Torres
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Dom Maio 17, 2009 9:59 am

Eu estava correndo para atacar o monstro pelas costas quando vi a garota de cabelos pretos despertar abruptamente do seu transe, acabando com o monstro que nos ameaçava sem muita dificuldade. Ao que parece, a garota é simplesmente filha de Zeus!

Os olhares de Robert não tinham sido nada educados com a novata, porém não vou discordar do fato que ela é bonita. Na verdade, haviam ali dois casais e eu. Bom, acho que estou começando a me sentir meio excluído, afinal, os filhos de Hefesto não são reconhecidos pela sua beleza, não é mesmo?

Caramba, hoje foi um dia e tanto! Nicholas apareceu carregando um sátiro e, para meu espanto, o sátiro estava morto. Ele estava preocupado, parece que estava se sentindo culpado pela morte do sátiro. Ao seu lado, a filha de Zeus se identificou como Suzannah. Ela com certeza não estava muito contente com os olhares de Robert mas curiosamente seu olhar estava denunciando uma atenção excessiva para Nicholas.

Olhei para Silena, mas ela parecia mais preocupada com o retoque de seu esmalte enquanto andávamos para nos reunir aos outros. Assim que ela percebeu o sátiro morto, algumas lágrimas começaram a brilhar nos cantos de seus olhos. Cara, o clima agora estava bastante triste, os sátiros são muito companheiros e a morte de qualquer um deles é muito sentida no acampamento.

- Estão todos bem? - ouvi Nicholas perguntar. É claro que a gente não estava legal, por fora até poderíamos tentar disfarçar, mas a verdade é que estávamos abalados com a morte do sátiro - Vamos entrar. - acho que percebeu nossa resposta silenciosa, pois deve ter se sentido triste como todos nós naquele momento. Ele estava bastante tenso dentro da armadura, como se quisesse segurar um grito desesperado.

- Não foi culpa sua. - falei assim que me aproximei de Nicholas, ele respondeu me olhando desacreditado - Nós fizemos o possível, o impossível fica a cargo dos nossos pais. Porque você não aprende uma música nova hoje e tenta esfriar essa cabeça? Ainda tem muito monstro para destruir nesse mundo. - abaixei a cabeça enquanto andávamos em direção ao acampamento, e falei baixinho, para mim mesmo - A morte dele não vai passar em branco, pode ter certeza.
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Silena Beauregard
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Dom Maio 17, 2009 11:42 am

As coisas aqui realmente acontecem bem rápido, mas não pense que é assim sempre, não não, na verdade, eu ajudo muito nisso, viu?
Foi só eu chegar que o Rob trouxe armas para ajudar aqui e, e ele estava me entregando uma faca? Para o que eu iria precisar de uma faca? Ou eles achavam mesmo que eu iria lutar quando temos aqui dois filhos de Apolo e um de Hefesto? Onde eles estavam com a cabeça?
-Pelos deuses, Silena, onde estão seus sapatos?
Eu olhei para Rob e de Rob para os meus pés, é, eu realmente gostaria de saber onde estavam meus sapatos...
-Que tal na loja do Acampamento, onde você irá comprar um pra mim? -Eu disse ironicamente, será que ninguém via o quão heróica eu fui ao...ao colocar em risco os meus sapatos? Poderia ter sido de qualquer um, mas não, foram os meus.
Quando Julian falou, eu olhei incrédula para ele, mas tudo bem, isso só demonstrava tudo que eu sempre tentei falar, todos precisam de mim.
Eu iria provar do que a “filha de Afrodite” é capaz.
- Distração. Se lembrem do capture a bandeira verão passado? Usar dois para atrair o monstro, enquanto outros dois atacam por trás. Eu e Robert vamos fingir que atacamos o monstro e tentar fazer com que ele dê a volta na colina, e quando ele estiver de costas, Torres e Silena, vocês atacam. E você. - Ele deu uma pausa se virando para a novata e falando algo a ela, mas, bom, se ele queria distração, ele teria, a última captura da bandeira eu estava distraída prestando atenção, bem, por incrível que pareça não na minha unha.
Mas enquanto eu lembrava desse verão eu pude ouvir Nick fazendo frases rimadas para acabar com um cão infernal, é, depois achavam que a anormal era eu.
Eu observei enquanto Rob tentava levar a novata para o Acampamento a dentro, mas aparentemente ela não queria ir, mas, eu a entendia, Quíron pode ser ótimo em muitas coisas, mas devido ao estado dela eu era a pessoa mais qualificada para ajudá-la, quero dizer, olhe o estado dela. Um dia, eu ainda daria um curso nesse acampamento só sobre moda, beleza e coisas do tipo.
- SILENA! JULIAN! Será que dava pra se mexerem LOGO, caramba?!
Eu olhei novamente para Nick, que estava montado no cão infernal, é, eu teria que fazer alguma coisa, olhei para a faca na minha mão e respirei fundo, mas antes que pudesse sequer pensar em tacar no cão ou sei lá o que, a novata lançou uma flecha nele, fazendo logo com que ele sumisse no ar e Nick caísse no chão.
Várias coisas começaram a acontecer e depois eu só pude perceber Nick levantando um corpo ... um corpo?
Eu cheguei mais perto para ver e, era Hugh, um sátiro aqui do acampamento morto e só o que eu fiz foram jogar sapatos. Eu comecei a balançar minha cabeça em desaprovação a minha ação, antes eu tivesse jogado mais alguma coisa no cão infernal.
Logo percebi que as pessoas começaram a seguir para o Acampamento e os acompanhei, coloquei uma mão na costas de Nick, enquanto Julian falava algo a ele, para mostrar que ele não estava sozinho nessa e isso vindo de mim, é muita coisa mesmo, e me virei para a novata, que pelo visto se chamava Suzannah.
-Silena, Chalé 10 – Eu disse sorrindo para ela, sem nem me importar se ela entendia ou não o que era “chalé 10”- Olha, não é por nada não, mas você precisa de ajuda, olhe as suas roupas, precisamos dar um jeito nelas ok?
É, a velha Silena de sempre voltava novamente.
Apesar de tudo isso ter acontecido, eu não tinha me esquecido, já que todos queriam falar com Quíron eu aproveitaria para falar sobre um novo curso que teríamos e sobre minha mudança de professor, Nick ou Rob poderiam muito bem assumir o cargo.
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Robert Crawford
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Dom Maio 17, 2009 8:37 pm

- Que tal na loja do Acampamento, onde você irá comprar um pra mim? – Silena respondeu sarcasticamente, e eu me resumi a rolar os olhos, contrariado. Ela olhava para a faca que entregara a ela como se fosse um monte de lama.

Ah, claro. Deixe de ser estúpido, Robert. Quando você vir uma filha de Afrodite lutando, me avise. Elas estavam mais preocupadas com o cabelo e roupas do que com batalhas. Eu até fiquei admirado quando Silena se desfez de seus sapatos – que agora só eram frangalhos vermelhos abaixo do cão infernal – e arremessou contra o monstro, de livre e espontânea vontade.

Julian estava observando, com bastante interesse, a coleira que estava no cão que alguém tinha matado antes que eu chegasse. Sua expressão estava compenetrada, e eu resisti ao impulso de olhar por cima do seu ombro, e voltei a encarar a novata. Sem dúvida, ela era bonita. A pele arranhada e maltratada, os cabelos sujos e extremamente embaraçados, um olhar feroz de “não me toque” estava estampado no rosto delicado. Toda a linguagem corporal dizia: “fique longe”, e eu me perguntei há quanto tempo ela estava longe de casa.

Torres informou que o Cão Do Mau Número Dois estava protegido contra os filhos de Apolo. Eu bufei. Malditas coleiras que os estavam protegendo. Ia ser muito mais fácil atingi-lo com uma flecha do que chegar perto o suficiente e cravar uma espada nas costas dele.

Então, o cão estava perto demais. Eu quase podia sentir seu hálito horrendo, e respirei fundo, me lembrando daquele verão em que um desses surgiu no capture a bandeira, e Quíron teve que matá-lo.

Olhei para meu irmão, que falava alguma coisa sobre “distração” e “Robert e eu fingimos que atacamos ele”. Com um aceno, concordei com Nicholas e nós investimos contra o cachorrão.

Nick me mandou levar a guria nova até o Acampamento, e eu concordei – não era como se ele estivesse me obrigando a ir. Admito que queria ficar um tempo sozinho com a moreninha bonitinha – e fui até a garota, e quando olhei para trás, Nick estava montado no Cachorrão Número Dois. Sério, se nós não estivéssemos correndo risco de vida, eu apontaria para ele e riria muito alto.

Cheguei do lado da morena, tentando conduzi-la até depois da barreira mágica, mas ela se esquivou, e afanou minha aljava e arco. Com um tiro certeiro, ela acertou o cão com tudo na cabeça.

A única coisa que consegui pensar foi: Uau. Essa aí é das minhas. Confesso que a estava analisando de cima a baixo, e ela notou meu olhar.

- Suzannah, para você – murmurou, abaixando meu arco.

- Bonito nome. – repliquei, chegando mais perto dela, e pegando minhas coisas de volta. Ela rolou os olhos.

Sorri de canto, enquanto ela ainda me encarava, e Nicholas subia a Colina com um sátiro assassinado nos braços. Engoli em seco. Provavelmente, ele viera com Suzannah até ali, e ela deveria estar se sentindo, além de cansada, suja, desorientada e tonta, culpada. Sabia que meu irmão, como ninguém, entenderia, e suspirei.

- Estão todos bem? – perguntou, e nós acenamos com a cabeça. – Vamos entrar – continuou, e começamos a caminhar.

Aí, eu me lembrei.

Corri até o monte de areia que o Poodle Seis Seis Seis Do Inferno Número Dois um dia foi, e me agachei, espanando as cinzas do monstro, até que meus dedos envolveram a coleira do bicho. Peguei com força, analisando os símbolos que estavam gravados nela. Reconheci o do meu pai e suspirei. Torres estava certo.

Corri colina acima, os alcançando e estendendo a coleira para Julian.

- Ei, cara, toma a outra. Tenho certeza de que Beckendorf vai querer ver do que elas são feitas, e tal – dei a coleira para ele, e posso jurar que vi os olhos de Silena brilharem quando mencionei Beckedorf.

Assim que ultrapassamos a fronteira mágica, respiramos aliviados. Mas não Suzannah. Ela ainda estava tensa, os músculos rígidos. Sabia que ela não sabia da fronteira, e achava que mais monstros podiam nos pegar aqui.

- Não tive a chance de me apresentar – falei a ela, coçando a nuca. A morena me olhou como se eu fosse um saco de esterco e soergueu a sobrancelha. Eu a imitei – Sou Robert. Prazer em te conhecer.

Ao longe, perto da Casa Grande, pude distinguir duas silhuetas vindo em nossa direção. Uma era de um cavalo.
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Percy Jackson
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Dom Maio 17, 2009 10:00 pm

Tá, tá, eu admito: estava pensando em Annabeth.

Ela estava estranha esses dias. Mais reservada. Quieta. Nunca mais falou sem parar para respirar sobre arquitetura, ou sobre como o laptop que Dédalo dera a ela era brilhante. Grover estava ocupado em espalhar a palavra de Pã por entre os sátiros, e meu querido irmão ciclope ainda não havia chegado para o verão.

Depois da fogueira, Quíron me chamou para ir até a Casa Grande. Provavelmente, queria falar sobre como nós faremos para derrotar Cronos. Eu era da opinião que a gente podia simplesmente explodir o Princess Andromeda. Simples, rápido, e ninguém do nosso lado morreria no processo.

Quíron me olhou estranho quando eu sugeri isso, e eu desisti da idéia. Quero dizer, só porque você faz uma brincadeira ou outra de vez em quando, todo mundo fica olhando como se você fosse louco toda vez que abre a boca para dar sua opinião.

Não importa se você já salvou o mundo de se arruinar em uma Guerra Civil dentro do Olimpo, e se atrasou a ascensão do Lorde Titã. Simplesmente se esquecem de tudo que você fez de bom. Fato.

Eu segui o centauro, relutante. Só queria voltar para o Chalé Três, e talvez enviar uma mensagem de Irís para mamãe ou Tyson. Eu realmente sentia falta daquele grandão. Eu tinha alguém para conversar, quando ele estava aqui.

Quando chegamos à Casa, nem tive tempo de botar os pés em outro lugar além da varanda. O barulho de um carro derrapando na Colina encheu o ar. Quíron e eu trocamos olhares. Ele pegou alguns pedaços de ambrosia e um cantil de néctar – demorou um pouco até ele passar pela porta principal e ir até a enfermaria – e depois nós disparamos na direção do pinheiro de Thalia.

Cara, eu estava sentindo falta dela também. Ouvira falar dela poucas vezes desde que resolveu se juntar às Caçadoras, uns dois anos atrás. Me perguntei como ela estava se virando lá – era super irônico que Thalia, toda rebelde e roqueira, fosse virar uma Caçadora, e logo a “comandante”.

Me peguei sorrindo, enquanto chegávamos a colina e diminuíamos a velocidade. Seis campistas estavam com cara de cansados, como se tivessem acabado de lutar.

Eu não duvidava nada.

Reconheci cinco deles – Nicholas Harper e Robert Crawford, de Apolo, Silena Beauregard, de Afrodite, e Julian Torres, um dos irmãos de Beckendorf.

Olhei para novata, e imediatamente, me lembrei de Thalia. Foi por reflexo e automático – num momento estava imaginando o que eles tinham combatido (e meu olhar foi até a árvore, mas o Velocino ainda jazia nela, brilhando saudavelmente), e depois eu lembrei de minha amiga.

Mas a garota não lembrava Thalia fisicamente – as duas eram morenas, e só. Reconheci a filha de Zeus no modo em que a nova campista se portava, as calças rasgadas, o rosto e pernas sangrando, ela praticamente gritando: “SAIAM DAQUI!”

Igualzinha a minha amiga.

Quíron perguntou educadamente qual era o nome dela, e, chocada por perceber que o nosso diretor de atividades era, hum, metade cavalo – acredite: eu pirei quando percebi isso – respondeu, desorientada, confusão, cansaço e desconfiança brilhando nos olhos selvagens:

- Suzannah.

Eu sorri para ela amigavelmente. Enfiei meu rosto na sacola de néctar que tinha recebido e estendi um pequeno pedaço para cada um deles. Quebrei uma parte ligeiramente maior para Suzannah, que olhou para o “remédio” como se fosse veneno.

- Pode pegar – incentivei. – Vai te fazer bem.

Relutante, ela aceitou, olhando de esguelha para mim. Não parecia ser muito mais velha que eu, um ano, talvez. Me perguntei se ela já teria sido determinada, e, se sim, de quem seria filha.

Me virei com um pedaço para Nicholas, e o deixei cair no chão, meus olhos arregalados. Quíron seguiu meu olhar, e os olhos dele brilhavam de compaixão ao ver o sátiro morto.

Eu engoli em seco, enquanto o centauro estendia o lombo para amparar o corpo e galopou floresta adentro. Finalmente entreguei o néctar a Nick, que aceitou.

- E então, Suzannah, o que aconteceu? – perguntei, preocupado, seguindo o diretor de atividades até que sua silhueta sumisse na escuridão.
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Suzannah Mitsuwell
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Seg Maio 18, 2009 2:20 am

Meus cabelos estavam enlameados em sangue seco, as costas de minhas mãos e a parte de dentro do meu braço direito exibiam arranhões e cortes dignos de um filme de terror, e eu sentia uma pressão estranha em minhas pálpebras - como se elas estivessem pesando toneladas. Um nó havia se formado em meu estômago, e eu tinha a sensação de que não afrouxaria tão cedo.

Tudo isso já seria bem ruim sem que você tivesse tido que enfrentar dois monstrengos estúpidos e ter um monte de gente estranha te olhando, incluindo um cara que parecia que ia me comer com os olhos. Então seria desculpável se eu abrisse o berreirro ali mesmo.

Mas eu não sou assim.

- Bonito nome – falou o loiro do qual eu havia "pego emprestado" o arco e a flecha, sarcasticamente. Um sorrisinho - irritante - surgiu nos lábios dele. Eu o encarei, desejando ter visão de raio laser naquele momento. Mas eu não havia sido abençoada com esse dom, e sim com aquela porcaria de ser filha da um dos olimpianos. Blargh.

Essa encarada me deu tempo suficiente para examiná-lo melhor. E, putz, ele era muito gostoso. Quer dizer, eu estava brava com ele, mas não estou morta, certo? Os cabelos tinham um ar meio rebelde, e parecia que ele os estava deixando assim de propósito. Os olhos, de um azul chamativo, fitavam os meus com intensidade. E ele tinha um par de bíceps bem trabalhados, que se destacavam sob a camiseta.

Ok. Respira. Foco.

Então, vi Nick trazendo algo sobre os ombros. Algo que tinha um monte de cabelo ruivo e a ponta de dois chifres surgindo nesse mar rubro.

Hugh.

Um buraco se abriu em meu peito. Foi minha culpa. Eu havia olhado para trás. Eu que havia perdido o controle do Land Rover. E eu que só havia conseguido deter o monstro quando já era tarde demais.

- Você está bem? - perguntou Nick. A resposta era meio óbvia, era só olhar para mim. Mas fiquei quieta e esperei que ele continuasse - Ele... Hugh... Foi ele quem te descobriu? Que te trouxe para cá? - Confirmei com a cabeça, ainda abalada demais para poder falar algo. Sentia as lágrimas começando a se acumular no canto de meus olhos.

- Estão todos bem? - perguntou, se virando para os outros. Não obteve resposta. Seu olhar correu de mim até o loiro e ele fez uma cara de desaprovação. Senti que podia confiar em Nicholas, e que uma ponta de proteção surgia em seu olhar. - Vamos entrar - falou, e todos pareceram entender. Menos eu. Entrar aonde? Eles começaram a andar em direção ao pinheiro e eu não vi outra coisa a fazer se não seguí-los. Sem saber onde ia.

Porém, antes que eu tivesse chance de perguntar, a menina que havia atirado os sapatos no cão se aproximou de mim, e falou, sorrindo amigavelmente - Silena, Chalé 10 – Ahn? Meu Deus, ninguém me explica nada nessa joça! O que diabos ela quis dizer com chalé 10? - Olha, não é por nada não, mas você precisa de ajuda, olhe as suas roupas, precisamos dar um jeito nelas ok? - E ela parecia estar falando do meu estilo em geral, e não do fato de que meus jeans exibiam rasgões no joelho e minha T-shirt estava suja de terra. Silena olhou sugestivamente para meus Converses e eu soube que ela não os aprovava.

Mas se achava que ia me convencer a usar um salto alto...bom, que esperasse sentada.

Então, do nada, o idiota que tinha ficado me encarando saiu correndo para o lugar da luta, voltando com outro suvenir, além daquele que o único moreno dali tinha em mãos e o entregou para este. Era uma coleira dourada, com símbolos estranhos na parte interna, coisas que eu não conseguia distinguir.

Passamos pelo pinheiro, e Silena pareceu estar aliviada. Para falar a verdade, todos estavam. Estava evitando olhar para Nick, que carregava Hugh nos braços, mas sabia que ele finalmente respirara. A razão é que não estava lá muito esclarecida para mim.

- Não tive a chance de me apresentar - ele se aproximou novamente. Não sabia bem o porque, mas estava com uma baita vontade de dar um soco naquele cara. Tinha uma teoria da explicação para aquele impulso. Lancei um olhar nojento - algo que eu usava em raras ocasiões - em sua direção – Sou Robert. Prazer em te conhecer.

Não me contive.

- A sensação não é recíproca - retruquei, sem sorrir.

Bom, pausa para explicações.

Eu achei que já tinha visto de tudo na vida. Quer dizer, um garoto metade bode metade, hã, garoto, cães gigantes, uma professora de química que era um das górgonas...enfim.

Mas nada disso me preparou para o que eu estava vendo naquele momento.

Era um cavalo branco. Devia ser um cavalo branco. Mas, em vez do pescoço, tudo que encontrei foi a parte superior de um corpo humano.

Me belisquei, forte demais, somando mais um vergão à minha já maltratada pele. Eu não estava sonhando ou imaginando coisas. Meus lábios se separaram involuntariamente.

Então notei um garoto ao lado do hã, como se chamavam mesmo...ah, ok, centauro. Tinha os cabelos escuros e os olhos eram de um verde-mar que me lembrava a praia de Avalon.

O cavalo, digo homem...argh. Centauro. Isso. Ele perguntou meu nome. Eu respondi, a minha voz trêmula. O menino sorriu, e então enfiou a mão em um saquinho transparente, que continha cubinhos de algo que eu não sabia o que era. Ele estendeu um para mim.

Fiquei olhando, pensando se aceitava ou não. O garoto percebeu a minha insegurança.

- Pode pegar. Vai te fazer bem.

Olhei em volta. Não parecia que nenhum deles tinha a intenção de me machucar. E se você for pensar bem, nem faria muita diferença se eu morresse ou não naquela hora. Já estava toda ferrada mesmo...

Aceitei, e o coloquei na boca, hesitante. O gosto me supreendeu. Quer dizer, aquilo tinha a mesma consistência de maria-mole. Mas parecia, bem...sushi. Coincidentemente, minha comida preferida. Mastiguei devagar, ainda supresa, e engoli. Naquele instante, o cansaço desapareceu. Os cortes ainda ardiam, mas parecia que estavam...se fechando?

Arregalei os olhos.

Então, quando menino foi dar aquilo para Nick, se deparou com o corpo de Hugh, e o cubinho escapou de seus dedos. Engoliu em seco e eu olhei para o centauro, que tinha os olhos marejados de lágrimas. Hugh Damon era conhecido ali. E eu tinha permitido que ele morresse, que escapasse como areia dos meus dedos. Suspirei e encarei a grama, enquanto o cavalo-homem colocava o sátiro em seu lombo e corria para uma casa de fazenda, à alguma distância de onde estávamos.

O moreno se voltou para mim.

- E então, Suzannah, o que aconteceu?

Eu estava me contendo. Tinha aguentado tudo até ali, a despedida, a viagem, o acidente, a morte, a luta, Robert, o corpo. Mas aquela pergunta despontou em mim uma enxurrada de lembranças que eu não estava conseguindo conter. Só percebi que estava chorando quando senti minha lágrimas descerem por meu pescoço. Nick se aproximou para me abraçar, mas me desvencilhei. Detestava que me vissem chorando. Eu não gostava de parecer fraca ou vulnerável, desde que era pequena. Aquilo era vergonhoso.

Sequei as lágrimas com os dedos, e contei a história. Desde a explosão do laboratório até a morte de Hugh. O choro, parcialmente contido, voltou com força total, e eu não tinha mais forças para parar a cascata que brotou de meus olhos. Não consegui falar mais nada, e escondi o rosto nas mãos, tentando não gritar.

Porque era o que estava com vontade de fazer naquela hora.
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Nicholas Harper
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Seg Maio 18, 2009 1:07 pm

Entramos todos no Acampamento, eu ainda carregava o corpo de Hugh, e de certo parecia que havia acabado de sair de uma batalha, vestido com a armadura e cheio de pó de monstro em cima de mim. Nojento. Mas eu tinha outras coisas em que pensar. Campistas haviam nos visto e logo Percy Jackson e Quiron estavam conosco. Distribuindo ambrosia e fazendo perguntas. Jackson veio me oferecer um pouco, mas mesmo que ele não tivesse derrubado quando viu Hugh em meus braços, eu não teria aceitado. Eu estava perfeitamente bem, talvez mais tarde aparecesse uma dor nas pernas, mas nada que cavalgar pégasos não cause também. Quíron notou a movimentação e pegou Hugh dos meus braços, o levando pra Casa Grande.

- E então, Suzannah, o que aconteceu? - Jackson perguntou e eu revirei os olhos.

Não me levem a mal. Eu respeito o cara. Ele é corajoso e tudo mais, um herói poderoso, filho de Poseidon e tudo mais. Mas às vezes ele pode ser meio lerdo. Eu não preciso ser um filho de Afrodite pra sacar que ele gosta da Annabeth Chase. E não é preciso ser um filho de Athena pra sacar o que aconteceu com Suzannah. Principalmente depois que ela começou a chorar.

- É meio óbvio, não, Jackson? - Eu perguntei, respirando pesadamente. - Dê um tempo pra garota, ela acaba de ver um amigo morrer e de matar seu primeiro Cão Infernal. E acaba de chegar aqui. Alguém deveria é explicar as coisas pra ela primeiro, exigir explicações depois. Eu me ofereceria, mas... - Olhei em direção ao bosque. - Eu tenho a impressão que é melhor esperar um pouco... E também... Bem... Eu queria ver com os sátiros... Uhm... Você sabe, o funeral... - Murmurei as últimas palavras, pensando no que Hugh iria reencarnar.

Pensei em perguntar para Suzannah se ela queria ir. Sabe, funerais de sátiros não são tão deprimentes. Prestam-se homenagens, os sátiros dão uma bênção e o corpo simplesmente vira uma semente. Tirando o fato de que, às vezes, isso me faz olhar para o bosque e pensar nele como um grande cemitério, é bem interessante. Mas ela ainda estava chorando. É. Esperar com certeza é a melhor opção.

- Suzannah... Você... Uhm... Quer alguma coisa? - perguntei, pensando no que diabos uma garota sozinha chorando desesperadamente depois de tudo que viu poderia precisar. Eu só conseguia pensar em "um psicólogo, talvez?".
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Julian Torres
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Ter Maio 19, 2009 12:25 am

Enquanto caminhávamos colina abaixo, Robert me entregou a coleira do outro cachorro. Agradeci com um aceno de cabeça, e ele falou alguma coisa sobre dar os objetos para Beckendorf. Ah, mas meu meio-irmão só ia ver aqueles objetos depois que eu já tivesse investigado cada detalhe daquelas proteções. Bom, talvez ele nunca visse as coleiras...

Quando dei por mim, estava frente a frente com Quíron e Percy. Pronto, agora já poderíamos escrever um livro das nossas aventuras. Nicholas botou o corpo de Hugh nas costas de Quíron e o centauro cavalgou em direção à Casa Grande. O famoso filho de Poseidon nos deu um pouco de néctar e logo começou a falar com a novata. Na minha opinião ele deveria aprender a controlar um pouco mais sua língua, afinal, Suzannah tinha acabado de ver Hugh morrendo e o cara vem perguntar justamente para ela o que aconteceu. Dá um tempo, né!

Mesmo ela, que parecia tão durona, acabou se desfazendo em lágrimas de tristeza após a pergunta de Percy. Ah, o Nicholas não ficou muito alegre e fez alguns comentários grosseiros sobre o jeito dele. Na verdade, Nicholas praticamente tirou as palavras da minha boca, falou aquilo que eu também estava pensando. Percy olhou meio sem entender, como se perguntasse "O que eu fiz?"

Nicholas continuou falando sobre ir ver a cerimônia de funeral dos sátiros, e até que não achei uma idéia tão ruim. No entanto, ainda havia algum tempo para nos limparmos antes de ir para a floresta, pois Quíron não ia levar o corpo de Hugh direto para o enterro. Acho que Nicholas esqueceu disso (ou estava dando em cima dela) quando perguntou o que Suzannah queria fazer. Pensei duas vezes antes de falar que ela deveria ir para o chalé de Hermes enquanto não fosse reconhecida por seu pai, e também para que pudesse se lavar daquelas manchas de sangue e trocar as roupas destruídas pelo cão infernal.

- Olha, independente da cerimônia de funeral ou de qualquer outra coisa, você deve deixar suas coisas no chalé de Hermes por enquanto. - para evitar também desagradar o Nicholas (acho realmente que ele vai dar em cima da Suzannah) - Acho que o Nicholas pode levar você para o chalé 11.

- Rooooonc! - opa, meu estômago já estava aprendendo a falar. Já devia estar na hora do jantar e com toda aquela adrenalina estava quase esquecendo da minha fome. - Acho que Quíron vai dar algum aviso sobre a cerimônia de Hugh durante o jantar, pessoal. Estou a caminho do refeitório, alguém mais quer ir?
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Robert Crawford
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Sex Maio 22, 2009 11:58 pm

Deuses, que garota mal-educada! Tá, eu compreendo que ela tenha passado por muitas coisas nas últimas horas – ou semanas, seilá – mas ela veio me dando patadas desde que chegou.

Isso, ao invés de me afastar, só me deixou mais interessado.

Desafio, eu pensei, sorrindo para a morena. Ela teria que vir com mais munição se pensava que iria me parar. Nós observamos Quíron e Percy Jackson subirem a Colina. Quíron estava com um olhar preocupado no rosto, e Jackson com um frenético.

Ele nos deu ambrosia, e nós aceitamos. Quíron levou o corpo do sátiro que levara Suzannah até ali para a Casa Grande, e todos nós meio que fizemos um segundo de silêncio. Era raro um sátiro morrer enquanto conduzia um semi-deus, mas acontecia. Isso me fez imaginar de quem Suzannah seria filha, e se era realmente um dos Olimpianos ou de deuses menores.

Eu prendi minha respiração ao lembrar da esfinge que me perseguira. Posso soar como um covarde, mas ainda tenho pesadelos com ela. E muitos dele envolvem suas perguntas. Eu entendia porque Annabeth Chase ficara tão possessa quando enfrentara uma no Labirinto.

Cara, eu iria surtar.

Enfim. O sátiro estava morto, o que significava que ele iria reencarnar numa árvore, ou flor. Eu achava isso legal em ser um sátiro – não ficar vagando pelos Asfódelos, ou Campos da Punição. Só... virar uma árvore, com uma dríade lá. Fora que você demora mais para envelhecer, e tal.

- E então, Suzannah, o que aconteceu? – ouvi Percy perguntar.

Suze desabou. Começou a chorar e contou sua história – como ela teve que fugir às pressas do orfanato, e que sua professora era uma górgona.

Eu prendi a respiração. Era uma façanha e tanto ela ter sobrevivido a górgona, que não duvidei nada que ela tivesse garra. Olhei para ela, enquanto Suze continuava sua narrativa, cada vez mais triste.

Então, veio esse sentimento do nada. Senti uma urgência em fazê-la sentir-se melhor. Suze tinha passado por muito, e deveria estar confusa, cansada, acabada. Prendi a respiração. O que era aquilo?! Era estranho; nunca sentira aquilo por nenhuma garota, e, de repente, aparece aquela guria e bagunça tudo!

Okay, acalme-se, Robert. Respirei fundo, e nem olhei mais para a morena, enquanto ela continuava a contar a história. Depois, meu irmão falou sobre o funeral de Hugh, mas eu não achava que Suzannah gostaria de ir. Quero dizer, eu não gostaria de ir, se fosse ela, mas a morena parecia ser imprevisível.

Torres falou que alguém deveria levar a novata para o Chalé 11 e eu concordei. Lá era onde todos ficavam antes de serem determinados; eu mesmo passei bons dois meses lá antes de Apolo lembrar que eu existia.

Havia só um probleminha: eu não queria que meu irmão levasse Suzannah até ao chalé de Hermes. Não pergunte o motivo. Acho que estava com ciúme, o que era completamente ridículo. Ter ciúme de uma garota que eu nem conhecia, quero dizer.

Suspirei.

Julian falou que iria até o refeitório, e perguntou se alguém queria ir. Eu neguei educadamente.

- Bem, acho que Quíron vai querer falar com Suzannah, certo, Jackson? – perguntei ao filho de Poseidon, que olhava com curiosidade para Suze. Ele parecia não ter se dado conta de que a enxurrada de coisas que a garota começou a falar fossem meio que culpa dele. – Ou nós a levamos direto para o Onze?


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Percy Jackson
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Dom Jul 05, 2009 8:00 pm

Certo. Lembra daquilo que eu comentei sobre você fazer uma coisinha de nada errada e todos caírem em cima de você, com pedras, forcados e tochas?

É. Eu achava que os campistas ao meu lado iam começar a me perseguir ali mesmo, se os olhares mortais indicavam alguma coisa – e eu apostava que indicavam. Ok, ok, admito que, às vezes, não meço minhas palavras, mas é por causa do déficit de atenção. Quando vejo, eu já falei e não tem como voltar o tempo e me impedir.

Então, quando Suzannah desabafou toda a história dela num fôlego só (o que me impressionou, porque ela nem parou para respirar, sabe como é), e começou a chorar logo em seguida, eu me senti culpado. E com certeza não ajudou em nada Nicholas ficar indignado comigo por causa disso. Quero dizer, ele parecia preocupado com a novata, mas eu não vi motivos para isso. Ninguém ficou preocupado comigo quando eu enfrentei o minotauro e ‘pseudo-perdi’ minha mãe quando cheguei aqui. A maioria dos campistas só olhou para mim, impressionados, e o único que se importou de verdade foi Grover, e, posteriormente, Annabeth.

Suspirei e murmurei umas desculpas para a morena. Porque, acredite, você não gostaria que Suze guardasse rancor de você. Mesmo não sabendo de quem ela era filha... Ela parecia bem brava, como se você não tomasse cuidado, ela fosse explodir, ou algo assim.

- Bem, acho que Quíron vai querer falar com Suzannah, certo, Jackson? – Robert Crawford me perguntou, para logo em seguida continuar. – Ou nós a levamos direto para o Onze?

Eu pensei um pouco. Quando Suzannah contou sua história, ela não disse nada sobre ter sido determinada, e não havia motivo para ela fingir que não havia sido quando sabia quem era seu pai; era um incômodo desnecessário, já que o Chalé de Hermes está sempre lotado.

Por fim, dei de ombros.

- Acho que não. Você deve estar cansada, certo, Suze? – perguntei, e ela me fuzilou com os olhos. Ok. Minha cabeça gritou algo como “Fuja antes que ela resolva atirar as flechas em você!” – Ok, essa pergunta foi idiota, desculpe. Mas você quer ir jantar ou dormir?

A essa altura do campeonato, minhas orelhas estavam vermelhas, e eu mexia desconfortavelmente meus pés na terra fofa e molhada, sem saber o que falar para aquela guria que parecia realmente abalada a minha frente.

Me limitei a engolir em seco e esperar que ela respondesse.
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MensagemAssunto: Re: Welcome to the camp! [aberto]   Dom Jul 05, 2009 8:44 pm

Enquanto os soluços escapavam involuntariamente de minha garganta, ouvi uma pequena discussão, coisas que eu não poderia associar naquele momento. Hugh era tudo o que preenchia minha cabeça naquele momento. Minha culpa, minha culpa, minha culpa.
..........Tirei as mãos do rosto, tentando ver algo além da cortina de lágrimas que cobria meus olhos, sem sucesso. Levei as mãos ao rosto e sequei precariamente as gotas d'água que teimavam em sair de meus dutos lacrimais. Sabia que tinha sujado o rosto de terra, mas não me importava. Chega de prantos Suze!, disse a mim mesma. Continuar chorando iria ser simplesmente inútil.
..........Não havia percebido que estava tão faminta. Meu estômago emitiu um ruído oco em protesto, e eu desejei ter um prato de temakis à minha frente, naquele momento. Infelizmente, não era possível. Afastei meus cabelos do rosto e levantei o queixo, olhando para o grupo à minha frente. Todos me encaravam, a maioria com solidariedade e compaixão nos olhos. Não precisava daquilo, pena era para os fracos.
..........Ouvi, por fim, Rob se pronunciando.
..........- Bem, acho que Quíron vai querer falar com Suzannah, certo, Jackson? Ou nós a levamos direto para o Onze?
..........Percy pareceu pensar por um tempo, e, por fim, deu de ombros.
..........- Acho que não. Você deve estar cansada, certo, Suze? - falou, se virando para mim.
..........Francamente, onde aquele menino estava nos últimos minutos? Será que eu já não tinha deixado bem claro que estava beirando a podridão? Lancei um olhar fuzilante para ele. O mané começava a me irritar.
..........– Ok, essa pergunta foi idiota, desculpe. Mas você quer ir jantar ou dormir?
..........- Se possível, quero ir tomar um banho. Estou começando a feder aqui - e nem era brincadeira.
..........Percy assentiu, e então Nick disse que daria uma olhada nos preparativos para o funeral de Hugh e já me encontraria no chalé 11. Tá...chalé 11...MAS ONDE DIABOS FICAVA ISSO MEU DEUS? As pessoas começavam a se dispersar, e eu estava pronta para pedir ajuda quando Robert ergueu a mão.
..........- Posso acompanhá-la até o Chalé 11, se quiser.
..........AH NOES! Justo ele? Não poderia ser outra pessoa? Àquela altura eu aguentaria até Percy, mas este já se encaminhava para a Casa Grande. Eu quase respondi que não queria, mas não estava em posição para recusar. Precisava de um banho imediatamente, então, apenas assenti com a cabeça. Ai de mim.

[RP Fechado]
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